Marco
Enquanto eu me apressava descendo o corredor até o escritório, tentei controlar meu desejo incontrolável por Mirella. Que diabos estou pensando? Tudo isso foi uma má ideia desde o início.
Eu nunca deveria ter deixado Matteo me arrastar até eles no leilão. Se eu tivesse me concentrado em vender o Porsche e trazer meu pai para casa, nada disso estaria acontecendo agora.
Que se dane ela por me distrair.
— Marco! — Ela correu atrás de mim. — Não fuja de mim.
— Não te disse para limpar a cozinha? — Entrei no escritório com ela logo atrás de mim. Por que essa mulher não sabe ouvir?
— Não te disse que não escuta?
— Vamos ter que mudar isso. — Virei-me rapidamente e caminhei em direção a ela. Envolvi seu braço e a empurrei contra a parede. — Você vai aprender a me obedecer.
— Não vou.
— É isso que você quer? — Passei os dedos pelo cabelo dela, agarrando-o com firmeza. — Quer que eu te mostre como vou te manter na linha enquanto estiver aqui?
— Você é um bárbaro, implacável.
— Você gosta quando eu sou assim. — Soltei o cabelo dela e passei os dedos sobre seus m*****s eretos através da camiseta. — Por que mais você continuaria provocando?
— Tentar te fazer ser civilizado não é te provocar.
— Cada vez que você abre a boca, você me provoca. — Apertei seu seio enquanto me inclinava em direção ao rosto dela. — Estou cansado disso.
— Estou cansada do jeito que você me trata.
— Não acredito em você. — Deslizei a mão pela barriga dela e entre as pernas. — É exatamente isso que você quer. Você gosta do caos e do confronto.
Ela balançou a cabeça enquanto afastava minha mão com um empurrão.
— Então diga que não quer que eu te toque. Diga para eu parar, mas seja honesta consigo mesma. — Acariciei-a por cima da calça, passando o dedo pela sua b****a coberta. — Diga que você não pensa em mim enfiando meu p*u nu bem fundo em você e fazendo você gozar.
Ela mordeu o lábio quando levei a mão para dentro da calcinha dela.
— Se você me disser isso, eu paro. — Beijei seu pescoço e enfiei os dedos em sua b****a quente e úmida. — Você não quer isso? Porque sua b****a diz o contrário.
— Ah… — ela gemeu enquanto eu a tocava.
— Você está pronta para o meu p*u, mas consegue aguentar tudo isso?
— Hum…
— Ainda não te ouvi dizer não. — Abri as pernas dela com o joelho. — Você me deixaria te pegar aqui mesmo, não deixaria?
— Não — ela sussurrou. — Você é um mentiroso.
Beijei-a, movendo a língua no mesmo ritmo lento do meu dedo. Ela balançou os quadris no mesmo compasso, forçando meu dedo a penetrar mais fundo. Meu p*u ansiava por entrar enquanto ela me apertava com força.
Quando olhei para baixo, sua beleza me cativou. Os olhos semicerrados, os lábios entreabertos. Ela passou a língua pela borda dos dentes superiores, e sua excitação era evidente entre as pernas.
— Marco… — Ela se apoiou no meu ombro.
— Diga-me o que você quer, minha pequena p**a cativa.
— Eu quero que você
A porta da frente bateu ao se abrir, e alguém entrou antes mesmo de fechá-la.
— Marco! — gritou Matteo.
— p***a. — Quando tirei a mão de dentro da calcinha dela, ela soltou um suspiro. — Talvez mais tarde. — Beijei-a. — Se você se comportar.
— Marco! — Matteo chamou novamente.
— Estou no escritório. — Peguei Mirella pela mão e a afastei da parede. — Não faça birra na frente do meu irmão.
— Seu irmão está aqui?
— Sim.
Matteo entrou na sala.
— E eu estou imaginando… que merda você está fazendo aqui?
— Marco me sequestrou. — Mirella beijou a bochecha de Matteo como se fosse a coisa mais natural do mundo. — Ele é um homem das cavernas.
Olhei fixamente para ela por beijar Matteo. Eu não tinha dito para ela não aprontar nada?
— O que te traz aqui, Matteo? — Apontei para Mirella e depois para a cadeira em frente à mesa. — Sente-se.
— Eu não sou uma c****a. — Ela rangeu os dentes. — Não vou tolerar que falem comigo desse jeito.
— Então eu não falarei com você. — Segurei seu ombro e a empurrei para a cadeira. — Não abra a boca de novo.
— No que você estava pensando? — perguntou Matteo. — Você estava pensando em alguma coisa?
— Não. — Eu odiava admitir, mas Mirella nublou meu julgamento. — Tudo aconteceu muito rápido. Eu só reagi. Quando percebi, tinha uma refém e estávamos a caminho daqui.
— Você sabia que sua refém estava prometida a Oliver Garcia em um acordo de casamento arranjado? — Matteo bateu a mão na parede. — Você sabe que desencadeou uma guerra entre gangues ontem à noite?
— O quê? — gritei para Mirella. — Por que você não me contou sobre o acordo entre seu pai e Garcia?
Ela me encarou, mas não disse nada.
— Responda!
Ela pressionou os lábios e continuou em silêncio.
— O que você está fazendo? — gritei.
— Você disse para ela ficar de boca fechada, lembra? — Matteo parecia prestes a me socar. — Isso é ridículo.
— Você escolheu agora para me ouvir? — Avancei, agarrando-a pelo pescoço. — Isso não é um jogo. É a minha família, o meu território, a minha vida.
— Eu tentei te dizer. — Ela puxou meu pulso. — Você não quis ouvir. Eu vim pedir ajuda para sair desse acordo, mas você disse que eu não tinha nada a dizer que te interessasse.
— Marco — Matteo interveio. — Você precisa focar.
— A culpa é sua. — Soltei o pescoço dela. — Se você tivesse ficado longe, como eu mandei, nada disso estaria acontecendo. Você me provocou, e agora veja o que me fez fazer.
— Ninguém te obriga a nada. — Ela se levantou. — Muito menos eu. Você veio atrás de mim porque quis. Você me fez refém porque isso te beneficiava.
— Eu estava te protegendo. Mas se soubesse do acordo, jamais teria ido atrás de você. Teria deixado Oliver lidar com isso.
Como pude ser tão descuidado? Como me deixei envolver no drama dela?
— Eu te disse para me largar em qualquer lugar, mas você não deixou. — Ela me empurrou pelo ombro. — Você me transformou em um problema ao me trazer para cá.
— Você vai desejar ser problema de outra pessoa. — Avancei, mas ela recuou e correu para perto de Matteo.
A fúria tomou conta de mim quando ela buscou proteção no meu irmão. Derrubei o abajur, que se espatifou no chão.
— Já chega. — Matteo ficou à frente dela. — Temos problemas maiores agora.
Eu não conseguia tirar os olhos de Mirella. Depois de tê-la protegido do traficante de armas, ela teve a audácia de usar meu irmão como escudo. De mim.
— Ricardo — Matteo chamou pelo corredor.
— Você trouxe o Ricardo? — perguntei.
Ricardo trabalhava conosco havia anos. Não era o melhor guarda, mas era confiável para tarefas simples.
— Sim — disse Matteo. — Ele é exatamente quem você precisa agora.
Assenti quando Ricardo surgiu na porta.
— Olá, Marco. — Sua voz grave ecoou. — Matteo disse que talvez eu pudesse ajudar.
Apesar da natureza gentil, Ricardo era imponente. Alto, ombros largos, corpo forte.
— Ricardo — disse Matteo. — Essa é a Mirella.
— Olá, senhorita Mirella.
— Oi. — A voz dela saiu suave, insegura. — Por que exatamente você está aqui?
— Vamos ser grandes amigos, senhorita Mirella. — Ele estendeu a mão. — Eu prometo.
Ela olhou para mim ao apertar a mão dele.
Ele não é alguém de quem você precise ter medo.
— Tire-a da minha frente — ordenei.
Ricardo a conduziu para fora. Mirella olhou para trás antes de desaparecer no corredor.
— O que há de errado com você? — Matteo perguntou.
— Eu? Fico fora doze horas e você acha que manda agora?
— Estou tentando consertar a porcaria de navio que você desviou da rota. — Ele pegou a vodca. — O que estão dizendo por aí não é bom.
— Quão grave é?
— Antônio está fazendo alianças rápidas. Homens que ficariam com o pai agora estão do lado dos Esposito.
— Por quê?
— Porque você sequestrou a filha dele. — Matteo serviu dois copos. — Isso viola o código.
— Se eu não tivesse intervido, Garcia a teria levado.
Eu queria acreditar que foi só estratégia. Mas a verdade era simples: eu a quis.
— Ela não estava em perigo — disse Matteo. — Ela já estava prometida.
— Ela não me deixava em paz.
— Se soubesse que isso ia acontecer, jamais teria apresentado vocês dois.
— Eu nem cheguei a t*****r com ela.
— Ainda bem. — Ele suspirou. — Ela ficará noiva em poucos dias.
— Você acha que ela quer isso?
— Não importa. O acordo foi fechado. — Ele virou o copo. — Oliver fará qualquer coisa para tê-la de volta.
Tudo o que ele dizia era verdade. Era uma guerra desnecessária.
— Estamos perdendo aliados — Matteo disse. — Precisamos deles para trazer o papai de volta.
— Talvez nunca tenham estado do nosso lado.
— Você não está pensando racionalmente.
Eu odiava admitir, mas ele tinha razão.
Mirella. Aquela mulher me tirava do eixo.
— O que você propõe? — perguntei.
— Precisamos acabar com essa guerra antes que piore.
— Como?
— Você precisa devolvê-la.
Ele colocou a mão no meu ombro.
— Você tem que devolvê-la.