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1057 Palavras
Mirella. Como é tentador . Considerando a proposta de Marco, eu não cederia tão facilmente desta vez. Ele me via como uma traidora, mas não sabia nada sobre mim. Bem, ele ia aprender uma coisa ou duas agora mesmo. — Não. — Continuei a dobrar e guardar as roupas que ele havia me dado de presente. — Não vou me ajoelhar por você. — Por que não? — Porque da última vez que fiz isso, não terminou bem. — Então você não é tão inocente quanto afirma ser? — Eu sou virgem. Eu não mentiria sobre isso. — Você já fez todo o resto? Separei as leggings fofas que ele tinha escolhido em todas as cores, tentando parecer discreta enquanto meu coração disparava. — Eu não diria isso. — O que você diria? — Ele se encostou na porta de carvalho e cruzou os braços sobre o peito musculoso. — Estou morrendo de vontade de saber como uma mulher como você é e age como você conseguiu se manter inteira. — Mantendo-me longe de homens como você. — Passei a mão pelo vestido preto de seda que eu m*l podia esperar para usar. — Quando completei dezoito anos, achei que sabia de tudo… — Por que não estou surpreso? — Um dos guardas do meu pai vinha flertando comigo havia meses antes do meu aniversário, e quando eu virei dezoito, ele achou que podia dar um passo adiante. O clichê. — Eu era muito jovem para perceber que ele era apenas um jogador que só me queria por causa de quem eu era. — Seu pai permitiu isso? Todo o ser de Marco ainda irradiava autoridade s****l, mas pelo levantar de suas sobrancelhas, eu havia dito o suficiente para despertar sua curiosidade. O suficiente para fazê-lo parar… por enquanto. — Ele não sabia. — Olhei pela grande janela ao lado da cama, absorvendo a paisagem da vibrante folhagem de outono. — Eu tive uma festa na piscina no ano do meu aniversário, e o guarda estava por perto fingindo que estava fazendo seu trabalho, mas só usava isso como desculpa para se aproximar de mim. Eu sempre fui atraída pelo bad boy sexy, de boca suja e tatuagens, mas aquele guarda não era nada comparado à situação complicada em que eu me encontrava agora. — Achei que estava agindo como uma adulta e queria ser mais ousada, então o convidei para o meu quarto naquela noite. — Coloquei o cabelo atrás da orelha, evitando olhar nos olhos de Marco por medo de que ele se sentisse enojado. — Nos beijamos e ele me tocou bastante, mas não foi tão excitante quanto eu imaginava. — O que aconteceu? — Nas noites seguintes, ele continuou aparecendo. Eu deveria tê-lo mandado embora, mas não mandei. Era o verão antes da faculdade, e eu não queria ir sem experiência. — Dei de ombros. — Não foi a melhor decisão que tomei. — Esse guarda ainda trabalha com seu pai? — Não — respondi. — Depois de algumas noites, ele começou a ficar agressivo, e eu sabia que era só uma questão de tempo até ele querer f********o, então pedi para ele não voltar na noite seguinte. — Ele ouviu? — Ele ameaçou contar ao meu pai que eu era uma prostituta, então me antecipei. Contei ao meu pai que ele estava vindo ao meu quarto e que eu não conseguia fazê-lo me deixar em paz. — Você fez a coisa certa — disse Marco. — Nunca mais o vi. — Que bom para o seu pai — disse ele. — Se ele pensa como eu, aquele guarda já não está mais respirando. — Eu não queria que meu pai o matasse. Eu só queria que ele parasse de vir ao meu quarto. — Ele deveria ter te escutado quando você disse que não o queria na sua cama. Se tivesse escutado, ainda estaria… empregado. — Você quer dizer vivo? — Seu pai fez o que achou necessário. — Bem, isso me assustou o suficiente para eu ir para a faculdade e nunca me envolver em um relacionamento sério. Eu me dediquei aos estudos e trabalhei muito. Foi assim que consegui continuar virgem. — Isso vai mudar muito em breve. — Ele passou a língua pela linha dos lábios. — Não tenho medo do seu pai. Ele ficou perto da porta, mas podia avançar sobre mim a qualquer momento, e eu não teria para onde correr. Será que eu queria mesmo correr? — Você já teve sua chance antes. — Mostrei um suéter roxo, admirando a maneira como ele o vestia; os finos fios prateados costurados nele brilhavam à luz. — Você jogou fora. Não tenho interesse em ter i********e com você. Eu caminhava numa linha tênue, mas seu lado selvagem me intrigava. Eu gostava de provocá-lo porque isso me dava uma emoção que eu buscava por toda a minha vida. — Você é audaciosa — disse ele. — Mas ainda não sei se é calculista ou estúpida. — Estou longe de ser estúpida. — Bem, você conseguiu se meter em um sequestro. — Eu não sabia que estava lidando com um homem tão sem coração. — Você não faz ideia — respondeu ele. Virei-lhe as costas enquanto meu pulso irregular sacudia minha caixa torácica. Desviar o olhar dele poderia ser um erro, mas talvez se revelasse benéfico. Ele precisava ver que eu não me submeteria a todas as suas ordens. — Não me desafie. — Ele se aproximou por trás e me abraçou pela cintura. — Você não vai gostar do que vem a seguir. — Como você sabe? Fechei os olhos e prendi a respiração quando ele levantou meu braço e deslizou os dedos por ele. O que havia nele que me fazia querer me submeter aos seus desejos, mesmo quando ele não os exigia de mim? — Está na hora de descobrir do que você gosta… — Ele deslizou as mãos até a barra da minha regata e a puxou por cima da minha cabeça. — E do que você não gosta. Ele jogou a peça no chão e então me virou de frente para ele. Lutei contra o instinto de me cobrir sob seu olhar intrusivo. Ele pegou minha mão e me conduziu a té a cama. — Chegou a hora de eu ver o que roubei.
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