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2295 Palavras
Mirella. Marco me guiou até o banheiro. — Quando você vai parar de se comportar m*l e aprender a me obedecer? Devo te manter trancada no quarto o dia todo para saber onde você está? Devo colocar um microchip em você como faço com meu animal de estimação? — Abri a boca para falar, mas, a julgar pelo seu olhar dominante e pela postura tensa, não era hora de provocá-lo. O que quer que o tivesse irritado tinha pouco a ver com a minha longa caminhada. Disso eu tinha certeza. — Por quanto tempo mais podemos continuar dançando juntos? — Ele levantou minha blusa por cima da minha cabeça, me libertando do tecido encharcado. — Não tolero desrespeito nem pessoas que não me ouvem. — Eu não trabalho para você. — Não consegui me conter. Provocar ele era algo tão natural. Talvez fosse a reação que eu provocava nele quando o desafiava que me atraía. Quando brigávamos, eu tinha a atenção dele. — Você não precisa trabalhar para mim para me ouvir. — Ele afastou meu cabelo do meu ombro e deslizou a alça do meu sutiã para baixo. — É algo que você sempre esquece. Ele me girou e me empurrou contra o balcão, me prendendo entre ele e o mármore branco e frio. Nossos olhares se cruzaram no espelho quando ele desabotoou o fecho do meu sutiã e o retirou da minha pele. Arrepios percorreram meus braços e pescoço, fazendo-me tremer ainda mais. — Você realmente me vê como um carrasco insensível? — Ele deslizou os dedos pela minha lateral até o botão da minha calça jeans. — Porque, se você quer que eu seja uma fera, como meu irmão me chamou, posso te mostrar quem eu realmente posso ser. — Pensei que você já tivesse me mostrado. — Flashbacks dele me virando e me pegando por trás inundaram meus pensamentos. Eu ainda tinha as marcas roxas dos dedos ásperos dele cravados nos meus quadris. — Não que eu esteja reclamando. — Talvez esse seja o problema. — Ele abaixou o zíper da minha calça jeans. — Você está me provocando de propósito para que eu te castigue? Apoiei a nuca no peito dele enquanto ele deslizava os dedos para dentro da minha calcinha e me penetrava. Com a outra mão, ele puxou minha calça jeans e minha calcinha até meus tornozelos. — Saia daí —, ele rosnou no meu ouvido. Eu fiz o que ele pediu. Ele não poderia estar mais errado quando disse que eu não conseguia obedecê-lo. Eu agarrei a borda do balcão quando ele aumentou o ritmo, enfiando os dedos o mais fundo que pôde e depois recuando, espalhando minha excitação enquanto se movia. — Você está pensando em me deixar? — Ele juntou meus cabelos emaranhados na mão e puxou minha cabeça para trás. — Porque, quando Ricardo não conseguiu te encontrar, foi isso que eu pensei que tinha acontecido. — Eu não fui embora. — Apertei seus dedos com força, balançando a pélvis no mesmo tempo do seu movimento implacável. — Essa não foi a minha pergunta. — Ele puxou meu cabelo. — Você quer me deixar? — Eu… eu não sei. A ideia de deixá-lo me intrigava, mas quanto mais tempo eu ficava com ele, quanto mais eu me apegava, mais sentia. Como poderia entregar meu coração a um homem que me via apenas como a filha de seu inimigo? — Você não sabe, p***a? — Ele retirou os dedos justamente quando aquela sensação deliciosa começava a crescer dentro de mim. — Então talvez você não seja nada mais do que uma distração ridícula. Quando ele desabotoou o cinto, meu coração disparou. — Um pirralho insolente que precisa aprender uma lição. — Ele puxou as calças e a cueca para baixo até os quadris. — Você veio atrás de mim. Ele me empurrou para a frente com uma força que eu não estava preparada, fazendo-me cair contra o balcão. Quando ele lançou meu cabelo e se pressionou sobre mim… De costas, inclinei o rosto sobre o mármore gelado. Meus m*****s roçaram a pedra enquanto ele arqueava meus quadris. — Você não respondeu à pergunta de forma satisfatória. — Ele deslizou a ponta do pênis pela minha b****a, depois moveu os quadris, penetrando apenas o suficiente para me fazer estremecer de desejo por mais, antes de parar. — Sua resposta determina como isso vai continuar. — Marco. — Me aconcheguei nele, mas ele segurou meus quadris e me impediu de avançar. A frustração me invadiu. Ele não me daria o que eu queria. — Você me humilhou hoje. — — Não foi minha intenção. — Meus conselheiros acham que estou dividindo minha atenção. Que não consigo te manter sob controle e administrar meus negócios ao mesmo tempo. — Ele se aproximou um pouco mais, me oferecendo um pouco mais de seu enorme p*u. — Posso fazer o que precisa ser feito, mas preciso ter certeza de que não errei em relação a você. — Por favor, pare de conversar e me f**a. — Eu pressionei o lábio do balcão com tanta força que pensei que poderia amassar o mármore. — O que foi que eu disse sobre essa sua boca imunda? — Sério? — Responda à minha pergunta. — Ele me penetrou, permanecendo imóvel, com as coxas musculosas firmemente apoiadas de cada lado dos meus quadris. — Eu já te respondi. — Apertei seu m****o com força, tentando seduzi-lo. — Eu já disse que não sabia. — Por que você é tão teimosa? — — Por que você é um i****a? — Sou um i****a porque quero uma resposta? — Você é um i****a porque está exigindo uma resposta. — Sustentei seu olhar no espelho. — Uma resposta que eu já lhe dei. Não posso fazer nada se você não gostou do que eu disse. — Como posso manter uma mulher ao meu lado se não sei se ela vai estar aqui para tudo isso? — Ele correu a mão pela minha coluna, circulando o mergulho logo acima da minha parte traseira. — Toda a destruição, o caos e a violência do meu mundo. Seria tão fácil respondê-lo. Eu estava nisso a longo prazo. Eu ficaria ao lado dele e seria a mulher que ele precisava. Mas, primeiro, ele precisava provar que era o homem digno de mim. Eu não merecia isso? A umidade fria que a tempestade havia depositado em meus ossos estava sendo substituída por uma chama incandescente. Em um impulso desejável, ele abandonou o controle. Ele queria que eu respondesse da maneira que desejava e mergulhou em mim com tanta força que deveria ter me assustado. Mas eu não tive medo. — Ah… — Eu gozei com um arrepio violento, batendo contra o balcão e gritando meu alívio. — Afinal, não preciso da sua resposta. — Ele me segurou e moveu os quadris. Imaginei o sorriso presunçoso que se formou em seus lábios. — Seus gritos são o que eu quero. Seu prazer é tudo o que eu preciso. Você me pertence. Todos vocês. — Você pode me ter. — Eu me movi com ele enquanto ele segurava meus quadris e me usava para alimentar seu desejo. — Você me tem. Seu corpo se retesou enquanto ele rugia no orgasmo. Ele despejou seu prazer intenso em mim, me preenchendo e me convencendo de que eu lhe pertencia, mesmo que ele não soubesse disso. Ele desabou sobre minhas costas, ambos respirando com dificuldade. Sua excitação escorreu de mim e desceu pelas minhas coxas. Tremi sob ele. — Você deveria tomar um banho. — Ele se afastou de mim, me deixando com uma sensação de vazio. Eu queria que fôssemos mais do que sexo e agressão. Eu queria paixão e amor. Ele abriu as torneiras da cabine e as ajustou para espirrar água em várias direções. Em segundos, a cabine de vidro se encheu de vapor. Dei um passo em sua direção e mordi o lábio inferior, ponderando meu próximo movimento. Não precisava ser sempre uma batalha entre nós, mas era como se não conseguíssemos nos controlar. Nos alimentávamos do conflito um do outro. Ele baixou o rosto até o meu e tomou minha boca com a dele, beijando-me lentamente. O toque enviou arrepios intensos por todo o meu corpo. Eu o queria de novo. — Junte-se a mim. — Puxei a barra da camisa dele e a levantei, revelando seu corpo. Ele suspirou quando passei os dedos pelo seu peito. — Por favor. Ele tirou os sapatos e as meias antes de se despir das calças e da cueca boxer. Seus músculos tensos se destacavam em seu corpo impressionante, deixando-me em admiração por sua beleza. Pegando minha mão, ele me levou para o box do chuveiro e me guiou para debaixo do calor constante da água. Fiquei perto dele, desejando o calor de sua pele, mas, para ser completamente honesta, eu queria estar perto dele. Eu queria ser importante para ele. — Você é uma deusa. — Ele passou o dedo pelo meu lábio inferior. — Perfeita demais para qualquer homem. — Eu não quero qualquer homem. — Encostei a palma da minha mão na bochecha dele. — Eu quero você. — Por quê? — Ele fechou os olhos por um segundo e se inclinou ao meu toque. — Quem me dera saber. — Eu sorri para ele. Ele afastou meus cabelos molhados do rosto e, em seguida, segurou meu rosto entre as mãos. A intensidade do seu olhar me excitou. Saber que eu era capaz de prender a atenção de um homem como ele me deu uma sensação de poder que eu nunca havia sentido antes. — Meu pai não tolera erros. — Ele acariciou minhas bochechas com os polegares. — Ele não tolera incompetência. — Será que eu sou um erro? — Um dos maiores erros que eu poderia ter cometido. Olhei para o chão, desejando poder desaparecer com a mesma facilidade com que a água escorre pelo ralo. Ele inclinou meu rosto para cima e olhou nos meus olhos. — Nem todos os erros são errados ou devem ser lamentados. Ele soltou meu rosto e me abraçou pela cintura, me puxando para perto de si. — Se nós fôssemos pessoas diferentes… — Ele sacudiu a cabeça e apoiou meu corpo contra a parede de azulejos. — Se viéssemos de um lugar e de uma época diferentes, talvez… Há coisas que preciso fazer para proteger o que é meu. Não posso esperar que você as entenda ou me perdoe por elas. — Não é como se eu não viesse do mesmo mundo que você. Isso não deveria me fazer te entender melhor? — Acho que você não entende completamente de onde vem, porque, se entendesse, não estaria aqui comigo agora. — Você não seria tão alheia às coisas que a vida espera de mim. Você saberia por que somos um erro. Eu era apenas sua moeda de troca? Um meio para um fim? Uma maneira de trazer seu pai para casa? Se a resposta a essas perguntas fosse sim, por que eu sentia uma ligação tão intensa com ele? Nada do que compartilhamos nesses últimos dias significou algo para ele? — Eu sei que você nem sempre gosta de mim —, eu disse. — Mas nós temos uma conexão física, e isso significa algo para mim. —l Eu não o pressionaria, mas o tormento em sua voz me assombrava. O que aconteceu para torná-lo tão reservado? Tão infeliz? — Você gosta de mim? — perguntou ele. — Mais do que deveria, receio. Deslizei minha mão pelo seu peito e ao longo do abdômen. Minha mão tremia enquanto eu o envolvia. Se eu não significasse nada para ele, será que ele estaria tão confuso? — Princesa. — Ele gemeu quando apertei meu aperto em seu p*u duro — Você aguenta mais? Ele estava falando de sexo ou de uma vida com ele? — Eu aguento qualquer coisa que você me der. — Passei o polegar pela cabeça do pênis dele, girando ao redor da ponta. — Qualquer coisa mesmo. — Porque você é destemida. — Ele atacou minha boca, beijando-me com intensidade. — Eu soube disso quando você não hesitou depois de quase levar um tiro no leilão. — Não sei se eu não teria me encolhido. — Apertei seu m****o completamente ereto. — Mas eu sabia que você me apoiaria. Ele me levantou e me prensou contra a parede. — Posso responder à sua pergunta agora —, eu disse. — Você não precisa. — Ele me penetrou completamente, tirando o ar dos meus pulmões. — Eu quero. — Enlacei minhas pernas firmemente em volta de seus quadris enquanto ele apoiava a mão na parede. — Eu não quero te deixar. — Quando Ricardo disse que não conseguia te encontrar, eu não esperava sentir o que senti. Eu não planejei você. — Ele se entregou completamente a mim, me dando tudo de si. — Tenho tanta coisa acontecendo na minha vida. — Você tem muitas responsabilidades. — Por que você teve que entrar e complicar ainda mais as coisas? — Eu nasci para ser sua. Ele beijou meu pescoço e meus s***s enquanto penetrava em mim. A névoa do chuveiro nos envolvia em uma aura sensual, e a água caía sobre nossos corpos. O vapor se adensou a tal ponto que m*l conseguia vê-lo, mas seus olhos ainda eram visíveis. Talvez porque eu os tivesse memorizado, mas eu sabia que estavam fixos em mim. Em conflito, incertos. — Eu sinto muito —, eu sussurrei. — Eu não quis tornar as coisas mais difíceis para você. — — Mas você tornou — Ele me beijou com uma ternura desconhecida. — Agora eu tenho que descobrir o que fazer com você.
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