MARIA JÚLIA
Depois de comer uma tigela cheia de miojo, Rafael me puxou pro quarto dele, ligou o ar-condicionado e me fez deitar na cama enquanto ele foi tomar banho. Minutos depois, ele deitou comigo na cama, nos cobriu e ligou a televisão.
— Pode escolher o que a gente vai assistir.
— Você tem certeza? — Perguntei rindo e ele logo se arrependeu de ter me dado o controle. — Nós vamos assistir Gossip Girl. Pode ser?
— Você que manda, linda. — Ele colocou uma das mãos atrás da cabeça e o outro braço estava me segurando.
Dei play no primeiro episódio e ele começou a assistir, mas logo ficou inquieto do meu lado, parecendo uma criança birrenta.
— O que você quer assistir então?
— Qualquer coisa, menos isso. Pode ser até um filme de princesas. — Gargalhei e ele escondeu o rosto no vão do meu pescoço. — Ou a gente pode fazer coisa melhor.
— O que sugere? — Perguntei e ele me olhou com um olhar sacano. — Você não presta.
Ele me olhou bem nos olhos e me beijou lentamente; assim pude provar da sua boca. O beijo dele valia a pena, era bom — ele sabia exatamente o que estava fazendo.
— Ainda quer assistir essa porcaria? — Ele perguntou e eu neguei com a cabeça.
Em um movimento rápido, ele me virou na cama, me fazendo sentar por cima dele, com uma perna em cada lado do seu tronco, e me beijou novamente. Em um ato de coragem, eu desci meus beijos pelo seu pescoço e arranquei a camiseta que ele usava. Beijei seu peitoral coberto por tatuagens e ele me olhou com as sobrancelhas erguidas.
— Maju... — Ele disse meu nome como em um aviso, mas eu ignorei completamente.
Beijei até pouco abaixo do seu umbigo e vi ele ficando tenso. Com sua ajuda, eu tirei o short de tecido que ele usava e, junto com o short, tirei a cueca — deixando exposto pra mim seu p*u enorme, que estava duro e com uma lubrificação na cabeça.
— Você não precisa fazer isso se não qui... p***a. — Antes de ele terminar de falar, eu coloquei na boca e chupei, coloquei mais uma parte e minha mão trabalhava junto com a minha boca. Deslisei minha boca por todo o seu m****o, até onde eu conseguia, senti encostar na minha garganta e voltei a chupar a cabeça.
Fiz esse movimento mais algumas vezes; Rafael colocou sua mão por cima da minha pra me ensinar exatamente como fazer. E eu fiz: chupei até a garganta, com a mão deslisando por todo o seu comprimento junto com a boca, passei a língua por toda extensão e senti seu p*u ficando cada vez mais duro.
Olhei pra ele que estava com os olhos fechados e gemia rouco e baixo, quase inaudível. Mas eu o ouvia, perfeitamente!
— Maju... eu vou gozar, tira a boca. — Ele disse depois de um tempo, mas eu não tirei. Eu queria o sentir por completo.
Coloquei na garganta novamente e senti seu líquido quente saindo; antes que pudesse sentir o gosto, eu engoli.
— Você vai me matar, garota. — Ele disse quando eu subi e fiquei cara a cara com ele. — Vem deitar, já tivemos emoções demais hoje e eu ainda tenho um desejo seu pra realizar até mais tarde.
— Por que não agora?
— Porque eu preciso me recompor primeiro. — Eu ri e ele se endireitou na cama, me puxando pra deitar também em contato com seu corpo nu que era uma tentação.
Contornei algumas das suas tatuagens que tinha no meu campo de visão. Tinha um nó celta no seu peito, uma águia no seu antebraço, uma coroa de louros perto da sua clavícula, uma fênix em sua costela — e essas foram as que eu consegui decifrar.
— O que significa essa? — Apontei pra águia.
— Poder e autoridade. — Ele falou de olhos fechados, sabendo exatamente qual era a tatuagem sem precisar olhar.
— E essa? — Apontei pro nó celta.
— É um amuleto de proteção. — Permaneceu com os olhos fechados.
— A fênix significa ressurreição e superação. Certo? — Ele assentiu e riu.
— Você é curiosa demais.
— Só quero te conhecer melhor.
— Conhecer mais do que acabou de conhecer? — Ele apontou pra baixo, se referindo ao seu p*u que eu acabei de ver e colocar na boca.
Eu ri e ele me puxou pra ele de novo, colando mais nossos corpos.
Olhei no relógio de pulso dele: já iam dar quatro da tarde. Quanto melhor o dia for, mais rápido a hora passa.
Meu celular estava tocando mas eu ignorei completamente. Tocou duas vezes mas eu não atendi, ainda estava deitada e não pretendia sair dali tão cedo.
Rafael deitou no vão do meu pescoço como sempre faz, beijou minha clavícula e repousou ali. Sua respiração foi ficando pesada; percebi que ele estava cochilando, ou dormindo no meu peito. Fiz um carinho em seus cabelos, desci pelas suas costas e fiquei ali até também pegar no sono.