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O Cara Certo na Hora Errada

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Sinopse

O que você faria se pegasse seu namorado te traindo na sua própria cama?

Algumas meninas entravam em uma fossa sem data para sair. Eles comiam um balde de sorvete e usavam pijamas de flanela por dias e dias.

Não foi assim com Michelle.

Christian era o cara perfeito! Dos Sonhos!

Mas ela descobriu que ele era apenas um dos muitos lá fora; como qualquer personagem.

Ela foi traída por um cara que amava e decidiu que agora seria sua vez de brincar com os sentimentos das outras pessoas.

Mas então ... o cara perfeito chegou. E ela não estava pronta para isso.

O momento não estava certo.

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Capítulo 1
—        Será que dá para você soltar um pouco esse copo, Michelle? — Natália toca meu braço tentando chamar minha atenção. —        Por quê? — Paro e olho para ela. — É a minha quinta dose. Natália sorri para mim, com aquele sorriso que me dá vontade de enforcá-la. —        Não, querida. — Ela tira o copo da minha mão. — É a vigésima dose de vodca que você bebe esta noite. —        Você está me monitorando, agora? — Questiono. —        Passei a contar, quando percebi que você bebia mais do que eu. Caminho em direção ao balcão; preciso beber! —        Dá um tempo, Michelle! — Natália está ao meu lado. – Para um pouco com a bebida. —        Não enche, Natália. Você não tem nenhuma v***a para pegar por aí? —        Deus me livre! Hoje você está insuportável. Eu sei que não é hora e lugar para falar sobre isso, mas você precisa ouvir. – Ela estava séria e me encarava. —        Nunca vi alguém reagir desta forma. Você pegou seu namorado te traindo na sua própria cama e saiu para a balada. Pessoas normais estariam agora mesmo se acabando de chorar; você está comemorando. —        Não sou normal. — Eu viro o copo com mais uma dose caprichada de vodca. — Você já deveria saber disso, não é mesmo? Ela riu. O som na boate é estridente e m*l consigo ouvir meus pensamentos; e para acabar de completar, tem muita gente suada esbarrando em mim. Hoje meu dia não é um dos melhores. —        Por que não estou surpresa? — Me afasto dela com vontade de tirar aquele sorriso de seu rosto, mas tenho coisas mais importantes para fazer agora. Olhos em volta, a boate escura com aqueles jogos de luzes coloridos. —        O que você está procurando, Michelle? — Natália me questiona. —        Não que isso seja da sua conta, mas procuro diversão. — Respondo sem olhar para ela. Após os acontecimentos de hoje, tenho um único objetivo para estar nessa balada e só vou sair daqui quando conseguir cumpri-lo. —        Que tipo de diversão você procura? — Natália questiona enquanto me vê olhar para todos os caras da festa. Alto, baixo, gordo, magro... Nenhum desses caras faz o meu tipo. — Hoje está bem difícil de achar! —Você vai sair pegando qualquer cara só para atingir o Christian? Isso não é uma boa ideia, Michelle. — Natália põe seu braço esquerdo em volta do meu pescoço e dá um beijo no topo da minha cabeça. —Não é uma boa ideia ficar me lamentando e chorando por quem não merece. —Me desvencilhei dela. — Eu não sou do tipo de mulher que perde tempo. — Deixei claro a ela. —        E você tem um tipo? Qual seria? Confesso que estou curiosa. — Ela volta a fazer suas piadas idiotas. Na maior parte do tempo esse bom humor incontestável dela me dá vontade de soca-la até a morte. Que tipo de criatura está feliz o tempo todo? —        Eu não vou ficar bancando a sua babá a noite toda, tenho coisas mais importantes para fazer. — Sorri para mim. Volto a encostar-me ao balcão do bar dando as costas a ela. — Está esperando o quê? Vai lá procurar a sua presa. — Sorri sem que ela visse. Natália é uma v***a assumida. O tipo de pessoa que eu sempre odiei. Aproveita-se de sua beleza e de seu corpo maravilhoso para conquistar algumas mulheres e depois às deixa para lá como brinquedos velhos. Ainda não entendo o que nos levou a sermos tão amigas, pois não temos nada em comum, mas ela hoje para mim é mais que uma irmã. Somos como unha e carne. Morena da pele bronzeada, olhos castanhos claros e dona de um sorriso perfeito. Confesso que até eu pegava se fosse lésbica também. —        Eu até que procuraria alguma presa como você mesmo diz, mas já reservei a minha. — Fala me tocando no ombro. —        Natália!— Me viro quando ouço uma voz feminina irritante falando o nome dela. —        Oi, linda! — Natália a pega pela cintura e a beija. Um beijo nojento e extremamente pegajoso que chega a me dá náuseas. - Ah... vão para um motel. – Reclamei. Estava rabugenta mesmo. Olho bem para ela. Loira, cabelos cacheados um pouco a baixo do ombro, olhos bem azuis pelo que pude notar e rosto arredondado. Ela parece ser uma daquelas garotas de comercial de creme dental. Nem me admira, é bem o tipo da Natália mesmo. —        Essa é a Jacke. — A trouxe em minha direção como se eu quisesse conhecer mais uma de suas conquistas do momento. —E essa é a Michelle, minha melhor amiga. — Ela me olha com uma cara f**a como se esperasse que eu fosse legal com ela. —        Oi! — Sorriu para mim forçado. Já começou muito m*l; odeio falsidade.   —Oi. — Respondi completamente seca em resposta a simpatia forçada dela. — Uma pergunta. Como você teve a sorte de encontrar Natália aqui? — Perguntei, mas já sabendo a resposta. —        Ela me mandou um w******p falando que estava aqui. — Responde acariciando o rosto de Natália. —        Eu não queria passar a noite inteira te vendo beber. — Natália foi logo se explicando quando lancei meu olhar amedrontador a ela. — Que ótimo! — Me levantei. — Então vou embora. — Falei, de saco cheio. —        Para, Michelle! — Natália já me olha chateada. – Fica aí. — Vou ao banheiro e depois vou embora. Fiquem e divirtam-se! — Na verdade não era isso que eu queria, mas... Caminho em direção do banheiro que tinha uma fila enorme de mulheres de todo o tipo que se possa imaginar. Cada minuto que passo a mais me faz lembrar a d***a de dia que tive hoje. Quando me recordo que vi meu namorado na cama com uma v*******a, me dá vontade de m***r os dois e enterrar no meu quintal. Christian não podia ter feito aquilo comigo. Na minha própria casa, na minha própria cama... Se ao menos fosse alguém melhor que eu; mas era uma drogada. Bom, não sou mulher de me lamentar; já passou. Ele vai ver a mulher que ele perdeu. Vou agarrar o primeiro que aparecer na minha frente. Quando saio do banheiro e volto para encontrar Natália e a tal da Jacke, vejo que tem mais alguém com elas. —        Não vá, Michelle. Fique conosco. — Natália insiste. —        Este é o meu primo, Arthur. — A loira i****a disse. Ele virou-se para mim e pude reparar bem, Que amigo! Ele é alto, cabelos preto, pele branca como a neve e irresistíveis olhos azuis. Não pude deixar de notar a barba e o cavanhaque. Muito bonito tenho que admitir. —        Prazer! — Me estendeu a mão. Fiquei hipnotizada por aqueles olhos, não conseguia parar de olhar para ele. —        Algum problema? — Ele sorri de lado me encarando um pouco constrangido por ainda estar com a mão estendida. Seu sorriso é lindo. —        Não. Nenhum. — Sorri retribuindo o cumprimento. Olhei em direção a porta da boate e vi Christian, meu ex-namorado s****o, entrando. Senti tanto ódio naquele momento que poderia socar a cara dele ali mesmo. No entanto, o que fiz em seguida talvez tenha sido a decisão mais louca que já tomei em toda a minha vida. Foi a primeira ideia que surgiu e sinceramente, não parei pare medir as consequências; não me importei com nada mesmo. Minha mão ainda estava segurando a mão do gatinho que eu acabava de conhecer, então, aproveitei e o puxei em minha direção e o beijei. Segurei forte para não deixá-lo escapar facilmente. Notei a surpresa de Natália e de Jaqueline ao me verem fazendo aquilo. Só o soltei quando ouvi gritos de Christian que já estava bem próximo a nós. —        Solta a minha mulher, seu b****a! — Christian deu um soco no rapaz que foi pego de surpresa. As pessoas se afastam ao notarem a confusão se formando. —Você está maluco, seu i****a. Não sou sua mulher. — Gritei. —Aqui não tem nada seu. – Falei apontando para o meu corpo. O rapaz se levantou passando a mão em seu rosto machucado. - Ei, o****o! – O rapaz chamou Christian que se virou para ele imediatamente e tomou um soco na cara. Algumas pessoas começaram a tentar separar; quando os seguranças chegaram, seguraram Christian de um lado e o rapaz do outro. Christian gritava que o rapaz estava pegando a mulher dele e blá, blá, blá... — Não sou sua mulher, Christian. — Falo secamente. — Não peguei a mulher de ninguém. Ela que me agarrou. — Arthur tenta falar enquanto também é segurado por Natália e Jacke.  —       Relaxa, Arthur! —Jacke tentava o acalmar. —Você não é disso. — Não sou mesmo. Por isso não queria vir. Não curto esse tipo de ambiente. —        Vem aqui, seu b****a! Vou quebrar essa tua cara de princesa. — Christian gritava e tentava se soltar para atacar o rapaz novamente. —Tirem esse marginal daqui. — Falei para o segurança. —Vamos, meu amigo! — O segurança forte sai o puxando para fora enquanto ele faz força tentando se soltar de qualquer jeito. — Me solta, seu b****a! —Gritava feito um louco. — Michelle, a gente tem que conversar. —        A gente não tem nada para conversar! — Respondo imediatamente. Depois que Christian foi levado percebi as caras de reprovação. —Perderam alguém parecida comigo? — Pergunto na maior cara de p*u. —        Olha só a confusão que você arrumou com esse seu namorado maluco. — Jacke me olhou irritada. — Você é maluca? Agarra o meu primo assim e ainda mete ele em confusão. —Meu namorado não, ele é ex. — Falo irritada. — E fique na sua; a conversa nem é com você. —Mas é comigo. — O cara finalmente se falou alguma coisa. —Levei um soco por sua causa! —Também não exagera, gatinho? Não ficou tão r**m assim. —        O que deu em você para fazer isso? Você nem me conhece. — Ele me questiona novamente. — Bom... Como é mesmo o seu nome? —Arthur. — Respondeu. — Arthur, foi só um beijo. Não tirei a sua virgindade. Foi só uma brincadeira, entende?— Falei tranquilamente. —        O quê? Não acredito no que estou ouvindo. —        Ah... para de show. — Sorri. — Você deve ter gostado. Ele me olhou e sorriu me esnobando. —        Não gosto de ser beijado a força por uma estranha e muito menos entrar em confusão por causa de uma beijo. —        Você é casado? —Não. — Respondeu. —É noivo? Tem namorada ou namorado? —Não e não. - É gay? - Também não. – Ele já estava mais irritado que antes. —Então vou repetir: para de show. Foi só um beijo e nada mais. – Terminei de falar e dei as costas, mas ele me segura pelo braço. —        Não sou brinquedinho de ninguém para ser usado para provocar ciúmes. Principalmente em namorado psicopata como o seu. – Natália e Jaqueline observavam tudo sem se meter. —        Ex-namorado. – O corrijo. —Tanto faz. —Retrucou. —        E o oque você pretende fazer a respeito? — Desafiei. Ele me encara por alguns segundos. —        Nada. Não vou ficar aqui perdendo meu tempo com uma maluca que já passou da hora de ir para casa. – Virou e foi saindo. – Vem comigo, Jacke? - Sim, claro. – Ela dá um abraço em Natália e sai. —        Tudo isso só porque ficou comigo? — Gritei antes que ele se afastasse. — Não. — Ele me olhou sério. — Não fiquei com você. Foi só um beijo. E forçado. — Me olhou com desprezo. — Eu não ficaria com alguém assim como você. — Concluiu, me deixando perplexa. Essa me pegou bem de jeito. Não sei o que me atrai aos caras errados. *** Caros leitores e leitoras, Siga meu perfil aqui na Dreame e siga também minhas histórias. Isso me incentiva muito a continuar escrevendo. Obrigada por lerem minhas histórias!  ***

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