Cassidy
Qualquer mulher com olhos consegue ver como a luz reflete no rosto de Vincenzo. Os traços angulosos, o queixo forte, os olhos cristalinos de um azul cortante… E aquela maneira com que ele desafiou Niklaus no leilão? Vincenzo é tudo o que eu preciso — ou, pelo menos, tudo o que eu quero acreditar que preciso.
Agora? Eu preciso de proteção.
Não conheço a origem da rixa entre os dois, mas não preciso saber para usar isso ao meu favor. Vincenzo pode ser a chave para me libertar de Niklaus. Estou disposta a usar todas as armas do meu arsenal para nunca mais sentir medo daquele homem. E ainda assim... uma parte de mim hesita.
E se Vincenzo for apenas outra face da mesma ameaça?
É um risco. Mas um que eu estou disposta a correr. Vincenzo precisa me querer — me desejar — para que possa enfrentar Niklaus sem levantar suspeitas. Ele precisa querer me proteger. Tudo o que espero é uma solução temporária para uma situação que parece eterna.
Há algo nos olhos azuis de Vincenzo que me atrai e me assusta. Há uma sombra ali, uma escuridão silenciosa. Ele é um homem de convicções, de impulsos, alguém que se lança no perigo enquanto outros se escondem. Com ele, sinto uma segurança que não ouso questionar. Sei que essa sensação pode evaporar, mas, por ora, confio a ele o que tenho — até mesmo meu corpo.
A voz dele rompe meus pensamentos como uma lâmina afiada.
— Cassidy, o que o Niklaus quer da sua Família? — pergunta, com um tom direto demais para ser só curiosidade. — Tem que ser mais do que você. Senão esse negócio de leilão não passa de uma palhaçada.
— Perda de tempo — murmuro, antes de soltar um suspiro resignado. — Quero dizer, por que ele te contaria isso, se minha Família está em dívida com ele?
— E ainda assim, ele insiste — diz Vincenzo.
Assinto, cansada. — Ele tenta me convencer a sair com ele desde a primeira vez que recusei. Admito... disse a ele que era virgem, na esperança de que isso o afastasse.
Vincenzo passa a língua pelos dentes, os olhos escurecendo com algo que beira o perigo.
— Você não tem ideia do efeito que causa nos homens — diz, num tom quase reverente. — Um rosto como o seu, num corpo como esse… é um presente dos céus, Cassidy. A pureza é como uma droga para certos homens. Eles caçam isso. Fantasiam. Rezam para que venha embalado em beleza.
— Eu tenho ideia. É por isso que estou pedindo que você faça isso por mim, Vincenzo — minha voz falha apenas por um segundo. — Não quero mais que minha virgindade funcione como um farol para atrair Niklaus toda semana. Espero que seja animalesco, como se ele sentisse o cheiro do seu toque em mim... e me deixasse em paz.
Vincenzo se move com rapidez felina. Sua mão agarra minha b***a com firmeza, puxando minha perna até a cintura dele. O calor da sua palma sobe pela minha pele como fogo, parando perigosamente perto da minha b****a. Engulo em seco, o corpo tremendo com a antecipação crua que se espalha como fogo.
— Tenha muito cuidado com o que você pede, Cassidy.
Tremores me atravessam. Intimidação. Desejo. Medo. Todos colidem em um frenesi perigoso, alimentando a tensão que ameaça explodir entre nós. Mas eu não recuo.
Inclino-me contra ele, sentindo minha b****a pressionar seu p*u duro. Meus braços envolvem o pescoço dele, e meus dedos se enrolam em seus cabelos escuros. Vincenzo fecha os olhos e solta um gemido grave, trazendo o rosto para mais perto.
— Eu sei exatamente o que estou pedindo — sussurro, firme. — Você pode tirar tudo de mim... desde que eu nunca precise me entregar a mais ninguém.
Vejo o momento exato em que a contenção desaparece. Ele agarra minha b***a com mais força, os dedos cavando na carne enquanto me observa como um predador prestes a devorar sua presa. Um rosnado baixo escapa de sua garganta antes que sua boca se choque contra a minha.
A língua dele invade a minha boca, faminta, possessiva, deixando um rastro de rum e luxúria. Quero mais. Quero tudo.
De repente, sou erguida como se eu não pesasse nada. Vincenzo me toma nos braços, minhas pernas envolvem sua cintura e meus braços se agarram ao seu pescoço. Beijos, toques e promessas mudas preenchem o caminho até o quarto. Eu m*l percebo a direção — só sinto.
O frescor nas minhas costas me alerta de que estamos em outro cômodo. Ele me deposita com cuidado e começa a se despir.
A luz do luar entra pelas portas do pátio, revelando o ambiente: simples, elegante. Paredes brancas, uma cama enorme, uma cômoda e uma poltrona acolhedora no canto. A serenidade contrasta com o caos dentro de mim.
Vincenzo abre a porta, deixando a brisa da noite entrar enquanto sua camisa cai no chão. Seus músculos são um espetáculo à parte — definidos, fortes, como esculpidos à mão. Então ele vira de costas para abrir o zíper da calça...
Foda-me.
A tatuagem ocupa suas costas por inteiro. Um cavaleiro ajoelhado, vestido com armadura de batalha, asas de anjo se estendendo de suas costas, empunhando uma espada cravada no chão. É detalhada, intensa, uma obra-prima viva. Quando ele se move, as asas parecem prontas para se erguer e voar.
Meus olhos percorrem seu corpo com fascínio. A força de suas pernas, o dorso largo, os braços que me carregaram com facilidade... Ele não é apenas um homem. É uma tempestade feita de carne.
Perder a virgindade nunca pareceu algo realmente significativo, até agora. Nos meus devaneios, sempre foi uma cena digna de filmes bobos — luz suave, declarações doces, promessas de amor. Mas com Vincenzo? É visceral. É perigo e desejo entrelaçados.
Ele se ajoelha à beira da cama e bate suavemente no colchão, chamando-me com um gesto simples. Lambo os lábios, nervosa, mas obedeço. Sento-me diante dele, sem saber o que esperar.
Mas ele não me deixa esperar muito. Seus braços musculosos me puxam pelas coxas, com uma força deliciosa que me faz arfar.
— Você já está molhada para mim.
Sua voz é baixa, rouca, embriagada de luxúria. As palavras morrem na minha garganta quando sinto suas mãos abrindo minhas pernas, expondo minha vulnerabilidade. Vincenzo se inclina, e sua boca paira sobre a minha b****a. O calor do seu hálito me provoca, me envolve… me prepara.
E eu não sou mais só Cassidy. Sou desejo puro. Sou a mulher que pediu para ser marcada — para ser salva através do toque de um homem que pode me destruir.
E mesmo assim... eu o quero.
Uma de suas mãos se ergue, puxando o decote do meu vestido para baixo o suficiente para acariciar meu seio enquanto ele lambe meu c******s. Meus olhos se arregalam com a sensação avassaladora. Um gemido e um tremor emergem de mim. Os lençóis se enrugam, amassando sob meu toque enquanto me inclino para trás para que a língua de Vincenzo me leve a níveis de prazer que eu nunca conheci.
Cada respiração vem mais rápida que a anterior. A tensão cresce nas profundezas do meu âmago. Cada centímetro da minha pele está em chamas, ardendo com a necessidade desesperada de alívio. Quando ele desliza um único dedo para dentro de mim, um orgasmo explode.
Meus m*****s se enrijecem, sensíveis ao toque. A brisa que sopra pelo quarto brinca com os brotos endurecidos dos meus s***s. Vincenzo ri baixinho enquanto me observa, um sorriso malicioso se formando sob suas sobrancelhas escuras antes de retornar a parte mais sensível entre minhas pernas.
O ritmo da sua língua atrai meus quadris para uma dança onde se movem como se tivessem vontade própria, buscando aquela liberação mais uma vez. Assim que me aproximo de outro orgasmo, Vincenzo afasta a boca de mim.
— N-não — gaguejo, com vontade de tê-lo um pouco mais. — Por favor, não pare.
— Minha querida, Cassidy, estou só começando. — As sobrancelhas de Vincenzo se franzem enquanto ele se demora em cima de mim, posicionando sua ereção saliente sobre minha b****a. Minhas mãos se movem em sua direção, querendo tocá-lo, para ver como ele é, e o calor me surpreende.
A maciez de algo tão firme é confusa, mas meu corpo sabe onde ele se encaixa e eu quero sentir cada centímetro.
— Posso provar? — pergunto a ele.
— Sim, mas ainda não. Agora, preciso estar dentro de você. Relaxa. — Suas palavras são calmas, não autoritárias, mas confiantes. Observo-o tirar uma camisinha de algum lugar atrás de si, rolando-a antes de usar os dedos para deslizar para dentro da minha b****a.
O movimento dos seus dedos combina com o leve aperto do meu maRenzo entre os seus lábios. A maneira como a língua de Vincenzo lambe meus s***s enquanto
arranca outro orgasmo de mim envia um misto de sensações percorrendo meu corpo.
Estado de puro êxtase delirante me mantêm em euforia enquanto Vincenzo desliza os dedos para fora de mim e enfia o p*u em mim. É um deslizar suave e um alongamento enquanto ele empurra mais fundo, forçando minhas costas a se arquearem contra ele.
— Isso mesmo, Cassidy. Deixe-me entrar em você. — Sua voz é sombria, transbordando de t***o enquanto ele passa os braços por baixo das minhas costas para me agarrar pelos ombros. A primeira investida é lenta, metódica, e deixa meu corpo se adaptar a ele. Seu tamanho, seu comprimento, seu peso, sua força.
— Porra.— Xinguei com um suspiro enquanto Vincenzo acelera o passo. Tudo o que consigo ouvir são os sons do meu corpo vindo em sua direção.
Isso é incrível. É uma sensação que eu jamais conseguiria alcançar sozinha. Vincenzo é mestre do seu corpo e do meu, quebrando minhas barreiras de apreensão para me deixar ser eu mesma enquanto ele sussurra em meu ouvido.
— Você é tão apertada. Quero enfiar meu p*u até o fundo, você é tão gostosa. — Sua voz sai rouca, mais rouca e rápida com sua respiração enquanto nos movemos juntos insaciáveis. Nossos corpos se encaixam como se sempre tivéssemos sido feitos para ser assim.
A proximidade entre nós é tão intensa que fecho os olhos até sentir a brisa do seu corpo se afastando do meu. Os músculos do seu peito se flexionam, o abdômen ondulando pelo seu torso enquanto ele empurra minhas coxas para trás, me abrindo bem para ter espaço para as estocadas. Eu deveria ter me esticado, enquanto Vincenzo empurra a parte de trás das minhas coxas, meus joelhos se aproximando do colchão. A velocidade do seu p*u entrando e saindo de mim prolonga outro orgasmo.
Um após o outro, Vincenzo comanda meu corpo a atingir vários pontos de prazer que minha mente m*l consegue compreender. A sensibilidade de cada centímetro da minha b****a me deixa nervosa. Quando ele acaricia meu c******s com o polegar enquanto se prepara para o orgasmo, estou pronta para convulsionar. Meu corpo inteiro treme com nosso último orgasmo juntos.
É só na calada da noite, deitada nos braços de Vincenzo, que entendo por que as pessoas ficam obcecadas com o ato. É tudo em que consigo pensar e faz com que suas palavras de antes soem altas e claras.
— Não tenho tempo para ficar obcecado por você.
Essas são as palavras que ele me disse, frias e diretas, e elas me causam um medo que se espalha pelo meu peito como veneno lento. E se isso significar que eu nunca mais o sentirei dentro de mim? Que esse fim de semana foi tudo o que terei dele? Já me arrependo de ter entregado minha virgindade. Não porque ele não tenha sido cuidadoso ou intenso — ele foi mais do que tudo —, mas porque agora sei o quanto dói querer alguém que já avisou que não pode se entregar por completo.
Vincenzo me alertou. Ele disse para eu ter cuidado com o que pedia.
Ele estava certo.
Não quero nada nem ninguém além dele. Isso me apavora. Porque sei que essa é só a superfície do desejo dele, o início de uma estrada sinuosa onde ele dita o ritmo, onde sua escuridão me atrai como um canto hipnótico. Imagino o quão fundo ele pode me levar — para as profundezas da depravação, onde o prazer não tem limites, onde minha alma poderia se perder... e, mesmo assim, eu sorriria ao me lançar com ele do penhasco do êxtase.
Mas agora, estou vazia. A exaustão se infiltra nos meus ossos, abafando o desejo que ainda pulsa entre minhas pernas, sufocando as fantasias que lutam contra a dura realidade. Estou em guerra comigo mesma — entre o que sonho e o que posso realmente ter.
Vincenzo me deu orgasmos alucinantes, daqueles que fazem o corpo tremer, que me fazem esquecer quem sou. Durante todo o fim de semana, ele me desfez e me refez, até a noite de domingo finalmente chegar. Agora é hora de voltar à cidade. De voltar à vida onde pertencemos, de novo. Mas há uma diferença: desta vez, Niklaus Caruso não tem mais nada que possa tomar de mim.
O silêncio domina a viagem de volta. O carro desliza pela estrada enquanto a dor aperta o fundo do meu peito. A sensação de que talvez nunca mais terei Vincenzo dentro de mim é c***l demais para ignorar. Não estou pronta para deixá-lo para trás. Mas foi isso que prometi — uma troca, um favor, um fim.
— Tem certeza de que quer que eu te deixe aqui? — pergunta Vincenzo quando paramos diante do canteiro de obras da Saint Bartholomew’s.
Olho para o prédio parcialmente erguido, envolto pela escuridão e pelo cheiro de concreto fresco. É loucura como a vida pode virar do avesso em questão de horas. Quarenta e oito horas atrás, fui ao leilão pelo bem da minha família. Agora estou aqui de novo, e o desespero ainda me acompanha, mas por uma razão diferente: não quero deixá-lo ir.
— Está tudo bem, sério — digo, forçando um sorriso. — Obrigada, Vincenzo. Por tudo neste fim de semana. Pela sua paciência comigo. Eu, uh... eu me diverti. Devíamos... fazer isso de novo algum dia.
As palavras soam frágeis no ar, e o olhar dele me diz tudo: ele não vai responder. Porque ele não tem tempo. Porque talvez, para ele, eu tenha sido apenas mais uma distração. Ao invés de responder, ele sai do carro e caminha até a minha porta.
Mas antes que ele possa abri-la, um som metálico, seco, corta o ar — algo batendo. Vincenzo congela.
— O que foi isso? — pergunto, o coração acelerado. Meus olhos vasculham a rua deserta, mas não há ninguém à vista. Apenas meu carro estacionado perto do portão do canteiro de obras. E, estranhamente, o portão está entreaberto.
Aberto o suficiente para alguém passar.
— Tem alguém trabalhando no local hoje à noite? — pergunta ele, a voz baixa, alerta, levantando a mão para que eu fique dentro do carro.
— Domingo à noite? Não. Ninguém deveria estar aqui — respondo, o sussurro quase preso na garganta. Pego meu celular e tento ligar para meus pais. Nada. Também tento Rossi, a supervisora da obra. Sem resposta. — Ninguém está atendendo.
— Fique aqui — ordena Vincenzo, a voz firme. Ele vai até o porta-malas do carro, e o som inconfundível de uma arma sendo carregada faz meu pulso disparar. Vincenzo se vira, os olhos duros, o rosto sombrio. Ele gesticula em direção ao meu celular.
— Chame a polícia — diz.
E naquele instante, compreendo. O fim de semana acabou. A fantasia terminou. E agora estamos de volta à vida real — uma vida onde o perigo é constante, e Vincenzo... é o único entre mim e o caos.