Depois da minha briga com Ana. Eu tratei de ficar no meu canto. Ela não acreditava em mim e também não queria conversar comigo. Queria o divórcio. Eu daria. Mesmo me doendo, eu daria.
Dias depois Leila apareceu com sua filha Linda. Eu não via Leila desde à morte de Jack. Fui no enterro dele e Leila estava grávida. Ele havia deixado à mesma grávida e sem amparo, já que os pais de Jack nunca gostaram dela e ainda tinham dúvidas quanto à Linda ser realmente filha de Jack. Mas o fato é que Linda estava doente. E precisava de tratamentos caros que Leila não podia custear. Então me propôs à ajudá-la. Naquela noite subi sob os olhos de Ana para o quarto e me arrumei para acompanhar Leila e Linda para o hospital. Quando desce Ana disse que estava me esperando para jantar. Eu fui rude, sim, não queria falar com ela. Ainda estava chateado e só queria me manter longe dela.
No hospital, graças à minha mãe já tinha um amigo dela esperando por nós. Ele era pediatra com especialidade oncologia, já que Linda estava com leucemia, porém não sabíamos que era grave, quero dizer muito grave. Tanto que ela passou à ficar internada. Dias depois já estávamos para ir para New York. Leila me implorou para acompanhá-la e como tinha algumas coisas para resolver em New York aceitei. Minha vida de casado já não existia mais, então não tinha nada que me impedia de ir. Estava no meu escritório em casa mexendo no meu computador. Me assusto ao ouvir à voz de Anastásia. Não nos falávamos à dias e isso estava me doendo, porém não podia mais ser o capacho dela.
- Quero falar com você. Ela fala e eu estou mais interessado na planilha que Andreia me mandou.
- Tem que ser rápido. Estou de saída. Digo fechando as planilhas.
- À semana passada toda você não dormiu em casa e agora me diz que vai sair, o que está havendo? Por acaso você já arrumou outra? É cômico isso. Ela diz que quer o divórcio e vem me cobrar algo.
- Porque? Deveria? Peço.
- Não me responda com outra pergunta, seja objetivo. Olho para ela desafiador.
- O que vc está esperando pra pedir o divórcio? Quer que eu indique um advogado? Ela me olha surpresa ou incrédula.
- Você quer o divórcio? Como assim, eu quero o divórcio? Ela faz questão de esfregar isso na minha cara e me pergunta.
- Não, foi você que me disse que queria, então quero só entender o porque você não solicitou ainda. Olho para ela e vejo dúvidas em seu olhar.
- A Menina é sua? Que p***a de pergunta é essa? Em um momento estávamos falando no nosso divórcio e no outro eu já tenho uma filha fora do meu casamento. Vai entender. Mas vamos intriga-la mais.
- E se for? Ela me olha em choque.
- Eu não acredito que você escondeu ela esse tempo todo que estamos casados. Se eu soubesse não teria me casado com você.
- Eu acredito que você não tinha muita escolha Anastásia. Mas você está em tempo de sair fora desse casamento.
- Ela é sua mesmo? Vejo seus olhos escorrendo lágrimas.
- O que isso importa? Que diferença faz para você? Vai mudar alguma coisa na sua vida? Peço me levantando.
- Porque não me contou? Porque esconder isso de mim? Seu desespero é estranho.
- Talvez porque eu não sabia. Então te pergunto de novo. O que isso vai mudar na sua vida?
- Você dormiu com Leila? Pronto, eu agora sou um homem sem carater e sem escrúpulos pois tenho um caso extraconjugal.
- Quando? Antes dela ter à menina ou semana passada?
- Eu não acredito. Como você pode ter coragem de fazer isso comigo?
- O que eu fiz com você? Peço. Meu celular toca e é Taylor. Atendo. Grey.
- Sr Grey já está tudo pronto para seu voo para New York. À Sra Hyde já está à caminho para o aeroporto.
- Ok. Já estou indo pra ir. Eu tenho que ir.
- Onde você vai?
- Para New York. Digo e vou para pegar o meu voo.
Eu sei que estou sendo duro com ela. Mas Anastásia tem que crescer. Ela precisa entender que nada gira ao seu redor. Eu não posso mais continuar buscando por ela, se à mesma quiser ficar comigo terá que mudar.
Em New York fomos direito para o hospital. Leila estava apreensiva. E eu sentia à dor dela, pois Linda se tratava de um criança indefesa. Ela já não tinha muita resistência no corpo. E me dói saber que talvez ela não tenha cura, devido ao estado avançado que se encontra à doença. Sua leucemia é o último estágio. Somente um milagre para curá-la. E estou pedindo para ela seja, porque Leila ficará arrasada. Perdeu Jack em pouco tempo de casados e agora perdeu à única parte que sobrou do amor de ambos, para ela será terrível.
Fiquei uma semana em New York. Anastásia havia me ligado, porém eu não quis falar com ela. Meus pais e Mia me ligaram. Mamãe disse que Ana está muito triste, mas quem procurou isso foi ela. Mamãe me pediu para ligar para ela, e eu disse que não. Eu não iria ceder. Ela me afastou dela, então não cabia à mim tentar mais uma vez. Correr atrás dela não farei mais, à não ser que ela esteja disposta à estar junto comigo nesse relacionamento. Terá que me provar diariamente que estamos juntos. E não quero mais ouvir essa palavra divórcio.
O médico apareceu e disse para Leila que Linda tinha piorado. Ela não tinha mais forças para lutar, e os aparelhos estavam fazendo todo trabalho. Leila se desesperou e correu para meus braços. Eu estava com dor dela. Tinha feito de tudo para ajudá-la, mas nada era o suficiente. O dinheiro nesse caso não estava ajudando em nada.
- O que eu vou fazer se algo acontecer com ela Christian? Leila questiona me abraçando mais forte.
- Fica calma. Vamos esperar, pois talvez ela possa melhorar. Digo, mas somente para confortá-la. Sei que Linda infelizmente já estava condenada.
- Eu não vou suportar mais um perda. Eu não vou aguentar isso.
- Fique calma Leila. Tudo vai dar certo. Digo querendo passar tranquilidade para ela.
- Obrigada por estar aqui comigo. Ela agradece triste e bem frágil.
- Olá. Olho para o lado e vejo Anastásia parada olhando para nós. Leila já sai dos meus braços.
- Anastásia, o que faz aqui? Indago surpreso por ela está aqui.
- Vim falar com você. Veio confirmar essa merda de divórcio.
- Vamos tomar um café. Digo m*l olhando para ela. Leila você quer alguma coisa? Leila está visivelmente transtornada.
- Não. Obrigada! Leila diz sem jeito e eu aponto para Anastásia ir na frente.
- O que está havendo? Ela questiona e issa pergunta me remete que deixei em aberto sobre Leila ser minha amante.
- Sobre o que?
- Sobre à menina. O que ela tem? Ela aperta o botão para chamar o elevador.
- Leucemia estágio avançado. Vejo sua cara em choque.
- Foi por isso que ela te procurou? Não teria outro motivo.
- Sim. Respondo simplesmente. Pegamos o elevador até o terceiro andar e vamos seguindo para à lanchonete. Chegamos e ela escolhe uma mesa e nos sentamos. Pode falar. Peço.
- Quando volta pra casa? Ela quer que eu volte pra casa pra que?
- Não sei.
- Onde você está ficando?
- No meu apto que tenho aqui.
- Eu ficarei aqui até o dia que você voltar pra casa. Estranho essa atitude dela.
- Porque? Questiono tentando entender o que ela quer de mim.
- Porque não quero mais ficar afastada de você. Tenho certeza que minha expressão é de incredulidade.
- Achei que você tinha vindo para falar do divórcio.
- Não. Eu não quero o divórcio. Eu não quero ficar longe de você, não quero mais ficar brigada com você. Eu te peço mil vezes perdão pelo que eu disse, pela minha atitude, pelo meu egoísmo. Será que isso é verdade? O que fez ela mudar?
- E porque mudou de idéia?
- Porque eu vi que Elena me usou de todas as formas, e minha vida inteira foi uma mentira, porém você é à única coisa que tem de verdade na minha vida inteira, você é à única coisa segura que tenho no meio disso tudo. Eu estou ainda perplexo com o que ela disse.
- Será que sou mesmo Anastásia? Minha dúvida não deixa de existir.
- Por favor, não duvida de mim. Sei que fiz de tudo para acabar com nosso casamento. Sei que à culpa de você está assim comigo é minha. Mas eu estou sendo sincera.
- E o que você quer de mim?
- Que recomecemos. Que passemos por cima de tudo para nós dar uma outra chance. Eu não quero ficar aqui falando o que eu errei e o que você errou, não vale a pena. Por isso estou te pedindo para recomeçarmos. Para ser diferente dessa vez. Será mesmo?
- E se você ainda continuar com as suas atitudes? Eu não tenho mais paciência para isso. Não me casei com uma criança, sim com uma adulta. Como disse antes, nunca achei que seria difícil te conquistar.
- E você me conquistou. E eu tola não percebi e nem dei o braço à torcer. Olho para ela, e não acredito que é ela mesma falando. Eu prometo que será diferente. Prometo que farei de tudo para demonstrar para você eu vou mudar. Eu só preciso de você para que isso aconteça. Continuo calado. Eu sinto sua falta. Você pode achar que não, mas eu sinto.
- Você me afastou de você.
- Eu sei. Mas estou aqui para te trazer de volta pra mim. Se tiver que te implorar seu perdão eu farei. Se tiver que ficar aqui o tempo todo com você e sua filha, eu ficarei. Eu só quero que você volte pra mim. Me ame como antes ou até mais. Que faça amor comigo com à mesma intensidade. Eu só quero você. Ela pede chorando e eu não entendo porque.
- Porque você está chorando? Pego na mão dela.
- Porque estou com medo que você não me aceite. Não me queira mais. Estou com medo que você tenha encontrado em Leila o que eu não te dei em mais de seis meses de casados. Sorrio de lado, porque ela realmente acreditou que Leila e eu tivemos algo. Jamais.
- Anastásia… Quando iria falar que estava disposto à recomeçar, Leila chega.
- Christian. Leila se joga nos meus braços.
- Leila, o que foi? Calma. Peço à ela me levantando. Ela continua chorando sem parar. Leila? Olha pra mim. Peço com dó dela. O estado de Linda deve ter piorado. O que houve? Peço com meus olhos enchendo de lágrimas.
- Ela morreu. Ela morreu Christian. Leila diz me abraçando mais forte.
- Eu sinto muito. Ana diz.
- Calma Leila. Eu sinto muito. Não queria que isso tivesse acontecido. Queria muito que tudo tivesse se resolvido.
- Eu não acredito que sofrir antes e agora estou sofrendo de novo. Tudo foi me tirado Christian. O que eu vou fazer agora? Ela pede me agarrando mais.
- Calma. Eu estou aqui. Não vou te deixar sozinha neste momento. Falo sendo solícito com ela. Ela não tem ninguém, e eu não posso deixá-la em um momento desse.
Fomos embora para arrumar tudo para o velório e enterro. Cheguei no apto e pedi à Taylor para arrumar tudo para o enterro e velório que seria em Vancouver, mas antes pede à ele para passar em uma loja para comprar dois casacos para Ana. Ela podia ficar doente somente com à jaqueta que ela estava. Aqui estava um frio tremendo.
De New York fomos direto para Vancouver. Ainda não tive cabeça para conversar com Ana, mesmo porque eu queria fazer isso em casa. Na nossa casa. Então tratei somente de apoiar Leila. Ela precisa de um ombro amigo neste momento. Anastásia estava distante. Mesmo ali, ela não parecia está perto. Vi ela saindo para fora e queria entender o que está acontecendo com ela. Disse que se ela quisesse ir para o apto para dormir, ela podia. Mas ela não quis. Então chamei ela para dentro. Não quero ela afastada.
Depois que tudo acabou, velório e enterro, me despede de Leila eu fui pra casa. Estava ainda triste pelo que houve, era só uma criança, merecia viver e ter toda felicidade do mundo. Penso que se fosse um filho meu, eu morreria junto. Leila foi muito forte.
Em casa cheguei e fui dormir. Eu estava cansado dos últimos dias. Só queria descansar e esquecer um pouco isso. Anastásia não quis ir, então deixei ela, porque eu sei que ela queria uma resposta, e neste momento eu não queria conversar. Tomei um banho e dormir.
Acordei já era tarde. Olhei para os lados do quarto e nem sinal de Ana. Espero que ela não tenha saído de casa, pois quero resolver nossa situação. De hoje não passa. Me visto e desço para ver onde ela está. Gail está na cozinha. Questiono à ela onde está Anastásia. Ela me diz que tinha ido para à biblioteca. Ouvir o telefone dela tocar e eu peguei para atender. Era do hospital e Portland querendo falar com à filha e responsável por Elena Kavanagh. Disse que ela não podia falar agora. Eles me pediram para ela ligar o quanto antes. Mas o que aconteceu com Elena? Desliguei e fui para à biblioteca. Cheguei na mesma Ana estava dormindo.
Ana acordou e eu falei com ela sobre Elena e ela não se importou. Até quebrou o chip do seu celular. Eu estava totalmente perdido. Ela não queria saber de Elena mesmo? Não que isso não me agradasse, porque não quero Elena perto da gente, mas estou atônito com à atitude da minha mulher.
Nos sentamos para comer e eu estava Feliz por fazer as pazes e recomeçar. Não queria mesmo brigar e nem nada. Queria viver meu casamento, amá-la, construir uma família com ela. E se ela estava disposta à isso, nos daria uma chance de amá-la e conhecê-la. Deixei bem claro para ela que não aceitava mais ela desistir da gente e se caso acontecesse, eu assinaria o divórcio no outro dia. Não iria mais deixar ela pensar no que queria.
Fizemos amor, e muito por sinal. Eu só à queria assim. Desejosa para mim. Me querendo como eu à queria. Passamos assim dois dias sem nos importar com o mundo lá fora. E eu queria ter certeza que dessa vez ficaríamos bem.
Leila apareceu em casa. Eu fiquei surpreso com ela ali. À hora que iria questioná-la, Ana apareceu. E toda possessiva pedindo para eu vestir uma blusa. Fiquei pensando se ela estava com ciúmes. Eu iria amar vê-la com ciúmes de mim, mesmo não sendo necessário porque à amo. Nunca teria olhos para outra mulher que não fosse ela.
Elena também apareceu e para minha surpresa Ana mandou ela embora. Minha mulher estava mesmo mudada. nunca esperei que ela acordasse tão cedo da pessoa que é Elena. Outra coisa que não conhecia dela, é que à mesma é sim ciumenta. Foi sarcástica em cada palavra dada à Leila. As vezes tinha que trazê-la de volta, pois estava sendo irônica. Leika disse que não tinha onde ficar, então pediu para ficar na nossa casa. Ana começou à rir, e eu não entende esse jeito dela. Minha mulher foi jantar com uma cara não muito boa. Fiquei para conversar com Leila.
- Ela não gosta de mim né? Leila questiona assim que me sento.
- Não é isso. Ela só pensa como eu.
- Não entende.
- Eu sou casado tem pouco tempo Leila. Estamos em uma fase de curtir um ao outro. Não aceitaria ninguém morando aqui. Nem meus funcionários ronda aqui dentro comigo e ela aqui, então não vou te hospedar aqui.
- Você não vai me ajudar né.
- Ajudarei. Vou pedir à Taylor para te levar para uns dos meus aptos. Mas você tem que procurar um lugar para você já que quer ficar em Seattle.
- E o emprego? Não que não queira trabalhar na Fundação como sua esposa sugeriu, mas eu prefiro trabalhar em um escritório que não terei que lidar com muita gente. À Fundação para mim será como você disse. Eu não sou uma boa pessoa para acolher ninguém, sendo que eu mesmo quero ser acolhida.
- Eu vou ver o que faço com o trabalho, e te ligo.
- Tudo bem. Obrigada.
- De Nada. Agora vamos jantar.
- Eu não quero atrapalhar vocês dois.
- Não se preocupe. Você não vai atrapalhar.
Assim que sentamos à mesa. Ana novamente ficou irônica e levantou como um furacão. Tudo que queria nesse momento era não discuti. Ela não entendia que Leila estava frágil e só precisava de ajuda. E não me custava nada ajudá-la. Tivemos uma pequena discussão e eu acabei concordando com ela. Ela subiu e eu fui sentar com Leila. Deixei ela acabar de comer e depois pede Taylor para levá-la para um dos meus aptos em Seattle.
Subir e queria fazer as pazes com ela. Passamos dois dias bem e parece que tudo isso estava indo embora. Fui bem sincero com ela dizendo que à amo e nada nem ninguém é mais importante para mim do que ela. E ainda bem que passamos o resto da noite bem. Maravilhosamente bem. Eu faria de tudo para que ficássemos assim sempre.