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1449 Palavras
Marco QUE p***a É ESSA? O que eu estava pensando? Existiam maneiras menos complicadas de fazer Antônio recuar e abrir caminho para o retorno do meu pai. Fazer daquela pirralha mimada uma refém não era uma delas. Mas eu havia tomado a decisão de tirar Mirella daquela situação com o traficante de armas, e agora precisava usar isso a meu favor. Cheguei à casa isolada, aninhada na mata em uma área remota dos subúrbios de Nova Jersey. Minha família usava esse lugar há anos sempre que precisávamos de privacidade ou de um refúgio seguro. A casa ficava perto o suficiente da cidade para o caso de precisarmos voltar rapidamente, mas isolada o bastante para que ninguém nos procurasse ali. — Onde estamos? — perguntou Mirella, suas primeiras palavras desde que joguei seu precioso celular no rio. — Uma casa segura. — Por quê? — Precisamos de um lugar para nos esconder até que seu pai recupere o juízo e faça o que eu preciso. — E se ele não fizer o que você quer? — Isso significará que ele não quer você de volta. — Pela atitude dela, essa poderia ser uma possibilidade real. — E eu não gostaria que você voltasse. — O quê? — ela me encarou com raiva. — Por que você diria isso? — Você não veio até mim para formar uma aliança contra seu pai? Sua falta de lealdade é preocupante. Certamente não lhe rende pontos comigo. — Você não tem ideia do que me motivou a vir até você pedir ajuda. — Você tem razão. — Abri a porta do motorista e o ar fresco do outono invadiu o carro. — E eu realmente não me importo. — Como se eu me importasse se você se importasse. Ela era corajosa. Admito isso. — Eu não te respeito. Sua falta de lealdade à sua família diz tudo. — Você não tem o direito de me julgar — retrucou ela. — Não estou te julgando. Estou apenas dizendo o que vejo. — Uma garotinha que não conseguiu o que queria. Era um Corvette? Uma viagem? — Você é um i****a. — Como eu disse, papai não te deu o que você pediu, então você veio correndo até mim para fazê-lo sofrer. Deve estar orgulhosa de si mesma, porque cumpriu sua missão. — Eu não concluí nada. — Ela revirou os olhos. — Seu pai mereceu o que aconteceu com você essa noite. — Franzi o cenho. — Por que vocês estavam na rua sem guarda? O que há de errado com vocês? — Sua família é tão deplorável quanto a minha. — Ela ergueu o queixo. — Seu pai nem sequer teve a honra de ficar por perto para proteger você e seu irmão. Sem pensar duas vezes, agarrei-a pelo pescoço e a prendi contra a janela. Ela engoliu em seco, mas manteve o olhar fixo no meu, como se me desafiasse a perder o controle. — Vou dizer isso apenas uma vez. — Apertei o pescoço dela. Com a mão livre, afastei o cabelo do seu rosto. — Se mais uma palavra negativa sobre meu pai ou minha família sair da sua boca desrespeitosa, você não vai mais respirar. Entendeu? Ela assentiu. — Quero ouvir as palavras. — Sim — sussurrou, com a respiração falhando. — Eu entendo. — Assim está melhor. Soltei-a, saí do carro e caminhei alguns passos, respirando fundo o ar frio da noite de outono até recuperar a compostura. O que havia de tão especial nessa mulher? Em um segundo eu queria matá-la, no outro queria t*****r com ela até que perdesse a cabeça. Eu podia ter qualquer mulher que quisesse, mas havia dias que só conseguia pensar nela. Ela ainda estava encostada na janela quando abri a porta. Quase caiu ao sair. Segurei seu braço e a ajudei, mas ela se soltou bruscamente e escorregou na brita. Estendi a mão, mas ela a afastou. — Você não pode ficar aqui fora a noite toda — eu disse. — Posso fazer o que eu quiser. — Talvez na casa do seu pai. — Abaixei-me, segurei-a pelo braço e a puxei para cima como uma boneca de pano. — Mas não aqui. Você fará tudo o que eu quiser. Ela tentou se recompor. — Vamos entrar. — Apontei para a casa. — Está frio. — Estou bem. — Eu acreditaria se você não estivesse tremendo. Ela olhou para a floresta escura ao redor da propriedade. — Não há para onde correr — avisei. — Com esse vestido e essas botas, você duraria uma hora lá fora. E isso se eu não te alcançar antes. E nós dois sabemos que eu vou te pegar. Ela hesitou entre a casa e a floresta. — Eu também gosto de jogos — sorri. — Quer brincar? — Pare. — Ela ergueu a mão. Avancei e a joguei sobre o ombro antes que percebesse. Ela gritou quando suas costelas bateram em mim. — Me coloca no chão! — Grite o quanto quiser. — Dei um tapa na b***a dela. — Ninguém vai te ouvir. Digitei o código e entrei com ela na casa espaçosa. Funcionários de confiança mantinham tudo pronto para emergências. E aquilo era uma emergência. Coloquei-a sentada no sofá. — Sua resistência só vai tornar tudo mais difícil. Sou mais forte, mais rápido e mais inteligente. Sempre vou te alcançar. Afrouxei a gravata. — Esta será sua casa por tempo indeterminado. — Cobri-a com uma manta. — Você não terá contato com o mundo exterior até que seu pai faça o que eu quero. — E o que eu faço enquanto espero? — Aproveite a casa. — Apontei ao redor. — Hidromassagem, sauna, academia. — Vou malhar de vestido? — Vou providenciar tudo amanhã. — Sentei-me ao lado dela. — Diga-me o que quer. — Não quero nada de você. — Não acredito nisso. — Passei o dedo pelo braço dela. — Você queria algo de mim horas atrás. — E você queria algo de mim também. — Nós dois queríamos. — Minha mão subiu para sua coxa. — Teremos tempo suficiente aqui. — Não. — Ela afastou minha mão. — Sua rebeldia me irrita. — E sua presunção me irrita. — Ela se levantou. — Não concordei em ser prisioneira. — Não funciona assim. Ela correu até a porta. — Estou indo embora. Mostrei o celular. — O sistema de segurança é controlado por mim. — Você não pode me trancar aqui! — Já fiz isso. — Cruzei os braços. — É melhor aceitar. Você não tem escolha. Eu sabia que estava cruzando uma linha, mas Mirella havia invadido meu território. Fiz o que precisava ser feito. Enquanto ela caminhava pela sala, meu olhar seguiu sua b***a firme. Tentadora demais para o próprio bem. — Não finja que não teria vindo comigo — falei. — Você estava fugindo de algo naquela noite. Ela me encarou, a raiva evidente. — Seus joguinhos não parecem tão inteligentes agora, não é? — dei um passo à frente. — Provocar-me não foi sua melhor ideia. Ela perdeu a confiança pela primeira vez. — Você vai aprender algo novo — aproximei-me. — Sofrer as consequências. Ela tropeçou, e eu a segurei. — Você veio até mim porque queria proteção — afirmei. — Pediu ajuda ao inimigo do seu pai. Segurei seus quadris. — Eu te tirei das mãos daquele traficante essa noite. Agora você me deve. — Meu pai pode pagar — disse ela. — E vai. — Passei os lábios por sua mandíbula. — Mas você também vai pagar. Do meu jeito. — Você é tão perverso quanto eles. — Você está errada. — Deslizei a língua pelo contorno dos lábios dela. — Eu sou pior. Nada me impediria de proteger minha família. — Vou deixar você sozinha essa noite. — Apertei-a levemente. — Amanhã continuamos. Antes de sair, beijei seu pescoço. — Essa experiência será tão agradável quanto você permitir. Ela se encostou em mim, e minha mão subiu até logo abaixo dos s***s. — Vou fazer uma pergunta. — Belisquei-a levemente. — Você vestiu esse vestido para mim? — Já disse. Eu me visto para mim. — Ela roçou o corpo no meu. — Se te excita, é bônus. Segurei seu queixo. — Você bagunçou completamente o meu mundo. — Talvez você precise de mim nele. — Consigo pensar em alguns motivos. Beijei-a, profundo, lento, perigoso. Eu queria saborear a conquista. Quanto tempo até eu perder o controle por completo? Quanto tempo até eu t*****r com a filha do meu inimigo? Ela se afastou, insegura. — Você queria minha ajuda — murmurei. — Agora que tem, vai pagar sua dívida da maneira que eu decidir.
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