Depois do susto que passei vendo Ana sobre à mira de uma arma, ainda estava preocupado com ela. Estava calada, e com o olhar perdido. Tinha medo que ela se fechasse de novo e era tudo que eu não queria. Custei a te-la se abrindo para mim, falante e agora vendo ela desse jeito estava me dando receio.
Coloquei ela para dormir e depois tomei um banho e fui para o meu escritório. Estava preocupado e queria tirar minha preocupação e aguardar que amanhã ela tivesse melhor, até mesmo pelos calmantes que minha mãe pediu para dar à ela.
Liguei para Kate após Welch conseguir o número do telefone dela para mim. Ela disse que estaria na minha empresa amanhã pela manhã. Desliguei confirmando porque quero saber o que tanto ela tem pra me dizer.
No outro dia acordei e Ana ainda dormia. Pelo menos o remédio foi bom, pois ela dormiu à noite toda bem. Levantei e tomei um banho. Me arrumei para mais um dia de trabalho. Sai do quarto e desci para tomar café da manhã. Não queria sair de casa sem saber como minha mulher está, mas acho melhor deixar ela dormir mais. Quando termino meus pensamentos Ana aparece.
- Bom dia! Ela diz se sentando.
- Bom dia! Como você está? Questiono preocupado com ela.
- Bem. Ela diz, mas não me convenceu.
- Não sentir firmeza nesse bem. O que foi?
- Eu não sei tá. Eu não consigo dizer realmente o que estou sentindo.
- Já disse que não precisa se preocupar. Eu não vou deixar nada te acontecer. Pego na mão dela querendo passar confiança.
- Eu sei. Ela ainda está triste, e eu não queria vê-la assim, apesar de achar compreensivo, já que ela passou por algo bem r**m. Ela ainda está vestida com uma calça de moletom e uma camiseta.
- Você vai à Fundação? Peço.
- Não. Hoje quero ficar aqui. Não quero sair.
- Tudo bem. Fique o tempo que achar melhor. Eu tenho que ir à empresa agora de manhã, mas volto para ficar com você.
- Pode ir, fique tranquilo, eu vou ficar bem. Apenas assinto. Me levanto e dou um beijo na boca dela. Qualquer coisa me liga. Digo e dou mais um selinho nela. Te amo. Falo e deixo ela para ver o que Kate queria comigo.
Na empresa já cheguei e Kate estava me esperando na recepção. Pedi ela para me acompanhar. Entramos na minha sala.
- Sente se Kate. Peço me sentando. Ela se senta. Então vamos direto ao assunto porque sua irmã está em casa meio triste por ontem e eu não quero ficar aqui com ela daquele jeito em casa.
- Eu entendo. Mas o que tenho pra dizer não é fácil. Só quero que você espere mais um pouco porque chamei Elliot e seus pais para estarem aqui também. Olho pra ela surpreso.
- O que eles têm haver com isso?
- Tudo. Eu não acredito que à minha suspeitas estavam certas. Não pode ser.
- Kate, não é o que estou pensando, é? Indago me levantando. Já estou começando a ficar nervoso com esse assunto.
- Eu acho que sim.
- Kate, eu não vou esconder isso da sua irmã. Você sabe como nosso casamento foi feito, e hoje, depois de tanto tempo estamos bem, estamos conseguindo nos entender. E essa história, se eu esconder dela, posso colocar meu casamento em risco. Então já te digo, eu não vou esconder isso dela.
- Eu entendo. Vamos esperar Elliot e seus pais chegarem, assim tomaremos à melhor decisão.
- Eu não quero que eles saibam da forma que me casei com Ana.
- Eu não contarei. Nunca contei pra ninguém. Me lembro do bastardo do ex de Ana.
- Somente para aquele i****a de John? Ela me olha assustada.
- Eu não fiz por m*l. Achei mesmo que Ana estava infeliz com você, e também não previa que o mesmo iria fazer com ela o que fez. O que? O que ele fez com ela?
- Como assim? O que ele fez com ela? Peço sem entender. À porta é aberta por Andreia e Meus padrinhos, Elliot e Ethan. Que ótimo que vocês chegaram. Madrinha. Dou um abraço na minha madrinha. Como à Sra está?
- Na medida do possível bem meu filho e você? Sua esposa?
- Estamos bem também.
- Como ela está depois de ontem Christian? Elliot indaga.
- Assustada. Ela não quis ir para Fundação hoje. Só vim aqui para falar com vocês porque Kate me pediu, mas assim que acabar eu volto pra casa. Não quero deixá-la.
- O que houve com ela? Ethan questiona.
- Um cara entrou armado na Fundação e à pegou como refém.
- Sério? Minha madrinha se manifesta.
- Sim, mas não se preocupe madrinha, ela está bem. Não aconteceu nada à ela. Mas vamos todos sentar porque eu acredito que Kate tem algo à dizer. Digo e todos vão para o sofá enorme que tem na minha sala.
- Pode começar Kate? Elliot pede de uma forma carinhosa, e vejo que esses dois tem alguma coisa.
- Primeiro quero que vocês olhem isso. Ela diz pegando um álbum de dentro da sua bolsa. Minha madrinha e meu padrinho pega o álbum e abrem. O resto de nós ficamos curiosos por não saber do que se trata.
- Mirela? Minha madrinha indaga. Essa é à nossa filha Mirela. Onde você achou essas fotos? Minha madrinha questiona com olhos já cheio de lágrimas.
- Essa é minha irmã, quero dizer a que eu cresci achando que era minha meia irmã. Kate fala.
- Você está querendo dizer que Ana não é sua irmã? Não é filha do seu pai com Elena? Indago me levantando.
- Não. Ela não é. E eu descobrir isso da pior forma. Ir na sua casa Elliot aquele dia e ver à foto da menina que achei que fosse minha irmã, que cresci achando que ela era minha irmã, foi um baque para mim. Eu sair da sua casa transtornada e não tirava da cabeça aquela foto. Eu cheguei em casa e olhei todas fotos que tinha em casa de Ana. Inclusive Elliot, aquela foto da sua casa, tenho uma na sala da minha casa parecida. Ana também tinha quatro meses. Respiro fundo ouvindo tudo isso. Não era possível. Olho para minha madrinha e ela está chorando.
- Essa mulher roubou à minha filha? Minha madrinha diz indo para janela panorâmica.
- Eu sabia que Ana era minha irmã. Ethan fala se levantando também.
- Como? Você também à conhece Ethan? Meu padrinho pede.
- Sim. Eu conheci ela no restaurante com à tia Grace e Mia, e logo disse que ela era à Mirela. Mas ninguém acreditou em mim e hoje estamos aqui constatando algo que eu já sabia. O mundo de Ana vai desmoronar com isso, e eu tenho que está perto dela à todo instante.
- Eu quero ver à minha filha. Carla diz limpando seu rosto. Quero conhecê-la. Abraçá-la. Sentir que ela é minha. Onde está ela está?
- Em casa. Minha madrinha me olha parecendo que não entendeu que Ana está casada comigo.
- Sua casa? Como? Porque? Ela pede confusa.
- Mamãe, Ana é casada com Christian. Elliot diz e minha madrinha fica surpresa.
- Você sabia que ela era minha filha? Ela me questiona.
- Não. Depois das suspeitas de Ethan mandei meu assessor de segurança fazer uma pesquisa, mas até então não obtive nada, e hoje quando Kate me disse mais ou menos do que se tratava, eu deduzir.
- E como você à conheceu? Ray questiona.
- Em um café em Portland. Ela trabalhava nesse café. Digo omitindo alguma fatos.
- Vocês sempre moraram em Portland. Minha madrinha indaga para Kate.
- Sim. Moramos meu pai, minha mãe e eu.
- Sua mãe roubou à minha filha? Minha madrinha já vai pra cima de Kate.
- Não. Minha mãe nunca participaria de algo tão sórdido como isso. Elena, essa mulher que se dizia mãe de Ana, fez tudo isso. Ela acabou com à minha família. Essa mulher fez meu pai se separar da minha mãe com à falsa barriga de grávida e depois que Ana nasceu, ela o iludiu e fez o mesmo se casar com ela.
- Seu pai não percebeu que não era um recém nascido, mas sim um bebê de meses? Ethan questiona indignado.
- Eu não sei Ethan. Eu só sei que em um dia eu tinha meus pais felizes e no outro ele estava pegando as coisas dele e dizendo que me amava e que eu sempre teria um lugar na nova vida dele. Kate respira fundo. Elena nunca gostou de mim, eu quase não ia à casa deles, e quando ia ela m*l deixava eu chegar perto de Ana. Ela tinha um amor e um zelo excessivo pela suposta filha. E eu só pude conviver realmente com Ana quando minha mãe morreu de tristeza pelo fim do casamento.
- Seu pai participou disso também. Ray diz alterado.
- Não. Meu pai seria incapaz disso. Eu tenho certeza que Elena enganou ele pra conseguir à vida boa que ela tinha com ele.
- Cadê seu pai? Minha madrinha questiona.
- Morreu à anos atrás. Olhem, eu tenho certeza que meu pai não sabia e ainda morreu confiando naquela cobra. E se hoje eu estou aqui é porque quero que aquela mulher apodreça na cadeia. Eu nunca gostei dela, e tenho certeza que ela envolveu meu pai em uma mentira.
- Eu quero ver minha filha. Carla diz com toda convicção.
- Mãe, temos que ter calma agora. Ana acha que quem à criou é mãe dela. Temos que achar um jeito de contar à ela à verdade. Elliot diz abraçando Kate. E agora é hora de me meter nisso.
- Eu entendo que todos tem que procurar um meio chegar à ela, mas já digo que eu não vou esconder isso dela. Falo e eles me olham.
- Você não vai nos ajudar? Meu padrinho pede confuso.
- Sim, mas não esconder isso dela. Quero que vocês encontrem uma forma de contar à ela mais rápido possível. Não quero que meu casamento seja abalado porque eu escondi isso dela.
- Mas como vamos fazer? Ela não nos conhece como à família dela. Ray diz.
- Eu não sei padrinho. Acredito que à melhor forma é contar à verdade sem rodeios. Quando vocês proponhe se aproximar dela com cautela, querendo conhecê-la e fazer com que ela conheça vocês antes de contar à verdade pode dar errado. Ela é muito esperta. Não vai achar normal vocês entrarem na vida dela assim, ainda mais depois de ontem.
- O que houve ontem? Ethan pede.
- Seu pai à chamou de filha várias vezes durante o atentado. Ele ajoelhou e suplicou para o homem soltar à filha. Ela ficou impressionada, comentou isso comigo ontem. Disse que você parecia convicto no que falava. Então não acho que vocês tenham tempo para conhecê-la agora é nem ela à vocês. Que contem à verdade, pois ela ficará abalada e se afastará de tudo, mas depois ela poderá abrir o coração para vocês fazerem parte da vida dela. Termino de falar.
- Eu concordo com Christian. Ana é muito esperta. Se esconder dela isso, ela pode odiá-los.
- Contem e se aproximem dela aos poucos. Elliot já trabalha com ela, e à mesma gostou de cara dele. Então não percam tempo, pois pode piorar. Digo pensando em como ela vai ficar.
- E quanto à Elena? Kate questiona com raiva.
- Essa será denunciada. Quero essa mulher pague cada dia, cada minutos e cada momento que eu perdi do lado da minha filha. Minha madrinha fala com ódio nos olhos.
- Vamos resolver com Ana primeiro, depois podemos prender à maldita primeiro. Ethan fala. Eu nem acredito que tenho minha irmã novamente.
- Nem eu filho. Eu esperei tanto ter à minha menininha nos braços. Carla fala abraçando Ethan.
- Mas se ela fugir? Elliot pede
- Podemos colocar um segurança atrás dela. Isso não é problema para mim. Digo já sabendo que ela pode suspeitar de algo e querer fugir.
- Então quando vamos contar à ela? Minha madrinha pede ansiosa.
- Vamos esperar hoje e amanhã, ela ainda está abalada e assustada com que aconteceu ontem. Digo e eles concordam.
- Meu coração não vai aguentar de felicidade quando à ver.
- Ela é sua cara quando mais nova amor. Meu padrinho diz e eu pego à foto que tem na minha mesa do nosso casamento. Mostro minha madrinha e ela coloca à mão na boca surpresa e assustada.
- Não pode ser. Ela é idêntica à mim quando mais nova.
- Eu disse que ela parecia alguém, mas não lembrava que era à Sra mamãe. Elliot diz.
- Meu Deus, eu deveria ter ido pra Fundação quando vocês me pediram. À essa hora ela já saberia que era minha filha e estaríamos bem. Carla está muito emocionada.
-Mas não fique assim mamãe, vamos paparicar ela muito ainda. Vamos ter que ter calma e paciência no começo, porém vamos conquistá-la.
- Assim espero meu filho. Carla diz confiante e espero mesmo que Ana abra seu coração para eles. Eles não tiveram culpa disso. Elena é uma maldita.