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1278 Palavras
Marco. Sequestrar uma virgem prometida a um traficante de armas talvez não tenha sido a minha melhor escolha. Na verdade, provavelmente entraria para as cinco piores escolhas da minha vida — o que diz muito, considerando que eu era conhecido por fazer coisas bem ousadas. — Você ouviu o que eu disse? — perguntou Mirella, com os olhos arregalados e uma inocência quase provocadora. — Quero que você seja o meu primeiro. — Foi difícil não ouvir. — Soltei-a do aperto inabalável e voltei-me para a garrafa de vodca de cristal que meu pai havia adquirido durante uma de suas visitas à terra natal. — Uma virgem? — Isso é um problema? — Ela mordeu o lábio inferior enquanto brincava com as pontas do cabelo. — Por que você não me disse antes? — Servi para mim mesmo uma dose dupla. — Acabei de saber. — Por que você não me disse antes de quase me f***r contra a estante de livros? — Eu disse. Virei o drinque de vodca, entendendo perfeitamente por que eu estava em guerra. Não apenas havia feito a filha de Antônio de refém, como também atrapalhei seriamente seus planos de casá-la. A inocência dela provavelmente era um fator crucial na negociação do acordo com Garcia. Transar com ela passou a ter um significado completamente novo. Despejei o resto da vodca suave no copo. Teria que pedir para Matteo trazer outra caixa se quisesse sobreviver a esse desastre. Eu bebia bastante, mas a presença dela só aumentava essa vontade. — Você está bravo porque eu nunca fiz sexo antes? — Ela tirou o copo da minha mão e terminou a bebida. — Achei que isso fosse algo bom. — Você não faz ideia do quanto isso é bom. Para mim. — Então, qual é o problema? — Ela colocou o copo sobre a mesa e passou os braços em volta do meu pescoço. — Você mesmo disse que nós dois precisamos disso. — Mudei de ideia. Na verdade, não. Mas eu precisava desacelerar e reavaliar a situação. Se eu a reivindicasse, arruinaria o relacionamento dela com Garcia. Ela se tornaria inútil no casamento arranjado por Antônio. Embora eu adorasse a ideia de me vingar dos dois, eu poderia devolvê-la como mercadoria danificada? O que aconteceria com ela depois? — Eu não entendo — disse ela. — Você não precisa entender. Se eu disse que tomei uma decisão, essa é a palavra final. — Eu não trabalho para você. — Jamais trabalharia para mim. — Se algum dos meus homens falasse assim comigo, eu atiraria nele na frente dos outros para deixar minha posição bem clara. — Se eu digo que estou pronta para f********o, isso é tudo o que você precisa saber. Sou uma adulta que consente. Dizer que você é adulta era discutível. — Você estará pronta quando eu disser que está pronta. — Segurei seu queixo. — Nem um segundo antes. — Eu realmente não gosto de você. — É exatamente por isso que o sexo entre nós seria explosivo. — Abaixei os lábios até a boca carnuda e tentadora dela. — Quanto mais você me odiar, melhor será. — Você é doente. — Quem mora em casa de vidro… — Passei a mão pela lateral do corpo dela. — Você me deseja de forma desesperada, mesmo sabendo que não deveria. — Você não sabe o que eu quero. — Não? Você fodeu sua família por isso. Cruzou a linha inimiga e, em vez de se sentir repelida pelo meu toque, não consegue se fartar dele. Coloquei a mão no quadril dela. — Você veio atrás de mim e agora vai enfrentar as consequências. Quando encostei meus lábios nos dela, ela agarrou meus ombros. Segurei seus braços e a puxei contra meu peito, enfiando a língua em sua boca. — Hum… — ela gemeu. — Vê o quanto você me deseja? — Passei os dedos pela garganta dela. — O quanto está desesperada para se entregar a mim? Ela me encarou por entre os longos cílios, tentando controlar a respiração irregular. Tudo o que eu queria era curvá-la sobre a mesa e dar a nós dois o que desejávamos: uma f**a forte o suficiente para nos trazer juízo. Pense com a cabeça, não com o p*u. Eu precisava clarear a mente, e isso era impossível com ela parada à minha frente, seminua, cheirando a morangos e sexo. — Suba e se vista. — Afastei-me, exercendo um autocontrole quase sobre-humano. — Agora. — O quê? Por quê? — Porque eu mandei. — Então eu digo não. Cerrei os punhos, lutando contra o impulso de estrangulá-la. Como alguém tão linda conseguia despertar em mim impulsos tão violentos? — Não tolero desrespeito. — Avancei, fazendo-a recuar. — Você fala demais, mas sabe que, em algum momento, vai me forçar a descarregar toda a minha raiva em você. — Você não faria isso — disse ela, sem convicção. — Não? — Dei outro passo. — Então por que você recua? Ela brincou com o cabelo, olhando em volta do quarto. Procurava uma saída? — Quando isso acontece, tudo vai longe demais — disse ela, sustentando meu olhar. — E nenhum de nós quer isso. Por que isso me excitava tanto? — Suba e vista-se. — Apontei para o corredor. — Tenho guardas na casa. Não posso deixar você andando quase nua, exibindo o que é meu. — Não. — Ela manteve o olhar firme. — Não vou obedecer. — Vou fazer você me ouvir. Avancei, e ela saiu correndo do quarto pelo corredor. No instante em que alcancei a porta, meu telefone tocou. Por sorte — ou azar — era uma ligação importante demais para ignorar. Mirella subiu as escadas correndo enquanto eu atendia. — Pai — disse. — Você está bem? — Estou bem? — A voz dele soou dura. — Que merda você está fazendo? — Você ouviu sobre a situação atual. — A guerra que você iniciou? — Estou tentando controlar. Quero trazer você para casa. — Como sequestrar a filha do Antônio vai fazer isso? — Ele fez uma pausa. — Ele sabe de algo que nós não sabemos? — Ainda não sei. — Decepcionante. Sentei-me no chão perto do gabinete, sentindo cada palavra dele me atingir em cheio. — Volte a focar no jogo. Não vou perder meu império porque você se deixou distrair por um rosto bonito. — Não é isso que está acontecendo. — É exatamente isso. A ligação terminou deixando um peso esmagador no peito. Quebrei a garrafa vazia de vodca contra a mesa. Os cacos se espalharam pelo chão. Não foi a única coisa que se partiu naquela noite. Minha autoconfiança estava em frangalhos. Subi as escadas com passos lentos. Eu deveria deixá-la sozinha, mandar Ricardo lidar com isso. Mas o monstro dentro de mim queria sua chama. Ela era o fósforo para a minha gasolina. Abri a porta do quarto. Ela m*l levantou os olhos. Roupas e caixas vazias estavam espalhadas pelo chão. — Você não fez o que eu mandei — falei. — Gostei da lingerie. — Ela vasculhava as sacolas. — Quem escolheu isso tem um gosto impecável. — Está impressionada? — Considerando que dinheiro não é problema para você, não esperaria menos. — Ela se virou. — O que você quer? — Algo que só você pode me dar. — O quê? — Você só me causou problemas desde que veio para cá. — Você causa a própria irritação. Quando ela ajeitou o short apertado na b***a, meu corpo respondeu antes da razão. — Talvez. Mas agora você vai aliviar um pouco desse estresse. — Bati a porta com força. — Ajoelhe-se.
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