Acordei tarde demais para os meus padrões, com o sol já alto invadindo a pequena sala pela fresta da janela. A sensação estranha de ter dormido nos braços do Dante ainda pesava no meu peito, como se uma parte de mim ainda estivesse presa naquela noite. Levantei devagar, sem fazer barulho, e caminhei até a cozinha. Queria tomar um pouco de água e, talvez, me preparar para enfrentar mais um dia que eu não tinha certeza se conseguiria aguentar. Mas quando entrei na cozinha, a cena me surpreendeu. Lá estavam eles, Dante e Clara, como se fossem uma família qualquer numa manhã comum. Ele estava de pé, mexendo calmamente uma panela no fogão, enquanto Clara sentava na mesa pequena, um sorriso largo no rosto e as mãos segurando uma fatia generosa de pão. Ele tinha preparado café, e ao lado da pa

