Episódio 3

1784 Palavras
Três dias haviam se passado desde aquela noite no sofá, e a marca que Sebastian deixara no ombro de Elizabeth começava a desbotar, adquirindo um tom amarelado. Ela se olhou no espelho do camarim enquanto terminava de fechar a mala de mão. Chicago a aguardava para uma inspeção de construção de quarenta e oito horas. Era uma viagem relâmpago que, em outra ocasião, a teria deixado exausta, mas a satisfação da última noite juntos ainda a mantinha flutuando numa densa nuvem de prazer. Sebastian entrou na sala, ajustando os botões de punho. Estava impecável, como sempre, e Elizabeth suspirou ao vê-lo entrar como se fosse o dono do lugar. — Tem certeza de que não quer que eu mande o motorista levá-la ao aeroporto? Ele perguntou, inclinando-se para lhe dar um rápido beijo na testa. Um gesto que Elizabeth interpretou como afeto, mas que ele viu como uma forma de criar distância. — Posso ligar para ele agora. — Não é necessário, meu amor. O táxi já está lá embaixo. Ela respondeu, envolvendo-o pela cintura e afundando o rosto no seu pescoço perfumado. — Sinto muito por perder a festa de aniversário da empresa hoje à noite. Sei o quanto isso significa para você e para a Victoria. Sebastian sentiu uma leve onda de adrenalina ao ouvir o nome da sua sócia. Aquela mulher o excitava tanto que a simples menção do seu nome evocava pensamentos impróprios para um homem casado. — Não se preocupe, Liz. São só negócios, discursos chatos e gente querendo se exibir. Chego cedo em casa, prometo. Disse ele, buscando os seus lábios para selar a mentira. — Aproveite por nós dois. Disse ela, dando-lhe um último beijo antes de sair. — Te vejo daqui a alguns dias. Assim que o táxi de Elizabeth partiu pela Quinta Avenida, a atmosfera no apartamento pareceu mudar. Sebastian não se sentia mais sozinho. Sentia-se livre. Caminhou até o seu escritório e ligou para Victoria. Ela atendeu ao primeiro toque, como se já esperasse por isso. — Ela acabou de sair. Foi tudo o que ele disse, com a voz mais grave que o normal. — Te vejo lá hoje à noite. — Perfeito. Então, suponho que não há motivo para você chegar cedo ao baile de gala nem para nós sairmos tarde. Respondeu Victoria com uma risada cúmplice. — Enviei algo para o escritório. Certifique-se de que ninguém veja antes da festa. Movido pela curiosidade e pelo desejo, Sebastian dirigiu-se ao escritório de advocacia. Na sua escrivaninha de mogno maciço, encontrou uma pequena caixa de veludo preto. Dentro, havia uma gravata de seda prateada e um bilhete escrito à mão que dizia: Para combinar com o meu vestido. Hoje à noite, o treino aeróbico é presencial. Era perfeita, e ele não hesitou em vesti-la e sair de casa. A festa de aniversário no Hotel St. Regis foi um espetáculo de opulência. O champanhe corria solto, e a elite jurídica de Nova York lotava o salão de baile. Sebastian estava cercado por um círculo de clientes importantes quando a viu chegar, parecendo uma verdadeira rainha. Victoria Blair não estava apenas caminhando. Ela dominava o espaço. Usava um vestido de seda prateado que se ajustava às suas curvas como uma segunda pele, com um decote profundo nas costas e uma f***a na perna que desafiava qualquer protocolo. Ela parecia uma mulher capaz de destruí-lo naquela mesma noite. Os seus olhares encontraram-se por cima das taças de cristal enquanto ela recebia uma. Não havia nenhum traço de culpa nos olhos de Sebastian, apenas uma intensa expectativa. Nathaniel Sinclair, na outra ponta do bar, observava a cena. Nathan conhecia Sebastian desde a faculdade e sabia ler os seus silêncios. Havia algo no jeito como seu parceiro olhava para Victoria que lhe causava repulsa. Nathan sempre admirara Elizabeth, não apenas por seu talento como arquiteta, mas pela luz que ela irradiava — uma luz que Sebastian parecia determinado a extinguir. Victoria aproximou-se de Sebastian, ignorando deliberadamente os clientes ao redor. Imediatamente, pressionou-se contra ele, deixando o seu braço roçar no dele, e o aroma do seu perfume, um tanto escuro e picante, o envolveu instantaneamente. —Você está usando a minha gravata. Ela sussurrou, num tom baixo o suficiente para que ele ouvisse. — Fica melhor em você do que eu imaginava, mas estou louca para ver você tirá-la. Sebastian sentiu a ereção que Victoria despertou nele apenas com a ameaça de traí-lo ali mesmo, na frente de todos. — Esta festa vai ser longa, Victoria. — Só se ficarmos aqui. Ela respondeu, deslizando a mão pelas costas dele, logo abaixo do paletó, sentindo a firmeza do seu abdômen. — Meu motorista está esperando lá embaixo, o vinho já está na cobertura... e eu não estou usando calcinha por baixo deste vestido. Você decide se quer continuar discursando ou se quer que eu mostre o meu verdadeiro fogo. Sebastian não hesitou. Ele pousou o copo meio cheio sobre a mesa e, sem se despedir de ninguém, seguiu Victoria em direção à saída, alheio ao olhar fixo e preocupado de Nathan que os acompanhava até as portas do elevador se fecharem. A viagem até a cobertura de Victoria em Tribeca foi uma tortura de silêncio e choques elétricos. Assim que as portas duplas se abriram, o autocontrole de Sebastian estilhaçou-se completamente. Não houve palavras, apenas o som da porta se fechando e o impacto violento dos seus corpos contra a parede da entrada. Sebastian agarrou-a pela cintura e a ergueu, enquanto Victoria entrelaçava as pernas em volta dos quadris dele, buscando desesperadamente os seus lábios, um desespero que Elizabeth jamais lhe exigira. Morderam os lábios com força, buscando a dor e a faísca que apenas alimentavam a sua curiosidade mórbida. As mãos de Sebastian, urgentes e ásperas, procuravam o zíper do seu vestido prateado, rasgando a seda na sua ânsia de sentir a sua pele. Como Victoria prometera, ela não usava roupa ínt*ima. Estava exposta, molhada e pronta para ele. — Olhe para mim, Sebastian... era isso que você queria, não era? Alguém que não tem medo de ser uma megera com você. Ela sussurrou entre suspiros, cravando as unhas compridas nas costas dele, arranhando a sua pele até deixar sulcos vermelhos. — Diga-me que a sua mulher jamais será o fogo que você tem comigo, e que você está morrendo de vontade de queimar no meu infe(rno. Ele cambaleou em direção à grande janela que emoldurava as luzes de Manhattan. Deixou-a cair sobre o tapete de pele apenas para se ajoelhar sobre ela. Sebastian desceu até o pescoço dela com uma fome animalesca, deixando marcas escuras e proeminentes que subiam do decote até os se*ios. Ele concentrou-se selvagemente nos ma*milos, sugando-os com força e puxando-os com os dentes até que Victoria soltou um grito que ecoou pelo apartamento e a fez gemer de prazer. — Sim! Mais forte! Não seja gentil comigo, Sebastian. Eu não sou ela. Provocou, jogando a cabeça para trás. Victoria, querendo assumir o controle, o empurrou para trás. Com os olhos cheios de m*alícia, ela tirou as calças dele, ajoelhou-se e começou a lhe dar uma mamada lenta, profunda e habilidosa. Ela usou a língua para explorar cada centímetro dele, sugando com uma intensidade que o fez arfar e cerrar os punhos. Sebastian, duro e e******o, agarrou os cabelos loiros dela com força, guiando os seus movimentos e se perdendo na sensação do proibido. E alguns minutos depois, ele goz*ou dentro da boca dela. — Agora é a minha vez. Rosnou Sebastian, colocando-a de pé em frente ao vidro frio, com as pernas abertas. Ele a forçou a se encostar na janela e, com um movimento rápido, passou uma das pernas de Victoria por cima do ombro, expondo-a completamente. Sebastian mergulhou entre as pernas dela, retribuindo o favor com uma devoção selvagem, lambendo os seus fluidos com sabor de champanhe. Os seus dedos a separaram enquanto a sua língua trabalhava com pressão constante, procurando o seu c**t*óris até que ela começou a tremer, batendo no vidro com as palmas das mãos. — Sebastian, oh Deus… você vai me enlouquecer! Ela gritou enquanto ele não parava, os seus quadris batendo contra a sua boca. Incapaz de esperar mais um segundo, ele levantou-se, agarrou os seus quadris e penetrou-a com uma estocada rápida e profunda. O impacto dos seus corpos contra a janela ecoava a cada investida forte. Eles fizeram amor com um ritmo frenético e selvagem, onde não havia espaço para ternura. Sebastián a prensou contra o vidro, saboreando a vista da cidade enquanto possuía a mulher que não lhe pertencia. Cada investida era uma declaração da sua traição e uma fuga da rotina que o sufocava. — Você é minha esta noite, Victoria! Ele exclamou, aumentando a velocidade até que o suor cobrisse os seus corpos. Eles atingiram o clímax juntos, numa explosão violenta que os deixou exaustos, o vidro embaçado pela respiração, os seus corpos marcados pela paixão mais crua. O encontro na janela foi apenas o começo. Depois daquela primeira rodada frenética, a respiração deles era o único som na luxuosa sala de estar, misturada ao ruído distante do trânsito de Manhattan. Victoria, com um sorriso satisfeito nos lábios, afastou-se do vidro embaçado e pegou a gravata de seda prateada que ela mesma lhe dera naquela tarde. — Isso ainda não acabou, Sebastian. Ela sussurrou, puxando-o em direção ao grande sofá de couro preto. Ela o fez sentar e, com agilidade felina, posicionou-se atrás dele. Ela usou a gravata dele para cobrir os seus olhos, dando um nó firme, mas com uma delicadeza que lhe causou arrepios. Privado da visão, Sebastian sentiu os seus outros sentidos se aguçarem. O perfume de Victoria e o calor do corpo dela o dominaram. — Agora você é meu. Você vai sentir cada centímetro meu sem nem me ver chegar lá. Ela sussurrou no seu ouvido, antes de morder o seu lóbulo com força. Victoria posicionou-se sobre ele, guiando-o de volta para dentro dela enquanto o cavalgava num ritmo lento, porém profundo. Sebastian soltou um gemido profundo, a suas mãos tateando às cegas até encontrar o que procurava. Ele apertou os seus sei*os com força possessiva, cravando os dedos na sua pele enquanto ela aumentava a velocidade dos movimentos. O contraste entre a seda da gravata na sua testa e a umidade do corpo de Victoria sobre o seu o estava enlouquecendo. ‍​‌‌​​‌​‌​‌​‌​‌​​​​​​​‌​​‌​​​‌‌​​‌​​‌​​​‌​​​‌​​‌​‌​‌‌‍
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