Capítulo 50 - Isa

1392 Palavras

Isa narrando... Nunca fui muito boa com finais. Eu gosto de continuidade, do costume, das mesmas vozes ecoando todos os dias. Mas a vida não se importa com o que a gente gosta, e, naquela tarde abafada na lancheria, eu percebi que tinha chegado a hora de encarar o fim de verdade. A chapa estalava enquanto o cheiro de carne e cebola grudava nas paredes — e na minha roupa também, como sempre. Eu limpava o balcão pela terceira vez, só pra ter o que fazer, quando o Dom entrou. Ele vinha sempre no meio da tarde, quando o movimento morria e só sobravam as moscas e o silêncio da rádio velha. Era um Vapor quieto, não estava sempre andando por ai, entrou nessa vida, porque precisava fazer um tratamento, e não tinha ninguém e nem recursos para poder pagar, ele sempre foi sozinho, e tinha uma força

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