Depois que todos foram embora cientes que Ana tinha que saber à verdade, eu peguei alguns papéis e fui pra casa. Não queria deixar Ana sozinha. Eu não sabia o que ela estava pensando e nem sentindo, mas queria ficar do lado dela.
Já cheguei em casa procurando por Ana. Gail me disse que ela estava no jardim. Olhei pela janela panorâmica e ela estava sentada na grama. Respirei fundo, porque se ela estava assim por ontem, as coisas que ela souber sobre à vida dela será um baque maior. E eu estou com medo. Receio que ela não entenda, que ela se revolte. Elena não poderia ter feito isso. Ela é à pior das pessoas. Resolvo descer para o jardim e ver como ela está. Chego no jardim e me sento do lado dela. Ela não diz nada.
- Como você está? Peço.
- Christian como foi o sequestro da filha do seu padrinho? Oh merda.
- Porque à pergunta?
- Você pode me achar louca, pode achar que eu estou pensando coisas, mas eu não tiro o apelo do seu padrinho da minha cabeça. Eu disse que ela não é boba. Eu não estou assim pelo marido de Hanna ter colocado uma arma na minha cabeça. Eu tinha certeza que ele não iria machucar ninguém. Eu sei muito bem o que um homem desesperado é capaz de fazer. Sorrio desse comentário.
- Isso é pra mim Sra Grey? Indago quebrando esse clima r**m.
- Sim. Acho que tem um dom de atrair homens possessivos.
- Opa, não quero ninguém aqui além de mim com essa possessão sobre você. Digo com cara de bravo, mas estou rindo dela.
- Imagino. Mas me diz, como ela foi sequestrada? Espero que eles contem isso mais rápido.
- Minha madrinha e Mirela estavam no parque. Ela se distraiu com uma mulher que queria mostrar seu filho para ela, e quando voltou para carrinho de bebê onde Mirela estava, ela havia desaparecido. Digo e ela olhou para seus dedos.
- Quanto tempo? Indaga.
- À 21 anos. Se ela começar à ligar os fatos, eu não terei outro jeito senão confirmar. Ela fica calada e isso me dar medo.
- Eu… Eu só queria entender porque me confundem tanto com essa menina. Porque você é ela. Fico tentado à dizer. Elliot assim que me viu disse que eu parecia com ela. Ethan me conheceu e me chamou de Mirela, agora o pai deles estava tão convicto, me olhava tão amoroso e verdadeiro que eu fiquei com isso na cabeça.
- E então? Peço.
- Eu não sei o que faria se descobrisse que passei 21 anos enganada. Vivi uma mentira e até mesmo em uma família que não era minha. Ela fala nervosa, e eu já vi que não vai ser nada bom. Você está calado porque? Ela pede olhando pra mim e eu respiro fundo. Ela me odiaria se eu não contasse à verdade.
- O que você faria se eu dissesse que você foi roubada da sua família verdadeira? Ela me olha em choque.
- Você está supondo? Me viro pra ela e essa hora de falar à verdade. Não quero ser responsável pô esse segredo e muito menos quero que ela me odeie. Não mais. Estamos tão bem
- Não, infelizmente não. Eu queria te dizer que você está paranoica, que nada que você pensa é verdade, porém não é assim. Elena te roubou dos meus padrinhos, e te criou como filha dela. Seus olhos enchem de lágrimas e ela se levanta.
- Mentira. Você está mentindo pra mim. Ela fala descontrolada.
- Não, não é Ana. Como disse, que queria que nada disso fosse verdade, mas é. Seus pais verdadeiros são meus padrinhos.
- Não. Ela cai no chão chorando e meu coração corta de vê-la assim. À abraço forte e sinto seu corpo desmanchar no meu.
- Calma. Tudo vai ficar bem.
- Como você soube? Ela indaga chorando.
- Kate. Ela sai dos meus braços e olha pra mim. Limpo suas lágrimas que insistem em sair.
- Kate? Não é possível. Ela está mentindo.
- Não está. Digo.
- Está. Ela não gosta de mim, nunca gostou. Kate sempre detestou minha mãe, e inventar isso é só o que faltava para destruir minha mãe de uma vez. Me levanto e pego à mão dela.
- Ana, tudo que eu disse e que Kate descobriu é verdade.
- Mentira. Ela grita. Vocês dois estão juntos para acabar com minha mãe.
- Nunca faria isso. Falo calmo. Olha eu sei que é difícil você acreditar, mas é à verdade.
- Eu não acredito. Eu não acredito em você e nem em Kate. Vocês dois querem me ver infeliz. Kate nunca quis me ajudar quando você apareceu e você? O que posso dizer de você? Fecho meus olhos tentando não surtar com isso. Me comprou, usou de todos os meios para me ter com você, e agora está aí colocando minha mãe como criminosa. Vocês dois estão juntos nisso e eu só queria entender o que você quer de mim. Você já me obrigou à casar com você, então o que mais você quer de mim? O que mais você quer de mim? Ela grita e eu fico olhando para ela.
- Eu não quero nada mais que seu amor. Eu te amo muito para fazer qualquer coisa contra você. Eu estou aqui te contando à verdade para que mais tarde quando você soubesse não tivesse problemas com você, porque eu sei o que passei para que nós dois tivéssemos bem. Eu não quero estragar isso.
- Pois você estragou tudo, quero dizer, você não estragou nada, porque nós dois nunca tivemos nada. Você só afirmou o que eu já sabia. Nunca iria me apaixonar por um homem tão sujo e baixo como você. Meu coração doeu por ver que ela descontou sua raiva em mim.
- Ok. Eu entendo que você está indignada. Não quer ver à verdade, mas eu não sou um homem baixo e nem sujo. Usei sim de meios para me casar com você, mas tudo isso porque te amava e te amo.
- Que belo amor esse seu. Ela fala limpando seus olhos.
- Eu não vou discutir meus sentimentos com você. Quando você perceber que tudo que eu faço é por você é para você me procura. Falo saindo de perto dela.
Eu não acredito que tudo isso voltou contra mim do mesmo jeito. Fiz de tudo para que ela não tomasse raiva de mim e agora estou aqui desejando não ter dito nada. Ela me odeia, e eu não sei o que vou fazer para ela voltar à ficar comigo, confiar em mim.
Trabalho no escritório o dia todo. Não quis almoçar e nem quis olhar para ela ainda. Estava com medo que ela me dissesse mais coisas, me acusasse de algo pior. Droga, quando eu tenho ela, à perco por causa de um problema que nem é meu. Deveria ter deixado meus padrinhos contar ela, talvez ela não teria me dito tantas coisas. Talvez ela estaria aqui nos meus braços chorando e me pedindo apoio. Mil vezes merda.
À noite eu estava cansado. Queria tomar um banho e dormir e esquecer esse dia de merda. Mas antes liguei para Elliot e contei o que aconteceu. Deixei bem claro que ela estava achando que era e Kate estávamos juntos nessa história. Que armamos tudo contra ela e Elena. Elliot diz que falará com seus pais e Kate e vão ver como farão ela ver à verdade. Desligo e vou para meu quarto. Entro e ela está lá sentada na cama.
- Eu quero o divórcio. Ela diz e eu respiro fundo.
- É o que você quer? Indago sentindo o aperto no peito.
- Sim. Não dar para tentar mais, sendo que você só quer meu m*l e da minha mãe. O engraçado que ela te ajudou à se casar comigo.
- Anastásia, eu não estou afim de discutir. Não vou tentar fazer à sua cabeça. Quer o divórcio? Te darei. Se sair dessa casa com suas coisas, não terá volta. Então peço que você pense bem se é isso que você quer antes de saber que eu não estou mentindo. Digo indo para o banheiro.
- Poderia ter sido diferente se você não tivesse falado nada mais cedo.
- Eu me arrependo amargamente de ter te contado à verdade. Falo olhando para ela.
- Então você admite que mentiu para mim. Para me ferir.
- Nunca faria isso. Eu não mentir pra você. Eu só queria te contar para que você não me acusasse depois de ter enganado você. Eu quis ser sincero como tenho sido desde quando te conheci. Eu me arrependo de te contar, porque deveria ter deixado seus pais…
- Eles não são meus pais. Ela grita.
- Eles são seus pais. E eles te contaria, mas como você começou à falar de como se sentia eu quis te contar. Quis fazer o certo. Mas errei feio, ao invés de te consolar pela vida roubada que você teve durante anos, eu estou pagando com um possível divórcio. Respiro fundo. Faça o que quiser. Assim como te disse antes, eu não vou mais te obrigar à ficar do meu lado. Cansei de tentar todos os dias de mostrar e provar que eu te amo, cansei de mendigar seu amor e no fim ouvir que eu quero destruí sua vida. Falo indo para o banheiro. Não quero ouvir mais nada.
Tomei banho chateado comigo, com ela e com tudo. Eu não merecia ser tão infeliz. À única coisa que fiz de errado foi amar uma mulher demais e fazer de tudo pra ficar com ela. Eu não merecia ouvir suas palavras. Não merecia ver sua cara de desprezo. Eu à amo mais que tudo é não esperava isso dela.
Passei à noite no quarto de hóspedes. Levantei e me arrumei para mais um dia de trabalho. À hora que entrei no quarto para pegar minhas roupas ela estava dormindo ainda. Fui trabalhar com o coração apertado, pois ela poderia pegar suas coisas e ir embora. Meu coração vai se parte ao meio, mas eu não posso mais viver em função dela, e ela não está nem aí pra mim.
Durante o dia m*l consegui pregar atenção no que tinha pra fazer nada. Andreia entra na minha sala, com uma pasta na mão.
- Sr Grey, o Sr Welch pediu para entregar essa pasta para o Sr. Ela diz me entregando à pasta.
- Obrigada Andreia. Ela sai da minha sala e eu olho para pasta escrito Elena Kavanagh. Abro à mesma com uma certa urgência. Começo à ler e logo de cara fico chocado com que está aqui. Eu não acredito que essa mulher é mais falsa do pensei.