CAPÍTULO 34

2253 Palavras
Eu estava com raiva de Christian defender tanto Leila. Será que eu estava com tanto ciúmes, e até mesmo medo que ele visse nela o que não vê em mim, que estava vendo coisas? Não é possível. Ela parecia querer fazer de tudo para que ele à percebesse, até mesmo deixou seu perfume nele. Aquilo foi o estopim para mim. Não queria sentir o cheiro dela e nem de nenhuma mulher que não fosse o meu nele. Então tratei de colocar fogo na roupa dele e na minha. Me arrumei toda para ele, e o mesmo conseguiu estragar o que havia preparado para nossa noite. No outro dia na Fundação, fiquei pensando em como colocar ele em seu lugar e também colocar Leila. Minha mente estava à mil, e mesmo sendo virgem quando Christian me conheceu, eu sei muito bem como usar o sexo para convencê-lo. Ele tinha que acordar e tirar Leila das nossas vidas assim como fiz com John. Carla estava à todo vapor com as mudanças que faríamos na Fundação. Ela estava animada e toda hora me perguntava o que eu achava. Não sei se ela queria mesmo minha opinião, ou queria puxar conversa comigo sobre trabalho, já que nunca mais falamos do assunto do sequestro desde o dia da nossa casa. Eu sei que uma hora terei que conversar com ela e Ray sobre isso, ainda não me sentia aberta à esse assunto, por mais que expulsei Elena da minha vida, eu ainda não sentia que tenho um lugar no mundo, já que tudo foi me tirado. À noite fiz questão de colocar uma roupa bem provocante para chamar à atenção do meu marido para mim. Ele não podia mais ficar dando atenção à Leila. À mesma era maior de idade e poderia muito bem se virar sozinha. À cara dele foi à melhor. Ele estava gostando do que via, mas ao mesmo tempo com medo do que eu poderia fazer. Tratei de deixar ele ciente do que queria. Não quero mais Leila e nem mulher nenhuma em nossas vidas. Acredito que meu recado foi dado e assim resolvermos nossas diferenças. Deixei ele resolver sozinho com Leila e caso não fosse resolvido, eu iria atrás dela colocá-la em seu lugar. Assim como ele não gosta de nenhum homem perto de mim, eu também não gosto. Fizemos amor como ele queria, e depois dormimos. Já estava na Fundação. As coisas aqui estavam uma loucura. m*l tínhamos tempo para respirar. Escuto uma batida na porta da minha sala. Peço que entre. Carla aparece sorrindo e eu me enxergo muito em seu olhar e seu sorriso. - Bom dia Ana, tudo bem? Ela pede entrando. - Bom dia Carla, tudo e você? Ela se senta muito sorridente. - Então, vamos conversar sobre o que faremos semana que vem? - Pode ser. Pego minha agenda. - O lugar já está pronto para receber todos. Queria que você fosse comigo para vermos como ficou. Ela pede ainda sorrindo. - Tudo bem. Podemos ir quando você quiser. - Vamos agora, então. Eu estou muito animada e eufórica para ir lá. - Ok. Me levanto e pego minha bolsa. Fomos no carro que é dirigido pelo segurança dela. Ela não parava de falar que à Fundação cresceu muito. E temente ela tem crescido e muitas pessoas vem em busca de um abrigo, e cuidados que família não querem dar. Chegamos no lugar e estava um encanto. Eu só queria saber onde ela conseguiu esse lugar enorme. Aqui tem quase 300 quartos grandes. Lugares para todos. Um jardim enorme, cozinha enorme também. Sala ampla de jogos e cinema. Um espaço ótimo para todas as pessoas Vivem tranquilas. - Gostou do lugar filha? Olho para ela e à mesma fica sem graça. Desculpe, mas está sendo difícil te ver e não te chamar assim, está difícil saber que te encontrei e não poder ter você em meus braços, na nossa casa. Ela suspira e chega perto de mim. Filha eu sei que é difícil passar o que você passou. Entendo que aquela mulher tenha feito algo que te fez acreditar nela, te deu um amor... - Falso. Digo e ela me olha. Carla, me desculpe, mas eu ainda não estou preparada para conversar com vocês. Sei que um dia isso vai ter que acontecer, mas não hoje. Eu só quero mais tempo. Ela me olha decepcionada. - Você nasceu de mim Ana. Eu vi seu sorriso. Eu vi seu primeiro olhar. Eu sentir você nos meus braços. Você não sabe quando ficamos sabendo que esperávamos você. Ela coloca à mão em sua barriga. Tínhamos tantos sonhos com você, tínhamos tantos planos para ter você em nossos braços, e do nada isso foi nos tirado. Ela começa à chorar. - Por favor não chorar. Digo sem reação. - Eu te amo filha. Te amo muito e nunca deixei de amar apesar do que aconteceu. Pelo contrário, eu te amei dia após dia e também te procurei dia após dia. E agora que você está aqui, é como se você ainda estivesse longe. Ela limpa suas lágrimas. - Como eu disse, preciso de tempo. Isso tudo é novo para mim. Minha vida toda foi uma mentira e ainda errada. Podemos nos conhecer como estamos fazendo na Fundação. Eu não quero resolver tudo de uma vez. Primeiro quero dar uma chance para meu casamento, da atenção ao mesmo, para depois me focar nessa família que desconheço. - Mas eu não quero falar com você somente de trabalho. Eu quero conversar sobre você. Quero saber seus gostos. Quero saber da sua vida. Quero fazer parte disso. Seu pai e eu não ver à hora de você participar da nossa família. Respiro fundo. - Eu só quero que vocês tenham calma e paciência. Elena não é mais do meu convívio. Eu abrir meus olhos referente à ela. Por mim se vocês quiserem até denunciá-la fiquem à vontade. Ela me olha surpresa. - Você está falando sério? Ela pede cruzando os braços. - Sim. Elena me fez muito m*l. Não só me roubando de vocês, como também me deixando cega durante anos. Ela tinha um amor desmedido comigo, porém ela falhou muito comigo também. Ela não soube me amar, somente fazer tudo que ela queria. O amor dela era estranho e tinha sempre que ter algo em troca. Portanto façam o quiser em relação à ela. Agora quanto à nós, me dê um tempo. Minha cabeça está cheia de coisas para colocar no lugar, e pode ter certeza que vocês são uma delas. - Está falando sério? Ela indaga com meio sorriso. - Sim. Só me dê mais tempo para resolver à bagunça que está na minha cabeça. - Obrigada. Você não sabe o quanto fico feliz por se abrir para mim. Seu pai, seus irmãos e eu não vemos à hora de você fazer parte da nossa família. Seu sorriso é amplo e os seus olhos tem um brilho diferente. Não digo nada. Posso te dar um abraço? Ela pede e eu apenas assinto. Ela vem sorrindo e me abraça com força. Eu sempre quis te dar esse abraço. Esperei à 21 anos para ter você aqui minha menina. Espero ter mais desse abraço. Ela fala e eu sorrio fraco para ela. Depois desse momento continuamos olhando à casa e quando fomos embora, aproveitei que já era hora do almoço, fui à farmácia comprar um remédio já que não tinha tomado minha pílula ontem. Comprei e tomei com a água que também comprei. Queria fazer uma surpresa para meu marido e fui à empresa dele. Ele teve uma surpresa e assim fizemos amor. Estávamos já deitados no sofá em sua sala. Ele fazia carinho em meus cabelos e eu queria ficar aqui, mas tinha que voltar. - Amei nosso almoço. Ele fala alisando ainda meus cabelos. Podia fazer isso mais vezes. Sorrio com isso. - Quem sabe você tenha mais sorte. Indago com preguiça de levantar, mas eu tenho. - É mesmo? Me levanto. - Eu preciso voltar para à Fundação. - Mas você almoçou? Sua preocupação é evidente quanto a isso, mas eu não tenho tempo. - Não. Eu sair para comprar uma pílula do dia seguinte, já que ontem eu esqueci de tomar meu remédio, então resolvi passar aqui e te fazer uma surpresa. - Por mim você não precisa tomar remédio. Pode até parar. Nem pensar nisso. - Eu não quero ter filhos, você sabe disso. Vejo rugas na sua testa. - Achei que como estamos bem, você tivesse mudado de idéia. - Não. Eu não me vejo sendo mãe. Eu não quero ter filhos. Não é algo que cresce em mim para fazê-lo. Ainda mais depois da criação de Merda que tive. O que seria dessa criança, com uma mãe como eu? - Mas eu me vejo sendo pai Ana. Droga. Olho para ele e suspiro. - E como vamos fazer então? Porque eu disse desde o começo que não queria filhos. Será só nós dois o resto da vida. Enfatizo o que já tinha dito e estava certo ao meu ver. - Achei que você tinha dito aquilo por raiva da situação, por achar que seria infeliz ao meu lado, mas nunca achei que esse fosse realmente sua vontade. - Pois é à minha vontade. Eu não quero ter filhos. E vou fazer de tudo para evitá-los. Sei que não estou pensando nele, somente em mim, mas também estou pensando em uma possível criança que poderia ser revoltada com à vida igual eu. Eu não quero isso. Esse sentimento ainda está em mim por tudo que aconteceu. - Você está falando sério? Ele está incrédulo. - Sim. Muito sério. E te faço à pergunta novamente. O que vamos fazer então? Pois eu não quero e você quer. Coloco nas mãos dele. Não quero nunca que isso seja um fator para um possível divórcio. - O mais lógico é um ceder. - Então acho mais fácil você ceder, porque eu não vou abrir mão da minha decisão. Para se ter um filho precisa de duas pessoas, e se é eu que vou ter que gerar e carregar essa criança dentro de mim não quero, não vamos ter. Por mais que eu perceba o amor dele e o meu amor por ele, eu ainda estou revoltada com tudo que aconteceu. Elena me fez muito m*l, eu me deixei fazer muito m*l. E não sou uma pessoa boa para criar uma pessoa. Sou amarga, sou triste, eu não sou alegre porque toda vez lembro da minha vida, eu me perco no mar de tristeza. Lembro de Carla dizendo sobre como ela me esperou, como ela ficou feliz ao saber que era uma menina. Como será eu assim? Como será que posso demonstrar felicidade diante de tudo que passei e ainda sinto. Não acho melhor não. Mas em contrapartida, tem o homem que me ama, que somente com ele me sinto em paz e feliz, esqueço de toda Merda. Christian. O chamo sentando do lado dele. Eu não quero que isso seja um problema entre nós. Eu não sou o tipo de pessoa que me vejo sendo mãe. E se você quiser isso agora eu não vou poder te dar. - Algum dia então você me dará? Ele questiona e eu fico pensando. - Não sei. Eu estou falando o que sinto hoje. Eu não pretendo ter filhos em momento algum da minha vida. Se minha mente vai mudar amanhã eu não sei, eu só sei que meu sentimento hoje é esse. E não quero que isso seja um problema para nós dois. Você pode está me achando egoísta, intransigente, até mimada, mas eu não me vejo sendo mãe. Ele me olha perdido. Droga. Estávamos bem e só esse assunto aparecer que desmorona tudo. Isso hoje é importante para você? - Hoje não, mas em algum momento da nossa vida isso será importante para mim. E eu vou sofrer demais se você não quiser realizar esse sonho. - Vamos fazer o seguinte. Vamos dar um tempo para nós. Estamos nos conhecendo. Estamos nos entendendo. E não quero que isso seja uma cobrança diária para termos uma briga. - Isso quer dizer que não é um assunto encerrado? Ele pede esperançoso. - Por enquanto é. Porém daqui alguns anos podemos conversar sobre isso. Espero que daqui à alguns anos minha mente esteja de outra forma para não decepcioná-lo. Você aceita? Indago esperando uma resposta dele. - Eu posso aceitar isso. Mas já digo que não vou tirar da minha mente e coração o desejo de ser pai, então que você trabalhe isso em você. Eu não quero ser só nós dois o resto da vida, eu quero alegria dentro da nossa casa. Quero correria, quero festas de aniversário, quero ser chamado de papai, quero ensinar à andar de bicicleta, jogar bola. Quero ir no primeiro dia da escola. Ele tem todos os seus planos já feitos. - Ok, podemos conversar sobre isso em outro momento. Digo me levantando. Eu preciso voltar para à Fundação. Ele se levanta e me puxa para ele. - Eu também não quero que isso seja um problema entre nós. Eu só quero que você trabalhe isso em sua mente e principalmente no seu coração. Vamos sim conversar sobre isso em outro momento, e espero de coração que você esteja mais aberta à me dar um filho. - Tudo bem. Digo e ele me dar um beijo gostoso. E espero mesmo que não tenhamos problemas.
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