No salão principal do décimo terceiro templo no santuário de Athena, uma reunião extraordinária era realizada. No centro, cercado por duas fileiras dos cavaleiros da mais alta patente e tendo a sua frente a deusa ao qual servia, máscara da morte, de joelhos, jurava a verdade pondo em garantia sua própria vida.
- Eu juro, pelo cosmo que flui em minhas veias, pelo pacto de lealdade que fiz a minha senhora Athena, e, pela minha própria alma, que cada declaração que sair de minha boca nada mais é do que a mais pura verdade e caso algo seja mentira eu estou disposto a desistir da minha vida.
No final do juramento máscara da morte se levantou e olhou seriamente para a sua deusa, cada palavra que saia de sua boca pesava nos corações e mente de todos os presentes.
- O cavaleiro de Andromeda está no inferno – Informou – Eu estava acompanhando algumas almas ao submundo quando reconheci seu cosmo. Apesar de ter leves diferenças em sua essência ainda é o mesmo. Quero acreditar que o garoto não é um traidor, mas eu tenho certeza de que não podemos confiar nas palavras do deus do tempo e devemos esperar o pior resultado do desaparecimento de Shun.
- Grande mestre o que pensa sobre isso? - A deusa inqueriu Shion, após alguns momentos de reflexão - Concordo que Cronos não é uns dos deuses mais confiáveis e que a questão de um cavaleiro mudando de exército é grave, mas temo que essa situação não seja tão simples.
- Sinceramente, eu estou desconcertado minha deusa – O mestre começou a falar um pouco receoso de suas palavras – Antes de tomarmos qualquer decisão e tirarmos quaisquer que sejam as conclusões, sugiro verificarmos a situação primeiro. Recebemos um convite para uma festa no castelo Heinstein, creio eu, que seria uma excelente oportunidade para vermos qual é a situação.
- Concordo com o grande mestre Athena – Shaka se pronunciou dando um passo à frente e surpreendendo seus colegas, normalmente ele não falava – A situação pode ser mais delicada e complicada do que parece talvez até mesmo estejamos diante do início de uma possível guerra santa.
Tendo visto a maioria dos cavaleiros concordando com as falas do cavaleiro de virgem e do grande mestre, Athena passou um tempo a meditar. A situação era complicada, Shun podia tanto ser uma vítima como um traidor, dependo do que era uma nova guerra santa certamente parecia inevitável. Diante disso o que fazer?
- Grande mestre o que pensa sobre isso? - A deusa inqueriu Shion, após alguns momentos de reflexão - Concordo que Cronos não é uns dos deuses mais confiáveis e que a questão de um cavaleiro mudando de exército é grave, mas temo que essa situação não seja tão simples.
- Sinceramente, eu estou desconcertado minha deusa – O mestre começou a falar um pouco receoso de suas palavras – Antes de tomarmos qualquer decisão e tirarmos quaisquer que sejam as conclusões, sugiro verificarmos a situação primeiro. Recebemos um convite para uma festa no castelo Heinstein, creio eu, que seria uma excelente oportunidade para vermos qual é a situação.
- Concordo com o grande mestre Athena – Shaka se pronunciou dando um passo à frente e surpreendendo seus colegas, normalmente ele não falava – A situação pode ser mais delicada e complicada do que parece talvez até mesmo estejamos diante do início de uma possível guerra santa.
Tendo visto a maioria dos cavaleiros concordando com as falas do cavaleiro de virgem e do grande mestre, Athena passou um tempo a meditar. A situação era complicada, Shun podia tanto ser uma vítima como um traidor, dependo do que era uma nova guerra santa certamente parecia inevitável. Diante disso o que fazer?
- Vamos participar da festa na mansão Heinstein! – Finalmente decidida a deusa encarou seriamente os cavaleiros de aries, leão e virgem – Shaka, Aioria e Mu, vocês três me acompanharão e irão se infiltrar no submundo. Quero que descubram o que aconteceu com Shun!
- Como queira Athena! – Bradaram os três cavaleiros juntos.
Enquanto no santuário os cavaleiros se preparavam para espionar o submundo, no reino de Atlântida os Marinas fofocavam sem parar tentando ajudar o seu senhor Poseidon a escolher um traje adequado para a festa de seu irmão.
- Nem posso acreditar que o senhor “prefiro ficar com os mortos” está dando uma festa para o filho – Falava o deus dos mares experimentando a décima sexta camisa – Sorento, eu já dei alguma festa para algum dos meus filhos?
- Na verdade sim, meu senhor – Respondeu o Marina, entregando uma camisa azul marinho para o deus – Meu senhor já escolheu quem serão os Marinas que vão acompanhá-lo essa noite?
- Eu me decidi por você, Kanon e Io – Respondeu o deus dos mares trocando de camisa – Eu gostaria de levar mais de vocês, no entanto isso pode gerar um m*l entendido com o meu irmão ou algum outro deus. Como é meu primeiro sobrinho por parte de Hades não quero confusões essa noite.
Enquanto no reino dos mares Poseidon tentava decidir o que vestir, no reino dos céus o Olimpo, Zeus estava tentando convencer Hera a mudar ideia quanto a presentear Hades com uma nova esposa, já bastava o fracasso que foi o matrimonio com Perséfone.
Entre lutas e intrigas o Olimpo se preparava para a grande festa comemorativa do primeiro filho do deus dos mortos. Enquanto os deuses preparavam os mais divinos e perigosos presentes para um bebê, no santuário de Athena o clima era de tenso, todos pareciam que iam partir para a guerra a qualquer instante.
Quando Athena finalmente ficou pronta os três cavaleiros que a acompanhariam se apresentaram, abrindo o convite um portal expresso para a entrada da mansão do senhor da morte apareceu, receosos do que pudessem descobrir lá a deusa e os cavaleiros partiram. Nunca Athena desejou tanto que um de seus cavaleiros estivesse morto, ao menos é melhor do que ser um traidor.
No submundo Hades já estava pronto, todos os espectros estavam presentes na festa fazendo vigília para que ninguém fizesse, entrasse ou ouvisse o que não deveria. Cronos estava junto ao filho na mansão dos campos Elíseos junto aos deuses gêmeos, o quarteto esperava a estrela da noite, o jovem príncipe do submundo.
Não tiveram que esperar muito, logo Calisto apareceu com o pequeno garoto em seus braços. Todo vestido de branco a criança parecia um anjo que acabara de cair do céu e ninguém poderia imaginar que fosse o herdeiro de Hades.
Cronos percebeu que o menino usava o medalhão, um sorriso maquiavélico apareceu em seu rosto. Em breve o garoto absorveria todo o poder do medalhão e quando isso acontecesse ele se tornaria um deus. Com a essência do menino mudada ninguém, nem mesmo filho ou Athena, seriam capazes de descobrir o que ele fez.
Na mente do deus do tempo ele acabara de realizar o crime perfeito. Ele apenas esqueceu que tinha um sobrinho intrometido.
No salão de festa do castelo Heinstein os convidados se espalhavam pelos salões abertos. Deuses de todas as crenças e criaturas de todas as mitologias se enredavam, os espectros no salão foram ordenados a manter a ordem, para nenhuma rixa entre os deuses fosse cobrada na festa.
Athena havia acabado de chegar junto aos seus cavaleiros, e por pura coincidência esbarrou justamente com Ares e seus beserks, e como se já não fosse uma situação incomoda o suficiente Poseidon apareceu bem na hora.
Sentado em um galho de uma exuberante árvore de romã, Hermes observava toda a situação, tirando um caderninho e uma caneta do bolso da jaqueta que usava no lugar do paletó, o deus mensageiro começou a anotar as fofocas da festa mais inesperada do milênio. Talvez colocasse na primeira página Universal, o jornal exclusivo para os deuses, “Os dois deuses da guerra e o deus do mar trocam faíscas de ódio e sangue pelos olhos”, no entanto, para a desgraça de Hermes os três logo se separam e seguiram para diferentes salões.
Quando o deus mensageiro achava que nada de interessante fosse acontecer na festa, notou Dionísio conversando com Apolo, e apesar de não ter ouvido muito atentamente, parecia ser a respeito de Afrodite, Kore e a criança. De fato, a criança não parecia pertencer a deusa da primavera, seu tio não era do tipo que pulava a cerca, as ninfas do submundo não podiam engravidar, e as que não viviam no submundo tinham medo de seu tio. Então de quem deveria ser a criança?
Todos esperavam responder essa e mais outras perguntas essa noite.
Atrás da porta ricamente esculpida de carvalho branco, Hades segurava seu filho emanando cuidado e amor por meio de seu cosmo ao garoto. Deu uma ordem para os espectros apertarem a guarda, não queria nenhum incidente que envolvesse seu filho.
Sem mais delongas, colocou sua típica cara de poker e entrou no salão.