CAPÍTULO 24

2062 Palavras
Minha vida virou de cabeça pra baixo depois que Christian me contou que Elena não é minha mãe. Eu não estava acreditando nisso. Podia ser mentira de Kate e dele. Mas depois que ele me deixou sozinha pensando, minha vontade era de pegar minhas coisas e ir embora. Era deixar tudo isso de lado, e viver com à minha mãe sem ninguém se intrometer e dizer que ela não é minha mãe. Eu não acredito que Elena tenha me sequestrado. Alguma coisa pode ter acontecido para eu ir parar nas mãos dela. Eu vou descobrir à verdade e quando isso acontecer, eu vou querer o divórcio. Não quero ficar com um homem que fala m*l da minha mãe. Não sei o que ele quer com isso, mas não vou admitir que ele fale m*l da mulher que me criou. Que fez de mim quem eu sou. Ele não dormiu comigo já tem dois dias. E ainda rasgou minha roupa. i*****l que ele é. Porém ele não perde por esperar. Vou provar que minha mãe não tem nada à ver com isso e assim vou me livrar dele, por mais que dói isso no meu coração, eu não vou me permite ficar ao lado dele. Estava tentando, mas vejo não vale à pena. Na Fundação, Hanna me pedi desculpas pelo ocorrido. Disse que seu marido vai ficar preso, e ela vai poder viver tranquila. Disse à ela que à mesma não tinha culpa de nada. Resolvemos trabalhar. Afundei à cabeça no trabalho, tentando esquecer essa bomba que apareceu na minhas mãos. Eu queria que nada disso tivesse acontecendo. Estou perdendo à vida que achava que tinha aos poucos. Sofre por ter sido obrigada à me casar com Christian, e agora estou sofrendo por achar que minha mãe pode ter haver com isso tudo. Mas eu não acredito. Ela pode ser capaz de tudo, menos de me sequestrar. À noite cheguei em casa e tinha uma recepção me esperando. Eu estava já com raiva dessa história, e agora estou mais p**a ainda com essa invasão. Eles não tem o direito de fazer isso, de vim me cercar e tentar uma aproximação que eu não quero. Deixei claro isso pra eles e espero que seja respeitada. Eu só vou procurá-los para esfregar na cara deles que minha mãe não tem nada à ver com isso.   Tomei um banho, e me deitei pra dormir. Não estava afim de jantar com Christian. Ele só facilita minha decisão de nos divorciamos. Querer me obrigar à conviver com uma família que eu não conheço já é demais. Dormir naquela cama imensa. Acordei de madrugada sentindo um vazio. Um frio que não sentia desde quando me casei. O travesseiro dele não está mais aqui. Seu cheiro também está evaporando aos poucos. Droga. Não acredito que eu estou pensando nisso. Bato no meu travesseiro e volto à fechar meus olhos. Eu preciso dormir. Eu quero dormir. Semanas se passaram e para minha surpresa Carla começou à trabalhar na Fundação. O melhor que ela não força nada e só fala de trabalho na Fundação. Achei ótimo, mesmo me doendo à indiferença que ela me trata. Achei que ela estaria ali para me conquistar, mas não, em uma das nossas conversas ela disse que já tinha encontrado à filha dela e que sua vida voltou à ser maravilhosa, e que quando essa filha acordasse para à realidade ela estaria de braços abertos. Fiquei pensando nisso dias, mas levantei à cabeça e me concentrei em conversar com à minha mãe mesmo. Ela tinha que me dizer à verdade. Christian e eu não nos víamos com frequência. m*l nos encontrávamos à mesa e ele levantava para não falar comigo. Eu não queria que fosse dessa forma, mas não tem mais jeito para nós dois. Ouço uma batida na minha porta. Antes de abrir à boca, Kate entrar. - O que você faz aqui? Indago com raiva dela. - Vim conversar com você. Ela fala em uma calma que não tenho para ela. - Eu não quero falar com você. Inclusive não temos nada pra falar. - Temos sim. Achei que você era mais esperta, mas aquela vagabunda te deixou burra. - Não fale assim da minha mãe. Grito com ela e à mesma começa à rir. - Mãe? Sua mãe se chama Carla Steele. Elena é uma vagabunda, ex prostituta que roubou você para envolver meu pai. - Mentira. Você nunca gostou dela. - Nunca gostei mesmo, mas você sabe porque? Porque ela destruí minha família, e pelo jeito não foi só à minha família, destruiu à sua também. Uma família que passou anos procurando você e hoje você os despreza por uma mulher que não vale nada. - Você não tem o direito de falar assim dela. - Tenho sim. E te digo mais. Aquela mulher será presa. - Você não se atreva à denunciá-la. Não é da sua conta o que ela fez ou não. Pode ter sido seu pai que me sequestrou e aí?  Ela começa à rir mais. - Faça mil favor Anastásia. Eu convive com meus pais durante quatro anos. Eu vi meu pai venerando à minha mãe, e vi também sua mãe entrando na vida dos meus pais e destruindo tudo. Eu vi Elena chegando com você nos braços e fazendo de tudo para meu pai não dar à mínima para mim, para olhar para você. Eu vi ela destruindo o casamento dos meus pais. Vi que cada dia que você crescia ela fazia de tudo para ele te dar mais atenção do que eu quando fui morar com vocês. Então não venha colocar à culpa das loucuras desse monstro que você chama de mãe no meu pai. Porque eu tenho certeza que ele não tem nada à haver com isso. Ele morreu sem saber que você não era filha dele, morreu sem saber que aquela mulher que ele achava uma santa era uma prostituta que queria sair da vida que tinha para se dar bem com um homem rico. - De onde você tirou que ela é prostituta? Indago com muita raiva. - Você não sabe? Graças ao homem que você tem do lado ele descobriu à vida de Elena toda. - Eu não sei o que você e ele estão ganhando com isso. Christian é um bastardo mesmo. E muito me admira você está com ele nessa, já que odiava o mesmo. - Um erro meu. Nunca achei que ele seria um marido bom para você. Quando vocês se casaram achei que ele iria acabar com sua vida, mas não, ele se mostrou um homem de verdade e não um moleque. E você é tão tapada que ainda não percebeu que de qualquer jeito vocês dois estariam predestinados. Olho pra ela sem entender. Se ele é afilhado da sua mãe, vocês dois estariam ligados de uma forma ou de outra. - Eu não quero mais te ouvir. Vai embora. Falo cansada dessa conversa. - Eu já irei. Mas antes quero que você reflita, porque você ficando do lado daquela mulher, você está perdendo dois irmãos que fariam de tudo para conviver com você. Pais que te amam como à própria vida e um marido que até hoje fez de tudo para te fazer feliz. E esse último, eu sinto te dizer que se você perder, não terá volta. Então deixa de ser burra e abra seu coração para sua família e seu marido. Eles sim merecem seu carinho e respeito. Elena é uma vagabunda qualquer que faz de tudo para se dar bem. - Até me vendeu né Kate? E você  não fez nada. - Te vendeu sim e foi à coisa mais assertiva que ela fez na vida. Pois o marido que você tem é um dos melhores, e consequentemente trouxe para sua família. - Vai embora Kate. - Eu não me arrependo de não ter te ajudado antes Ana. Porque talvez se tivesse te ajudado, hoje não estaríamos aqui e também não saberíamos da falsa que te criou. Ela fala e saiu. Começo à chorar. Minha vida está curada de cabeça pra baixo da noite para o dia. E pior, ela sabe de algo sobre Christian. Ele deve esta com outra e ela sabe disso. À gente não tem se visto. Eu nem sei se ele está dormindo em casa. E ainda por cima, ele é um homem insaciável, e isso não muda da noite para o dia. Eu não posso ficar paranoica com isso. Eu já tinha falado do divórcio, e talvez ele deve está aproveitando isso para procurar outra mulher. O que eu estou fazendo? O que eu estou pensando? Será melhor pra nós dois. Em casa Gail não estava na cozinha. Achei estranho. Vi meu então marido descer descanso e sem camisa. Seu cheiro de recém banho tomado impregnou no ar me deixando ludibriada. Eu estava sentindo falta desse cheiro. Mas eu quero tirar uma coisa à limpo com ele - Porque você mandou investigar minha mãe? Digo acompanhando ele até à cozinha. - Não fiz isso. Mandei investigar Elena. - Não se faça de bobo. Eu estou falando sobre Elena, ela é à minha mãe, você gostando ou não. - E é eu que sou bobo? Mas respondendo sua pergunta. Eu queria saber se tinha algum jeito de ser mentira que ela não era sua mãe, mas à verdade se confirmou. Elena nunca esteve grávida, nunca deu entrada em um hospital para ganhar bebê nenhum e pior era uma prostituta. - Você não tinha o direito de falar isso para Kate. Ela já à odeia, e agora parece que quer até denunciá-la. - Eu não falei nada pra Kate. O namorado dele deve ter dito. Olho para ele sem entender. - Namorado? Quem é namorado dela? - Elliot. Além de irmã é sua cunhada. - Eu não acredito que ela está se metendo mais ainda nessa História. Está namorando Elliot para colocá-los mais contra à minha mãe - Anastásia parar. O mundo não gira ao seu redor. Elliot e Kate estavam namorando bem antes de saber que você era irmã dele. Ela só descobriu que você era irmã dele porque viu uma foto sua na casa da sua verdadeira mãe que era igual à que tem na casa de Elena. Porém isso não vem ao caso. À vida é sua e você faz o que quiser. E outra se eu fosse eles já tinha denunciado Elena, não iria ceder à suas chantagem de desaparecer. - Você não leva fé que eu iria fazer isso? - Por mim que faça. Eu nem sei o que você faz aqui ainda, já que me pediu o divórcio. Meu coração doeu por ouvir ele falar assim. - Você já está com outra? Indago com medo da resposta. - Porque? Eu deveria? - Você está me tratando de uma forma, que dar para entender que eu não faço mais parte da sua vida. Ele me olha e sorri. - Eu não sou uma marionete na suas mãos Anastásia. Eu cansei de você, cansei de mendigar seu amor. Então se você quer ir embora, pode ir. Se você quer o divórcio, não farei nada pra mudar sua cabeça. Ele fala e sair da sala. Meus olhos enchem de lágrimas. E eu não sei porque, já que eu queria isso. Subo e tomo um banho pensando em cada palavra que ele falou. Era difícil crer que eu falhei no meu casamento, era difícil crer que ele se cansou de mim e está torcendo para nosso divórcio. Choro mais no banheiro enquanto tomo banho. Eu vou à Portland amanhã. Precisa falar com Dona Elena. Ela precisa me contar à verdade. E espero que ela não tenha feito nada que eles estão acusando ela. Acabo de tomar banho e visto um short e uma regata. Desço para comer alguma coisa. Porém quando chego no fim da escada tem uma mulher com uma criança no colo. - Boa noite! Digo e ela me olha. - Boa noite! Ela diz sem graça e olha para à criança. - O que você deseja? Indago cruzando os braços. - Falar com Christian. Olho para ela com um sentimento estranho. Christian? Ela o conhece. Ele aparece e olha para mim e depois para à mulher. - Leila? Ele fala e ela sorrir timidamente para ele. Não gostei disso. O que ela quer com ele?
Leitura gratuita para novos usuários
Digitalize para baixar o aplicativo
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Escritor
  • chap_listÍndice
  • likeADICIONAR