O relógio da cozinha marcava 19h12 quando Liz tirou o pano de prato do ombro e abriu o forno com cuidado. O cheiro de queijo gratinado e molho vermelho tomou o pequeno cômodo, escapando pelas frestas da casa até o corredor. A lasanha estava simples, camadas finas, pouca carne moída, mais molho branco do que o ideal, mas era o melhor que ela podia fazer naquele dia. Ainda sentia o estômago meio estranho, mas desde que voltara da clínica, só conseguia pensar em uma coisa: queria que aquele sábado terminasse quente, caseiro, com gosto de começo. Ajeitou a travessa sobre o fogão, desligou o forno e passou um pano rápido na nova mesa da sala. Um vasinho pequeno com flores artificiais no centro. Copos limpos. Dois pratos fundos. Talheres arrumados como num jantar que importa, mesmo sem con

