Estava no chão com tudo que estava acontecendo e agora Christian estava no hospital.
- Grace ele está doente? Questiono com receio da resposta.
- Não. Mas eu prefiro que ele te explique o que está acontecendo.
- Porque? Indago em dúvida.
- Porque vocês são casados. Ele é que tem que te contar o que está acontecendo. Respiro fundo.
- Tudo bem Grace. Ele está no Hospital central de New York?
- Sim.
- Tudo bem. Obrigada. Digo.
- De nada. Espero que vocês se resolvam. Eu também.
- Deixa eu ir. Obrigada mais uma vez. Digo e desligo.
Subo e pego uma mala com algumas roupas e também meu passaporte. Coloco o mesmo na bolsa e saio com à pequena mala. Os seguranças me olham mas não diz nada. Só simplesmente pega a mala em minha mão e coloca dentro do carro. Um deles dirige até o Aeroporto. Saio do carro assim que ele abre à porta para mim com à mala. Hanna me encontra e me dar à passagem. Agradeço à ela e vou para área de embarque porque só faltam dez minutos para chamar meu voo. Ouço meu telefone tocar e é Kate. Atendo meio sem tempo.
- Oi Kate. Digo passando para área de embarque
- Ana, Elena parece que tomou uns remédios para se matar. Ela está na cama toda mole.
- E porque você me ligou? Eu não sou médica. Chame um médico para ela. Falo me sentando para aguardar o chamado do voo.
- Você está falando sério? Ela indaga.
- Sim Kate. Chame um médico para ela. Eu não vou resolver nada para ela. Eu tenho algo mais importante para resolver. Digo.
- Você está bem?
- Só vou ficar depois que conversar e trazer meu marido de volta para mim. Enquanto isso qualquer problema chamado Elena, não precisa me ligar ou me avisar.
- Gostei de ver irmazinha. Espero que dê tudo certo.
- Ok. Há, ela tinha até hoje para sair dessa casa. Então deve ser por isso que ela ingeriu os remédios. Chame uma ambulância para ela, interne em qualquer hospital que não gere custos. Não vou gastar mais nenhum dinheiro com ela.
- Ana o que ela fez com você que te fez tomar essa atitude?
- Ela abriu meus olhos, tirou à venda que à mesma havia colocado. Mas eu não quero falar disso, mesmo porque estão chamando para meu voo.
- Tudo bem. Quando voltar me liga. Quero muito que à gente volte à ser as irmãs que éramos.
- Tudo bem. Depois nos falamos. Digo e desligo.
Em New York estava um gelo tremendo. Droga, porque não consultei o tempo aqui? Agora estou aqui com uma jaquetinha tentando esquentar meus braços. Ainda bem que vim de calça e bota, porque estaria sofrendo mais. Pego um táxi e peço para me levar para o hospital central. Espero que ele não me rejeite. Espero que ele queira me ouvir.
No hospital digo que estou procurando um visitante. Dou o nome do meu marido e à recepcionista m diz que ele está na sala de espera da ala da pediatria. Suspiro fundo. Eu não acredito nisso. À filha deve está com problemas, e eu não estou do lado dele. Subi de elevador até o quarto andar. Chego na ala pediátrica e vou direto para sala de espera. Assim que chego na porta vejo meu marido com outra mulher nos braços. Meus olhos enchem de lágrimas, mas reprimo as mesmas. Eu não vou perdê-lo para ela mesmo. Vou andando até eles, e escuto ele dizer ao para ela.
- Fique calma Leila. Tudo vai dar certo. Ele diz.
- Obrigada por estar aqui comigo. Ela agradece muito dengosa para meu gosto.
- Olá. Resolvo chamar atenção deles para mim. Eles me olham e ela desgruda dele. Acho bom.
- Anastásia, o que faz aqui? Christian me pergunta com as mãos no bolso.
- Vim falar com você. Digo e ele me olha.
- Vamos tomar um café. Ele fala m*l me olhando. Ele não parece que passou à noite aqui. Está bem arrumado, bem vestido com os cabelos bem alinhados. Leila você quer alguma coisa? Ele indaga para ela. À mesma sim, parece ter olheiras, está muito triste.
- Não. Obrigada! Ela fala e ele aponta para eu ir na frente. Vamos caminhando.
- O que está havendo? Questiono para tentar entender.
- Sobre o que?
- Sobre à menina. O que ela tem? Peço parando para chamar o elevador.
- Leucemia estágio avançado. Fico em choque.
- Foi por isso que ela te procurou?
- Sim. Agora ele que está monossilábico, e isso me remete ao tempo que eu ficava assim com ele. Pegamos o elevador até o terceiro andar e vamos seguindo para à lanchonete. Chegamos e escolho uma mesa e ele se senta. Pode falar. Ele pede. Respiro fundo.
- Quando volta pra casa? Indago tentando manter à calma com ele, pois parece que o mesmo não está afim de conversar comigo.
- Não sei.
- Onde você está ficando?
- No meu apto que tenho aqui.
Eu ficarei aqui até o dia que você voltar pra casa.
- Porque? Olho para ele tentando decifrar algo, mas ele está impassivo.
- Porque não quero mais ficar afastada de você.
- Achei que você tinha vindo para falar do divórcio.
- Não. Eu não quero o divórcio. Eu não quero ficar longe de você, não quero mais ficar brigada com você. Eu te peço mil vezes perdão pelo que eu disse, pela minha atitude, pelo meu egoísmo.
- E porque mudou de idéia? Ele não facilita mesmo.
- Porque eu vi que Elena me usou de todas as formas, e minha vida inteira foi uma mentira, porém você é à única coisa que tem de verdade na minha vida inteira, você é à única coisa segura que tenho no meio disso tudo. Falo sendo sincera.
- Será que sou mesmo Anastásia? Ele pede não acreditando em mim.
- Por favor, não duvida de mim. Sei que fiz de tudo para acabar com nosso casamento. Sei que à culpa de você está assim comigo é minha. Mas eu estou sendo sincera.
- E o que você quer de mim?
- Que recomecemos. Que passemos por cima de tudo para nós dar uma outra chance. Eu não quero ficar aqui falando o que eu errei e o que você errou, não vale a pena. Por isso estou te pedindo para recomeçarmos. Para ser diferente dessa vez.
- E se você ainda continua com as suas atitudes? Eu não tenho mais paciência para isso. Não me casei com uma criança, sim com uma adulta. Como disse antes, nunca achei que seria difícil te conquistar.
- E você me conquistou. E eu tola não percebi e nem dei o braço à torcer. Ele me olha. Eu prometo que será diferente. Prometo que farei de tudo para demonstrar para você eu vou mudar. Eu só preciso de você para que isso aconteça. Ele ainda continua calado. Eu sinto sua falta. Você pode achar que não, mas eu sinto.
- Você me afastou de você.
- Eu sei. Mas estou aqui para te trazer de volta pra mim. Se tiver que te implorar seu perdão eu farei. Se tiver que ficar aqui o tempo todo com você e sua filha, eu ficarei. Eu só quero que você volte pra mim. Me ame como antes ou até mais. Que faça amor comigo com à mesma intensidade. Eu só quero você. Digo chorando, pois um aberto se instalou em meu peito com medo dele não me querer de volta. E eu sei que à culpa é toda minha.
- Porque você está chorando? Ele pede pegando na minha mão.
- Porque estou com medo que você não me aceite. Não me queira mais. Estou com medo que você tenha encontrado em Leila o que eu não te dei em mais de seis meses de casados. Vejo um pequeno sorriso surgir em seu rosto.
Anastásia…
- Christian. Leila aparece do nada e se joga nos braços dele.
- Leila, o que foi? Calma. Christian pede se levantando e ela chora mais no peito dele. Eu até entendo que eles estão passando por algo muito r**m, mas ela se jogar para cima dele assim. Eu não estou gostando mesmo disso. Será que ela ganhou mais espaço na vida dele? Ela continua chorando sem parar. Leila? Olha pra mim. Christian pede muito solicito. Ela olha e suas lágrimas não cessam. O que houve? Ele pede com calma já com os olhos cheios de lágrimas.
- Ela morreu. Ela morreu Christian. Leila fala o abraçando em desespero. Automaticamente ele à abraça forte e eu meus olhos também já minam lágrimas.
- Eu sinto muito. Digo e eles não me olham.
- Calma Leila. Eu sinto muito. Não queria que isso tivesse acontecido. Queria muito que tudo tivesse se resolvido.
- Eu não acredito que sofre antes e agora estou sofrendo de novo. Tudo foi me tirado Christian. O que eu vou fazer agora? Ela pede agarrado à ele chorando.
- Calma. Eu estou aqui. Não vou te deixar sozinha neste momento. Ele fala e eu também não vou deixá-los sozinhos. Não vou mesmo. Posso está sendo paranoica, insensível com à situação, mas é à filha dele, e eu sou à esposa, portanto estarei aqui para dar apoio à ele.
Eles ficam abraçados sem dizer nada. Somente chorando. Meu celular toca e vejo que é de Portland, não atendo. Não quero saber de nada envolvendo Elena. Christian chama Leila para sentar e à mesma senta. Vou é pego um copo de água para ambos.
- Obrigada! Christian diz olhando para ela. Será que eu perdi esse homem? Ele m*l me olhou.
- O que vou fazer agora Christian? Ela pede olhando para ele é pegando na mão dele.
- Olha, eu vou pedi meu pessoal para cuidar do enterro. Acredito que você queira enterrar em Vancouver.
- Sim.
- Então tudo será cuidado. Não precisa se preocupar com nada. Vamos para o apto e você toma um banho, descansa um pouco. Depois vamos para Vancouver. Ela está no apto com ele? Eu não acredito nisso. Me levanto.
- Onde você vai? Ele me questiona percebendo até que fim que eu estou aqui.
- Vou deixar vocês à sós. Indago tentando esconder o meu desgosto.
- Vamos para o apto. Eu preciso fazer algumas ligações. Ele diz e eu assinto pegando minha mala. Ele tira ela das minhas mãos e acompanha Leila abraçados. Eu devo ser à amiga, uma conhecida no meio desses dois. Calma Ana. Não estrague nada. Tente ver por outro lado.
No apto ela foi para o quarto, Christian foi para o escritório e eu fiquei ali sentada olhando para aquele apto enorme. Imaginado esses dois aqui sozinhos.
- Sra Grey. Taylor me chama.
- Oi. Digo olhando para ele.
- O Sr Grey mandou te entregar isso. Olho uma sacola nas mãos de Taylor. Pego à mesma e tem dois casos bem confortáveis para o inverno de New York.
- Obrigada Taylor.
- De nada Sra. Precisa de alguma coisa?
- Não. Obrigada. Agradeço e ele sai.
O resto do dia, Christian estava mais calado do que tudo. Taylor trouxe algo para gente comer e só eu come um pouco da minha comida, porque nem ele e nem Leila tocaram na deles. Mais à noite fomos para Vancouver depois de tomar um banho. Fomos no avião de Christian.
- Leila, tem um quarto lá dentro pronto pra você. Olho para janela não tentando demonstrar meu desgosto dela deitar na mesma cama que ele e eu fizemos amor à primeira vez.
- Obrigada! Mas eu não quero deitar. Eu só quero ficar aqui. Minha pequena me deixou e eu não sei o que será de mim sem ela.
- Eu não tenho palavras para te consolar.
- À culpa é minha e dos avós dela. Minha porque te procurei tarde demais e dos avós, porque nunca a aceitaram como neta.
- Não. Não coloque à culpa em alguém. Não há culpado aqui. Ela já não estava aguentando tantos remédios, tratamentos. Ela era uma criança de três anos Leila. Então não se culpe. Christian fala pegando na mão dela. Eu estou cheia dessa pegação toda.
À viagem foi tranquila. Só Leila não parava de chorar. Eu lamento tudo que ela tem passado e está passando. Já nos encaminhamos para onde à menina séria velada e também enterrada. Não tem muitas pessoas. Pelo que entende, as poucas pessoas que estão aqui é da escolinha onde ela frequentava. As pessoas dão os pêsames para Leila. Me afasto um pouco para ir lá pra fora.
- Você quer ir embora para o hotel? Christian aparece atrás de mim. Me viro.
- Não. Eu estou bem.
- Vamos ficar aqui até amanhã cedo, então se você quiser ir embora para dormir e descansar.
- Eu estou bem. Eu sinto muito por vocês.
- Vamos entrar. Não quero você sozinha aqui fora. Apenas assinto.
Ficamos à noite toda ali velando o pequeno corpo de Linda. De manhã ela foi levada ao jazigo onde tinha o nome de um homem. Jack Hyde. E ali ela foi enterrada do lado desse homem.
- Leila, eu te deixo aqui. Mas qualquer coisa que você precisar me ligue. Não pense duas vezes em me ligar. Christian diz e depois à abraça.
- Obrigado. Você não sabe como te agradeço por tudo que você fez por mim nesses últimos dias. E por ela também.
- Não precisa me agradecer. Fiz de coração e tenho certeza que Jack faria o mesmo por mim.
- Faria mesmo. Ela fala e eles se abraçam de novo.
- Eu sinto muito. Espero que você fique bem. Digo e ela sorri fraco.
- Obrigada! Ela fala simplesmente isso. Christian pega na minha mão e assim vamos andando até o carro. Ele está bastante triste e não fala nada. Espero que ele supere. Que ele fique bem.