Steven
Vejo Savannah sair correndo do meu escritório, com seu r**o de cavalo vermelho balançando.
Eu pensei que tinha descoberto tudo sobre ela. Mas agora, a mulher está deixando cocô de gato na minha mesa e, de alguma forma, saindo ilesa. Quem diria que a gerente do RH poderia ser tão selvagem?
Antes que eu pudesse processar o que diabos aconteceu, Thomas estava batendo na minha porta.
— Más notícias — ele arfa.
— A investing Lifestyle enviou de volta a resposta sobre nossa oferta irrecusável.
— Finalmente — eu sibilo entre dentes, níveis de frustração já no máximo por causa do meu confronto com Savannah.
— Bem, vá em frente então. Não me diga que eles têm um problema com o preço.
— Não. Eles se opuseram a... todo resto. Exceto o preço de compra principal, claro.
Eu fico imóvel, meus olhos se estreitando.
— Mais uma vez?
— Eles rejeitaram todos os nossos termos — diz Thomas, com a voz tensa.
— Os planos de terceirização, os fechamentos, a reestruturação operacional — eles não parecem ter concordado com nenhuma das nossas recomendações estratégicas para agilizar a empresa. Caramba, eles até mesmo tiveram problemas com a forma como operamos nosso próprio negócio.
— O que diabos isso tem a ver com a nossa proposta?
Eu estalo, arrancando o documento ridiculamente grosso das mãos de Thomas.
Folheio essa piada de resposta, meu maxilar se apertando mais a cada página. Cada recomendação, cada proposta que minha equipe elaborou para salvar a ILS do esquecimento financeiro sob a liderança ultrapassada do antigo dono — rejeitada.
Eles querem enterrar a cabeça na areia? Tudo bem. Veja como isso acontece. Eu montei uma estratégia que mantém o negócio um sucesso no reino unido, que era seu objetivo principal para a empresa. Mas você tem que dar e receber um pouco, pelo amor de Deus.
Este é um mercado global. Você não pode esperar administrar um negócio deste tamanho e ter lucro quando seus custos estão nas alturas em comparação com seus concorrentes. É matemática simples — até uma criança em idade escolar poderia entender.
Este é um gigante "f**a-se" para tudo o que propusemos. Se eu não estivesse decidido a adquirir esta empresa, eu diria a eles para irem se f***r certamente.
Tenho todos os números, todos os fatos, todas as projeções. No papel, não sou apenas a melhor escolha, para a ILS acabar valendo menos do que já vale. E essa deve ser a única coisa que importa quando se trata de decidir qual acordo é o mais vantajoso.
Mas está claro que a lógica e inteligência financeira não são mais os fatores predominantes para o senhor William. Ele não está apenas rejeitando a estratégia e os recursos superiores da minha empresa — ele está me rejeitando.
Eu sei muito bem que se essa mesma proposta tivesse o nome de Nathaniel na parte inferior em vez do meu, o senhor William estaria esfregando as calças escocesas para aceitá-la.
Esse é um ponto de resistência que nunca encontrei antes nos negócios.
Ele não dá a mínima para a oferta final. Ele simplesmente não gosta de mim. E está disposto a perder dinheiro com isso, só para concordar com Nathaniel e seu pedigree de sangue azul. Eu, por outro lado, sou um bastardo de colarinho azul, apesar do que meus ternos sob medida de dez mil libras dizem.
Nathaniel sabe como jogar o jogo de William. Ele vai alimentar o velho com o que ele quer ouvir, mesmo que quando a poeira baixar, ele destrua a empresa, assim como eu faria.
Pela primeira vez, preciso de algo que muitas vezes não importa neste jogo.
Preciso que gostem de mim.
Talvez o diário vergonhoso de Savannah tenha aberto meus olhos.
Porque, em algum nível, percebo que todos que fazem minhas vontades, comemoram minhas vitórias e descontam seus gordos cheques de bônus podem me respeitar, podem ter medo de mim, mas não gostam de mim.
E para meus funcionários, tudo bem. Eu não preciso que gostem de mim. Eu só preciso que eles tenham um bom desempenho. Mas com William? Eu preciso que ele goste de mim. Eu preciso que ele confie em mim.
Tenho me concentrado no resultado final, mas agora está claro que preciso começar a jogar um jogo diferente.