Até no inferno nascem flores

1025 Palavras
Já fazia um mês desde o banquete catastrófico. O submundo nunca teve tanta ordem e paz antes. Os espectros trabalhavam de forma normal e sincronizada, quase como uma gigantesca máquina industrial, para garantir o devido funcionamento do mundo dos mortos.   Entre um julgamento e outro Hades tirava sempre um tempo para verificar como estava seu filho. O deus dos mortos na realidade estava surpreso consigo mesmo com a facilidade com que aceitou o infante como seu filho. Já não conseguia mais se imaginar vivendo a eternidade sem o garoto. No entanto uma questão ainda preocupava o senhor dos mortos, e essa era sobre os poderes do garoto.   Cronos lhe entregara um medalhão com um imenso poder divino guardado Hades havia deixado o objeto junto ao filho por se uma recomendação do pai, mas temia que o corpo da criança talvez não pudesse aguentar tamanho poder. Preocupado, o senhor dos mortos m*l prestava atenção na alma de um assassino que rogava perdão no salão do tribunal. Seus pensamentos eram profundos e complicados, repentinamente uma apressada Pandora invade o tribunal lhe atraindo a atenção, se ajoelhando rapidamente a mulher pede uma desculpa desajeitada.   -Meu senhor! - Exclama alto – O senhor Poseidon invadiu os Elíseos e levou o jovem mestre embora. Thanatos e Hypnos foram trancados e as ninfas se encontram todas desacordadas, algumas com ferimentos sérios.   Um estrondo ecoa por todo o salão, Hades estava furioso e as chamas de seu ódio começavam a corroer as paredes do grande tribunal e castigar todas as almas mortas que ali se encontravam.   -Como eu não percebi isso?! - Bradou – Minos! Reúna todas as estrelas celestes, nós vamos para Atlântida.   Com um grupo de espectros Hades marcha furioso até Atlântida, disposto a acabar com qualquer um que ousasse ficar em seu caminho. O senhor dos mortos em seu coração fazia um juramento de prender o irmão no tártaro caso um fio de cabelo de seu filho estivesse faltando.   No reino de Poseidon, os marinas encaravam o seu deus com semblantes preocupados. O senhor dos mares por outro lado concentrava sua atenção na pequena criança em seu colo, pensando em maneiras de descobrir quem era a mãe.   -Talvez seja alguma ninfa do submundo? - Poseidon finalmente falou algo deixando seus marinas a beira do desespero – Mas dada a personalidade dele eu duvido muito!   Entrando correndo no salão do trono Io se ajoelhou diante de seu senhor e com receio e alarde falou.   -Meu senhor, o deus dos mortos foi visto marchando até Atlântida com uma grande quantidade de espectros – Olhando de soslaio para o despreocupado Poseidon continuou – Ele já derrubou as defesas do mar do norte, e destruiu a muralha de corais. Receio que em breve ele deve estar aqui.   -Meu senhor, isso é claramente uma declaração de guerra! - Falou Sorento – Me permita liderar um esquadrão para deter o avance!   -Calma! - Disse o deus, vendo como garoto tentava brincar com o seu tridente, divertido ele encarou seus guerreiros – Se Hades está aqui e até se atreveu a invadir Atlântida com tanto alarde significa que ele está furioso, com o meu irmão assim nem mesmo os cavaleiros de Athena com sua estúpida teimosia conseguiriam pará-lo. Deixe que ele venha, eu realmente tenho coisas a perguntar a ele.   Um tremor passa pelo salão e uma grande explosão pode ser ouvida repentinamente Bian entra voando e bate contra um pilar. Na porta, exalando chamas de raiva Hades aparece em seu manto n***o como a noite e os olhos exalando o frio do Cócitos fazendo um grande contraste com as chamas que o cercavam.   Vendo a aparência do irmão Poseidon sorriu. Provocador e irritante, o deus dos mares testava sua sorte. Ele lembrava do que havia ocorrido com Zeus e vários outros deuses que provocaram o desgosto de Hades e em geral eram fins miseráveis.   -Olá irmão! - Poseidon se levantou do trono com a criança em seu colo – Eu apenas queria conhecer mais meu sobrinho. Não há razão para toda essa confusão!   -Eu não lembro de ter lhe dado permissão para se aproximar do meu filho – Hades exalou torrando Poseidon com o olhar.   -Se eu tivesse pedido, você com toda a certeza teria dito “não”, isso acabaria com os meus planos de um momento Tio-sobrinho adequado – O senhor dos mares ria sem medo do claro perigo que pairava sobre si.   -Não há momento tio-sobrinho – Hades falou se aproximando do irmão de forma ameaçadora - Ele é o meu filho, e eu não gosto que invadam o meu reino e levem aqueles que me pertencem sem a minha permissão.   -Cuidado querido irmão - O sorriso de Poseidon finalmente desapareceu sendo substituído por um semblante sério - Eu não sou que nem o i****a do Zeus ou os fracotes do Egito. Uma guerra entre nós seria catastrófica, ainda por cima se uma criança selvagem for o motivo para isso.     As feições de Hades mostraram uma leve surpresa com a declaração do deus dos mares. No entanto, o senhor dos mortos rapidamente voltou a por suas emoções sobre controle.   - O que quer dizer com criança selvagem? – A voz de Hades soava gélida enquanto falava – Ele é meu filho e o príncipe do submundo, não alguém que você possa sair levando sem a minha permissão.   - Irmão, anos de isolamento finalmente o deixaram louco – Poseidon falava com escárnio – Não pode estar pensando realmente em fazer de um bastardo o seu herdeiro?!   - Cuide sua língua Poseidon ou não me importarei de arrancá-la – Hades ameaçou o irmão, enquanto correntes de chamas azuis começavam a rodar por seu corpo.   Os dois deuses se viam em um grande impasse. Nos braços de Poseidon tinha a criança que com o olhar inocente tentava compreender o que se passava. Atrás de Hades um batalhão de espectros esperava para atacar.   - Ei! Vocês estão dando uma festa e não me convidaram – Aparecendo subitamente, Zeus irrompe no meio da briga seguido de seu batalhão de soldados celestes – Por que ninguém me falou que uma reunião tão interessante estava ocorrendo em Atlântida?
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