Episódio 6

1837 Palavras
Sexta-feira era o dia sagrado deles. Nada, nem mesmo o escritório de advocacia ou os seus projetos arquitetônicos, poderia interferir na noite. Sebastian havia reservado uma mesa no L'Ambroisie, um restaurante intimista com vista para o parque, onde a luz de velas e as paredes de veludo azul criavam um refúgio de exclusividade. O ar cheirava a vinho tinto envelhecido, trufa n***a e o perfume floral de Elizabeth; naquela noite, ela parecia mais radiante do que nunca. Na mesa, o banquete era uma demonstração de elegância: confit de pato que derretia ao toque e um risoto de açafrão que cintilava na luz suave. Sebastian pegou a mão da esposa sobre a toalha de linho branco, acariciando delicadamente a sua aliança com o polegar, enquanto ela o olhava com uma devoção que, por um instante, ele sentiu que não merecia. — Sebastian. Disse ela, baixando a voz para um sussurro, emocionada pela noite. — Tenho pensado muito sobre nós e sobre o que construímos juntos. As nossas carreiras estão no auge, temos a nossa casa, este estilo de vida, mas sinto que nos falta algo que dê sentido a tudo isso. Sebastian a olhou atentamente, colocando a sua taça de Cabernet na mesa. Ele m*al havia bebido vinho, mas com o que o aguardava naquela noite, ficar bêbado era a melhor coisa a fazer. — O que você quer dizer, Liz? — Quero dizer, formar uma família. Ela disparou com um sorriso que iluminou o ambiente. — Quero ter filhos com você. Acho que, depois de todos esses anos, é hora de pararmos de ser apenas nós dois. Quero ver uma parte de você e uma parte de mim correndo pela casa. Quero acordar e saber que a nossa maior obra-prima não é um prédio ou um caso que ganhamos, mas uma vida. Sebastian sentiu uma pontada no peito, uma mistura de amor genuíno e a sombra da sua vida dupla se contorcendo dentro dele. No entanto, a sua máscara de marido perfeito caiu rapidamente quando ela o olhou com aqueles olhos aos quais ele não conseguia resistir. Ele se inclinou para ela e apertou a sua mão com mais força. — Nada neste mundo me faria mais feliz do que ter filhos com você, Elizabeth. Ele respondeu com uma sinceridade que até o surpreendeu. — Você é a mulher da minha vida. Eu a vi criar meticulosamente cada detalhe dos seus projetos, com aquela paciência e amor que só você consegue dar, e sei que você seria uma mãe excepcional. Eu seria o homem mais orgulhoso segurando a mão do nosso filho. Elizabeth sentiu os olhos marejarem. Ela esperava que ele dissesse que precisava de tempo, que precisava pensar a respeito, e não que dissesse sim. — Você realmente acha isso? Ela perguntou, entrelaçando os seus dedos aos dele. —Às vezes, tenho medo de que o trabalho nos consuma. — Não vou permitir. Disse ele firmemente, como se fosse deixar Victoria por ela. —Nosso filho seria o centro de tudo. Eu o imagino através dos seus olhos, e acho que seria a expressão máxima de quem somos. E, sinceramente, m*al posso esperar para começar a praticar. — Quero que esta noite seja o início dessa jornada. Elizabeth corou, rindo baixinho enquanto o garçom servia uma sobremesa de chocolate amargo. Naquele momento, cercados de luxo e promessas de paternidade, eles pareciam o casal mais sólido e amoroso da cidade. Eram quase um exemplo para os casais que discutiam nas mesas ao lado, ou para os garçons exaustos. — Eu te amo muito, Sebastian. Ela sussurrou, acreditando em cada palavra que saía dos seus lábios. — E eu te amo, Elizabeth. Ele respondeu, embora, num canto escuro da sua mente, a imagem de Victoria e a lareira no seu escritório ainda ardiam, esperando o momento de explodir novamente. O desejo de Elizabeth se acendeu com as palavras dele, e aquela faísca se transformou numa necessidade urgente que ela m*al podia esperar para chegar em casa. Os seus beijos eram como lobos famintos devorando-os. Após o jantar, a atmosfera no caminho para casa estava carregada de uma expectativa eletrizante. Elizabeth se sentia mais conectada do que nunca depois da promessa de formar uma família. Ao entrar em casa, o ar estava denso de desejo reprimido. Ela serviu duas taças de vinho, mas m*al tocaram os lábios antes de Elizabeth o conduzir ao quarto, despindo-se pelo caminho e deixando um rastro de seda no chão de madeira. Sebastian começou a beijá-la apaixonadamente, tentando reacender a sua própria chama interior, mas o calor da esposa parecia estranho em comparação com a aspereza de Victoria. Ele distribuiu beijos pelo abdômen dela até chegar à sua vag*ina. Afastou as suas coxas com urgência, expondo o seu c**t*óris delicado à luz tênue dos abajures, e penetrou entre as suas pernas. ‌Ele enterrou o rosto na vag*ina macia dela e, usando a língua com destreza técnica, chupou o c******s sensível e inchado com uma força quase animalesca, ouvindo os gemidos de Elizabeth ficarem mais agudos e erráticos. Ele cravou os dedos na vag*ina apertada da esposa e, enquanto movia a língua experiente sobre o clitó*ris, os dedos a penetraram longa e profundamente. Mas, na sua mente, a língua que sentia não era a sua, mas a de Victoria, traçando o contorno do seu pên(is no escritório. O gosto de Elizabeth era doce, familiar, mas ele ansiava pelo gosto pecaminoso da parceira. Elizabeth arqueou as costas e cravou as unhas nos lençóis de algodão egípcio, perdida num prazer que acreditava ser compartilhado, enquanto Sebastian lutava para se manter ancorado na realidade. ‌​​Buscando desesperadamente recuperar o controle da sua própria excitação, ele decidiu mudar o ritmo para algo mais agressivo e primitivo. Ele se levantou, o pê*nis já duro pela lembrança proibida, e a virou bruscamente na cama, colocando-a de quatro, com as nádegas empinadas na sua direção. Ele a penetrou com uma estocada poderosa e profunda, ouvindo o impacto seco da sua pélvis contra as nádegas dela. Naquela posição, ele buscava o eco da selvageria que experimentara na cobertura de Victoria. Ele agarrou os seus quadris com violência, cravando os dedos em sua pele até deixar marcas vermelhas, batendo seu corpo contra o dela com estocadas rítmicas e brutais que faziam a cama ranger. Com uma das mãos, ele a envolveu pelo torso, apertando os seus se*ios com força e beliscando os seus ma&milos, buscando a dor do prazer, na esperança de que esse toque de agressão a permitisse alcançar o clímax que lhe escapava por entre os dedos. — Sim, assim mesmo! Sebastian! Dá mais forte! Elizabeth gritou, entregando-se à emoção de vê-lo tão intenso, pensando que era o fogo do seu amor que o impelia a possuí-la com tamanha avidez. Trocaram de posição repetidas vezes. Ele a virou de frente para si, penetrando-a enquanto levantava as suas coxas e chupava os seus ma*milos. Depois, de lado, erguendo as suas pernas até os ombros dele para ir ainda mais fundo, tentando todos os ângulos, todos os truques sujos que conhecia para enganar o seu próprio desejo. A umidade de Elizabeth o envolvia, mas quanto mais ele tentava, mais vazio se tornava. Na sua mente, as imagens de Victoria, as suas unhas cravando nas suas costas enquanto zombava da sua fidelidade, as suas palavras obscenas sussurradas no seu ouvido, implorando para que ele a usasse, chamando-a da sua cad*ela, e o toque frio da sua gravata prateada contra a sua pele nua se erguiam como uma muralha intransponível. Eli era ternura, ela era lar, ela era a mãe dos seus futuros filhos; E Sebastian, naquele momento de danação, só queria a guerra, o suor amargo e a imundície da sua amante. Após longos minutos de investidas que já se tornavam mecânicas, forçadas e exaustivas, Sebastian sentiu o seu corpo ceder. O suor ardia nos seus olhos e a fadiga muscular dominou a sua libido. A conexão entre a sua mente perversa e o seu se*xo foi abruptamente cortada, como se uma guilhotina tivesse caído sobre o seu pê*nis. A sua ereção vacilou completamente, desaparecendo dentro dela como um fogo subitamente extinto por uma chuva gélida. — Droga... Ele gemeu, afastando-se bruscamente e desabando sobre os lençóis, encharcado de suor e enojado com a sua própria impotência diante da esposa. — Mil vezes mer*da! O silêncio que se seguiu foi sufocante, quebrado apenas pelo som das suas respirações irregulares. Elizabeth congelou, seu corpo tremendo, sua pele ainda ardendo, não de prazer, mas com uma súbita e gélida incerteza que percorreu a sua espinha. — Sebastian? O que houve? Você está bem? Ela perguntou num sussurro, cobrindo o peito com o lençol, sentindo-se nua e vulnerável diante do homem que acabara de tratá-la com tamanha brutalidade. — Diga-me o que há de errado. Sebastian passou as mãos pelo rosto e enxugou o suor. Contar a verdade acabaria com o casamento, então o problema era ele, não ela. Elizabeth era a mulher perfeita. — Não é nada, Liz... sério. Estou exausto. Acho que o vinho e a semana de processos judiciais me afetaram. Ele respondeu, virando as costas para esconder a expressão vazia e a culpa que o corroía por dentro. — É só que... preciso de alguns minutos. Ela viu o infe*rno nos seus olhos e como ele lutava contra os seus dem*ônios interiores. Elizabeth sempre se esforçava para estar impecável, mas sabia que anos de casamento sempre cobravam o seu preço. — É por minha causa, não é? Eu fiz algo errado... você não gosta do jeito que eu faço, ou talvez não me deseje mais. Disse ela, e Sebastian pôde ouvir o nó na sua garganta, o prenúncio das lágrimas que ameaçavam cair. — Me desculpe... — Não diga bobagens, Elizabeth. Você é linda. Eu só preciso dormir. Amanhã é outro dia. Disse ele com uma frieza cortante que a deixou paralisada, mas sem se mover para tocá-la. A noite que deveria ter sido o início da sua nova vida acabou sendo um deserto de dúvidas e ressentimentos. Na manhã seguinte, o sol de Nova York entrava impiedosamente pelas janelas do quarto, e a cama ao lado de Sebastian estava fria. O café da manhã foi desconfortável, com o som de colheres batendo na porcelana como única música de fundo. Elizabeth, que não pregara o olho a noite toda, repassando o que havia acontecido na sua mente, pousou a xícara de café e olhou-o diretamente nos olhos. — Precisamos conversar sobre ontem à noite, Sebastian. Não foi só cansaço. Disse ela corajosamente, embora a suas mãos tremessem levemente sob a mesa. — É a primeira vez que algo assim acontece conosco em cinco anos. A culpa é minha? Eu não te excito mais como antes? Eu te entedio na cama?‌​​‌​‌‌​‌​​​‌​‌‌‌​‌‌​​​‌‌​​‌‌​‌​‌​​​‌​‌‌‍
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