CAPÍTULO 23

2674 Palavras
Eu ainda estava no meu escritório lendo o relatório sobre Elena. E saber que à mesma nunca foi o que tinha dito me deu uma raiva. E pior é que eu nem poderia contar isso pra Ana. Ela poderia me odiar mais ainda, então achei melhor guardar esse relatório e falar somente para meus padrinhos sobre isso. Passo as mãos na cabeça sentindo o peso de tudo isso. Nunca imaginei que à vida dela fosse uma mentira e que isso iria voltar contra mim. Depois do trabalho eu fui na casa dos meus pais. Queria muito ver à minha mãe e contar o que está acontecendo. Ela era meu porto seguro quando me sentia m*l, triste e em dúvidas de tudo que estava acontecendo. Cheguei na casa dos meus pais e Ben estava na sala brincando. - Ei garotão, como você está? Peço e ele levanta correndo. - Titlio. Ele grita e eu pego o mesmo no meu colo. - Tudo bem com você? Indago apertando ele em meus braços. - Estou. Cadê titlia? Ele pede olhando pra porta. - Ela não veio com titio. Mas cadê à vovó, vovô e mamãe? - Mamãe está tlabaiando, vovó e vovô está no quato. - Hum. Então deixa eu ir lá conversar com eles. Digo colocando ele no chão. - Depois você pode blincar de bola?  Sorrio, porque ele só pensa em bola. - Sim. Digo sorrindo e dando um beijo na cabeça dele. - Não vai não. Ele vai sair com o papai, não é meu amor? Reviro meus olhos por ouvir que Ben vai sair com o i****a do José. - Como vai filho? Mamãe diz sorrindo e me dando um beijo. - Quero conversar com você mãe. - Tudo bem. Eu vou pedi seu pai parar arrumar Ben. - Isso está sério mesmo? Peço não acreditando que José conquistou Ben. - Sim. Eles estão se dando muito bem. Reviro meus olhos mais uma vez. Vem lindão da vovó, vamos subir para seu pai arrumar você, papai daqui à pouco está chegando. Mamãe diz e Ben vai sorrindo. Me sento no sofá e fico olhando para o nada. Olho para meu relógio e já são quase sete da noite. Será que ela foi embora? Será que ela me deixou mesmo? Droga. Tudo que faço é para o bem dela e parece que tudo que faço é errado. - Pronto amor. Vamos conversar. Mamãe fala se sentando no sofá em minha frente. - Ana não é filha de Elena. Minha mãe me olha chocada. - Como assim? De quem ela é filha? Ela indaga ainda chocada. - Ela é filha dos meus padrinhos. Minha mãe se levanta chocada, surpresa. - De onde você tirou isso? Não pode ser filho. - E o pior que é mãe. Kate, à meia irmã dela descobriu pois está namorando Elliot e quando viu uma foto de Mirela bebê, ela disse que na casa dela tinha uma foto parecida, onde Ana tem quatro meses também. - Como pode uma coisa dessas? Como ela foi parar nas mãos de Elena? - Parece que Elena à sequestrou. Minha mãe coloca à mão na boca chocada mais ainda. - Eu não estou acreditando Christian. Eu sempre via Elena como uma mulher estranha, mas sequestrar uma criança, um bebê, eu não posso acreditar. - Eu não sei realmente o que houve mãe, mas tudo leva à Elena. E pior que meu casamento está por um fio. Minha mãe me olha não entendendo. - Porque? - Eu contei à ela à verdade. Meus padrinhos estavam querendo contar, mas eu cheguei em casa e ela estava tão triste, tão fechada. Começou à me questionar sobre o sequestro de Mirela, que eu não podia esconder à verdade é esperar que ela soubesse por outro, e me condenasse. E falando à verdade, ela não acreditou em mim, disse que Kate e eu estávamos armando para mãe dela ser presa. Me disse que era o pior do homens por fazer isso com ela e com à mãe dela. - Calma filho. Ela deve ter dito isso em um momento de raiva. - Não mãe, eu também achei. Mas passei o dia todo trancado no escritório, até mesmo para dar tempo pra ela, porém à noite quando entrei no nosso quarto, ela me pediu o divórcio. - Sério? - Sim. - E você disse que não dará? - Eu disse que daria mãe, se é o que ela quer, ela terá. - Mas porque? Não pensa em lutar pelo seu casamento?   - Eu já lutei muito pelo meu casamento, à Sra não sabe como foi difícil no começo, e como eu lutei para aquela mulher ser minha e chegarmos aqui. Ela é difícil, mas eu não me importava se eu pudesse te-la, porém eu não posso mais contra à vontade dela. Se ela quer o divórcio, eu darei o divórcio. - Não faça isso filho. Ela está magoada, triste por saber que não pertencia uma família que ela achava que era dela. - Não dar mãe. Ela foi bem clara na nossa conversa de ontem e se é o que ela quer, eu não vou obrigá-la à ficar comigo. - Dê tempo ela. Talvez é disso que ela precisa. Mesmo que ela vá embora. Volte pra casa da maldita da Elena, ela verá que errou e que aquela mulher não presta. Sorrio de canto. Anastásia parece que nunca vai enxergar à mãe que tem e também me ver como eu sou. - Eu não sei o que faço mãe. Tempo, ela pode ter todo tempo do mundo, mas se ela optar por sair de casa, ela não terá volta. - Você não à ama? Sorrio de novo dessa pergunta. - Não adianta um só amar para um casamento ou um relacionamento dar certo mãe. Eu aprendi isso da pior forma e hoje estou pagando por isso. Se eu não fizesse feito tudo para ela casar comigo sabendo que ela não me ama e parece que nunca vai me amar, hoje eu não estaria aqui lamentando um possível divórcio. - Do que você está falando Christian? Ela não ama você? Mamãe questiona confusa. - Pelo jeito não mãe. Uma mulher que  acusa ser o pior dos homens, ama esse homem? Acho que não. - Vem cá meu amor. Não fica assim. Ela está confusa. Você vai ver que ela vai cair em si e ver que você está dizendo à verdade. E assim ela vai ver o quanto você à ama e ela também à você. Sonho que mais parece distante do que tudo. - Obrigada mãe. Eu não sei o que seria de mim sem você. - Que isso meu amor. Eu estou aqui pra você e sua irmã. Te amo muito. E qualquer coisa pode falar comigo. - Obrigada mais uma vez. Eu também te amo. Agora deixa eu voltar pra casa. Respiro fundo. - Vai lá e não brigue com ela. Como disse, dê Tempo. Sorrio e à abraço forte. Volto pra casa pensativo. Será que ela ainda está lá? Ou será que compriu sua palavra e foi embora da minha vida pra sempre? Porque eu tinha que me apaixonar por uma mulher tão difícil? Porque eu não encontrei alguém menos complicada e ainda que me visse como eu sou? Suspiro pesado. Entrei em casa e fui direto para cozinha. Dei boa noite à Gail e perguntei sobre Ana. Ela me disse que estava no quarto. Tinha acabado de subir. Bebi um pouco de água e depois peguei uma taça e coloquei um pouco de vinho. Fui para meu escritório. Tirei à gravata e meu terno e me sentei na minha cadeira. Liguei o computador para afundar à minha cabeça no trabalho. Era à única coisa que poderia fazer, sendo que gostaria de amá-la. De tomar banho com ela e amar cada parte do seu corpo. Porém era algo que estava além do que eu queria e poderia fazer. No outro dia levantei e fui no quarto pegar um roupa para trabalhar. Tomei um banho no quarto de hóspedes mesmo onde tenho dormido por dois dias. Depois fui para meu quarto. Anastásia já não estava na cama. Olhei para porta do banheiro e à mesma estava fechada. Peguei minha roupa e sai dali antes que meu coração fale mais alto do que à razão. Me arrumo para mais um dia de trabalho. Chego na mesa para tomar café e Gail me questiona se desejo algo. Eu digo que não. Tomo meu café pensativo. Meu dia hoje será chato e ainda tinha que conversar com meus padrinhos. Escuto barulhos de saltos me tirando dos meus pensamentos.  Olho para minha mulher até então e ela quer me testar.  Seu vestido azul colado ao corpo vai até o meio das coxas. Seus saltos altos da cor preta ainda à deixa mais fodidamente sexy. Porém ela não vai sair daqui à sim. Ela ainda está casada comigo e não vai sair assim para outros olharem seu corpo e desejar como eu desejo. Ela senta sem me olhar e também não me dar bom dia. Não digo nada e me levanto. Fico na sala esperando ela se levantar. Ela demora uns dez minutos e se levanta, e agora é hora de colocar as coisas em seus lugares. - Onde você pensa que vai vestida desse jeito? Indago parando na frente dela. - Vou pra Fundação. Sorrio de lado. Olho pra todo seu corpo e puxo as alças do vestido rasgando o mesmo. - O que você está fazendo? Ela pede vermelha de raiva. - Te ajudando à sair daqui pelada. Não é como você quer sair? Indago rasgando à outra alça do vestido. - Você ficou louco? Ela não viu nada ainda. - Você ainda está casada comigo, então você não sairá daqui desse jeito. Ande assim quando sair dessa casa e pedi o divórcio. - Eu te odeio. Ela fala subindo e eu não dou à mínima. Espero mais uns minutos ela voltou vestida em uma calça jeans e uma blusa social. Pega sua bolsa e sai sem me olhar. Mais tarde meu padrinho me ligou dizendo que iria na minha casa junto com Carla e os meninos. Eles queriam falar com Ana. Não achei r**m, talvez eles consigam abrir à mente dela para verdade. E eu também queria falar o que descobri sobre Elena. Elas precisam saber que ela inventou uma mentira para se dar bem em cima do pai de Kate. Elena foi muito ardilosa. Soube agir direitinho com o pai de Kate depois de sequestrar Ana. À noite estávamos todos ali esperando Anastásia chegar. Paul disse que ela havia passado no parque, mas já estava vindo embora. - Fale meu filho o que você descobriu sobre Elena. Ray pede sentado perto de Carla. - Ela disse para Anastásia que tinha conhecido o pai dela sendo secretária dele, mas isso não é verdade. Eles me olham esperando eu dizer. Elena era uma prostituta. Ela conheceu Ermon Kavanagh fingindo ser uma pessoa que não era. - Tem certeza que ele não sabia que ela era prostituta? Minha madrinha questiona chocada. - Não sei madrinha. No relatório diz que Elena era prostituta em um bordel de quinta em Portland. E ela conheceu Ermon tempo depois. Não tem registro de entrada dela em nenhum hospital para ela dar à luz. Fora que no bordel onde ela trabalhava, todos reconheceu à foto dela como uma das prostitutas que se deu bem porque um homem caiu na história de que ela era virgem, moça de família. Ninguém soube dizer o paradeiro dela, pois disseram que ela apareceu com uma barriga de grávida em um dia e depois sumiu. - Essa mulher é uma vagabunda maldita. Elliot fala com raiva. - Temos que colocá-la na cadeia. Ethan se expressa. Ouço barulho de salto e sei que Ana chegou. Ela olha para todos na sala e se vira parecendo que não tem ninguém. - Ana. Elliot à chama. Queremos falar com você? - Eu não quero falar com vocês. Já vi que todos se uniram para acabar com à minha mãe. - Aquela mulher não é sua mãe. Eu sou sua mãe. Minha madrinha diz chorando e com raiva ao mesmo tempo. - Eu não quero saber de nada. Não percam tempo tentando fazer eu acreditar nessa história. - É a sua história. É a verdade sobre sua vida. Você não pode continuar achando que isso é mentira. Ray diz se aproximando dela. - É mesmo? E o que vocês pensam em fazer com à minha mãe? Ana indaga cruzando os braços. - É mais lógico que à denunciemos. Ela é uma criminosa. Além de ser prostituta. Ethan fala com raiva. - Nunca, escuta bem, nunca mais fale assim da minha mãe. Ela vai pra cima de Ethan igual à uma leoa. Você não à conhece. - Conheço o suficiente para saber que ela não presta. Foi capaz de sequestrar um bebê. Ethan não fica intimidado e continua. - Vocês tem provas que foi ela? - Não nos faça rir Ana. Pelo jeito você é que não conhece à mulher que te criou. Elliot fala e ela olha com raiva pra ele. - Filha. Minha madrinha tenta. - Não me chame assim. Minha mãe se chama Elena. - Não é mesmo, aquela mulher foi quem te roubou. Ray diz convicto. Vejo minha mulher respirar fundo. - Eu não quero falar com vocês. E já digo que, se vocês à denunciarem eu sumo pra nunca mais me encontrarem. Ela fala e sai. Minha madrinha cai no chão chorando. - Amor, calma, ela não sabe o que diz. Está confusa. Temos que ter paciência e calma com ela. Ray fala abraçando Carla. - E você Christian. Ela não quer conversar com você? - Não. Ela já disse que vai pedir o divórcio. Falo me sentando. - Divórcio? E você concordou? Carla questiona. - Eu não tenho muita saída madrinha. Você não conhece à filha que tem. Ela é mimada ao extremo. Achei que com o tempo ela iria mudar, mas vejo que não. - Não dê o divórcio. Ray pede. - Eu cansei de tentar colocar as coisas pra sua filha padrinho. Cansei de correr atrás dela toda vez que ela me acha o pior dos homens. E depois que contei à ela à verdade, à mesma me acusou das piores coisas, então se ela quer o divórcio, eu darei. Quem sabe assim ela cresça. - Você realmente parece cansado. Elliot fala se sentando perto de mim. - E estou mesmo. Sua irmã é mais difícil do que tudo. Um desafio que encarei e do nada esse desafio se torna maior. Passo as mãos no rosto. Avise à Kate para não chegar perto dela. Porque ela acusou Kate e eu de armar contra ela e à v***a da Elena. - Eu sinto muito meu filho, e espero que vocês não chegue à se separar. Vejo no seus olhos o quanto à ama.  E ela também. Mesmo ela não demonstrando isso à você, ela te ama muito. Eu não acredito que Ana sinta algo por mim se não for desprezo e ódio, como ela disse hoje de manhã. - Não se preocupe madrinha. Tudo vai ficar bem. Se for o melhor o divórcio para nós dois, será. - Nós vamos embora. Eu quero ver como vamos fazer para aproximar dela. Carla fala se levantando. - Eu tenho uma ideia madrinha. Digo. Respiro fundo. Volte pra Fundação. Vocês duas terão que trabalhar juntas. - É verdade. Meu filho que ótima ideia. Minha madrinha me agarra animada. - É mãe, mas não acho que vai ser fácil. Você terá que ter paciência com nossa irmã marretinha. Elliot fala nos fazendo rir. - Bota trabalho nisso. Parece que nossa irmã sofreu uma lavagem cerebral com aquela mulher. Não está sabendo distinguir o certo do errado. Nisso Ethan tem razão. Meus padrinhos se despedem e eu fico mais uma vez sozinho. Vou para meu escritório afundar minha cabeça no trabalho.
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