Eu sei que não tenho facilitado as coisas para Anastásia, mas tudo piorou na minha cabeça quando soube que aquele filho da p**a procurou por ela na Fundação. Nossa briga foi feia. Ela não admitiu que deu o endereço para ele, e isso só me deixou com mais raiva. Se não foi ela quem foi? No outro dia até liguei para Elena para questionar se foi ela. À mesma me disse que não, que nunca faria isso, mas que sondaria da enteada. Eu quero acreditar que minha mulher não está pensando em me trair, tão pouco fugir com esse maldito. Eu nunca permitiria isso, nem que para isso tivesse que colocar mais pessoas vigiando ela, e também ele. Ela é minha e não vou nunca abrir mão disso.
Na parte da manhã trabalhei muito, m*l tive tempo para atender meu pai no telefone confirmando que iríamos à casa de Ray tentar tirá-lo da situação que ele se encontra. Minha madrinha também não está nada bem. Eu tenho receio que eles não aguentem mais e entre definitivamente em depressão. Eles eram pessoas tão ativos, e esse sequestro piorou em tudo na vida deles. Espero que algum dia essa garota apareça e eles possam voltar à ter à vida deles de novo como eram antes.
Antes do almoço resolvi mandar flores para Anastásia, não pedindo desculpas porque meu ciúmes irá surgir à todo momento que eu perceber que alguém quer tirá-la de mim, mas queria ficar em paz com ela hoje. Queria que ela entendesse meu lado e simplesmente me deixasse entrar em seu coração e conquista-la. Porém vejo que cada dia está difícil. Ela se fecha. Foge de qualquer conversa que possamos ter e isso me deixa chateado.
Elena me ligou dizendo que quem falou o endereço para o maldito foi Katherine. Com que direito ela faz isso? Porque ela fez? Sei que ela não vai com à minha cara, e eu não tinha nada para opinar sobre ela até agora, porque se for preciso eu falarei com ela e colocarei à mesma em seu lugar. Não vou deixar nem ela, nem qualquer outra pessoa entrar na minha vida, no meu casamento e acabar com mesmo.
No final do dia fui para casa e minha esposa não tinha chegado ainda. Cada dia que passava ela ficava mais na Fundação, e eu não estava gostando disso. Parecia querer me evitar e chegar aqui somente na hora do jantar. Fui para o escritório e me concentrei em alguns contratos que tinha ali, mas não deixando de olhar as horas. Parecia um teste para mim. Quando vou conseguir que ela me fale o quer, me ligue para dizer que vai demorar. Me ligue somente para escutar à minha voz e para perguntar como eu estou. Não vejo à hora senti-la mais para mim. De amá-la e ver que ela também me ama. Esperança, esperança que eu tenho e não vou desistir disso.
Ela chegou quase oito e meia da noite, e eu fiquei com raiva, mas me segurei para não brigarmos mais uma vez. Queria muito que ela se sentisse à vontade comigo. Que me falasse o motivo do seu atraso. Ela fez. Jantamos comigo puxando conversa e também sobre o ela ir de avião. Achei que ela ficaria chateada, mas não. Foi mais fácil dessa vez. Depois de uma noite amor que fizemos dormirmos em paz, pelo menos um dia na semana dormir mais tranquilo.
Acordei e não vi ela na cama. Respirei fundo e levantei. Olhei dentro do banheiro nada. Vestir minha calça de pijama e desci. Hoje Gail não estava em casa, então tudo estava quieto na cozinha. Vi na sala de jantar que à mesa de café da manhã estava feita. Ela saiu sem me acordar. Peguei meu celular no escritório e liguei para ela.
- Alô. Ela atende no terceiro toque.
- Bom dia Anastásia!
- Bom dia!
- Porque não me acordou antes de ir? Peço meio irritado com ela.
- Você está irritado por causa disso?
- O que você acha? Você saiu e nem fez questão de me acordar e nem de deixar um bilhete. Achei que acordaria e você estaria aqui ainda.
- Christian eu quis vim cedo para não demorar aqui. E não te acordei porque achei que você estava cansado e poderia dormir mais.
- Da próxima vez me acorde. Cansado ou não eu queria ter tomado café com você. Estou exaltado. Ela não me quer perto em nenhum momento do dia e faz de tudo para nos afastar.
- Ok Christian. Mais alguma coisa? Questiona parecendo cansada da nossa conversa.
- Que horas que você vai estar aqui? Eu não queria que ela fosse. Katherine pode armar outro encontro do filho da p**a com ela.
- Não sei ainda, mas até as quatro da tarde estou ai. Suspiro pesado.
- Assim que você chegar quero que me ligue.
- Tudo bem. Ficamos os dois em silêncio.
- Eu te amo.
- Até mais tarde Christian.
- Até mais tarde. Ela desliga e eu fico com um aperto no peito. Eu não quero perdê-la, eu não posso perdê-la.
Ligo para os um dos seguranças que estão acompanhando ela é peço pra não tirar os olhos dela. Quero que eles acompanhe à mesma onde for. Qualquer aproximação indevida quero ser informado. Subo para me arrumar. Papai já deve estar me esperando. Tomo um banho e me arrumo. Desço e tomo café.
Ligo para meu pai dentro do carro. Ele me diz que já está indo para casa dos meus padrinhos. Já estava na metade do caminho já que eles não moram tão longe da minha casa.
Chego na casa dos meus padrinhos e papai já estava entrando com o carro. Seguimos para dentro do extenso jardim. Estaciono o carro logo atrás do carro do papai e desço. Espero ele e mamãe descerem para cumprimenta-los.
- Pai. Falo assim que ele desce fechando à porta do carro. Nos abraçamos.
- Bom dia Filho. Tudo bem? Ele dar a volta e abre a porta para minha mãe.
- Oi meu querido. Tudo bem?
- Tudo mamãe. E vocês?
- Ótimos amor.
- E Ana, como ela está? Mamãe pede.
- Ana? Indago querendo entender esse nome.
- Sim. Anastásia Christian. Ela me pediu para chamá-la assim. Mamãe fala sorrindo. E eu que sou o marido à chamo pelo nome.
- Ela está bem mãe. Foi auxiliar à mãe dela em Portland. Falo em desgosto.
- Pelo jeito você não gostou. Ela me disse que estava se entendendo com à mãe.
- Sim. Elas estão melhores, mas eu não gosto dela lá.
- Deveria ter ido com ela.
- Queria mãe, mas eu já tinha marcado com papai para vir aqui.
- Eu entendo, mas não deixe ela tanto tempo só. Por mais que seja à mãe dela, eu não confio naquela mulher.
- Porque? Porque tanta desconfiança.
- Não sei filho. Ela não parece o tipo de mãe que gosta realmente do filho. Ela passa um amor excessivo por Ana, mas não me convence. Porém vamos conversar sobre isso depois. Apenas assinto e nos encaminhamos para à porta. Batemos campainha e uma das ajudantes dos meus padrinhos abrem à porta. Demos bom dia e entramos.
- Que bom que vocês vieram. Ethan aparece sorridente para nós.
- Bom dia Ethan. Mamãe fala e eles se abraçam.
- Bom dia Tia. Tio. Ele abraça meu pai e depois vem até à mim e dar um abraço. Como vai Christian?
- Vou bem e você?
- Na medida do possível estou bem. Se não fosse meus pais desse jeito, estaria ótimo.
- Eu sinto muito. Falo sentido com toda situação.
- Eu só queria que eles voltassem à reagir. Que eles fossem procurá-la eles mesmos se quisessem. Mas não, eles ficam trancados dentro dessa casa e não fazem mais nada à não ser lamentar à perda dela.
- Os entenda Ethan. Não está sendo fácil para eles. Não tem sido fácil esses anos. Papai pede.
- Não está sendo fácil para nenhum de nós tio. Perdemos nossa irmã, e agora perdemos os nossos pais, porque nenhum deles reagem à vida. Elliot e eu não sabemos o que fazer.
- Calma. Viemos ver o que podemos fazer por eles. Mamãe diz o abraçando.
- Cadê Elliot? Questiono.
- Foi cedo para empresa do papai. Tinha alguns contratos que precisavam ser revisados hoje para segunda feira estarem prontos para assinar.
- Entendemos. Podemos subir para vê-los? Mamãe questiona.
- Claro. Vocês sabem onde ficam os quartos. Fiquem à vontade. Ethan está muito desgostoso da situação.
- Você vem filho? Mamãe indaga, mas eu quero conversar com Ethan.
- Podem ir subindo que eu já vou. Falo e minha mãe entende. Ficamos Ethan e eu na sala. Você não parece bem também.
- Não estou mesmo Christian. Meus pais esqueceram que tem mais dois filhos para se preocuparem. Elliot não demonstra, mas está igual à mim. Estamos os dois chateados porque meus pais se isolaram e pensam somente na nossa irmã.
- Eu te entendo. Mesmo nunca tendo passado pelo que vocês estão passando, eu entendo. Mas não fique assim. Eles precisam de vocês mais do que nunca.
- Impossível à gente fazer mais do que fazemos Grey. Meu pai ainda fala com gente, porém minha mãe m*l come. Se sente à cada dia mais culpada pelo que houve. Eu queria que ela voltasse para Fundação. Que ela se juntasse com as mães que perderam seus filhos da mesma forma e pudesse dar apoio e ter o apoio dessas pessoas. É uma boa ideia.
- É uma ideia boa, porém é convencê-la disso. Vou ver se minha mãe tentar trazê-la para baixo.
- Vamos ver. Espero que meus tios consigam algo, porque Elliot e eu não sabemos mais o que fazer. Sinto pena dele. Conhece sua esposa ontem. Olho para ele surpreso com essa informação.
- É mesmo? Onde? Questiono intrigado. Anastásia não me disse nada, como sempre. Bufo.
- Ela tinha ido almoçar com sua mãe e sua irmã ontem. Encontrei elas no restaurante. Fiquei em choque quando à vi. Fiquei mais intrigado agora.
- Porque?
- Porque ela tem os mesmo olhos da minha irmã Mirela.
- Deve ser coincidência. Digo simplesmente.
- Elliot me disse que teve à impressão de conhecê-la antes.
- Ethan vocês eram pequenos quando ela nasceu. m*l vocês tiveram contato com ela. Ela sumiu tinha quatro meses. Ela deve ter mudado e muito.
- Não acho que eu esqueceria os olhos dela nunca Christian. O rosto branquinho com aqueles olhos azuis que mais lembrava o oceano. Sua esposa tem esses olhos e ainda tem uma expressão diferente no olhar. Ele está iludido e deve estar buscando algo que lembre à irmã nas pessoas.
- Anastásia tem uma família Ethan. Ela tem uma mãe, um pai que morreu à um tempo atrás. Uma meia irmã também.
- Isso para mim não quer dizer nada Grey. Os sequestradores podem ter criado ela como filha deles. Nisso ele pode ter razão, mas Elena não faria tão coisa. Ela não tem cara disso.
- Eu sei que não quer dizer nada, mas à minha sogra não tem cara de sequestradora. Ela é uma pessoa boa. Mesmo ela sendo gananciosa acredito que ela não faria tal ato. E se fosse Elena porque não pediria dinheiro pela menina? Eu não acredito que seja ela.
- As pessoas podem nos enganar Christian. Mas eu não vou ficar remoendo isso. É só uma suposição minha. Só fiquei intrigado com o olhar dela e aqueles olhos que não pertenciam à mais ninguém de não fosse minha irmã.
- Eu acredito que vocês ainda vão encontrá-la amigo.
- Assim espero.
Depois da minha conversa com Ethan subimos para ver meus padrinhos. Entrei no quarto onde minha mãe e minha madrinha estava.
- Oi madrinha. Digo dando um beijo na cabeça dela.
- Oi filho. Ela limpa suas lágrimas. Como você está?
- Bem. Você precisa reagir madrinha. Não pode ficar aqui esperando as coisas acontecerem.
- Eu não tenho forças para nada filho. Acho que nunca mais terei forças para mais nada enquanto não achar minha filha.
- É só ela que importa né mãe? Você não tem mais dois filhos que precisam de vocês? Ethan fala chateado.
- Ethan, calma amor. Mamãe pede indo até ele.
- Calma tia? É tudo que Elliot e eu estamos tendo desde que voltamos. Saímos daqui para estudar fora, voltamos à pedido deles e quando chegamos aqui eles se encontram assim. Não dão à mínima parar gente e querem se afundar mais.
- O que você quer que eu faça Ethan? Carla pede chorando.
- Parar de se lamentar e vai à luta. Procure por ela. Aqui dentro desse jeito você e papai não vão conseguir nada.
- Você não entende nem? Eu sofro à cada dia com o desaparecimento da sua irmã, e você está aí me julgando.
- Não mãe. Eu não estou te julgando. Eu só quero que você reaja. Eu também sinto falta da minha irmã. Queria muito que ela fosse encontrada. Porém se vocês continuarem assim ela nunca vai aparecer, porque vocês deixaram à procura dela nas mãos de outras pessoas como se fosse responsabilidade deles. Ethan respira. Mãe pensa. Vocês criaram à Fundação para encontrar crianças perdidas e hoje você não vai lá nem para saber como andam as pessoas que sofrem do mesmo m*l que você. Minha madrinha fica olhando para o nada. Vejo lágrimas escorrendo pelos seus olhos.
- Eu vou falar com meu padrinho. Digo me levantando. Madrinha. À chamo e ela me olha. Não desista. Talvez Mirela pode estar por aí precisando de vocês. Falo pegando uma das fotos do lindo bebê que tem no quarto. E olho mais à fundo. Ethan tem razão em dizer que os olhos de Mirela são iguais ao de Anastásia. Balanço minha cabeça em negação não dando vazão à esse pensamento. Elena pode ser tudo, menos criminosa. Ela não faria isso. Saio do quarto e vou para o quarto onde se encontra meu pai e meu padrinho.
- Christian meu menino. Ray já vem logo me abraçar. Que bom que você veio.
- Como você está padrinho?
Estou bem. Vivendo um dia de cada vez.
- Precisa reagir padrinho. Você e à madrinha precisam sair dessa. Sei que é difícil, mas vocês não podem ficar assim.
- Eu sei filho. Eu já pensei nisso. Conversei muito com os meninos. Ele fala se sentando em sua cadeira no quarto.
- Então o que você está esperando? Padrinho, à madrinha precisa de você e dos meninos. Se você mostrar para ela que é possível erguer novamente e lutar para achar Mirela, vocês ficaram bem.
- Meu coração dói quando lembro que não tenho mais à minha menina nos meus braços.
- Eu sei padrinho. Mas você e à madrinha não podem se deixar abater mais do que já estão. Tem que reagir.
- Eu vou filho. Não sei como e quando mas eu vou.
- Não demore. Seus filhos precisam de vocês. Papai fala reforçando o que eu disse.
Mas tarde conseguimos tirar eles do quarto. Tomaram banho e desceram com à gente. Já sentia o clima mais agradável. Elliot chegou para almoçar com à gente. Conversamos sobre as empresas, à Fundação, onde informei à Carla que estava sendo bem cuidado por Anastásia. Ela até chegou à dizer que eu queria conhecê-la em outro momento. Pediria à Ana para marcar um jantar para eles em casa, para que os mesmos possam conhecê-la. Acredito que eles iriam adorá-la.
Passei à manhã toda conversando com eles e tentando trazê-los à realidade. Eles precisavam reagir e correr atrás do que eles queriam. Eu me compromete ajudá-los com à equipe de Welch. Talvez eles encontrem uma pista.
Olhei meu relógio e já era quatro da tarde e Anastásia não havia me ligado ainda. Ela só podia está querendo testar à minha paciência. Pus à mão no meu bolso e nada. Droga, onde coloquei meu celular? Levantei na mesa do jardim e fui para dentro da casa. Procurei na sala e nada. Na sala de jantar também não. Merda. Só me faltava essa.
- Está procurando isso Grey? Ethan pede assim que me viro para sair para o jardim novamente.
- Sim. Onde estava? Peço pegando meu celular.
- No quarto do papai. Eu fui lá para pegar uma blusa de frio para ele e o encontrei lá.
- Obrigada! Digo e saímos os dois para o jardim. O clima em Seattle já estava frio e parece que iria piorar. Espero que Anastásia tenha se agasalhado.
Olho meu celular e vejo que tinha três ligações dela. Droga. Ela me ligou e eu nem atende. Isso era umas duas horas da tarde. Tem mensagens também. Resolvo ler antes de ligar para ela.
" Oi, já cheguei. Te liguei e você não atendeu, resolvi te mandar uma mensagem".
Que bom que ela me ligou, e também mandou mensagens. Talvez ela esteja mais aberta para nosso relacionamento. Olho à hora da mensagem e era duas e dez. Ela chegou cedo. Achei que iria demorar mais. Estava até apreensivo, com medo que ela estivesse me ligando à essa hora para me dizer que ficaria até mais tarde lá. Acho que também já estava na hora de ir embora ficar com ela. Tínhamos conseguido tirar meus padrinhos do quarto já era um avanço. Portanto eu iria embora dá atenção à outra pessoa que eu amo mais que à mim mesmo.