CAPÍTULO 20

3111 Palavras
Estava no barzinho conversando com todos, rimos do tempo da faculdade, mas eu não deixava de prestar atenção em meu relógio de pulso. Christian estava demorando, e eu estava apreensiva com isso. Será que ele não voltaria para casa hoje? Droga, eu não queria dormir novamente sozinha, na verdade não queria ficar sozinha naquela casa enorme. - Então Ana, seu marido não vai chegar? Briana questiona meio desconfiada. Ela e Amélia tem me questionado à todo momento sobre meu marido. Será que elas sabem de quem se trata? Eu não tinha visto nada nos jornais quando nos casamos. Na verdade não me interessei nisso quando nos casamos. - Ele já deve está à caminho. Falo com um sorriso falso no rosto. Essas duas eram as falsas da faculdade. Nem sei como conseguiram entrar, pois são burras demais. Não sabem nada e não conhecem nada. - Nossa, já temos uma hora que estamos aqui e você disse que ele estava chegando. Acho que não vem hein. Amélia fala piscando para Briana. Deixo essas estúpidas para lá e volto à conversar com os outros. Pierre estava contando sobre sua ida à Marrocos com sua namorada e que eles quase foram presos por saírem de mãos dadas na cidade. Até explicarem que eram estrangeiros e que não sabiam do costume do país, ficaram horas presos no hotel. Acabamos rindo da situação. - Boa noite!! Christian aparece olhando para mim e sorrio para ele. Todos respondem um boa noite, e eu sorrindo me levanto para apresentá-lo. - Gente deixa eu apresentar para vocês. Digo e antes que eu chegue perto dele Amélia se levanta com maior sorriso e pega mão dele. Vaca. Está achando que ele é dela? Vou mostrar de quem ele é. - Nem precisa dizer Ana, sabemos muito bem que ele é o famoso Christian Grey. Amélia diz sorrindo para ele como se fosse íntima do mesmo. Olho para as mãos deles juntas e minha vontade é de cortar à mão dela e dar de prêmio para um cachorro, porém antes que isso aconteça ele percebe minha cara e tira à mão dele da dela. Mas vamos acabar com essa euforia e esse sorrisinho vaca. - Eu não iria apresentar o empresário Christian Grey Amélia, mas sim meu marido Christian Grey. Digo olhando para ele, e depois olho para Amélia que está com cara de quem comeu e não gostou. - Seu... Seu marido? À vagabunda gagueja. - Sim. Meu marido. Respondo tirando ela sutilmente de perto dele. Mas a minha vontade era jogar ela no chão. Levo ele comigo, pois separei à cadeira dele perto de mim. Eu separei essa cadeira pra você. Digo e ele me olha sorrindo. - Porque não convidou à gente para seu casamento Ana? Amélia questiona em desgosto. - Porque à cerimônia foi toda aqui em Seattle e estávamos nas férias, não tive muito tempo de achar o endereço de cada um. Nunca convidaria essa vagabunda para meu casamento. Pego na mão dele e o mesmo entrelaça nossos dedos. - É meio surreal você ter casado com Christian Grey. Briana diz. Outra vaca. Como você conseguiu? - Não sei até agora como eu conseguir Briana. Respondo simplesmente. Não tenho que dar explicações da minha vida. - Como vocês se conheceram? Amélia questiona com desdém. Christian começa à falar. - Eu conheci quando à mesma trabalhava em um café em Portland. Meu marido responde sorrindo. - Nossa em um café? Que momento sem graça para se conhecer uma pessoa. Quando eu falo que ela é uma vaca ninguém acredita. Porém eu adoro contar esse momento dela e ela odeia. - Será mesmo? Não acredito que poderia ter um lugar tão inusitado para conhecer alguém. Acredito que aquela vez na boate em Portland, você conheceu seu ex caído de bêbado na calçada perto do seu carro e nem assim você deixou de namorar-lo por ser um lugar estranho. Ainda mais que depois ele estava com você, e nos apresentou a ele que só caía de bêbado em cada evento nosso. Todos na mesa começam à rir lembrando da situação e Amélia fica com uma cara de raiva. Voltamos a conversar com todos e as vaquinhas perderam à graça. Quase não se ouvia à voz delas. Mais tarde questionei à Christian se ele estava bem. Ele me disse que sim, mas que queria ir embora fazer amor comigo. Aquilo me arrepiou inteira. Bebi um pouco da minha tequila e disse à todos que iríamos embora. Me despedir deixando claro que podíamos marcar novamente um encontro. Em casa nós dois estávamos sedentos um pelo outro e não paramos de fazer amor até estarmos bem saciados. Os dias estavam passando e minha vida com Christian estava bem melhor, quase não brigávamos mais, claro que sempre tinha essa insegurança dele, mas eu não deixo isso se transformar em brigas. Depois de fazer amor com meu marido hoje pela manhã, eu já estava na Fundação. Hanna começou à trabalhar para mim à algumas semanas e ela está se saindo bem, e também está bem animada. Ela havia saído para pegar uns dados nas instituições para mim, pois eu estou agarrada com tanto de casos de maus tratos à idosos que surgiu. Como alguém tem coragem de fazer m*l à pessoas que cuidaram deles à vida toda? Como um filho ou uma filha deixa à mãe desamparada dessa forma? Eu jamais teria coragem de fazer isso. Minha mãe sempre será prioridade na minha vida. Eu à amo muito e não me imagino sem ela, apesar de tudo que vivemos. De repente escuto vozes alteradas e me levanto para saber o que está havendo. Vou para o hall de entrada e vejo olhos assustados, chego mais na recepção e meu coração gela com um homem segurando uma arma e apontado para todos. O que será que ele tem. - Cadê minha mulher? Ele grita não direcionando à arma para ninguém específico. - Cara calma. Abaixa à arma pois à polícia está vindo e você pode se dar m*l. Um dos visitantes fala e o homem armado, olha para tudo quanto é lado. Seus olhos vem para mim e ele me puxa apontando à arma para mim. - Eu não vou fazer m*l à ninguém, eu só quero minha esposa e filha de volta. Mas se à polícia chegar aqui eu mato ela. Ele diz alterado e meus olhos enchem de lágrimas. - Quem é sua esposa? Peço tentando ficar calma. - Hanna e Bella. Elas são minhas, mas aí vocês se intrometeram na minha vida e ela não quer mais nada comigo e até saiu de casa. - Olha, fique calmo, Hanna realmente está aqui, mas ela está trabalhando. Ninguém, escuta bem, ninguém à predeu aqui. Ela pode sair à hora que quiser. À Fundação não existe para prender ninguém, as pessoas ficam aqui porque querem. Digo mais calma possível. - Mentirosa. Ele grita apontando à arma na minha cabeça. Fecho meus olhos e respiro fundo. Não posso deixar ele perceber que estou nervosa. - Me larga, essa Fundação é minha. Um homem entra nervoso também. Olho para ele e o mesmo me olha. Carla? Ele grita olhando para mim. Coçar seus olhos parecendo não acreditar no que está vendo. Carla? Ele começa à chorar e cai no chão. Eu não acredito que encontrei você. Eu não estou entendendo o que está acontecendo e nem as pessoas à minha volta. Paul vai até o homem. - Sr Steele, o Sr está bem? Paul pede. Ele olha para Paul e depois para mim. - Minha menina. Minha menina. Eu não acredito que eu encontrei à minha menina. Ele fala com seu rosto banhado em lágrimas. Ele se agacha e vem rastejando até à nós. O que ele está fazendo. - Sr Steele, não. Paul grita, mas ele não parar. - Por favor rapaz, solta à minha filha. Filha? O que ele está falando? Eu vivi anos sem ela, e agora que eu à encontrei não quero mais viver sem ela. Eu preciso dela. Não à tire de vez da minha vida, da minha família. Ele pede ainda de joelhos suplicando. Seu choro não cessa. - Sr, eu só quero à minha mulher e à minha filha. O marido de Hanna grita nervoso. Ele força mais à arma na minha cabeça, e isso doí. - Por favor solta ela. Eu troco à vida dela pela minha. Ele pede se arrastando mais. - Pai. Elliot aparece gritando. Pai o que você está fazendo? Elliot pede tentando se aproximar, mas o cara aponta à arma para ele. - Fica parado aí, se não ela morre. - Calma, vamos ficar calmo. Elliot diz fazendo gesto com à mão. Pai volta. - Eu não vou. Sua irmã está aqui na minha frente e eu não vou deixar ninguém fazer mais m*l à ela do que já fez. Elliot estranha e me olha. - Pai, não, essa é Anastásia, esposa do Grey. Ele olha para o filho e depois volta o seu olhar para mim. - Vocês sabiam que ela tinha aparecido e não nos falou nada? Grey e você sabiam o que estávamos passando, e não falaram nada. O pai de Elliot grita chorando. - Pai, não. Você está confundido. Elliot tenta, mas seu pai está iludido. - Não é verdade. Os mesmos olhos, o sorriso da sua mãe. Eu estou vendo sua mãe escrita aqui na minha frente quando era mais nova. Ele não deve está bem mesmo. Ele chora igual uma criança. Por favor solte ela. Ele súplica novamente. - Pai. Elliot tenta mais uma vez desesperado. Ouço barulhos de sirenes e uma confusão na porta. Christian entra seguido por Kate. O que ela faz aqui? Três policiais entram com à arma em punho. - Solte à Sr. Um dos policiais pede. - Eu só vou soltar quando tiver à minha mulher e filha de volta. Vejo Christian passar as mãos na cabeça nervoso. - Olha prometemos trazer sua mulher e sua filha aqui, mas precisamos que o Sr seja racional e solte à moça. - Nada vai acontecer se trouxer a minha família. O homem grita. - Por favor, não me deixe sem minha menina de novo. Não faça nada a ela, faça à mim. Eu morreria de vez se algo acontecesse à ela. O pai de Elliot diz e tenho certeza que ele não está bem. À tensão está grande. Estão todos apreensivos com que vai acontecer. Também temo pela vida do pai de Elliot que não para de chorar e pedi pela minha vida. Eu não gostaria de ser responsável pela morte ou ferimento dele. Ele parece uma pessoa que sofreu tanto e ainda sofre. Sei do que aconteceu com ele e sua família e isso me dói. Me dói mais ainda ele achar que sou sua filha perdida. À polícia continua tentando uma negociação com esse homem que parece bêbado e que se drogou. Ele está agitado e não larga e nem tira à arma da minha cabeça. Vejo quando Hanna entrar com um policial. Seu rosto é de desespero e ela começa à chorar. - Por favor Lucca, solte ela, o que você está fazendo? Hanna pede assustada. - Que bom que você chegou. Eu quero você e minha filha de volta. O homem diz amolecendo seus braços sobre mim. - Tudo bem. Eu estou aqui. Solte ela agora. - Cadê à nossa menina? Ele pede sem me soltar. - Ela está na creche aqui perto. Podemos ir buscá-la, só solte ela. Ela tenta mais uma vez. E ele desce à arma sem me soltar. Coloca à mesma no chão e depois me solta. Levanta sua mão para alto. - Me perdoe moça, eu só queria minha família de volta. Ele pede olhando para mim. À polícia o puxa e do nada o pai de Elliot me abraça e começa à beija todo meu rosto chorando. - Minha menina, é você. Eu não acredito que é você. Sua mãe ficará muito feliz porque achamos você. Ele fala olhando para mim chorando. Vejo Christian e Elliot se aproximando. - Padrinho, você está nervoso, não é ela. Meu marido diz calmo. - Sim. É ela, e vocês dois sabiam o tempo todo e não disseram nada. - Pai você está enganado. Solte Ana. Ela precisa ir ao hospital para ver se está tudo bem com ela. - Não, não estou. E eu vou com você minha menina. Nunca mais vou deixá-la. Eu olho para Christian sem saber o que fazer. Eu estou com pena dele, é palpável seu desespero. - Calma. Eu não preciso de médico nenhum. Eu estou bem. - Amor, acho que você precisa ser avaliada. Christian pede olhando para mim. - Eu estou bem. Eu só quero ir para minha sala e sair do meio dessa confusão. Digo me distanciando dos três que estavam em cima de mim. - Pai, vem pra minha sala. Vamos conversar. Elliot pede. - Eu não farei isso. Eu já disse que não me afastarei dela. O pai dele diz vindo novamente para meu lado. - Pai, por favor, Ana acabou de passar por algo traumático. Vamos dar um tempo ela. Elliot pede eu não consigo ficar aqui vendo à cara de pena que o pai dele transmite para mim. Uma dor em meu peito surgi por vê-lo assim. - Eu não vou me afastar dela mais um vez. E muito me admira você, ela é sua irmã. Eu não quero ficar ouvindo isso. - Sr Steele... - Não filha, eu sou seu pai. Passei 21 anos querendo ouvir você me chamando de pai. - Padrinho. Christian intervém. Ela não vai fugir, e outra, ela é minha esposa e vai estar na minha casa. Fique calmo. - Eu só estou com medo que ela desapareça como à 21 anos atrás. Ele fala pegando em minha mão e depois me abraçando forte, e eu acabo o abraçando também. Meus olhos enchem de lágrimas por vê-lo assim. Vejo Kate parada chorando atrás dele, e eu queria entender o que ela faz aqui, e porque está chorando. - Padrinho, deixe Ana respirar um pouco, deixe eu chamar um médico aqui para ver se ela precisa ser avaliada no hospital. O Sr Steele desgruda de mim e me olha com ternura. - Eu vou deixar minha garotinha. Mas eu não vou te perder de novo. Estarei aqui esperando por você. - Tudo bem. Digo simplesmente. Eu não sei o que dizer para ele. Queria falar à verdade, queria dizer que não sou à filha perdida dele, mas era quebrar mais ainda seu coração. Eu prefiro que ele acorde dessa ilusão com ajuda dos filhos e de Christian. Fui para minha sala acompanhada por Christian e Kate. Me sentei atordoada com tudo que aconteceu. O que você está fazendo aqui Katherine? Pedi assim que levantei minha cabeça e olhei para à figura parada na porta. - Eu soube e quis vir. Eu não suportaria se algo acontecesse à você. Sorrio de canto. - Eu estou bem. Digo - Vamos embora pra casa. Eu vou chamar um médico para te examinar lá em casa. Christian pede me olhando com cautela. - Eu não preciso de médico, mas quero sim ir pra casa. O dia foi bem cansativo, e olha que ele nem terminou. Ele pega minha bolsa e eu me levanto. Katherine, eu estou bem. Obrigada pela sua preocupação. Digo passando por ela. - Eu sinto à sua falta. Olho para ela e não respondo nada. Christian, eu ainda quero falar com você. Ela diz e eu olho pra ela e pra ele. - E eu posso saber do que se trata Katherine? Indago cruzando os braços. - Você saberá. Ela diz somente isso e passa por mim e Christian. - O que ela quer com você? Indago desconfiada. - Eu não sei. Ela não me disse. - Eu não quero saber de você dando dinheiro para ela ou minha mãe. - Eu não darei. Eu estou falando sério Christian. Se eu souber que você anda sustentando as regalias da minha mãe e de Kate, eu acabo com nosso casamento em um segundo. Mando tudo à merda sem me importa, sem olhar para trás. Eu não quero mais que dinheiro seja um peso pra nós. - Nem eu. Não se preocupe porque eu não farei nada do tipo. Eu realmente não sei o que ela quer. - Vou confiar em você. Respiro fundo. Em casa eu já havia tomado banho e estava deitada na cama no meu quarto. Eu não sei o que tinha, mas estava com medo, e também não sei de onde esse medo vem. - Eu ainda acho que deveria chamar um médico aqui. Christian diz trazendo algo para eu comer. - Eu estou bem. Digo simplesmente. - Porque está tão calada? Não gosto de te ver assim. Não quero te ver assim de novo. Custei à te trazer pra mim, fazer você se abrir e agora você está aí calada desde à hora que saiu da fundação. Ele passa à mão no meu rosto. - Desculpe, não é nada com você. Eu só estou com medo. Ele me olha incrédulo. - Medo? Medo de que? Ele questiona surpreso. - Eu não sei. Eu não consigo saber o que é, mas algo dentro de mim está me apavorando. - Fica calma. Eu jamais deixaria algo te acontecer. Então não se preocupe. Olho para ele. - Seu padrinho me olhava e me venerava de uma forma tão estranha. Ele tinha convicção do que estava falando. Estou preocupada com ele. - Meu padrinho sofre muito Ana. Não leve em consideração o que ele fala. Ele entrou em desespero por ver você ameaçada. - Não tinha o porque Christian. Eu não sou nada dele, e mesmo assim seu desespero era palpável. Digo me levantando. - Ana, come um pouco. Eu liguei para minha mãe e ela pediu para te dar um calmante. Você está impressionada com tudo que aconteceu hoje. Amanhã você estará melhor. - Eu não quero comer. Eu só quero dormir mesmo para esquecer esse dia. - Tudo bem, não vou forçar. Eu só quero que você fique bem e tenha em mente que nada vai te acontecer. Eu não vou deixar nada te acontecer. Ele fala me dando um selinho. Me leva até à cama e me coloca na mesma. Fecho meus olhos e só vem na minha cabeça aquele homem de joelhos suplicando pela minha vida. Dizendo que eu era filha dele e que não queria me perder de novo. À sensação estranha me toma novamente. E tudo que eu quero é que essa sensação passe.
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