JORDAN LOSNACK - De volta a rotina

1413 Palavras
Pois é… Minha vida andou muito atarefada esses dias. Só de imaginar que pode haver possibilidades de a Sofia desconfiar do que faço, já me dá arrepios por todo o corpo. Não quero que ela saiba que a sua irmã é uma suposta assassina. E muito menos dar a ela falsas esperanças de um dia sermos uma família normal. Afinal, temos muitos problemas, ressaltando que o maior deles sou eu viu. Desde que saímos da casa da minha tia, sempre fui encarregada de manter a família. Conheci a organização Sheldon aos meus quinze anos e estou com eles até hoje. Sou temida entre eles. A mais corajosa. A única mulher que cumpre com as missões sem fracassos. Estou sendo muito egocêntrica? I daí! Nos quesitos de ser a melhor entre muitos outros. Ainda estou procurando melhorar a cada dia. Ser precisa em cada movimento, aprender com cada luta. Isso sempre dependeu de mim mesma, não importa a situação, o que passe nas mãos de quem quer que seja, sempre preciso encontrar o escape. Não posso vacilar! Duas Semanas antes Passei por mais duas alcateias. Seria moleza me infiltrar entre um dos servos da casa de Alef e foi exatamente o que fiz. Sim, ele seria a minha próxima missão. Vocês pensam que sou c***l? Não. Sou apenas o que me foi dito para ser. Apenas mais uma ferramenta, ou um fantoche. Entrei em seu quarto com uma adaga nas mãos, vou em direção a sua cama. Em menos de dois segundos ele se levanta assustado, e me mantive com a adaga em seu pescoço, o forçando a permanecer ali. Adoro essa parte! Quando a vida deles está em minhas mãos. Um olhar seu escapa para a porta. Sabia que haviam mais duas pessoas ali. Um era o guarda e a outra... Bem, pode ser a Luna pelo simples fato de sua fragrância ser mais delicada. Nem se quer pude apreciar a partida do Alfa ao fazer sangrar feito um porco. Um grito horrendo preenche o local. Era da moça que correu em direção a cama. Me deu só o tempo de lhe arrancar a sua marca do braço e fugir pulando a janela, teria que provar o sucesso da missão e então a melhor forma teria sido só essa. No dia seguinte, eu já me encontrava no meio de uma festa trajada da maneira mais elegante possível. Vesti um vestido de seda vermelho, um pouco curto e colado. As mangas cortadas em um perfeito vêm caindo sobre meus braços deixando os ombros e o colo dos s***s nus. Um exagero total, mas valeu a pena todos os esforços sensuais por saber que esse Alfa adora maltratar mulheres. Bennett, sim! Acredito que é esse o seu nome. Ele era bem mais novo do que parecia. Bem atraente na verdade, uma pena que terá de partir tão cedo. Uma risada maléfica tomou conta de seus lábios carnudos. Estou ao seu lado em uma espécie de escritório, suas mãos vão direto para minha b***a, me fazendo sentar na mesa. Aos poucos ele tira as calças. Fiz a cara mais sexy que já consegui em toda minha vida. Apelando para o dedinho na boca e a cara de santinha que o fez em um completo louco. Ele me agarra ali mesmo. Em meio aos beijos o faço desmaiar tapando seu nariz. Difícil fazer isso com alguém forte como ele, foi sorte... Ou Cagada mesmo. Final da história. O matei com uma lenta tortura em seu próprio quarto, dopado por drogas, não teve nem chances de se defender, mas a missão era necessária. Dias atuais Hoje às dez da noite terei que encontrar o encapuzado num bar. Ele sempre vem com instruções, como o local, a quem devo matar, etc. Me sentei num dos bancos altos do balcão. Pedi uma vodka... Na verdade, uma bela mistura de pinga com vodka. Isso me daria a ousadia necessária para a ocasião. Estou precisando. Para relembrar de como as crianças me viram, teria sido melhor um punhal no peito. A Música tocava tristemente enquanto algumas pessoas falavam alteradas ao meu redor. Já era meu décimo copo de vodpinga ou pindka. Agora é a minha bebida favorita,adorei a sensação de sua ardência tomar conta da minha garganta. Hoje decidi usar uma bota de cano alto, mine saia, um top trançado em meu colo do seio e uma capa enorme. Tudo era preto. Já disse que amo preto? Um rapaz encapuzado senta ao meu lado. O capuz era vermelho, diferente do outro que usava uma preta. Ele carregava um cinto dourado com uma bolsa e um espaço para uma adaga. Nem imaginaria se esse traje não fosse muito chamativo para tal necessidade. O papel prateado desliza direto para minha mão que segurava o copo na mesa. Peguei guardando no bolso da calça. — Depois de entregar a encomenda me encontre no lugar de sempre. O chefe tem um recado para você. — Ele diz num sussurro quase inaudível, que só eu pude ouvir. O estranho garoto some no além. Sobrando só a cadeira vazia do meu lado. Talvez agora, me sinto assim, como esta cadeira. Só serve para as pessoas sentarem e depois a abandonarem sozinha. Não sei se consigo mudar... [... ] Joguei a cabeça de mais um alfa aos pés do mensageiro encapuzado. Ele dá lugar a uma figura alta. O homem ainda envolto na escuridão dá uma risada satisfeito com o meu serviço. A cada morte, me sinto cada vez mais sem uma alma, cada vez mais indo a fundo na escuridão. — Temo que precisará ficar por um tempo de folga. Precisamos manter tudo em segredo! — Diz seriamente. Maneio a cabeça concordando como sempre. Ele nunca revelou seu rosto, mas tem algo nele que me faz acreditar na esperança. Como se eu o conhecesse. A maioria das coisas que sei, aprendi tudo sozinha. Tudo adquirido através de dor, sofrimento e torturas. Hoje sou mais do que uma caçadora... Sou a ruína de todos ao meu redor. [...] Resolvi dar mais atenção para Sofi e Luan. Eles estão bem assustados ainda. Principalmente a Sofia. Ela anda muito estranha... Quieta de mais. Estamos sentados tomando café da manhã. A mesa estava recheada com torradas, pães, geléia de morango? Hurth! — Dan. — Luan quebra o silêncio ainda passando mais uma camada de geleia em sua torrada. Pigarreio assim contorcendo também a cara. Eca! Geléia? É sério isso? — Você vai sair de viagem a trabalho hoje? — Diz quase engolindo as mãos, já que é um esfomeado. Reviro os olhos e continuo comendo meu pão. Sofia me olha com aquela carinha de "por favor, não vá". Mas ao mesmo tempo parecia estar um pouco distraída? Não entendo. Como uma pessoa pode mudar assim do nada? Apesar de seu cheiro ter mudado um pouco... Estranho! É coisa da minha cabeça... Sim, deve ser isso mesmo. Depois de um tempo com eles, subi em direção ao quarto para tomar banho e me arrumar, já que uma certa "Jade" me obrigou ir atrás de emprego. Bufo de frustração. Ela sabe muito bem como lidar nas entrevistas. Ainda por cima terei que ficar na casa dela hoje depois de entregar os currículos. Saímos da casa dela às sete em ponto. Acabei tendo que dormir lá por causa das frescurites dela. Comecei em esforçar um sorriso i****a na cara, só para não fazer ninguém chamar a polícia para mim antes mesmo de por os pés na recepção. O mais engraçado foi a hora de nos aprontar para a entrevista na empresa de Cosméticos Anna Louise. Me arrumei como se eu fosse a uma balada de funk, talvez esses tipos de coisas não estivessem mesmo em meus conhecimentos. Um shorts colado rasgadinho e uma regata branca talvez não seria a melhor escolha. — Quer me matar de vergonha? Desse jeito nem na entrevista você entra! — Ela berrou surgindo do além. Pulei de susto. E a joguei no chão com o golpe da chave de braço. Estava me sentindo na defensiva hoje. — Desculpa! — Já pensou que essa é a estratégia? — Disse batendo o pé freneticamente no chão. Se fosse de terra, eu já teria aberto um buraco no lugar. Talvez meus desejos fossem apenas estar em uma boa cama e dormir por cinco anos, mas não dá. Resumindo: Usei roupas sociais."Odeio elas!". Saltos..." Como se usa isso mesmo? " Cabelos presos num coque... " Muito careta! ". Enfim, acabei arrumando um emprego.
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