Steven
— Por que você está tão rabugento hoje à noite? — a loira ronrona, suas garras bem cuidadas raspando meu smoking como se fôssemos velhos amigos. Sua mão pousa em meu peito, o polegar roçando meu mamilo em um movimento tão descarado que quase me faz empurrá-la para longe.
— É assim que eu sou — digo rispidamente.
Ela faz beicinho, aqueles lábios brilhantes brilhando como se estivessem lubrificados para chupar o meu p*u.
— Todos os outros estão se divertindo muito. E aqui está você, sozinho e m*l-humorado no bar.
— Dia longo no escritório — respondo friamente, capturando seu pulso antes que ela possa continuar a explorar meu corpo com sua mão.
— Não estou realmente no clima para socializar.
Ela ri, aparentemente alheia à minha irritação.
— Então talvez você esteja no lugar errado, não é verdade?
Eu deveria ter continuado com meu plano original — ido para a costa, pegado o barco, deixado o ar do mar clarear minha cabeça. Em vez disso, estou cercado por sorrisos de plástico e conversa fiada de merda, em mais um baile de caridade, fingindo ser um m****o alegre da sociedade.
Há única razão para eu estar aqui é Sebastian Williams, um verdadeiro titã do varejo britânico e dono da empresa que venho meticulosamente me preparando para adquirir nos últimos seis meses. Por isso, estou nessa festa beneficiente chata.
Normalmente, eu apenas sacaria o talão de cheques, rabiscaria zeros suficientes para fazer o contador deles arregalar os olhos e encerraria a noite. Mas os atrasos contínuos de Williams e as táticas de enrolação sobre nossa generosa oferta testaram os limites da minha paciência. Então, decidi aparecer pessoalmente, principalmente para perguntar por que diabos sua equipe jurídica está arrastando com a barriga a nossa oferta.
Mas, infelizmente, o velho bastardo teve a coragem de não aparecer na própria festa. A atitude arrogante de Williams está começando a me irritar. Ele está jogando como se eu fosse um garoto inexperiente que ele pode brincar, como se tivesse alguma esperança de extrair uma oferta melhor do que a que já está na mesa pela empresa fálida. De uma forma ou de outra, vou adquirir a empresa dele. E se ele acha que atrasar isso vai me pressionar a melhorar a minha oferta já ridiculamente alta, ele está redondamente enganado.
A loirinha me olha de canto do olho, piscando aqueles cílios postiços como se sua vida dependesse disso. Mas devo admitir, a garota é uma gata. Uma verdadeira atração, mesmo com aqueles saltos ridículos que a colocam quase na minha altura de 1,90.
Aquele sorriso tímido brinca em seus lábios, como se ela estivesse esperando que eu bancasse o Príncipe Encantado e beijasse sua mão. Aquele beicinho brilhante se projeta, mas eu percebo o lampejo de dúvida em seus olhos enquanto firmemente guio sua mão para longe.
— Por que vir aqui se você está tão infeliz? — ela reclama.
— Porque minha empresa queria mostrar apoio à instituição de caridade — respondo categoricamente.
Os olhos dela brilham.
— É tão impressionante que você seja dono do Grupo Campbell.
— Hum.
— Então, tipo, o que sua empresa faz mesmo? Compra ações e essas coisas? Eu sou totalmente ignorante sobre finanças.
Tomo um gole lento de uísque.
— Somos uma empresa de capital privado.
— Nossa, eu nem sei o que é isso. — Ela ri, como se ignorância fosse algum tipo de peculiaridade fofa.
— Mas talvez você possa me explicar? Tipo, em termos simples?
Estou me controlando para não revirar os olhos.
Não espero que todos entendam as complexidades de como uma empresa multibilionária opera. Se mercados financeiros não são sua praia, tudo bem. E em um dia razoável, eu daria vazão à curiosidade dela. Mas a loirinha aqui claramente tem uma mente limitada.
— Tudo bem — eu falo lentamente, deixando a minha impaciência transparecer em meu tom.
— Nós levantamos fundos de investidores, compramos empresas de baixo desempenho, as colocamos em forma e as vendemos por um lucro alto. Mais ou menos como fazendeiros comprando lotes de terra de merda, fazendo sua mágica para fazer as plantações prosperarem e, então, vendendo a terra.
Ela franze o nariz.
— Como fazendeiros?
— Isso mesmo. Fazendeiros.
Posso dizer pelo olhar vidrado em seus olhos que ela se perdeu nessa conversa há cerca de cinco minutos. Sua mente está ocupada em pensar nela me arrancando o smoking e planejando todas as maneiras sujas de me fazer abrir minha carteira. Eu também não estou exatamente fascinado por nossa brilhante conversa. Já esqueci o nome dessa mulher.
Com um suspiro, tomo um longo gole do meu uísque.
— Para simplificar, nós ganhamos dinheiro. É isso, resumidamente.
Ela desliza para mais perto, até que aqueles p****s de estrela pornô pressionem meu braço. Não hoje à noite. Não estou no clima.
— Hum, parece excitante — ela murmura, arrastando um dedo pela minha lapela. Ela é persistente, eu admito.
— Mas você sabe o que dizem: só trabalho e nenhuma diversão faz de Steven um homem chato. E eu não suporto homens chatos.
— Eu me divirto bastante.
Aquele beicinho se transforma em um sorriso sedutor.
— Ainda não se divertiu comigo.
Lanço um olhar de indiferença, deixando o silêncio desconfortável se estender até que ela comece a se contorcer.
— Isso não está na agenda desta noite.
— Não seja assim — ela me persuade, inclinando-se até que seu perfume enjoativo ameace me sufocar.
— Aposto que eu poderia mudar sua mente. — A mão dela roça meu zíper sem pudor.
Eu seguro seu pulso antes que ela possa dar uma apalpada mais completa.
— Escute com atenção, querida, porque eu só vou dizer isso uma vez. Não estou interessado. Fui claro?
Ela recua como se eu tivesse lhe dado um tapa, engasgando com um suspiro indignado.
— Bem, eu não...
— Steven.
Aquela voz arrogante atrás de mim me faz enrijecer. Eu me viro lentamente, ficando cara a cara com o único babaca que nunca deixa de fazer meu sangue ferver.
Nathaniel filha da p**a Harrington. O babaca pretensioso realmente se apresenta com seu nome completo como se fosse da realeza.
— Nathaniel. — Ajusto meu smoking punhos com um puxão forte e agressivo. — Se você me der licença — eu digo com firmeza para a loirinha.
Ela parece ofendida, mas esconde isso atrás de um sorriso sensual e vai embora. Volto minha atenção total para Harrington, cada músculo do meu corpo tenso.
— Eu pensei que poderia te encontrar aqui — ele diz, aquele sorriso bajulador dele me fazendo querer enfiar cada um dos seus dentes em sua garganta.
— Com você sendo um filantropo da festa. — O escárnio em seu sotaque elegante faz meus punhos cerrarem.
— O Grupo Campbell doa generosamente para inúmeras causas dignas a cada ano — afirmo firmemente.
— Bem, é esplêndido encontrar você. Eu estava querendo entrar em contato. Nós precisamos sair pra beber — ele insiste, aquele sorriso irritante crescendo. — Visto que estamos prestes a ficar tão próximos... vizinhos e tudo mais.
— Londres é uma cidade grande pra c*****o, Nathaniel. Tenho certeza de que podemos sobreviver sem interação social forçada.
— Ah, não estou falando apenas de Londres. Acabei de assinar o contrato de aluguel nos andares superiores da Torre 79. Parecia um local privilegiado para a nova sede da Vertex.
Minha testa franze. Esse i****a dissimulado. Ele alugou os andares superiores do prédio bem ao lado do meu. O filho da p**a está literalmente tentando me olhar de cima.
— Uma vista tão arrasadora de lá de cima, eu simplesmente não consegui resistir. Aquele olhar presunçoso se intensifica.
— Certamente darei um aceno amigável — ele acrescenta com uma piscadela.
Algo primitivo estala dentro de mim com suas palavras. Quero rasgar sua garganta com minhas próprias mãos, para mostrar a esse babaca de sangue azul o que penso de sua demonstração de desrespeito.
Mas eu nunca perco o controle.
Eu me forço a exalar lentamente, os lábios se curvando em um sorriso afiado, desprovido de calor.
— Vamos torcer para que você consiga trabalho suficiente para pagar o aluguel lá em cima.
Ele ri.
— Isso não será um problema. Temos fechado alguns negócios bem grandes ultimamente. Parece que o mercado de Londres estava precisando muito de sangue novo. Ah, e nada de ressentimentos sobre a aquisição da Huxley no mês passado, a propósito. Apenas um pouco de competição saudável, você entende. Tudo faz parte do jogo.
Fico imóvel, e meu aperto no copo deixa meus dedos brancos.
— Deve ser uma grande realização — eu estalo, a voz cheia de desdém —, para um pequeno i****a nepotista como você que chora para o papai toda vez que o jogo fica muito difícil. — Meu lábio se curva em um sorriso de puro desgosto. — Quão conveniente ter um Lorde como pai. Dando dinheiro as pessoas certas para que seu filho possa se dar bem.
Os olhos de Nathaniel brilham, claramente encantado por me irritar.
— Ah, lá está ele, o Steven que eu conheço tão bem, tentando desesperadamente esconder suas raízes de sarjeta com ternos sob medida e um ego inflado.
— Estou bem seguro do meu sucesso feito por mim mesmo — eu falo arrastadamente, me recusando a deixar esse bebê nepotista me irritar. — Então, por todos os meios, continue zombando das minhas origens humildes se isso ajudar a acalmar suas inseguranças sobre ser uma eterna deceção para o papai.
Nathaniel e eu, podemos ter compartilhado a mesma universidade, mas é aí que as semelhanças terminam. Enquanto ele nasceu cagando ouro, eu fui mandado para um internato por razões muito diferentes por um padrasto rico que não conseguiu se livrar de mim.
Razões pelas quais eu provavelmente deveria fazer terapia. Mas foi assim que cresci na vida.
Vejo a deslumbrante esposa de Nathaniel, Victoria, mas no momento em que ela nos vê juntos, ela sabiamente muda de direção, indo direto para alguma socialite coberta de pérolas.
Aceno para ela e ela retribui com um sorriso.
— Vicky está linda, como sempre. Deveria cumprimentá-la — eu digo, sorrindo.
Nathaniel fica rígido, como se alguém tivesse enfiado um taco em sua b***a.
— Ela é Victoria para você, e ela não tem interesse em falar com você.
Isso ainda dói nele depois de todos esses anos. Acho que algumas feridas também o cortaram profundamente.
— Se você me der licença — Nathaniel zomba, me dando um tapa condescendente nas costas. — Eu vou me certificar de acenar do meu novo escritório na semana que vem, vizinho.
Bebo o resto do meu uísque e pego outro de um garçom que passa, m*l contendo o impulso de atirar o pesado cristal na nuca de Nathaniel.