Verdadeira História

1648 Palavras
★ Lucy González ★ Os meus olhos pesaram quando tentei abrir e a luz forte não me ajudava em nada, mas assim que consegui focar minha visão a primeira pessoa que vi foi Carisi ao meu lado segurando minha mão e Olivia em pé acariciando minha perna. - Droga. - murmuro baixinho quando me dou conta do que aconteceu e acabo rindo baixinho - Oi, Lucy. - Liv diz sorrindo - Nos deixou preocupados. - Sonny comenta - E Sophie? - os encaro - Rafael e Laura? - Estão todos bem. - Liv responde - E os criminosos foram indiciados. Estamos lidando com uma quadrilha e prendemos metade dela com a delação do Guerrero. Mas isso não importa agora. Como se sente? - Não estou mais tonta e meu ombro não me incomoda. - respondo - Foi um tiro de raspão. - Carisi comenta - Amor, tem umas pessoas querendo te ver lá fora. - ele coça a cabeça - Quem? - Deus! Você não está grávida, está? A voz grave entra pelos meus ouvidos e eu me forço na cama para olhar para a porta, onde os três homens largos entravam. Sonny me ajudou quando eu gemi de dor e apertou o botão da cama que me deixava sentada. - Não repete isso nunca mais. - digo rindo - Oh, meu Deus! Logan! - digo animada - Ian! Abro os braços e Sonny e Olivia se afastam para que os dois possam se aproximar. Cada um me abraça de cada lado e distribuem vários beijos babados pelo meu rosto, como faziam quando eu era criancinha. Eu acabo caindo na risada. - Deixem espaço pra mim também, seus palhaços. - Hobbs diz ao empurrar Logan e me abraçar - Tem espaço pra mais gente? - Fin pergunta entrando com Amanda - Oi, squad. - sorrio pra eles - Ah, vocês já foram apresentados? - pergunto - Tá, não ligo. Squad, esses são Ian Ellis e Logan Xavier. Tios, esses são Amanda Rollins, minha tenente Olivia Benson, Odafin Tutuola e Dominick Carisi Jr. - Respondendo a sua pergunta: sim, fomos apresentados lá fora. - Olivia ri - Como você está, Lucy? - Amanda pergunta - Bem. - Os médicos disseram que você é doida por se livrar de vários remédios de uma única vez. - Fin diz - Só quero ficar limpa de novo. - dou de ombros - Você tá bem mesmo? - Carisi me olha preocupado - Tô, meu bem, eu juro. - sorrio para ele - Eu vi essa menina sobreviver a explosão da nossa base. - Luke diz - Um tiro de raspão não é nada. - ele ri - Não vou nem dizer que todo mundo nesta sala me encheu com a pergunta sobre você estar grávida. - Sonny diz - Oh, sim. Inclusive, seu namorado e eu batemos um papo legal. - Logan diz - Por favor, me diz que não o ameaçou. - eu o olho assustada - Agora entendo o que você disse sobre o Hobbs ser o menor dos problemas. - Carisi comenta - Logan! - o repreendo - É brincadeira com você, Lucinda. - Ian diz rindo - Ele até queria bater no seu namorado, mas a gente não deixou. - Nossa! Que reconfortante. - reviro os olhos - Quanto tempo vou ficar por aqui? - Mais algumas horas. - Carisi responde - Já limparam seu organismo. - Ok. - dou de ombros - Escuta, querida, nós temos algumas coisas pra resolver na delegacia. Então já vamos. - Liv se aproxima de mim e eu a sinto um pouco estranha - Eu liberei o Sonny pra ficar aqui com você. - segura minha mão - Tudo bem. - sorrio para ela - Queria poder ajudá-los. Me desculpe pela bagunça e pela invasão desses três brutamontes. - Está se desculpando por passar m*l? - ela franze o cenho - Vida fora do esquadrão, Lucy. Fica tranquila. E eles três são legais. - sorri - Aliás, o que acha de vocês irem jantar lá em casa hoje? - Tô dentro. - Ian aceita de cara - Não vai atrapalhar você e o Noah? Quer dizer, o esquadrão e mais três esfomeados? - Quatro. - Logan responde - Shaune vai aterrissar no começo da noite. - Hobbs diz - Gente, eu sofri só um acidente de trabalho. Não precisam fazer disso uma turnê mundial dos Backstreet Boys. - os encaro - Sua m*l agradecida, nós partiremos de madrugada para um trabalho e Shaune vai passar o final de semana com você. - Ian responde - Trabalho? - ergo uma sobrancelha - Que não iremos contar pra você. - Logan diz e eu reviro os olhos, voltando a olhar para a Liv - Bom, apareçam mais tarde. - ela diz e beija minha bochecha - Tchau, Lucy. - Fin e Amanda dizem juntos, saindo - Até mais. - Liv sai - Querida, precisamos conversar. - Luke diz - Merda. - resmungo - Odeio quando diz isso. - Quer que eu me retire? - Sonny nos olha - Sair por que? - franzo o cenho - Você é da família, Sonny. - Luke sorri gentil para ele e Sonny sorri vindo para o meu lado e sentando-se na minha cama - Digam. - seguro na mão do Sonny - Nós conhecemos a família Hernandez. Laura é uma boa pessoa e seus filhos são muito bem educados. - Acabamos de tirar a menina de sequestradores. Foi terrível. - comento e sinto Sonny apertar minha mão - Não tem um jeito de dizer isso, Luke. Conta logo. - Logan diz impaciente - Gente, vocês estão me assustando. - sorrio nervosa - Laura é da República Dominicana, como você já deve saber. - Luke parece sem jeito - Laura é sua mãe, Lu. - Ian diz rápido - O que? - franzo o cenho e Carisi beija minha mão após suspirar - Nós nos reconhecemos e enquanto você não acordava, conversamos. Ela disse que sentiu algo muito forte quando te viu e que seus traços a lembraram de Arthur e dela quando mais nova. - Logan explica - Vocês têm certeza disso? - pergunto séria - Temos. - dizem juntos - Filha, ela tá lá fora e quer muito ver você. - Luke me olha - Rafael também quer saber como você está. Podemos mandar entrar? - Claro. - digo um pouco chocada e aperto a mão do Carisi Logan vai até o corredor e logo volta acompanhado de Laura e Rafael. Me pergunto onde a pequena Sophie está. Rafael sorri ao me ver e eu sorrio para ele também. Ele parece um pouco sem jeito. — Nós ficamos preocupados. — Laura diz atrás de seu filho, com as mãos nos ombros dele — Estou bem. — sorrio agradecida pela preocupação — E Sophie? — Minha irmã mais nova está com ela. — Laura responde — É... Hum... — fico sem jeito e aperto a mão de Carisi, um pouco nervosa até — Eles me contaram sobre... Bem. — respiro fundo — Queria dizer que estou agradecida por ter me dado a vida. E que saiba, também, que nunca tive curiosidade em te conhecer, mas nunca tive raiva de vocês não. — dou um sorriso pra não parecer agressiva — Arthur falou sobre mim? — ela pergunta curiosa — Apenas uma vez, quando perguntei. Eu me conformei com o que ele me contou. Encontrou uma namorada, sentiu vontade de ter filhos, essa namorada o deu e depois eles se distanciaram. — dou de ombros — É uma boa história. — Não a verdadeira. — Logan comenta — Mas, ainda assim, uma boa história. — Ian dá de ombros — Quer me contar a real? — olho para Laura — Eu tinha uma banda. Tocava guitarra, na época, em um barzinho. Conheci seu pai em uma noite de apresentação lá. — ela diz nostálgica — Quando eu soube que estava grávida, disse a ele que não estava disposta a ser mãe. Eu morava no porão dos meus pais, não tinha como criar uma criança lá e me faltava coragem pra embarcar nessa. Ele pediu então para que eu levasse a gravidez até o final. Quando você nasceu, meu pai morreu. Eu fui embora da República Dominicana e seu pai ficou. Espero um dia poder contar melhor a minha história. Me desculpe por... —  Tá tudo bem. — a interrompo — Eu não julgo você. Não posso. — comento — Eu tô passando por uma espécie de reabilitação, tentando me reencontrar na vida. Depois que meu pai morreu, Henry me fez muito m*l. — Conheci esse Henry. — Laura diz fazendo uma careta, como se forçasse a memória a se lembrar de alguma cena em específico — Então. — suspiro — Eu ainda estou aprendendo a perdoar, amar, sentir tudo de novo. — sinto o carinho de Sonny em minhas mãos. Mesmo em silêncio, sua presença me conforta. Estou feliz e me sinto segura em tê-lo ali — Desculpa se te desaponto em algo, mas tudo o que posso sugerir agora é que sejamos colegas. Talvez, amigas. Trocar ideias. — Tá tudo bem, querida. Estou feliz só em ver você. É uma moça tão bonita. — ela sorri — Tá explicado a conexão que senti quando a vi. — Rafael comenta e eu sorrio para ele *** O final de semana se passa da maneira mais agradável possível. Luke, Logan e Ian ficam conosco durante todo esse tempo e tornam tudo ainda mais especial. O esquadrão e eles se deram bem, aumentando de fato a minha família. Eu estou numa fase tão boa da minha vida que tenho medo de acordar e perceber que tudo não passou de um sonho e que eu ainda estou trancada no porão daquela casa em Los Angeles, sob os olhos sujos de Henry. É um medo que vai me assombrar por muito tempo.
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