Diogo Vitório O sexo tinha sido pura luxúria, uma descarga elétrica que me deixou exausto, mas não preenchido. Cássia continuava deitada, o peito subindo e descendo num ritmo ofegante, enquanto eu já me preparava para o "pós-operatório". Se antes eu tinha que lidar com as paranoias dela sob o efeito do vinho, agora teria que encarar a versão lúcida e articulada. — Diogo... — ela chamou, ajeitando-se entre os lençóis bagunçados. Eu comecei a contar mentalmente: três, dois, um... e lá vem o bote. — Eu já sei — respondi, começando a me vestir com uma pressa que beirava a falta de educação. No fundo, o arrependimento já começava a amargar na boca. Eu tinha gozado, sim, mas o encanto tinha ficado enterrado nos escombros do nosso casamento. A paixão tinha sido asfixiada por anos de família d

