Capítulo 78– Entre Lençóis e Mentiras

1859 Palavras

O quarto ainda exalava o perfume da noite passada. Um aroma de rosas e suor, de pele e promessas malditas. A cortina, leve, dançava com a brisa da manhã, e o sol entrava pelas frestas, desenhando sobre os lençóis o retrato silencioso de um amor que se fingia esquecido, mas ardia como brasa viva. Rosa abriu os olhos devagar. Por um instante, esqueceu o mundo. Havia apenas o som do respirar de Felipe ao lado, o peito subindo e descendo em um ritmo calmo, o braço forte que a envolvia, a sensação do calor dele ainda impregnada na pele. Mas logo o pensamento voltou — c***l, certeiro: sou a maldição. Ela se afastou lentamente, temendo acordá-lo. O lençol deslizou de seu corpo, revelando marcas recentes — não de dor, mas de prazer. As mãos dele haviam deixado vestígios que nem o tempo ousaria

Leitura gratuita para novos usuários
Digitalize para baixar o aplicativo
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Escritor
  • chap_listÍndice
  • likeADICIONAR