4 - A primeira vez

5000 Palavras
As viagens para National City que Lena era obrigada a fazer com seu pai eram extremamente exaustivas, chatas e principalmente entediantes. Seus pensamentos sempre acabavam flutuando até Kara. Faltavam apenas alguns dias para o seu aniversário de dezoito anos, e ela parecia contar os segundos para finalmente tornar-se uma adulta aos olhos do pai. Quer dizer, esperava que a ordem de se manter 'pura' acabasse logo, já que os beijos molhados de Kara a deixava cada vez mais louca para desobedecer ao senhor Luthor. Acreditava que seu pai havia lhe dado aquela ordem estúpida por achar que Lena era tola o bastante para engravidar alguém. Ela não era. E bom, ela não sabia exatamente se podia engravidar Kara, pois não era bem uma pessoa normal aos olhos da sociedade em geral, mesmo tendo até uma quantidade considerável de pessoas iguais a ela no mundo, porém essa informação não era muito conhecida pelas pessoas. De qualquer forma, a garota de olhos azuis era a única que conquistara Lena. Iria perguntar ao seu pai. Já era quase uma adulta, não é mesmo? Adultos falam sobre sexo... Ela diria a seu pai que já estava pronta e assim teria seus prazeres com Kara. Era engraçado como os homens à sua volta comentavam sobre coisas chulas e fúteis, como a partida de polo e as mulheres bonitas do bordel. Lena esperava seu pai em um dos sofás macios do banco central, o senhor Luthor estava checando seu dinheiro, e ela perguntava-se se era realmente necessário estar ali. Sua mente voou para uns dias atrás, quando ela e Kara estavam na clareira fazendo um piquenique às escondidas. Lena adorava agradar Kara com doces e bebidas, chegando a levar até uma toalha macia para se sentarem junto à cesta. Kara elogiou cada sanduíche que Lena havia feito, mesmo que fossem apenas queijo e pão. Então, depois de saciadas e cansadas de tantas risadas, Lena permitiu-se deitar na toalha com Kara em seu peito, as mãos por trás da cabeça admirando as nuvens. — Está vendo aquela? Parece um coelho – Lena apontou para cima, fazendo com que Kara virasse o rosto e encarasse o céu azul. — Pra mim parece um bule de chá – Kara contestou, e Lena não segurou a risada. — Não, é um coelho – insistiu, ganhando um beliscão ao lado da barriga – Kara, bules de chá não tem orelhas. — Mas aquilo ali não é uma orelha, é o bico – bufou, virando-se para Lena e tocando os lábios cheios da maior com os seus – Você não entende nada sobre nuvens. Lena ficava maravilhada quando Kara roubava-lhe beijos, sem falar que a maior era simplesmente apaixonada pelas carícias de Kara em seu cabelo, pelo cheiro que impregnava em suas roupas depois de diversos amassos trocados, e do sorriso que não deixava seu rosto na hora de dormir. Aquilo estava sendo um segredo das duas. Nem sequer suas amigas sabiam, mesmo que Maggie às vezes suspeitava de algumas vezes que Kara voltava ofegante de algum lugar com Lena. Lena lembrou-se do aniversário da menor no mês passado, quando fez sua mãe comprar dois pares de sapatos caríssimos e embrulhar no mais belo papel de presente da cidade. Kara quase engasgou quando ela bateu em sua porta, entregando-lhe o presente e abraçando a garota com extrema força. Alura agradeceu tantas vezes e até empurrou Cait para cima de Lena, mas os olhos da maior estavam extremamente vidrados no sorriso de felicidade de Kara. Também riu sozinha recordando de Alex e Maggie lhe deram um vidro com óleo no natal, alegando que já estava mais do que na hora de Lena perder a virgindade. Lena escondeu o frasco em meio as suas roupas, sabia que se seu pai encontrasse estaria realmente encrencada. — Lena! Está no mundo da lua?! – Lena foi despertada pela voz potente do pai, que segurava uma maleta, nervoso. Andava esquisito nesses últimos dias, cochichando com Lillian e deixando Lena cada vez mais intrigada. — Me desculpe, mas já podemos ir? – levantou-se depressa, estava louca para chegar em casa e se encontrar com Kara. — Sim, podemos – foram em direção a saída. Lena esperou até chegar em casa para tocar no assunto sobre a virgindade com o pai. O caminho todo de volta serviu para escolher as palavras certas e não embaralhar-se toda. — Pai – chamou logo que o senhor Luthor se jogou na poltrona da sala, de costas para Lena. Sua mãe estava na casa de uma das amigas, odiava ficar sozinha quando o marido e a filha viajavam. — Estou cansado, Lena – disse sem pestanejar, mas a garota estava certa de que teria aquela conversa de um jeito ou de outro. Andou até a frente do pai, sentando sem nenhum modo na mesinha do centro. O senhor Luthor não era velho, e Lena perguntava-se dezenas de vezes se seria assim, exatamente como o pai, quando tivesse mais uns anos de idade. Respirou fundo e tratou de dizer. — Pai, lembra do que me pedira no aniversário passado? – Lena perguntou baixo, e pode ver os olhos do senhor Luthor se abrirem rapidamente, arregalados em sua direção – Eu queria saber se... — Não! – exclamou, negando com a cabeça e voltando a fechar os olhos na poltrona. Lena estava boquiaberta, nem sequer tinha terminado de falar e já tinha uma resposta? Não iria desistir tão fácil, isso envolvia Kara. Kara e seu corpo quente junto ao seu... — Me deixe terminar – continuou, ignorando o fato de seu pai estar de olhos fechados – Eu vou fazer dezoito daqui alguns dias e já serei uma adulta, não mais uma criança, não entendo porquê não posso ter relações com... hm, outras pessoas. Torceu o nariz, respirando fundo e desejando que seu pai não achasse estranho ela dizer 'pessoas'. Era óbvio, que não queria nenhum homem, nem outra mulher, queria Kara e somente ela. Lena estava pensando na possibilidade de serem almas gêmeas. — Já disse que não – respondeu novamente. — Mas pai... — Lena! – gritou enfurecido – Eu te dei uma ordem e vai cumpri-la. Não me interessa o quanto esteja sendo difícil para você segurar essas calças erguidas, mas não ouse... — Mas eu não compreendo! – gritou de volta, agora de pé em frente ao pai. Era a primeira vez que o enfrentava, e sentia um calor dominar todo seu corpo. Era uma sensação boa. Poder. Principalmente quando os olhos de seu pai arregalaram. — Abaixe o tom de voz – o homem disse entredentes, se levantando e apontando o dedo no rosto da filha – Ou eu arrancarei sua língua, eu juro que arrancarei. Lena estremeceu. Mas para sua surpresa, o senhor Luthor bufou desistente. — Só até o seu aniversário, depois tudo estará terminado – disse, para a surpresa de Lena. Ela teria de ficar pura até o aniversário? Ela poderia fazer isso, faltava apenas alguns dias e era um alívio, já que achou que teria de cumprir essa ordem até casar-se. Mas a curiosidade bateu ao entender o que o pai havia dito. — O que estará terminado? – perguntou de repente, fazendo seu pai cruzar os braços e ir em direção a cozinha. Estava confusa, mas a felicidade logo a fez esquecer do assunto. Queria que seu aniversário chegasse de uma vez, assim poderia realizar todos os seus desejos com Kara. ◆ ▬▬▬▬▬ ❴✪❵ ▬▬▬▬▬ ◆ Era a véspera do aniversário de Lena. A garota, que logo poderia ser chamada de mulher, acordou antes mesmo de sua mãe, mas não cedo o suficiente para se despedir do pai. Seu aniversário cairia bem no domingo, e naquele sábado nebuloso Lena desceu as escadarias correndo, dizendo bom dia a Joanne e roubando um dos bolinhos recém assados. Estava muito feliz, sentia-se sortuda! — Não roube os bolinhos! – Joanne estapeou as mãos de Lena, apontando para o suco de laranja – Pode levar à mesa? Só vou terminar de tirar o bolo do forno. Lena gostava realmente de Joanne, era praticamente sua segunda mãe. E bom, tinha mais tempo para a garota que seus pais na realidade. Lillian não trabalhava, é claro, mas vivia enfurnada com seus vestidos e caprichos. Lena tentava não achar a mãe fútil, era coisa de mulheres, não era? Mesmo ela própria não vendo a graça nisso. Ainda assim, achava que passar todos os dias de sua vida falando sobre perfumes e joias fosse exaustivo. — Mãe! – Lena abraçou a mulher com força logo que terminou de descer as escadas, estava devidamente arrumada e acenava com uma das mãos para que Lena a soltasse. — Não acha que é muito cedo para tanto barulho? – perguntou a filha, esticando a taça para que Joanne enchesse de água. Lena negou com a cabeça, elogiando os bolinhos de Joanne. Tinham recheio de framboesa fresca e Lena praticamente amava como a massa derretia em sua boca. Talvez levasse alguns para Kara. Kara. Ao pensar na garota começou a comer ainda mais rápido, animada para encontrá-la. A de olhos verdes estava se tornando cada vez mais possessiva em relação a Kara. Queria estar ao lado da garota o tempo todo, choramingando todas as noites por ter que esperar todas as horas de sono para vê-la. Mesmo que com a agenda de estudos de Lena, as duas se encontravam todos os dias, nem que fosse para dizer um 'oi, senti sua falta' e jogar conversa fora, ou um apenas apressado 'me beija logo'. Lena estava apaixonada por Kara, de todas as formas possíveis e impossíveis. — Você vai acabar engasgando, Lena! – a mãe se exasperou, vendo a garota engolir o bolinho praticamente todo e embrulhar mais dois no pano de prato. Joanne apenas sorria, achava bonita a amizade que Kara e Lena criaram, e era a maior cúmplice nas saídas de Lena no meio das aulas chatas de geografia – A casa de Kara não vai sair do lugar. Até Lillian sabia que aquela pressa toda era por conta da garota de olhos azuis. Lena praticamente falava de Kara o dia todo. Como Kara era inteligente, como Kara era baixa, como Kara tinha irmãs demais e por assim ia. Isso poderia ser descrito como estar apaixonada, pelo menos era o que Lena achava. — Eu sei mamãe, mas Kara acorda cedo pra ter aulas no sábado também e quero chegar lá logo – Lena queria completar dizendo 'adoro ver Kara estudando, é magnífico', mas sua mãe sem sombra de dúvidas estranharia as palavras da filha. Lillian assentiu, levantando da cadeira e abraçando a filha com os bolinhos em mãos. Não entendia o porquê do abraço repentino, mas aconchegou sua mãe em seus braços. — Amanhã você fará dezoito anos – disse, fungando baixinho. Lena estranhou o fato de sua mãe chorar por conta do aniversário, mas preferia acreditar que mães eram sempre emotivas demais – Eu te amo, filha. Lena sorriu, segurando os ombros de Lillian para olhá-la nos olhos. — Eu também amo você, mas agora realmente preciso ir. — Só não volte tarde, eu e Joanne iremos à National City comprar o seu presente e não quero saber de bagunça nessa casa! – disse autoritária, arrancando uma gargalhada de Lena. — Eu não vou 'bagunçar' nada, até mais tarde! ◆ ▬▬▬▬▬ ❴✪❵ ▬▬▬▬▬ ◆ — Lena! – Kara gritou, pulando no pescoço da mais velha. Lena tentou desvencilhar do abraço rapidamente, alguém ou familiar de Kara poderia ver aquela cena, mesmo que fosse só um abraço – Estou só eu e as gêmeas, e elas estão dormindo. Apressou-se para fechar a porta e colar seus lábios no de Kara, sentindo a garota estremecer em seus braços pelo beijo repentino. Adorava beijar Kara de repente, arrancando um suspiro surpreso ou um gemido manhoso. — O que... É... Isso? – perguntou entre os selinhos molhados de Lena, que não deixavam a de olhos azuis falar. — Bolinhos, mas deixe-me te dar mais um beijo antes de comer – murmurou, virando rapidamente o corpo de Kara e pressionando a menor contra a porta. Lena ouviu a garota ofegar, aproveitando para apertar sua cintura com força e conter um gemido quando Kara puxou seus cabelos prazerosamente. — Suas irmãs estão dormindo mesmo? – perguntou contra os lábios da menor. A casa de Kara não era nem um pouco grande, pelo contrário, a cozinha era embutida com sala e a lareira parecia velha demais, assim como as paredes. Os dois quartos eram divididos entre as gêmeas e Eliza, e o outro para Kara e as duas irmãs mais velhas. — Estão, mas acho melhor não arriscarmos, venha aqui – Kara empurrou os ombros de Lena rapidamente, puxando-a pela mão até o sofá que continha uma manta bonita florida que sua mãe costurou no natal. Lena sorriu ao que Kara nem pediu permissão e já atacou os bolinhos em sua mão, desembrulhando sem qualquer jeito e dando uma grande e deliciosa mordida na cobertura. — Você chegou bem na hora que o professor de Latim foi embora – Kara disse de boca cheia, admirando os lábios inchados de Lena por culpa dos beijos há alguns minutos atrás. — Latim? – Lena perguntou curiosa. Kara era obrigada a fazer muitas aulas, sua mãe queria que a filha tivesse um ótimo futuro, e principalmente tirasse sua família toda da pobreza. Kara acreditava que tudo se conseguia com esforço, por isso estudava dia após dia e dava o máximo para ser boa em tudo o que fazia. Menos latim, Kara odiava. — É – bufou – Tudo começou quando minha mãe fez as vestes para o casamento do meu atual professor, eles combinaram que sairia de graça todo o serviço de minha mãe, se ele me ensinasse latim. Lena sorriu confortadora, vendo a menor dar mais uma grande mordida no bolinho. — Eu falo francês, mon amour – disse com sua voz rouca, fazendo todos os pelos de Kara se arrepiarem. Kara ultimamente sentia-se atraída por Lena de uma forma extremamente quente. Sabia sobre sexo, já tinha dezesseis anos e seu professor de biologia foi bem direto em explicar sobre reprodução. Mas Cat sempre era mais direta, ganhando alguns beliscões de Alex por falar tais coisas com Kara. Danvers odiava ser tratada como criança pelas amigas, com exceção de Lena, as garotas sempre cochichavam coisas sujas e diziam que Kara não entenderia. Lena estava quente, e Kara quase sempre perdia-se na conversa por estar admirando os lábios carnudos da maior se mover vagarosamente. — Eu sei que você sabe – Kara choramingou – Eu não quero aprender latim, qual a necessidade disto? — Bom, talvez sua mãe queira que você se torne uma freira – Lena riu, ganhando um beliscão forte de Kara – Ai! , me desculpe. — Não diga isso, e se for verdade? – Kara deixou o segundo bolinho de lado. Lena negou com a cabeça, puxando seu queixo para que pudessem ficar cara a cara. Selou os lábios devagar, abraçando a garota logo em seguida. Kara se agarrou ao peito de Lena, era impressionante como a saudade dominava todo seu corpo, mesmo que nem vinte quatro horas tivessem passado desde que vira Lena. Kara desejava que Lena sentisse o mesmo. — Você não vai se tornar freira, eu estava brincando – beijou a testa de Kara, sentindo-se completa ao ver que a garota abraçava cada vez mais o seu tronco – Que horas suas irmãs chegam? A gente podia ir pra minha casa, não tem ninguém lá mesmo. E bum! Lena finalmente disse o que vinha pensando desde que saiu de casa pela manhã. Queria chamar Kara para sua casa, passar um dia todo com a menor em seu peito, aconchegada e exalando o cheiro que só ela tinha. Amanhã, como em todos os seus aniversários, teria de ficar longe de Kara e isso não lhe agradaria nem um pouco. — É que amanhã é meu aniversário... — Eu sei! – Kara disse animada, assustando Lena com tanta empolgação – Eu tenho uma coisa pra você. — Aah, Lee, não precisa... – Lena tentou contestar, mas Kara já estava decidida. A maior havia lhe dado dois pares de sapatos novinhos no seu aniversário, tinha mais do que a obrigação de agradecer de uma forma justa. — Eu já sei – Kara beijou a bochecha de Lena e levantou-se do sofá, puxando-a mais uma vez e levando até a porta – Vá para casa e daqui a uma hora quando Cait chegar eu apareço por lá, e levo o seu presente. Lena queria que Kara acompanhasse-a agora mesmo, mas sabia que a de olhos azuis não poderia deixar as irmãs sozinhas de forma alguma. — Tudo bem, entre pela cozinha e tome cuidado – Lena roubou um último beijo antes de abrir a porta e voltar para casa. ◆ ▬▬▬▬▬ ❴✪❵ ▬▬▬▬▬ ◆ Kara entrou silenciosamente pela porta dos fundos assim como Lena havia a instruído. Estava com os cabelos um pouco úmidos por banhar-se antes de sair de casa, também segurava um pequeno embrulho bem amarrado com uma das fitas que sua mãe lhe dera, era verde e Kara adorou de imediato por lembrar os olhos de Lena. A cozinha estava em completo silêncio, com a fruteira repleta de frutas e alguns vasos de flores próximos a janela, pegando o pouco Sol que tentava escapar das nuvens de chuva. Kara caminhou pelo grande corredor até a sala, depois em passos curtos subiu a escada. — Kara? – a menor ouviu Lena chamar, e seu coração bateu mil vezes mais rápido do que esperava. Escondeu o pequeno embrulho rapidamente no bolso de sua calça, sorrindo grande quando Lena apareceu em seu campo de visão. Nunca se cansaria de dizer que Lena era maravilhosa, de uma beleza estonteante e que roubava todo o ar de seus pulmões. E o melhor, Lena era somente dela. Não conhecia esse seu lado possessivo, já que essa era uma grande característica de Lena, mas saber que a garota de olhos cor de esmeralda a pertencia era divino. Kara estava perdidamente apaixonada por Lena, e desejava todas as noites que isso fosse mais que recíproco. Trocavam sim várias palavras de amor, mas Kara sempre achou que o que dizia nunca era o suficiente. Queria expressar de uma forma ainda mais grandiosa o que sentia pela mais velha. — Olá – respondeu sorridente, terminando de subir as escadas e tocando a covinha de Lena – Eu não demorei, demorei? — Talvez um pouco, sua mãe deixou você vir até aqui? — Bom – Kara sorriu travessa – Digamos que ela ache que estou, neste momento, ajudando o senhor Justin na fazenda vizinha com o leite. Lena negou com a cabeça, beijando Kara em uma das bochechas vermelhas pelo frio. Kara soltou um risinho, virando o rosto de uma vez só para encontrar os lábios carnudos de Lena. A Luthor não perdeu tempo, passando as mãos pela cintura da mais nova e a puxando para mais perto. Lena simplesmente adorava quando Kara a permitia aprofundar o beijo, adorava a sensação da língua quente de Kara massageando a sua de forma lenta, molhada e deliciosa. Kara por sua vez passou as mãos pelo pescoço da mais alta, sentindo todos os pêlos de seu corpo arrepiarem-se ao que Lena desceu as mãos descaradamente para sua b***a. Kara grunhiu, abrindo os olhos enquanto ainda recebia selinhos lentos. — Lena... – grunhiu mais uma vez, entregando-se novamente ao beijo molhado. Lena começou a dar passos ainda de costas, puxando Kara cegamente para seu quarto. Acabaram trombando contra uma das paredes do corredor, fazendo com que Kara risse e Lena tivesse tempo de atacar o seu pescoço exposto com beijos e chupões. Entraram no grande quarto de Lena, arfantes e famintas uma pelos lábios da outra. Kara sentia uma vontade imensa de tocar Lena, puxando os cabelos da maior e contendo um gemido quando a mesma pressionava mais os seus corpos. Já haviam chegado até essa etapa: primeiro eram os beijos, depois as mãos bobas e então paravam por aí. Mas diferente das últimas vezes, Lena jogou Kara em sua cama, subindo em cima de seu corpo com uma rapidez indescritível. Kara arregalou os olhos ao sentir Lena desabotoar os botões de sua camisa, segurando firme no pescoço da mais velha, observando-a com um olhar interrogativo. — E-eu – Lena parecia envergonhada, vendo que estava apressando as coisas – Me desculpe, é que eu estou com tantas saudades e feliz em vê-la, e eu estou louca para.... E eu não posso... Argh, você sabe que é muito gostosa, Kara. Kara sentiu as bochechas corarem pelo elogio, inclinando seu rosto para cima em desejo de beijar os lábios entreabertos de Lena. — Você não pode? – Kara sussurrou. Já havia percebido que era sempre Lena quem dava fim nos beijos que tornavam-se quentes demais. Lena respirou pela boca, negando com a cabeça. — Não importa – disse, e Kara pensou em questionar, mas sentiu Lena sair de cima de seu corpo ainda jogada na cama – O que é essa coisa esquisita no seu traseiro? Kara arregalou os olhos, sentando-se rapidamente e ignorando o fato de alguns botões de sua camisa estarem abertos. Lena mordeu os lábios ao ver as coxas grossas e torneadas de Kara na calça um pouco apertada, inclinando-se nos joelhos para retirar um pequeno embrulho dos bolsos. — Hm, não é nada caro, e não é nada comparado aos presentes que você ganha... – Kara sentia-se uma tola, mas Lena tratou de acalmá-la com um beijo em seu ombro coberto. — Eu sei que vou gostar pelo simples fato de ser seu – falou sincera, beijando mais uma vez o ombro da garota e pegando o pequeno embrulho em sua mão. O embrulho logo foi desfeito, e Lena não deixou de elogiar o laço verde muito bem amarrado que Kara colocara. Dentro do embrulho havia um colar de couro, com um pingente prata muito bonito em forma de "K". — E-eu sei que você não vai poder usar porque as pessoas achariam estranho, mas eu comprei um para mim também e ele tem um "L" – disse nervosa, enquanto Lena erguia o colar em seus dedos admirando a pequena letra ali pendurada. Kara vasculhou o outro bolso achando o seu colar, passando agilmente pelo pescoço e mostrando à Lena – Não é muita coisa, mas o senhor Grant fez esses dois sem nem questionar, tenho sorte da Cat ter um pai joalheiro... Foi rapidamente interrompida pelos lábios de Lena, caindo contra os travesseiros fofos e sorrindo entre o beijo. Lena apertou a cintura de Kara com força, cortando o beijo para falar. — Eu vou usar todos os dias, nem que fique por dentro da camisa – Lena disse, acariciando a barriga de Kara – Obrigado pelo presente, eu realmente amei. Trabalhar na fazenda com o senhor Grant por três semanas havia valido a pena. Kara concordou, sentindo-se feliz demais para dizer alguma coisa. Ao invés disso, entrelaçou as pernas no quadril de Lena, ouvindo-a ofegar quando aprofundou ainda mais o beijo, cravando os dentes no lábio inferior de Lena e levantando a cintura em busca de mais atrito entre seus corpos. E tudo aconteceu rápido demais. Lena estava desesperada para tirar as roupas de Kara, assim como a mais nova em continuar a mexer a cintura ao sentir os beijos de Lena descerem até seu pescoço, dando mordidas leves no local. Quando a blusa de Kara foi finalmente aberta, Lena beijou toda a área em volta do colar, beijando vagarosamente um dos s***s de Kara, ouvindo a garota gemer contida. Sabia que não deveria desobedecer seu pai, mas era Kara... — Kah... – Lena tentou conter os próprios movimentos, mas sentiu seu m****o pulsar em sua calça quando Kara mordeu seu lábio inferior, passando a língua no local logo em seguida. Lena virou-se na cama, deixando que a mais nova ficasse por cima, assim, apertando com ainda mais força a sua cintura. Desejava Kara de uma forma absurda, nem sequer tendo noção de seus atos ao que a garota menor se abaixou, beijando Lena e movimentando os quadris. Aquilo era o fim, Lena estava tão excitada, tão necessitada. E por mais que sua mente berrasse para que ela aguentasse esse último dia, os movimentos de Kara eram embriagantes e totalmente excitantes. — Kara, espera... – tentou dizer, mas foi cortada pelo seu próprio gemido que ecoou pelo quarto. Mordeu o lábio inferior sentindo pulsar dentro da calça, e podia sentir o quão necessitada Kara também estava. — Vamos... Fazer? – Kara perguntou em um sussurro, corando profundamente e acalmando os movimentos de sua cintura. Escondeu o rosto no pescoço de Lena, acariciando os cabelos da maior. Lena arfou, mordendo o lábio inferior com tanta força que poderia jurar sentir o gosto de sangue. Não sabia se estava mais impressionada com a audácia da garota, ou com seu alto controle em não jogar Kara naquela cama e fode-la de uma vez. Ela queria fazer aquilo, e como queria. Mas seu pai... Pensou na possibilidade dele nunca chegar a descobrir. O prazo para a virgindade de Lena era até amanhã, não era? Quais seriam as chances do senhor Luthor descobrir que Lena havia se deitado com alguém? Ainda por cima com Kara? Ao sentir Kara rebolar mais uma vez em seu colo, inclinou-se para cima e contra os lábios da garota tomou uma grande decisão para a pergunta da menor. — Vamos. Kara assentiu nervosamente, tentando não demonstrar o quanto estava apavorada em saber que veria Lena nua. Talvez isso pareça bobagem, mas estava nervosa e seus dedos, agora trêmulos, apertavam os cachos de Lena em meio ao beijo molhado. — Kara, pare de tremer – Lena mordeu o lábio inferior da menor, passando as mãos por suas costas a fim de tranquilizá-la. Não iria apressar as coisas de forma alguma, então beijou cada uma das bochechas de Kara, depois seu queixo e desceu cuidadosamente os lábios até seu pescoço, beijando os chupões que havia dado mais cedo. O corpo de Kara parecia mais entregue a cada segundo, gemendo contida ao que um dos dedos de Lena subiram ao encontro de seu seio – Relaxe, mon amour... Aquilo era demais para Kara, Lena agora chupava seu seio direito devagar, e a menor permitiu-se sentar em suas coxas, rebolando vagarosamente e provocando cada vez mais sensações nos dois corpos quentes e sedentos. Ainda que o tempo estivesse frio, o corpo de Kara parecia entrar em combustão ao que a língua de Lena massageava seu seio, agora inchado e eriçado, cada vez mais devagar. Mordiscou algumas vezes e pôde desfrutar dos gemidos esganiçados de Kara. Oh, aquele som era como música para os ouvidos de Lena. — Lena, ahnn – Kara gemeu, jogando a cabeça para trás quando Lena assoprou, mordeu e chupou ainda mais forte seu mamilo. Sabia que estaria repleta de hematomas amanhã, mas ela realmente não se importava. Eram marcas que Lena havia deixado, e não havia nada de mais delicioso que isso. Kara tornou-se uma bagunça de gemidos, as novas sensações pareciam dominar seu corpo e Lena precisou deixar os s***s eriçados da menor um pouco para acalmá-la. — Tudo bem aí? – perguntou com a voz ainda mais rouca que o normal pelo desejo. Lena estava tão excitada em ver a menor sem camisa em seu colo, gemendo e grunhindo ao que apertava cada vez mais a pele de sua cintura. Kara era tão gostosa, com as coxas grossas presas em volta dos quadris de Lena e a i********e bem posicionada sobre seu m****o. Ela mais do que desejava que aquilo não fosse mais um de seus sonhos pervertidos com a menor. — Deite na cama – Lena sussurrou, levantando rapidamente e abrindo o grande guarda-roupa. Kara não deixou de admirar as costas largas da mais velha, mordendo os lábios, ao que Lena caminhou de volta a cama e puxou seus tornozelos até a borda. Kara sentiu os dedos quentes subirem por sua coxa, fechando os olhos com força ao que Lena tocou os botões de sua calça, desabotoando de uma vez e abaixando o tecido junto com sua roupa íntima de uma vez só. Kara suspirou, sentindo-se extremamente exposta. — Você é tão linda – Lena murmurou aos pés da cama, abrindo as coxas de Kara lentamente e se debruçando ali. Kara estava extasiada sem nem ter o toque de Lena em seu corpo, e gemeu arrastado ao sentir beijos subirem por seu joelho até sua coxa, parando extremamente próximo de sua virilha. — Lena – Kara choramingou, tentando erguer o quadril para receber qualquer tipo de fricção possível. — Shhh... – beijou a virilha de Kara, vendo a i********e da menor em um estado tentador de umidade. Lena sentia sua garganta seca para provar aquele néctar delicioso que parecia esperar por ela naquela gruta dos sonhos mais profundos e pervertidos da mais velha. Kara contorceu-se com a respiração de Lena próximo ao seu c******s, mordendo o lábio inferior para tentar conter o gemido que pretendia sair alto demais. Mas Kara estava tão excitada, queria ser tocada de uma vez, a enrolação de Lena não estava ajudando em nada. — Eu vou te preparar devagar, tudo bem? Não quero que sinta tanta dor… Quero que seja tudo no seu tempo – Lena sussurrou, dando um beijinho leve na pontinha do c******s de Kara. — Vo-você ainda está vestida – gaguejou, vendo Lena sorrindo safada e endireitar a postura, apressando-se para terminar de desabotoar toda a camisa e abaixar as calças o mais rápido possível, mostrando a enorme ereção que tinha ali. Kara ficou boquiaberta, sabia que Lena tinha um m****o, e que não era pequeno, mas aquilo tudo caberia em si? Oh, Deus. CONTINUA...
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