SOFIA LOSNACK

1340 Palavras
Ela não era assim, tão fria. Ao contrário do que se passa na cabeça dela,  tenho muitas lembranças boas de nossa família.  As refeições,  as brigas. E não importava o que acontecesse, eles estavam lá por nós.  Decidi não esquecer... Só aceitei.  Moramos com uma tia nossa.  Ela não era tão boa assim. Só havia rancor, tristeza,  mágoa.  Jordan sempre foi divertida. Só depois de seus 14 anos que houve uma super transformação. De uma Dan para outra,  sem nem mesmo uma explicação.  Ao contrário dela,  eu não fazia amizades muito fácil. Até hoje só Amélia era minha amiga.  Costumava sentar com ela nos bancos do jardim da escola. Ficamos conversando sobre coisas aleatórias como o que fizemos no fim de semana ou algo do tipo. Amélia era um tipo de especialista em reconhecer os tipos de alunos e quem podemos ou não ter alguma relação. Realmente uma garota interessante.  Se ela se arrumasse mais logo teria um gatinho na cola e seria uma das populares. Pois é...  Ela tem talento pra isso. Menos para modas. No outro dia,  Jordan se arruma como se fosse fugir de algo. Ela estava diferente...  Fui tentar ter uma conversa civilizada, peguei no seu braço. Os pulsos estavam roxos com alguns machucados em sua pele.  Ela puxa o mesmo com uma rapidez e logo some do meu campo de vista. Jordan estava machucada, não queria falar, talvez não seja algo que eu possa ajudar. Precisava descobrir o que estava acontecendo.  A segui e me escondi numa esquina. Dan estava em uma rua sem saída e deserta. Algumas casas foram abandonadas. Parecia estar em posição de ataque, exatamente nesse instante meu coração gelou, apertado em um aviso. Um homem alto e robusto aparece, logo eles começam a lutar. Socos e chutes por todos os lados. Ele aplicou uma rasteira e minha irmã pula desviando do golpe. Estava empatado até que um golpe a acerta fazendo ela bater as costas numa casa. Dan se levanta com um sorriso malicioso, realmente não entendia nada, nem estava reconhecendo aquela garota quem Jordan havia se tornado. Um homem aparece do além,  ele era sombrio.  Cheirava a carne podre. Ele dá uma chave de braço no pescoço da Dan fazendo ela desmaiar.  O outro a pega no colo e antes de eu poder a socorrer, eles somem num passo de mágica. Só então que percebi que não passei pela transformação e seria inútil tentar algo naquele momento. Pisquei os olhos sem entender nada.  Voltei pra casa sentindo algo terrível me consumir.  Tinha que falar com Jade e tentar descobrir o que ela fazia lá e o porque deles a terem a levado.  [...] PRRRRRIIIIIM!  O sinal toca da primeira aula. Eu e Amélia nos dirigimos direto para a sala de aula, já faz algum tempo que tinha tentado conversar com Jade, mas tinha sido inútil. Ela sempre descoversava ou omitia me deixando cada vez mais preocupada. Não prestei atenção por onde ia e acabei colidindo com alguém pelo corredor. — Mas, caramba!  O povo aqui não tem olhos não? — Arrependimentos logo vem ao me deparar com um belo par de olhos azuis me encarando.  O rapaz estava confuso.  — MINHA! —  Disse involuntariamente de sua própria vontade. Sua voz era rouca e me senti tão desconexa de tudo ao meu redor, que parecia impossível. — MEU! — A minha voz sai com muita facilidade. Mas como eu possa ter achado meu companheiro sendo que nem tive minha transformação ainda?  Era estranho e ao mesmo tempo arrebatador.  Sei que Dan teve a sua primeira transformação nova também...  O que me fez pensar que logo eu conheceria minha loba. Me limito  dar pulinhos na frente do estranho que, agora é meu companheiro.  Queria que ela estivesse aqui pra cuidar de mim. Sem eu perceber já estava sentada no chão chorando, já não estava mais aguentando toda a pressão sobre minhas costas. Senti um abraço, um conforto. Os braços me apertaram num colo aconchegante, no mesmo instante soube que ele era tudo o que eu mais precisava naquele momento.  — Está bem princesa? — Diz pegando meu queixo com seu indicador e o polegar. Fazendo com que eu o olhe em seus olhos, me fazendo ir ao mais profundo azul do mar. Concenti num sorriso meio que forçado. Amélia ficou ali parada com um sorriso bobo no rosto. Vem em nossa direção.  O rapaz me ajuda a levantar.  — Desculpe-me, sou Erom Jasper.  — Diz comprimentando-a.  — E vocês são?  — Ah sim...  Perdão.  Sou Amélia e...  Essa é minha amiga Sofia. — Ela diz colocando uma das mechas de cabelo atrás da orelha, visto que estava atrapalhando a sua visão.   Desgrudei dos braços de Jasper,  que estava relutante em me deixar ir. Ela deu um sorriso malicioso para nos que me deixou vermelha.  — Temos que ir... Estamos atrasadas para a primeira aula.  — Digo arrastando Amy, saímos correndo pelo corredor e subimos as escadas com muita agilidade.  — Sabe que o pai dele passou o posto de Alfa da alcatéia Lua de sangue para ele? — Olhei para ela espantada.  Além dele ser absurdamente lindo,  ele ainda tem que ser um Alfa?  — Todo mundo está comentando... Ele é o Alfa mais novo que já apareceu em anos!  — Mas... Como?  Para isso o pai dele não teria que estar... — Ela me interrompe.  — Você iria dizer morto né? Mas não.  Pelo que eu sei, o caso dele é diferente.  O Alfa pode escolher seu sucessor e passar o cargo para poder ter um pouco de "férias",  mas mesmo assim eles tem como ficar monitorando o novo Alfa que está no comando, caso esteja com problemas com a administração... O Alfa antigo pode reunir forças com o atual ajudando a alcatéia.  — Aaah entendi. Mas como ele ganha os poderes do tal? —  Estava confusa ainda. — Um ritual da Lua de sangue, é só feita nessa alcatéia, o único jeito. Só isso que eu sei.  — Amy dá de ombros,  não se importando com o assunto enquanto apressamos os passos para chegar na sala de aula antes do professor chegar. [... ] Fiquei sentada no banco do ponto de ônibus. Todos esses dias se passaram e nenhuma notícia da Dan, era doloroso de pensar que ela tenha sempre mentido todo esse tempo para a gente. Duas mãos se posicionam em meu rosto causando leves arrepios, como numa corrente elétrica,o que era gostoso de mais, me fazendo deixar o celular de lado  já que eu estava mexendo nele pouco antes de Eron aparecer. As mãos dele eram grandes, um pouco calejadas. Percorri toda a extensão dos dedos até aonde eu alcançava os braços.  — Quem é? — Minha voz parecia mais doce que o habitual, me sentia ansiosa.  Já que adoro surpresas, porém não era tão surpresa assim, apenas estava apreciando o momento. — Fala logo quem é! — As mãos vão direto para a minha cintura. Ele beija a curva do meu pescoço me fazendo tremer. — Nossa como minha companheira e tão cheirosa! — Erom diz em meu ouvido causando inúmeras sensações. O que era estranho e desconhecido para mim.  Dou espaço e ele se sentou ainda com uma das mãos na minha cintura. Dan deverá ficar feliz por mim. Um sorriso escapa,  mas foi momentâneo, por logo em seguida as lágrimas lhe tomar o seu lugar.  Jasper as secou e depositou um beijo em meu rosto. Me senti vazia,  sozinha. Me agarro em seu corpo como se ele fosse a minha vida.  Não quero que ela escape de minhas mãos.  — Tudo bem amor. Vai ficar tudo bem agora. — Diz acariciando meus cabelos como se ele soubesse da minha dor. Recordo-me da conversa com a Amy e logo tenho a ideia de que Jasp poderia me ajudar,  já que ele é um Alfa. Resolvi contar tudo, até sobre o dia que ela sumiu e Até características de seus sequestradores. Isso o deixou em choque, pois nada desse tipo de ocorrência havia acontecido no seu território.
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