CAPÍTULO 25

2337 Palavras
Ele foi até ela e à cumprimentou com um beijo no rosto. Fiquei olhando os dois e não gostando da troca de olhares de ambos, e ainda não gostando dele sem camisa perto dela. Eu só queria saber quem é ela, o que foi dele e pior se à criança era dele. Mas seria impossível ele me esconder que tinha um filho, mais exatamente uma menina. Porém ele poderia não saber já que à menina parece ter uns três anos. - Então Leila, o que você deseja? Ele pede com um carinho enorme na fala. Não acredito que se trata de uma ex dele. - Eu preciso falar com você. Pode ser agora? Ela pede se levantando. E não é possível que ela veio dizer à ele que à menina é de ambos. Eu não vou suportar isso. - Vamos ao meu escritório. Ele pede e eu não entendo porque eles não podem conversar aqui. Afinal de contas somos casados e não temos que esconder nada um do outro. Ela ajeita à menina nos seus braços. - Quer que eu à leve? Meu marido se oferece todo solicito. - Não. Se eu tirar ela do meu colo agora ela vai acordar. - Ok. Vamos com cuidado em tão. Eles vão juntos para o escritório e eu fico possessa de raiva, porque ele e nem ela me notam aqui. Eu não posso acreditar que ela vai dizer que à menina é filha dele. Isso não pode acontecer. Fico na sala andando um lado ao outro. Gail aparece dizendo que o jantar está pronto. Digo que vou esperar o patrão dela. Ela sai sem dizer nada, e eu fico toda hora olhando para o corredor que dar para o escritório. Eu podia ir lá falar com ele que o jantar está pronto só para ver o que eles estão conversando. Passo as mãos em meu cabelo. Droga. Porque eu estou assim? Era pra eu deixar ele pra lá, esquecer desse casamento que começou errado, mas eu não consigo. É mais forte do que eu. Taylor aparece no hall de entrada com seu jeito formal. Ele não diz nada e nem me olha. O que está acontecendo? Olho novamente para o corredor, e vejo à mulher saindo com as meninas nos braços. Seus olhos estão vermelhos e eu queria muito saber o que houve ali dentro. De repente ela disse para ele que à filha era dele, e o mesmo disse que já estava casado comigo, mas que assumiria à menina, e então ela ficou triste e começou à chorar. Espero realmente que seja isso. À mulher com à menina vão com Taylor.Christian aparece logo depois e sobe sem dizer nada. Espero que ele me conte o que está havendo durante o jantar. Fico esperando ele descer. Não demora muito, ele está vestido com à mesma calça jeans, uma camisa polo escura, tênis e uma jaqueta. E eu só queria saber onde ele vai. - Estou esperando você pra jantar. Digo à hora que ele desce o último degrau. - Jante sozinha. Ele fala não me olhando. Droga, o que está havendo com ele? Ele sai sem me dizer mais nada. Meus olhos estão marejados, mas não me deixo abalar. Vou pra cozinha e digo à Gail que pode guardar à comida, eu não iria jantar. Será que ele foi com ela? O que esses dois tem? Porque ela tinha que aparecer logo agora com uma criança. E pior se for dele mesmo, eu não sei o que farei. Queria mesmo deixar ele de lado, já ter pedido o divórcio, saindo da vida dele de vez, mas algo em me impede. Eu não sei o que é, mas eu sinto que sofrerei se deixá-lo. Mal dormir à noite. Deixei à porta do quarto aberta para ver se ele chegava, e que horas eram. Mas eu não conseguir. Eu não sei se ele voltou pra casa. Me sentiria muito m*l se ele não tiver voltado. Prefiro me divorciar à concordar com à traição. Acordei e tomei um banho. Me arrumei para ir pra Fundação. Desci e dei bom dia à Gail. Questionei se Christian já tinha descido, mas ela me disse que ele não tinha dormido em casa. - Como você sabe que ele não dormiu em casa? Pergunto com um misto de raiva e tristeza. - Taylor saiu cedo para atendê-lo. Ela fala simplesmente isso. E seria muita vergonha eu pergunta onde ele está, pois sou à mulher dele. - Eu já vou. Bom dia! Digo me levantando triste. Ele dormiu fora de casa e com certeza estava com à tal Leila e à suposta filha. Vou para à Fundação arrasada. Ele não podia ter feito isso. Já tinha dito que pediria o divórcio e então ele poderia ter esperado. Na verdade eu estou me enganando com essa história de divórcio. Eu não tenho forças para pedir à separação dele, mesmo porque diante de tudo que vivi e estou vivendo ele parece à única verdade no meio disso tudo. Na Fundação enfio à cara no trabalho, mas não consigo deixar de pensar nele, no que deve esta fazendo, e porque não dormiu em casa. Isso estava me atormentando muito e meu dia parece que não passava. Então resolvi ligar pra ele. Queria saber onde ele estava. Liguei uma, duas, três, quatro, cinco vezes e nada dele me atender. Eu estava pirando com isso. Porque ele não me atendeu? Será que está com Leila e sua filha? Será que decidiu forma uma família? - Parar de pensar tanto Ana. Ele em nenhum momento demonstrou ser assim. Mas você ferrou com seu casamento, então ele tem o direito de ser infiel. Não, droga, não. Infiel não. Digo em voz alta pra mim mesma. Uma semana se passou e eu não vi ele em nenhum momento. Ficava até tarde esperando ele chegar e nada. Eu queria saber e entender o que estava acontecendo. Mesmo que me doesse à verdade, ele pode me dizer que resolveu ficar com à mãe da sua filha. Não quer criar à menina fora de lar estável, sei lá, mas que me diga que acabou. Eu não paro de pensar nisso. Não consigo me concentrar em nada que não seja essa mulher, à criança em seu colo e meu marido. Parecia que eu estava vendo à foto da família perfeita na minha frente, e tudo porque eu não soube amá-lo como devia, não soube respeitá-lo como ele merecia. E agora estou aqui indo mais uma vez pra casa com receio de que ela esteja na casa com à criança e ele me esperando com as minhas coisas, para me jogar na rua como se eu não fosse nada. Choro pois um desespero cresce por dentro. Em casa Gail estava na cozinha. Dou boa noite à ela e ela me retribui. Questiono à ela se o patrão dela apareceu e ela me diz que ele estava no escritório. Não espero nem ela terminar. Quero falar com ele. Ele precisa me dar umas explicações. Chego no escritório, onde à porta está aberta. Entro e ele está com seus olhos pregados no computador. - Quero falar com você. Digo e ele ainda não me olha. - Tem que ser rápido. Estou de saída. Que isso? É festa agora. - À semana passada toda você não dormiu em casa e agora me diz que vai sair, o que está havendo? Por acaso você já arrumou outra? - Porque? Deveria? - Não me responda com outra pergunta, seja objetivo. Peço com raiva dele. Ele me respondeu da mesma forma que me respondeu à semanas atrás. - O que vc está esperando pra pedir o divórcio? Quer que eu indique um advogado? Olho pra ele em choque. - Você quer o divórcio? Meus olhos estão marejados e eu não quero chorar perto dele. - Não, foi você que me disse que queria, então quero só entender o porque você não solicitou ainda. Nem eu entendo o porque não solicitei. As vezes acho que sou muito burra de ficar aqui achando que à gente tem jeito. - À Menina é sua? Pergunto algo que está me intrigando à uma semana. - E se for? Oh Merda. - Eu não acredito que você escondeu ela esse tempo todo que estamos casados. Se eu soubesse não teria me casado com você. - Eu acredito que você não tinha muita escolha Anastásia. Mas você está em tempo de sair fora desse casamento. - Ela é sua mesmo? Questiono deixando as lágrimas caírem. - O que isso importa? Que diferença faz para você? Vai mudar alguma coisa na sua vida? Ele pede se levantando. - Porque não me contou? Porque esconder isso de mim?   - Talvez porque eu não sabia. Então te pergunto de novo. O que isso vai mudar na sua vida? - Você dormiu com Leila? Indago apreensiva com à resposta. - Quando? Antes dela ter à menina ou semana passada? - Eu não acredito. Como você pode ter coragem de fazer isso comigo? - O que eu fiz com você? Ele pede e seu celular toca. Grey. Ok. Já estou indo pra ir. Ele atende formal e desliga. Eu tenho que ir. - Onde você vai? - Para New York. Ele fala e sai. Fico ali dentro chorando. Ele me traiu. E não dá à mínima para mim, para meu sofrimento. Vou para meu quarto chorando e me deito pensando à que ponto eu deixei meu casamento ser levado. Os dias estavam se passando e ele não tinha voltado para casa ainda. Grace me chamou para almoçar e perguntou como eu estava. - Estou bem Grace. Digo olhando para o meu prato. - Eu sei que não está. Ana, te considero minha filha. Sei que você está sofrendo e também está relutante em encarar à realidade. Ela pega na minha mão. Olho para ela. Quanto mais tempo passar e você deixar de encarar à verdade da sua vida, mais você vai sofrer. - O que as pessoas não entende Grace é que eu amo Elena. - Mas Elena não é sua mãe. Sei do carinho que você tem pela mesma, sei que vai te doer encarar que ela fez m*l à sua verdadeira família, mas você tem que começar à abrir seus olhos para à realidade. Olho para o nada. Eu não sei o que fazer. Você acha que sua família não está sofrendo? Acha que eles estão bem por ver você afastada deles e ainda defendendo quem te sequestrou? - Eu não acho que ela me sequestrou. Pode ter acontecido algo para eu ir parar nas mãos dela. - Sério mesmo? Você acredita no que você pensa e fala? Lá no fundo você acredita no que você fala? Ela respira fundo. Eu não estou aqui para te julgar. Só quero que você entenda que eu te amo, Carry te ama. Mia e Ben te ama. Sua família te ama. E meu filho te ama. Bufo, porque esse daí esqueceu que tem esposa à muito tempo. Eu sei que você disse que pediria o divórcio. Pedi à Christian para não te dar, mas ele disse que não vai te obrigar à ficar com ele. - Seu filho não me ama mais. - Tolice. Ele está magoado com você. E enquanto você não acordar para vida seu casamento ficará nessa corda bamba. - Você sabe dele? Peço querendo saber de algo.  Talvez ela saiba. - Sei. Está em New York. Ligue pra ele. Ela fala. - Ele não quer falar comigo. Digo baixo. - Então vai atrás dele. Se você quer mesmo que ele volte pra você, vai atrás dele. Suspiro. Terminamos de almoçar e eu voltei para à Fundação. Pensei nas palavras de Grace, em procurar ele. Mas se eu chegar lá e ele estiver com Leila e à filha deles? Eu não vou. Não vou suportar ver isso. Hanna me diz que à Sra Steele está me chamando para uma reunião na sala dela. Levanto e vou. Chego na mesma e bato na porta, onde escuto à voz dela pedindo para eu entrar. - Sente-se Anastásia. Ela diz com uma indiferença. - Pode falar o que deseja. Peço me sentando. - Queria ver com você à mudança das pessoas do instituto para outro lugar maior e reformar o mesmo. - Acho à ideia ótima. Já tinha comentado com Elliot sobre isso. - Então, ele me disse sobre isso. Mas não tínhamos encontrado um lugar maior e aqui perto, e agora temos. Já fechei à comprar e mandei fazer os reparos para receber todos da duas instituições. Apenas assinto. - Ok. O que à Sra deseja que eu faça? - Na verdade te chamei aqui porque devemos trabalhar juntas nisso. Não quero ninguém desolado no novo lugar e acho que nós duas podemos recepciona-los. Organizar um grande banquete que durará o dia todo. Contratar pessoas para servir, para ajudar elas em tudo durante aquele dia. - Acho ótimo Sra Steele. - Que bom, então vamos marcar isso para à próxima semana. Assim vamos nos organizando com calma e deixamos nossas secretária com uma lista de bufê para verificar. - Ok. Mais alguma coisa? Indago acabando de anotar tudo. - Não. Era só isso. Ela fala e eu me levanto. Me viro para sair e dou de cara com Ethan na porta segurando parece um quadro. - Oi Ana.Tudo bem? Ele pede com maior sorriso. - Tudo e você? - Ótimo. Mamãe trouxe isso para você. Ele fala e rasga o papel do quadro na minha frente. Meus olhos ficam marejados. Eu não posso crê que ela era idêntica à mim quando mais nova. À foto tem ela, Ray e os meninos mais novos. Saio da sala chorando. Eu não acredito que minha vida sempre foi uma mentira. Não acredito que à única realidade de tudo que vive até agora era mesmo Christian. Eu preciso falar com Elena. Ela vai ter me dizer o porque fez isso? O porque não me permitiu viver com minha família?
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