Mirella.
Como é que é? A menos que Marco seja uma coisa sombria e pervertida…
— Você acha que consegue dar conta disso? — eu perguntei.
— Você realmente quer que eu responda isso? — Ele envolveu minhas pernas em sua cintura, pressionando sua ereção contra mim enquanto me beijava com uma força que me jogou contra a mesa. — Você sabe o que eu quero. Só não quero… — Você acha que pode me dar isso?
— Eu posso tentar. — Eu corri minhas mãos junto ao peito dele. — Eu quero estar com você.
— Isso vai mudar as coisas entre nós. — Ele inclinou-se de volta na cadeira, permitindo que meus lábios tocassem sua garganta. — Uma vez que começarmos, não conseguirei parar.
Por que f********o com ele parecia tão ameaçador? E por que isso me intrigava?
— Não vou mudar de ideia. — Desabotoei sua camisa e a abri, admirando seu peito lindamente tatuado e seus músculos abdominais definidos.
— Não proponha o que não pode cumprir. — Ele apertou meus pulsos. — Estar comigo não é a doce fantasia que você imaginou sobre como seria sua primeira vez.
— Como você sabe que já não substituí aquela cena doce e pura por algo mais sombrio e selvagem?
Qualquer ideia de fazer amor com o típico rapaz americano foi por água abaixo quando o olhar iminente de Marco se trancou com o meu na noite do leilão de carros. Eu ansiava por seu lado sinistro. Aquele que era só ameaças e toques rudes.
— Eu não quero gentil — eu sussurrei no ouvido dele. — Eu quero você.
— Vamos pôr essa afirmação à prova. — Ele me tirou do colo e se levantou. — Depois que eu te levar lá para cima, não tem volta.
— Me leva lá para cima.
— Deus me ajude. — Ele pegou a garrafa de vodca e finalizou a última gota. — Vamos lá.
Ele pegou minha mão em seu aperto firme e me apressou pelo corredor até a escada escura dos fundos da cozinha. Assim que chegamos ao topo, ele me empurrou contra a parede e atacou meus lábios com sua boca impregnada de vodca, afastando-se brevemente para que cada um de nós pudesse respirar fundo antes de retomar seus beijos violentos.
Eu ansiava por cada toque apressado. Era como se eu tivesse esperado por isso, por ele, toda a minha vida solitária. Ser o seu fruto proibido me excitou mais do que eu poderia imaginar.
Deslizei minha mão pelo peito dele até o volume em suas calças. Quando agarrei sua ereção, ele soltou um rosnado baixo e sensual.
— Se você continuar assim, vai se fodida bem aqui nesse corredor — disse ele. — Acho que sua fantasiazinha não incluía isso.
— Talvez na minha segunda vez. — Continuei a tocá-lo por cima da calça.
Quando ele me levantou, eu enrolei minhas pernas em volta dele.
— Sua segunda e terceira vez provavelmente também serão na minha cama, mas depois disso, não posso prometer nada.
— Por que não? — Mordi o lábio.
— Porque eu planejo f***r você a qualquer momento, em qualquer lugar. Isso é o que eu quis dizer quando disse que não tem como voltar atrás.
Meu corpo palpitava enquanto ele nos conduzia ao quarto, com as mãos firmemente apoiadas em minhas nádegas. Ele abriu a porta com um chute e entrou no quarto pouco iluminado, onde seu aroma amadeirado se misturava com couro e especiarias.
O golpe da porta me fez solavancar em seus braços.
— Nervosa?
— Você quer que eu minta?
— Eu nunca quero que você minta. — Ele olhou nos meus olhos, o olhar um pouco mais sombrio que o normal. — Eu tolero muita coisa, mas mentir é inaceitável.
— Eu não vou mentir. — Fiz concha no rosto dele. — Estou com medo.
— De quê?
— De não ser suficiente para você. Não ser capaz de te dar o que você quer.
Como foi que o olhar dele me fez abrir tanto as minhas entranhas? Por que foi tão fácil para mim contar tudo a ele, sendo ele um mistério tão grande?
— Nada nunca é suficiente para mim. — Ele me colocou ao lado da cama. — Eu sempre quero mais. Eu sempre preciso de mais. É assim que eu sou.
— Isso não é tranquilizador. — Eu olhei para meus pés.
— Há algo em você que me faz pensar que você vai mudar isso. — Ele me virou de costas e afastou meu cabelo do meu pescoço para acariciar minha nuca. — Isso não significa que eu não vá exigir mais de você ou aceitar tudo o que você tem para me dar.
Tentei engolir, mas minha garganta seca e o estômago embrulhado dificultaram. Estava animada ou com medo? Os dois?
— Eu quero ultrapassar seus limites. — Ele abriu meu vestido. — Sua inexperiência é excitante. Posso moldá-la em qualquer coisa que eu quiser.
— O que você quer que eu seja? — Meus joelhos tremeram quando ele puxou o vestido pelas minhas costas até os quadris.
— Vamos resolver isso juntos. — Ele passou o dedo pela minha coluna. — Sem sutiã.
— Eu não uso.
— Você é perfeita. — Ele acariciou a lateral dos meus s***s antes de me virar para encará-lo. — Vou possuir você por inteira.
Ele tirou a camisa, revelando seu peitoral impressionante e ombros largos. As tatuagens se espalhavam por seu abdômen e desapareciam dentro da calça. Observei a tela de pele à minha frente, distinguindo algumas formas e símbolos. O que mais chamava a atenção era uma arma fumegante com marcas de verificação embaixo. Contei cinco. Para que serviam?
— Isso é muita tinta — eu disse. — Você gosta de tatuagens?
— Em você, sim.
— Eu poderia gostar de algumas em você. — Ele correu a mão pela minha caixa torácica. — De bom gosto e bem colocadas.
Ele me apoiou contra a cama até minhas pernas baterem na estrutura. Eu me sentei enquanto ele se ajoelhava na beirada e se abaixava para tirar meus sapatos de salto alto.
Quando ele passou o dedo pelo arco do meu pé, eu ri baixinho. Ele olhou para mim e me recompensou com um sorriso juvenil.
— Você faz cócegas.
— Um pouco.
Ele beijou minhas panturrilhas, parando entre minhas pernas e mordendo a parte interna da minha coxa.
— Ai!
— Isso não é nada comparado à dor que eu poderia infligir em você — ele disse. — Por que você quer me machucar?
— Alguma dor pode ser prazerosa. — Seus lábios se curvaram em um sorriso malicioso. — Você vai ver.
Recostei-me no colchão enquanto ele segurava as laterais da minha calcinha fio dental e deslizava o tecido de renda pelas minhas pernas antes de jogá-la por cima do ombro.
Ele afastou minhas pernas e passou a língua na minha b****a. Arqueei as costas, oferecendo-lhe mais. Ele não decepcionou enquanto girava a língua dentro de mim, provocando ondas intensas de excitação que me percorreram.
— Marco. — Passei os dedos pelos seus cabelos enquanto rebolava em direção ao seu rosto. A excitação emanava de mim e escorria pelas minhas coxas enquanto uma sensação crescente ansiava por libertação.
Diferentemente da outra noite, ele não se afastou. Ele me recompensou com toda a glória que sua boca podia alcançar, e antes que eu pudesse recuperar o fôlego, um clímax perverso me abalou profundamente, fazendo-me contorcer e me debater contra ele.
— Deixe as pernas abertas — disse ele. — Gosto da vista.
Ele se levantou e deu um passo para trás, observando meu corpo exposto. Uma ponta de constrangimento se misturou à minha excitação, mas logo abandonei qualquer receio quando ele desabotoou o cinto e as calças.
Ele tirou o celular do bolso e o jogou na mesinha de cabeceira ao lado da cama. Enquanto se abaixava para tirar os sapatos e as meias, não desviou o olhar de mim em nenhum momento.
Eu sou a celebração, e ele ainda não terminou comigo.
Assim que se livrou das roupas que lhe restavam, juntou-se a mim na cama.
— Eu não deveria te querer. — Ele afastou meu cabelo do meu rosto e me beijou, permitindo que eu sentisse o gosto da minha excitação em sua língua. — Você não só é filha do meu inimigo, como também foi prometida a outro homem. Um homem que acredita que você é virgem.
— Eu sou virgem.
— Isso não será verdade daqui a alguns minutos. — Ele me acomodou nos travesseiros e subiu em cima de mim. — Estou quebrando todos os tipos de regras com você.
— Você não parece seguir regras de qualquer forma. — Toquei seu rosto. — Eu também não. Não me importo com a sua rixa com meu pai e certamente não vou permitir que ele me use como moeda de troca.
— Você está se entregando a mim porque está brava com seu pai?
— Quero estar com você.
— Não foi isso que eu perguntei. — Seu maxilar se contraiu enquanto ele estreitava os olhos. — Para mim tanto faz, mas quero que você me diga a verdade.
— Eu deveria ter o direito de escolher a quem me entrego. — Passei a mão pelo braço dele. — Quero decidir com quem divido a cama. Quem me toca, quem me saboreia.
— Contanto que você entenda que não sou um homem fácil de lidar. Minha família vem em primeiro lugar. Sempre virá. — Ele pressionou os lábios contra os meus antes de colocar minhas pernas sobre seus quadris. — Isso não significa que eu não possa cuidar de você também, mas você é quem terá que tomar as decisões difíceis quando a hora chegar.
— O que você quer dizer?
Por que ele estava trazendo tudo isso à tona agora? Essa conversa estava muito intensa para um momento como aquele.
— Depois que fizermos isso, sua vida vai mudar. Você não será de nenhuma utilidade para seu pai e para a aliança dele com Garcia. — Ele passou o dedo ao redor do meu mamilo e moveu a cintura, encaixando seu p*u entre nós. — Seu pai vai me culpar por isso. Eu posso lidar com ele, mas você consegue assumir as consequências?
— Vou ser útil para você?
Afastar-me do meu pai não foi fácil e, lá no fundo, eu esperava que pudesse haver algum tipo de resolução pacífica entre as duas famílias. Mas Marco estava certo. Uma vez consumada essa aliança profana, não haveria volta. As linhas de batalha estariam traçadas, e minha escolha seria óbvia.
— Eu poderia mentir e dizer que não. Poderia dizer que isso não passa de vingança contra seu pai, mas não é verdade. — Ele passou a ponta do p*u pela minha b****a, e eu me enrijeci.
— Isso é um não?
— Não. — Ele empurrou os dedos dentro de mim, movendo-os mais fundo. — Eu quero você.
Que se dane as consequências.
Ele afastou minhas pernas com o joelho, acariciando-me com habilidade e perfeição.
— Marco. — Movi meus quadris no ritmo dos dedos dele, afastando qualquer nervosismo que eu pudesse ter sobre o que estávamos prestes a fazer.
O peso do seu corpo, a pele com aroma de especiarias e a forma como seus dedos se moviam dentro de mim fizeram meu estômago revirar e minha excitação disparar.
— Eu sei que você toma anticoncepcional — sussurrou contra meus lábios.
— Como você sabe?
— Por que você toma anticoncepcional? — Ele acelerou o ritmo dos dedos.
— Porque meus períodos eram muito intensos e minhas cólicas, dolorosas. — Agarrei o pulso dele, interrompendo seus movimentos. — Como você sabe que eu tomo anticoncepcional?
— Oh, minha pequena refém. — Ele estalou os dedos e continuou a me tocar. — Não há nada que eu não saiba sobre você.
— Você mandou me investigar? — Tentei empurrá-lo para longe. — Isso é invasivo.
— Invasivo é aparecer no meu local de trabalho e me pedir ajuda para dedurar o próprio pai. — Ele se endireitou, apoiando-se nos joelhos. — Se vamos ficar juntos, preciso saber no que estou me metendo.
— Você poderia ter me perguntado. — Como ele conseguiu acessar meu prontuário médico? O que mais ele sabia sobre mim?
— Onde estaria a graça nisso? — Ele entrelaçou minhas pernas ao redor dos quadris dele. — Vamos parar de falar e começar a t*****r.
Ele se abaixou sobre mim e estendeu a mão entre nós, segurando o meu p*u na palma.
— Espere.
— O que foi isso? — Ele beijou meus lábios. — Eu não posso esperar muito mais.
— Você vai devagar, certo?
— Provavelmente não. — Ele empurrou a ponta dentro de mim. — Deixe-me liderar.
— Quer dizer deixar você assumir o controle.
— Achei que você tivesse dito que não precisava que eu fosse gentil.
— Não. — Apertei o abraço na cintura dele, preparando-me para o que estava por vir. — Eu preciso de você.
— Eu vou cuidar de você — sussurrou. — Eu prometo.
Ele segurou meus pulsos com a mão livre e os manteve acima da minha cabeça, prendendo-os no travesseiro enquanto girava a pélvis e me penetrava aos poucos.
Eu me debati contra o aperto, contraindo-me ao redor da ereção dele enquanto ele deslizava os lábios pelo meu pescoço até meus s***s.
— Você precisa relaxar. Vou tentar ser compreensivo com a sua inexperiência. — Ele soltou minhas mãos e deslizou os dedos pelas minhas laterais até meus quadris. — Você está tão tensa.
Quando ele avançou, gritei e agarrei seu ombro. Lutei contra a intrusão, tentando empurrá-lo para fora de mim, mas ele se manteve firme com investidas fortes.
— Estou quase lá — disse ele. — Você ainda não está completamente pronta?
Você vai saber quando eu estiver, querido.
Fechei os olhos com força, tentando me concentrar no calor da pele dele e na ardência da barba por fazer no meu queixo. Depois de alguns minutos, seus gemidos tensos se transformaram em suspiros baixos e prolongados.
Quando nos movíamos em sincronia, percebi que éramos um. A sensação dolorosa e o medo de que ele me machucasse diminuíram, dando lugar ao prazer.
Ele ergueu minha perna sobre o quadril, penetrando mais fundo. Depois recuou e avançou novamente com força, criando uma fricção prazerosa entre minhas pernas. Seu aperto firme na minha pele e suas mordidas nos meus lábios e no pescoço deixavam marcas, mas saber que ele havia me possuído por completo fazia tudo valer a pena.
— Mirella. — Ele segurou meu rosto entre as mãos e olhou nos meus olhos. — Você me pertence.
Assenti com a cabeça.
— Diga isso. — Ele atacou minha boca com a dele. — Diga que você é minha.
— Sou sua — gemi. — Só sua.
Eu não conseguia compreender totalmente o que dizer aquelas palavras significaria para o meu futuro, mas as dizia com sinceridade. Pertencer a um homem como Marco me fortalecia. Não havia nada que eu não pudesse realizar enquanto estivesse ao seu lado.
Quando ele enrolou meu cabelo nos dedos e puxou meus lábios para os seus, algo dentro de mim se libertou. Meus músculos abdominais se contraíram enquanto ele me penetrava com força. Em todas as fantasias que eu tinha sobre minha primeira vez, jamais imaginei que pudesse ser assim. Ele era bruto e implacável, mas era exatamente o que eu queria. O que eu precisava.
Eu queria Marco Falcone aceitando quem ele é, sem pedir desculpas. Eu era dele, para tomar e fazer o que bem entendesse. E, em troca, ele me deu tudo o que eu poderia desejar.
— Oh… — gritei quando meu corpo se chocou contra o dele, explodindo em torno de seu m****o.
— p***a! — Sua voz em expansão ecoou pelas paredes.
Ele me beijou com tanta força que me empurrou contra o colchão enquanto liberava um jato quente de prazer dentro de mim. Moveu os quadris freneticamente até estar satisfeito e completamente vazio.
— Uau. — Agarrei o cobertor debaixo de mim.
— Gostou, princesa? — Ele acariciou minha bochecha.
— Sim. — Inclinei-me em direção à mão dele que repousava em meu rosto. — Foi… quer dizer, você gostou?
— Você não percebeu? — Ele se afastou de mim e virou-se de lado, posicionando-se para que eu pudesse encará-lo. — Você é incrível.
— Quero ser suficiente para você, Marco.
— Ah, você já é suficiente, com certeza. — Ele piscou. — Um verdadeiro desafio.
— Estou tentando falar sério. — Dei um tapa no ombro dele. — Eu sei o que você está sacrificando por estar aqui comigo.
— Você não precisa se preocupar com isso. Vou cuidar dos meus assuntos e te proteger também. — Ele acariciou meu cabelo e me beijou. — Eu vou cuidar de você.
— Eu também quero cuidar de você.
— Apenas esteja lá quando eu precisar de você e tente não me causar problemas.
— Vou tentar. — Sorri. — Mas não posso prometer nada.
O telefone dele vibrou na mesa de cabeceira. Ele o pegou, deu uma olhada na tela e, em seguida, sentou-se e atendeu.
— Matteo — disse. — E aí?
Tentei não me ofender por ele ter atendido o telefone minutos depois do que tínhamos acabado de compartilhar, porque sabia que era assunto de negócios. No mundo dele, os negócios vinham em primeiro lugar. Mesmo assim, aquilo me incomodou um pouco.
Esse sentimento foi rapidamente substituído pelo susto quando Marco gritou ao telefone:
— De jeito nenhum!