Episódio 4

1833 Palavras
— Meu Deus, você é o melhor! Ninguém nunca me fez assim! Exclamou Victoria, perdendo a compostura enquanto se inclinava para que ele pudesse sugar seus mami*los através da escuridão da venda. — Me fod*a como se não houvesse amanhã! — Diga de novo. Ordenou Sebastian, dando-lhe um tapa que ecoou pelo quarto. — Diga-me quem está te despedaçando. — Você! Só você, Sebastian! Ela gritou, cavalgando-o com um desespero selvagem, suas unhas cravando em seus ombros enquanto o sofá rangia sob o peso de sua luxúria. O choque de seus corpos foi uma sinfonia de luxúria e traição. Sebastián, cego pela gravata, entregou-se completamente à sensação do corpo de Victoria se movendo sobre o seu, uma experiência que superava em muito tudo o que ele já havia conhecido. Alcançaram um clímax explosivo que os deixou sem fôlego, Sebastián arrancando a venda prateada apenas para encontrar o olhar predatório de Victoria. Ela o observava com satisfação, sabendo que não havia volta. Quando o suor encharcou suas peles, Victoria o conduziu ao banheiro principal. Entraram no chuveiro, onde a água quente açoitou seus corpos, mas não conseguiu extinguir o fogo. Sebastián a pressionou contra os azulejos molhados, levantando uma de suas pernas para possuí-la novamente com uma força que fazia o som de suas estocadas se misturar ao murmúrio da água. Foi um ato bruto e ruidoso, uma despedida selvagem da lealdade que ele um dia jurara. Quando terminaram, o vapor preencheu o banheiro. Sebastian se afastou dela, recuperando o fôlego, e se olhou no grande espelho da parede. Quando se virou, congelou. Suas costas eram um mapa de marcas vermelhas e arranhões profundos, e seu pescoço ostentava marcas que nenhuma camisa conseguiria esconder completamente. Sebastian passou a mão sobre os ferimentos, sentindo a ardência, e olhou para Victoria, que o observava, encostada no batente do box do chuveiro, completamente impassível e satisfeita. — O que dia"bos eu vou dizer para minha esposa quando ela vir isso? Ele perguntou, com a voz embargada por uma mistura de pânico e curiosidade mórbida. — Você arruinou minhas costas, Victoria. Elizabeth não é boba. Victoria se aproximou dele, traçou um dos arranhões com a unha e sorriu com pura m,*alícia, seguido de: "Diga a ela para aprender a ser uma boa amante. Porque se ela fosse metade tão boa quanto eu na cama, você não estaria aqui me deixando te marcar como meu." ***** Sebastian entrou na casa dela, em silêncio, movendo-se com a cautela de um intruso em seu próprio território. Cada passo que dava era calculado, quase coreografado. Evitava o atrito da camisa de seda contra as costas, onde a ardência dos arranhões de Victoria ainda latejava como uma lembrança elétrica e lancinante. Aquelas marcas eram a prova física da tempestade que acabara de irromper em sua cobertura, um mapa arroxeado de guerra desenhado com unhas e desejo. Seu plano era simples, cínico e desesperado: escapar para o chuveiro, lavar o rastro do perfume dela, aquela fragrância de madeiras e especiarias que parecia ter impregnado seus poros, e deitar-se antes que Elizabeth ligasse de Chicago para lhe dar boa noite. Daria tempo para as costas sararem e até pediria à sua assistente que aplicasse um creme. No entanto, no instante em que acendeu a luz da sala, seu coração disparou tão violentamente que seus ouvidos zumbiram. Elizabeth estava lá, sentada no sofá com um livro nas mãos, a luz de um pequeno abajur iluminando seu rosto, conferindo-lhe uma serenidade que, naquele momento, o aterrorizou. Assustou-o profundamente, e sua ereção diminuiu. — Amor? Ele perguntou, lutando para firmar a voz e esconder o pânico que ameaçava transparecer no tremor das mãos e na voz máscula. — O que você está fazendo aqui? Pensei que estaria em Chicago até depois de amanhã. Elizabeth se levantou com um sorriso cansado, mas genuíno, e caminhou em sua direção. A luz do abajur realçava sua elegância natural, o tipo de elegância que Sebastian sempre considerara seu maior orgulho. — Houve um problema com o voo e a reunião foi cancelada em cima da hora. Decidi que não valia a pena ficar lá sozinha, então peguei o primeiro voo de volta. Cheguei há algumas horas. Ela explicou, envolvendo os braços no pescoço do marido e passando os dedos delicadamente sobre os arranhões recentes. —Não quis ir à festa de autógrafos porque estava exausta e imaginei que você já estaria de volta quando eu pousasse. Ele não respondeu, e ela franziu levemente a testa, olhando para o relógio de parede antes de fixar seus olhos claros nos dele. Sebastian sentiu que ela buscava algo que ele não podia mais lhe dar. — Na verdade… você demorou bastante, Sebastian. Essas festas de autógrafos sempre terminam no mesmo horário, e você é um dos primeiros a ir embora. Aconteceu alguma coisa? Algum problema com o carro? Sebastian forçou um sorriso ensaiado, mantendo uma distância segura para que o perfume de Victoria não chegasse aos pulmões da esposa. O cheiro de se*xo e álcool parecia emanar dele como vapor. Ela havia enxaguado a boca no banheiro de Victoria e até acendido um cigarro para dissipar o cheiro do amante, mas os arranhões permaneciam em suas costas como uma marca de gado. — Não, nada disso, Liz. Eu estava conversando com o Nate sobre a audiência de amanhã. Você sabe como ele fica quando se envolve com negócios. Ele se esquece que o resto do mundo tem uma vida. A hora passou voando entre uísque e arquivos. — Eu entendo. Disse ela, diminuindo a distância entre eles com um brilho sugestivo nos olhos, um desejo que deixou Sebastian enjoado de culpa. — Eu esperava que você estivesse em casa. Eu estava louca para brincar com meu marido. Ela deslizou as mãos pela lapela do paletó dele e acariciou seu peito. Ficou na ponta dos pés e começou a mordiscar suavemente seu pescoço, buscando aquela conexão ínti*ma que sempre os uniu. Sebastian sentiu a pele queimar e sabia perfeitamente que, se tirasse a camisa, Elizabeth descobriria o mapa do desastre: os sulcos vermelhos em suas costas, as marcas em seu peito e o rastro inconfundível de outra mulher. Ele a interrompeu abruptamente, segurando seus ombros com uma firmeza que a deixou perplexa. — Desculpe, Liz... Estou realmente exausto. Disse ele, olhando pela janela. — Foi um dia interminável, e a adrenalina da festa me deixou esgotado. Tenho uma reunião crucial com Victoria amanhã ao meio-dia sobre um caso que se complicou, e preciso clarear a mente. Adoraria estar com você esta noite, mas preciso recarregar as energias para derrotar meus oponentes. Elizabeth sentiu uma pontada de rejeição, e uma dor passou por seu rosto por um instante, mas, como sempre, engoliu o orgulho. — Tudo bem, eu entendo. Vá descansar. Ela respondeu em um sussurro, tentando disfarçar a decepção. — Você deve estar cansado. Sebastian trancou-se no banheiro e deixou a água quente correr sobre ele. Esfregou a pele com uma esponja até doer, mas não conseguia apagar a euforia de ter a cabeça enterrada entre as coxas de Victoria e de sentir a boca dela como se mel estivesse escorrendo de seu interior. Quando fechou os olhos, os gemidos selvagens de Victoria e o som de sua respiração ofegante voltaram à sua mente com uma força avassaladora, eclipsando o silêncio tranquilo de sua casa. Sebastian sorriu ao sentir a ereção em sua mão enquanto se masturbava no chuveiro. A água abafaria os grunhidos e o som molhado de sua mão. Ele se masturbou tão rápido que seu pulso doía, mas quando ejaculou nos dedos e deixou a água lavar tudo, soube que estava perdido. Victoria havia penetrado sua pele como uma agulha. Quando finalmente se deitou ao lado de Elizabeth, ela já dormia profundamente. Sebastian encarou o teto na penumbra, ouvindo o ritmo lento da respiração da esposa. — É isso que eu tenho. Ele pensou, sentindo o peso do quarto luxuoso, o casamento perfeito, a vida que construira com tanto esforço e que não podia jogar fora. Mas então, inevitavelmente, sua mente vagou de volta para a cobertura de Victoria. Ele pensou em como ela o desafiava, como o fazia sentir-se como um animal, um homem de instintos, não o advogado polido e ponderado que todos viam. Quase podia sentir-se e******o só de pensar nela o montando, e deitou-se de lado. Não sentiu remorso. Sentiu uma clareza aterradora. Decidiu que não deixaria Victoria porque ela era o combustível que seu ego ansiava, mas também não deixaria Elizabeth. Ela era o porto seguro, a imagem que projetava para o mundo. "Posso ter tudo", disse a si mesmo na escuridão. Tornar-se-ia um mestre da dissimulação, um marido exemplar em público e um amante insaciável nas sombras. Sentia-se invencível, como se tivesse descoberto uma regra do jogo que apenas os homens poderosos ousavam usar. ******* No dia seguinte, Sebastian entrou no escritório de Victoria com a postura confiante de alguém que aceitara sua própria escuridão e, ao entrar, girou a chave na porta com um clique seco. Victoria estava impecável, vestindo um terno sob medida que exalava poder. Victoria o examinou de cima a baixo, procurando em sua postura qualquer vestígio da culpa doméstica que costuma assolar os homens após uma noite de infidelidade. Sebastian não era, e não seria, o primeiro homem casado com quem ela se envolvera, e ela esperava que na manhã seguinte ele se arrependesse e fingisse que não a conhecia. — Você se arrepende, Sebastian? Ela perguntou ela com voz fria. — Se você vai me dizer que se sentiu culpado por ver sua esposa, diga agora para que eu não perca meu tempo. Sebastian não respondeu com palavras. Caminhou em sua direção, contornou sua mesa e, com um movimento brusco, agarrou-a pela cintura. Jogou-a sobre a mesa de madeira, fazendo os relatórios voarem pelo chão. Posicionou-se entre suas pernas e a beijou com uma ferocidade que lhes roubou o fôlego. Ele puxou o lábio inferior dela, e ela arfou contra o corpo musculoso dele. — Você está disposta a continuar sabendo que eu nunca vou deixar de ser casado? Ele perguntou, com os olhos ardendo de desejo. Victoria sorriu com uma malícia que o fascinava, entrelaçou os dedos nos cabelos dele e puxou com força, enquanto a outra mão deslizava até a ereção já rígida e pulsante dele. — Isso nunca foi um problema para mim. Disse ela, lambendo a orelha dele e chupando o lóbulo. — Não estou procurando um marido. Estou procurando um homem que saiba o que fazer comigo a portas fechadas. — Ótimo. Rosnou ele, buscando a boca dela novamente. — Porque não me arrependo de nada. Pelo contrário, quero continuar. ‍​‌‌​​‌​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​‌‌​​‌​​‌​​​‌​​​‌​​‌​‌​‌‌‍
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