Antes do terror

1499 Palavras
No salão principal do décimo terceiro templo no santuário de Athena, uma reunião extraordinária era realizada. No centro, cercado por duas fileiras dos cavaleiros da mais alta patente e tendo a sua frente a deusa ao qual servia, máscara da morte, de joelhos, jurava a verdade pondo em garantia sua própria vida. - Eu juro, pelo cosmo que flui em minhas veias, pelo pacto de lealdade que fiz a minha senhora Athena, e, pela minha própria alma, que cada declaração que sair de minha boca nada mais é do que a mais pura verdade e caso algo seja mentira eu estou disposto a desistir da minha vida. No final do juramento máscara da morte se levantou e olhou seriamente para a sua deusa, cada palavra que saia de sua boca pesava nos corações e mente de todos os presentes. - O cavaleiro de Andromeda está no inferno – Informou – Eu estava acompanhando algumas almas ao submundo quando reconheci seu cosmo. Apesar de ter leves diferenças em sua essência ainda é o mesmo. Quero acreditar que o garoto não é um traidor, mas eu tenho certeza de que não podemos confiar nas palavras do deus do tempo e devemos esperar o pior resultado do desaparecimento de Shun. - Grande mestre o que pensa sobre isso? - A deusa inqueriu Shion, após alguns momentos de reflexão - Concordo que Cronos não é uns dos deuses mais confiáveis e que a questão de um cavaleiro mudando de exército é grave, mas temo que essa situação não seja tão simples. - Sinceramente, eu estou desconcertado minha deusa – O mestre começou a falar um pouco receoso de suas palavras – Antes de tomarmos qualquer decisão e tirarmos quaisquer que sejam as conclusões, sugiro verificarmos a situação primeiro. Recebemos um convite para uma festa no castelo Heinstein, creio eu, que seria uma excelente oportunidade para vermos qual é a situação. - Concordo com o grande mestre Athena – Shaka se pronunciou dando um passo à frente e surpreendendo seus colegas, normalmente ele não falava – A situação pode ser mais delicada e complicada do que parece talvez até mesmo estejamos diante do início de uma possível guerra santa. Tendo visto a maioria dos cavaleiros concordando com as falas do cavaleiro de virgem e do grande mestre, Athena passou um tempo a meditar. A situação era complicada, Shun podia tanto ser uma vítima como um traidor, dependo do que era uma nova guerra santa certamente parecia inevitável. Diante disso o que fazer? - Grande mestre o que pensa sobre isso? - A deusa inqueriu Shion, após alguns momentos de reflexão - Concordo que Cronos não é uns dos deuses mais confiáveis e que a questão de um cavaleiro mudando de exército é grave, mas temo que essa situação não seja tão simples.    - Sinceramente, eu estou desconcertado minha deusa – O mestre começou a falar um pouco receoso de suas palavras – Antes de tomarmos qualquer decisão e tirarmos quaisquer que sejam as conclusões, sugiro verificarmos a situação primeiro. Recebemos um convite para uma festa no castelo Heinstein, creio eu, que seria uma excelente oportunidade para vermos qual é a situação.     - Concordo com o grande mestre Athena – Shaka se pronunciou dando um passo à frente e surpreendendo seus colegas, normalmente ele não falava – A situação pode ser mais delicada e complicada do que parece talvez até mesmo estejamos diante do início de uma possível guerra santa.     Tendo visto a maioria dos cavaleiros concordando com as falas do cavaleiro de virgem e do grande mestre, Athena passou um tempo a meditar. A situação era complicada, Shun podia tanto ser uma vítima como um traidor, dependo do que era uma nova guerra santa certamente parecia inevitável. Diante disso o que fazer?   - Vamos participar da festa na mansão Heinstein! – Finalmente decidida a deusa encarou seriamente os cavaleiros de aries, leão e virgem – Shaka, Aioria e Mu, vocês três me acompanharão e irão se infiltrar no submundo. Quero que descubram o que aconteceu com Shun!   - Como queira Athena! – Bradaram os três cavaleiros juntos.   Enquanto no santuário os cavaleiros se preparavam para espionar o submundo, no reino de Atlântida os Marinas fofocavam sem parar tentando ajudar o seu senhor Poseidon a escolher um traje adequado para a festa de seu irmão.   - Nem posso acreditar que o senhor “prefiro ficar com os mortos” está dando uma festa para o filho – Falava o deus dos mares experimentando a décima sexta camisa – Sorento, eu já dei alguma festa para algum dos meus filhos?   - Na verdade sim, meu senhor – Respondeu o Marina, entregando uma camisa azul marinho para o deus – Meu senhor já escolheu quem serão os Marinas que vão acompanhá-lo essa noite?   - Eu me decidi por você, Kanon e Io – Respondeu o deus dos mares trocando de camisa – Eu gostaria de levar mais de vocês, no entanto isso pode gerar um m*l entendido com o meu irmão ou algum outro deus. Como é meu primeiro sobrinho por parte de Hades não quero confusões essa noite.   Enquanto no reino dos mares Poseidon tentava decidir o que vestir, no reino dos céus o Olimpo, Zeus estava tentando convencer Hera a mudar ideia quanto a presentear Hades com uma nova esposa, já bastava o fracasso que foi o matrimonio com Perséfone.   Entre lutas e intrigas o Olimpo se preparava para a grande festa comemorativa do primeiro filho do deus dos mortos. Enquanto os deuses preparavam os mais divinos e perigosos presentes para um bebê, no santuário de Athena o clima era de tenso, todos pareciam que iam partir para a guerra a qualquer instante.   Quando Athena finalmente ficou pronta os três cavaleiros que a acompanhariam se apresentaram, abrindo o convite um portal expresso para a entrada da mansão do senhor da morte apareceu, receosos do que pudessem descobrir lá a deusa e os cavaleiros partiram. Nunca Athena desejou tanto que um de seus cavaleiros estivesse morto, ao menos é melhor do que ser um traidor.   No submundo Hades já estava pronto, todos os espectros estavam presentes na festa fazendo vigília para que ninguém fizesse, entrasse ou ouvisse o que não deveria. Cronos estava junto ao filho na mansão dos campos Elíseos junto aos deuses gêmeos, o quarteto esperava a estrela da noite, o jovem príncipe do submundo.   Não tiveram que esperar muito, logo Calisto apareceu com o pequeno garoto em seus braços. Todo vestido de branco a criança parecia um anjo que acabara de cair do céu e ninguém poderia imaginar que fosse o herdeiro de Hades.   Cronos percebeu que o menino usava o medalhão, um sorriso maquiavélico apareceu em seu rosto. Em breve o garoto absorveria todo o poder do medalhão e quando isso acontecesse ele se tornaria um deus. Com a essência do menino mudada ninguém, nem mesmo filho ou Athena, seriam capazes de descobrir o que ele fez.   Na mente do deus do tempo ele acabara de realizar o crime perfeito. Ele apenas esqueceu que tinha um sobrinho intrometido.   No salão de festa do castelo Heinstein os convidados se espalhavam pelos salões abertos. Deuses de todas as crenças e criaturas de todas as mitologias se enredavam, os espectros no salão foram ordenados a manter a ordem, para nenhuma rixa entre os deuses fosse cobrada na festa.   Athena havia acabado de chegar junto aos seus cavaleiros, e por pura coincidência esbarrou justamente com Ares e seus beserks, e como se já não fosse uma situação incomoda o suficiente Poseidon apareceu bem na hora.   Sentado em um galho de uma exuberante árvore de romã, Hermes observava toda a situação, tirando um caderninho e uma caneta do bolso da jaqueta que usava no lugar do paletó, o deus mensageiro começou a anotar as fofocas da festa mais inesperada do milênio. Talvez colocasse na primeira página Universal, o jornal exclusivo para os deuses, “Os dois deuses da guerra e o deus do mar trocam faíscas de ódio e sangue pelos olhos”, no entanto, para a desgraça de Hermes os três logo se separam e seguiram para diferentes salões.   Quando o deus mensageiro achava que nada de interessante fosse acontecer na festa, notou Dionísio conversando com Apolo, e apesar de não ter ouvido muito atentamente, parecia ser a respeito de Afrodite, Kore e a criança. De fato, a criança não parecia pertencer a deusa da primavera, seu tio não era do tipo que pulava a cerca, as ninfas do submundo não podiam engravidar, e as que não viviam no submundo tinham medo de seu tio.  Então de quem deveria ser a criança?   Todos esperavam responder essa e mais outras perguntas essa noite.   Atrás da porta ricamente esculpida de carvalho branco, Hades segurava seu filho emanando cuidado e amor por meio de seu cosmo ao garoto. Deu uma ordem para os espectros apertarem a guarda, não queria nenhum incidente que envolvesse seu filho.   Sem mais delongas, colocou sua típica cara de poker e entrou no salão.
Leitura gratuita para novos usuários
Digitalize para baixar o aplicativo
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Escritor
  • chap_listÍndice
  • likeADICIONAR