O homem da minha vida

2520 Palavras
★ Lucy González ★ Encontrar Jimbo naquela noite foi o suficiente pra me deixar um pouco mais nervosa do que eu já estava. Carisi e eu estávamos assumindo nosso relacionamento em público para as pessoas que trabalhavam conosco e, consequentemente, eu estava me expondo para o primeiro cara que eu gostei. O dono do meu primeiro beijo. James Scott — mais conhecido como Jim — é um homem cinco anos mais velho que eu e que cresceu comigo, apesar dos pesares. James é o primogênito de Henry, fruto de um romance temporário dele. Apesar de Henry nunca ter sido muito presente na vida dele, ele foi muito presente em nossas vidas, uma vez que sua mãe era nossa vizinha e convidou meu pai para seu padrinho. Jimbo esteve em todas as minhas festas de aniversário e sempre me dava os presentes mais fofos que tenho guardado até hoje. — Você está tão linda. — ele diz quando desfazemos o abraço — Está incrível. — Você também não está nada m*l, doutor Jimbo. — sorrio e mexo em sua gravata — Quando Luke me contou que você deixou o DSS pra entrar pra SVU eu quase não acreditei. No entanto, olhe só você. — ele diz sorrindo — Uh, deixe-me te apresentar meu esquadrão e nova família. — o puxo pela mão para perto da mesa — Pessoal, esse é o Jim Scott. Jim, esses são meus novos amigos. Minha tenente Olivia Benson, detetives Rollins, Tutuola e Carisi. — Conheço a fama do esquadrão da tenente Benson. — ele sorri cumprimentando todos — Parabéns pelo trabalho, pessoal. Todos agradecem sorrindo e eu fico com cara de tacho entre Jimbo e Sonny. — Uh, aliás, Dominick Carisi. Meu namorado. — digo apresentando Carisi da forma correta — Namorado? — Jim parece surpreso, mas sorri — Fico feliz por você, Lu. Por vocês dois. — Obrigado. — Carisi sorri — Mas que milagre é esse, hein? Alguma missão do FBI? — pergunto curiosa — Nada que você precise saber, detetive. — ele ri — Espero que ela não esteja virando sua unidade de cabeça pra baixo. — diz pra Olivia, que sorri — Ela tenta. — brinca Nesse exato momento, começa a tocar Back At One. Qual a probabilidade de tocarem isso num baile da polícia onde eu vejo o cara do meu primeiro beijo após sete anos? Olho para ele inevitavelmente e ele sorri pra mim. — Brian McKnight? — ergo uma sobrancelha — Qual a probabilidade disso acontecer quando a gente se encontra depois de sete anos? — ele pergunta — Vocês se importam se eu dançar com o meu melhor amigo? — frizo a palavra amigo enquanto faço carinho no ombro de Carisi — Vai lá. — ele sorri e me dá um selinho, pegando minha bolsa/carteira Jim segura minha mão e me puxa para o meio do lugar, onde algumas pessoas dançam. Sua mão direita fica parada no meio das minhas costas — um grande sinal de respeito, após o que passei — e sua mão esquerda segura a minha direita. Ele começa a me guiar calmamente enquanto a voz suave de Brian ecoa no local. — É sério. Por que tá em Nova York? — pergunto olhando em seus olhos — Assunto restrito do meu departamento. — Seu departamento? — arregalo os olhos — Eu assumi o departamento há três anos. — explica — Caramba, Jim! — digo surpresa — Parabéns. — É. Leslie não curtiu muito a ideia, mas lá se foram três anos e nosso casamento continua. — Casamento? — paro de dançar e o encaro — Não se lembra do convite? — ele me olha e mostra o anelar esquerdo onde uma aliança dourada discreta repousa Franzo o cenho e reforço minha memória. Me lembro de ter recebido uma carta-convite dizendo sobre o casamento de James. Eu nem me preocupei em abrir. Na época, havia tido uma recaída em minha evolução e me retraí. — Uh, sim. — ergo as sobrancelhas — Me perdoe por não ter ido. — Luke me disse que você não estava bem. Eu entendo. — ele diz voltando a me guiar na dança — Já tem filhos? — Não. Mas pensamos. — ele dá de ombros — Fico feliz por você. Antes do fim da música, retornamos à mesa e ele fala um pouco sobre o trabalho de sua esposa como médica em Los Angeles. Carisi se mostra mais interessado na conversa depois que Jim fala sobre ser casado e um dia ter filhos. Depois de um tempo, Jim se afasta e eu sinto o braço de Carisi em minha cintura. Amanda e Olivia estão tramando uma história pra saírem de fininho. — Já sei. Vou falar que preciso dispensar a babá. — Olivia diz — Vou copiar sua história. — Amanda diz pegando sua bolsa — Lucy e eu também precisamos ir. Vamos pegar um vôo ainda. — Sonny avisa — Bom, eu vou ficar e beber com uns ex-colegas da narcóticos. — Fin diz Após nos despedirmos, Carisi e eu pegamos um táxi. — Jim é um cara legal. — Sonny diz — Sem ciúmes? — pergunto deitando a cabeça em seu ombro — No começo, só um pouquinho. — ele assume e eu acabo sorrindo — Bom, porque eu sinto um pouquinho de ciúmes de você também. — assumo sem jeito — O que? Quando? — Um dia eu te conto. Sinto as mãos quentes de Carisi passearem pelo meu corpo. Estou febril, fervendo. Ansiando por cada toque. A ponta de sua língua desliza em meu pescoço e então sua mão se fecha em torno do meu seio esquerdo. Arrepio e sinto uma fisgada na minha v****a extremamente molhada. — Querida? — ouço a voz de Carisi — Querida, acorda. Abro os olhos no susto e então percebo que tirei um cochilo durante o caminho até o meu apartamento. Estou quente e envergonha. Ele me olha como se soubesse o que se passou na minha mente. Já dentro do meu apartamento, tiro as sandálias de salto e acabo tropeçando nas duas malas que deixamos perto da porta. Xingo alguns palavrões, o que faz Sonny rir enquanto tira o paletó. — Temos três horas. — ele diz — Deixei uma toalha limpa pra você aqui na cama. — digo ao me jogar de costas na cama e apontar para a toalha dobrada na beira — Muito atencioso da sua parte. Obrigado, senhorita. — diz se aproximando e parando perto da cama — Fomos bem hoje, não fomos? — Jim disse que fazemos um casal bonito. — sorrio boba como uma adolescente — Fin também. — ele sorri — E eu concordo. Uma mistura legal. Acha que Shaune vai gostar de mim? — Ela já gosta. — E Luke? — Vocês já se conhecem. — É, mas agora é como seu namorado oficial. — Eles estão felizes e sabem que você é confiável e respeitoso. Caramba, Sonny, a primeira vez que saímos você topou levar o Hobbs com você. — digo rindo — Eu queria me aproximar de você. — ele sorri — Vou tomar banho. Quando ele ameaça ir ao banheiro, eu estico as pernas e seguro sua calça entre os dedos do meu pé. Ele me olha rindo e eu me ergo sobre os cotovelos, vendo que parte do meu peito está aparecendo pelo decote. Olho pra ele sentindo meu coração acelerar e me levanto devagar, ficando de pé em sua frente. — Lucy. — sua voz soa mais baixa — Eu acho que eu amo você. — digo baixo Carisi sorri e passa suas mãos em minha cintura. Eu o abraço pelos ombros e junto nossas testas, olhando dentro de seus olhos claros. Ele continua sorrindo, o que faz com que eu sorria também e o beije. Beijar o Carisi era como ir ao paraíso e depois cair diretamente no colo do Capeta no inferno da luxúria. Meu corpo esquenta, por mais temerosa que eu esteja. Sonny separa nossas bocas quando o ar se faz necessário, mas eu seguro seu pescoço, não deixando-o se afastar. Olho-o nos olhos. — Eu tive um sonho. — digo pegando o controle universal na cama e desligando as luzes, deixando apenas as luzes amarelas dos abajures — Tenho tido esse sonho desde antes da gente começar. — Lucy, não precisa... — ele tenta argumentar, gentil, mas eu o interrompo, o segurando pelos ombros — É você, Carisi. — digo olhando em seus olhos — Você e mais ninguém. — Você tem certeza? — Você me fez viva de novo. — sorrio — Eu quero você. Sorrindo, ele volta a me beijar e eu sinto sua língua na minha de forma intensa. Todo um arrepio percorre meu corpo, junto com um calor que se concentra no meu centro. Pressiono meu corpo no dele, sentindo sua ereção e suspiro excitada. Devagar, ele me coloca sobre a cama e se põe sobre mim levemente. Seus beijos e mordidas vão pelo meu maxilar, orelha e descem pelo meu pescoço. Exatamente como no meu sonho. Meu corpo esquenta e eu esfrego as coxas na tentativa de amenizar a agonia do meu corpo. — Se você disser pra eu parar, eu paro, ok? Não vou me chatear. — ele diz ao voltar a olhar meu rosto — Tudo bem. — sorrio Ele volta a me beijar, dessa vez com ainda mais intensidade. Minhas mãos ganham vida quando passam por suas costas, arranhando levemente por cima da blusa social cara. Devagar, alcanço os botões e abro os três primeiros. Carisi se ajoelha na cama e desabotoa o resto. Sem deixar de me observar, ele tira a blusa e depois a blusa sem mangas que usava por baixo. Carisi é um homem lindo. Seus olhos estão escuros de luxúria e seu peito nu sobe e desce, mostrando a respiração ofegante. Quando se inclina sobre mim, passo a mão em seu tórax, sentindo seu coração acelerado sob minha palma. Ele sorri. Eu sorrio. Faço força pra sentar e então alcanço o zíper do meu vestido, nas costas, e começo a descê-lo. Sonny me ajuda e respiro fundo antes de descruzar os braços e deixar que ele se afrouxe e caia para a minha cintura, deixando meus s***s à mostra. Um arrepio intenso atravessa meu corpo e faz com que meus m*****s despontem e acabem roçando no peito nu de Sonny. Esse ato faz com que eu solte um gemido entre dentes e feche meus olhos. Quero repetir o ato. Me deito de costas e abraço Carisi pelos ombros, fazendo com que seu corpo fique roçando no meu. Isso me traz sensações incríveis. Dominick volta a distribuir beijos e mordidas leves por meu maxilar, orelha, pescoço e desce para o colo, passando para o vale entre os s***s, onde uma cicatriz leve repousa. Um dia contarei a história de cada cicatriz para ele e, quando esse dia chegar, ficarei em paz comigo mesma pra sempre, sem medo dos meus demônios. Suas carícias chegam no meu umbigo e então ele desce de vez o vestido, deixando-me livre da peça. Por conta do vestido ser justo e a calcinha não ter costura, o pano leve acaba saindo também, sem muito esforço. Estou nua! Nua na frente de um homem. Do meu homem. Carisi me olha nos olhos, analisando minha reação. Eu sinto o interior das minhas coxas úmidos com a secreção viscosa que surge em minha excitação. Junto uma coxa na outra, novamente, tentando amenizar minha agonia interna. Rapidamente, sentindo meu rosto esquentar, eu abri as pernas e o puxei pra mim, enlaçando sua cintura. O ato, que era pra esconder meu corpo sob o seu, acaba fazendo com que sua ereção coberta se choque contra minha i********e, causando-me um gemido dolorido e prazeroso. Sinto meus olhos se fecharem devagar, ao revirarem. — Uh! — deixo escapar — Você é uma mulher incrível. — ele diz em meu ouvido Não sei se aguentaria preliminares. Tenho medo de acabar perdendo a coragem, mas esse medo passa quando sinto os dedos de Carisi me acariciando e logo chegando no meu monte vênus, onde descem devagar, abres espaço entre os lábios e tocam meu c******s. Meu corpo parece convulsionar e meu quadril se ergue, pressionando-se contra ele. Mordo o lábio, porque tenho medo de gemer alto e perder o controle. Sinto que vou explodir. — Não se esconda. — ele me olha — Eu vou amar ouvir você. Dito isso, ele se abaixa em meu corpo, roçando todo o seu corpo no meu. Eu o sinto passando por mim, levando-me à loucura. Sua mão esquerda aperta meu peito exatamente na hora em que sua língua passa por meu c******s. Eu jogo a cabeça pra trás, pressionando contra o travesseiro e descruzo as pernas de suas costas, flexionando as mesmas sobre a cama e erguendo o quadril em sua direção. Meu corpo pede mais, minha mente se revira e meu coração dispara. É como se eu fosse uma granada sem pino caindo de um precipício. Estou prestes a explodir. A sensação de formigamento chega e então eu gemo alto, sentindo algo crescer dentro de mim. Carisi beija minha i********e com ainda mais intensidade do que beija minha boca. Isso me alucina. Sinto a quentura em meu corpo aumentar e então algo dentro de mim explode, liberando meu orgasmo e fazendo-me espirrar. Sonny me olha surpreso, mas com um sorriso no rosto que ilumina o lugar e me enche de vergonha. Não consigo raciocinar direito. Dominick se levanta e eu o observo, ainda ofegante, tirar os sapatos, as meias e abrir a braguilha da calça. Ele a tira sem enrolação, e coloca um pacote de camisinha preso entre os dentes. Fico observando seu corpo sob as luzes dos abajures e vejo o exato momento em que sua ereção se liberta e emoldura seu corpo. Estou lesada. Quase drogada. Carisi volta pra cima de mim e eu sinto a cabeça de seu m****o roçar na minha i********e. Mais borboletas surgem em meu estômago. — A hora que você quiser parar, eu paro, tudo bem? — ele diz com a camisinha presa nos dentes Eu apenas aceno positivamente com a cabeça e aperto seus ombros quando o sinto se forçar em minha entrada. Incomoda, mas é quente e escorregadio. Não demora muito até que ele deslize pra dentro de mim e me faça ver estrelas. É incômodo. Ele se mexe um pouco até que eu me sinta confortável e então se retira de dentro de mim, ajoelhando-se entre minhas pernas e se concentrando em abrir a embalagem e desenrolar o preservativo em seu pênis. Observá-lo assim é mágico. Cenho franzido, gota de suor na testa, concentração total. Quando termina, ele volta pra dentro de mim e então eu gemo sentindo-me completamente confortável e sentindo as ondas do prazer me alcançarem. — Eu também amo você. — ele diz retrucando o que eu disse bem antes de começarmos e então acelera os movimentos Eu não sei se ficaremos juntos pra sempre, mas de uma coisa eu tenho certeza: Carisi é o homem da minha vida. O melhor de todos.
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