Capítulo 5

1271 Palavras
Vincenzo Controle Inevitável Conquistar. Pensamentos sucintos, oscilando entre raiva, possessão, ciúme e luxúria, me invadem como um trem de carga quando vejo as imagens de Cassidy nos braços de outro homem. Ele é jovem, sem camisa, e a encara com um brilho nos olhos que me enfurece. As pessoas da minha equipe exigem meu foco e atenção, mas a ideia de Cassidy seguir em frente tão rápido depois do nosso fim de semana me perturba. Me distrai. A lógica tenta conter as emoções que borbulham dentro de mim, mas fracassa. Sou obrigado a sair do escritório antes que perca o controle. Quando meu telefone toca ao chegar ao carro, vejo o nome de Lorenzo e penso duas vezes sobre minhas ações. — Vince? Temos uma reunião em dez minutos, e você simplesmente saiu do escritório como se sua casa estivesse pegando fogo. O que houve? — Obrigado pela rapidez no caso do Leone. Estou anotando um endereço que o Greg me enviou. Cuide da reunião sozinho — respondo, seco. A risada dele me dá vontade de desligar o telefone, mas, em vez disso, exijo mais explicações. — Qual é a graça? — Você está esquecendo que eu te conheço praticamente a vida inteira. Vi a foto que o Greg te mandou — já que fui eu quem o colocou na equipe da Srta. Leone para coletar informações. Relaxa, eu cuido da reunião. Tá tudo sob controle. A ligação termina. Eu, porém, já não estou bem. O ego ferido e o orgulho inflamado me jogam pelas ruas, acelerando em direção ao Lower East Side. Meus passos ressoam no asfalto enquanto corro em direção a uma porta discreta ao lado de uma floricultura. Quando bato, não me preocupo em conter a força. O jovem que abre a porta tenta manter a calma, mas sua expressão vacila. — Bom dia, Sr. Lombardi. Oi — diz ele, lançando um olhar para Cassidy, sentada no sofá. — O que você está fazendo aqui? — Cassidy sussurra, surpresa. — A pergunta é: o que você está fazendo aqui? Quem é esse cara? A obra foi invadida ontem à noite e sua prioridade hoje é t*****r com esse sujeito? — Uau — Cassidy ri, sarcástica. — Espera aí, Cassidy — interrompe o rapaz de cabelos cacheados. — A obra foi invadida? E você me fala isso só depois do café? O que está acontecendo — O que está acontecendo é que o Vincenzo está delirando. Deixe-me apresentar vocês. Vincenzo Lombardi, este é Francisco “Frankie” Mirante, meu primo. Frankie, este é Vincenzo, comprador da minha virgindade — ela cospe as palavras com raiva. — Eu paguei pelo seu tempo — lembre-se. Frankie nem espera mais nada. Avança, baixando o ombro, tentando me derrubar. O impacto me faz perder o ar por um instante. Só um instante. Rapidamente, ancoro o corpo, ergo Frankie e o prenso contra a parede. — Calma. Não quero te machucar, mas se continuar assim, vou te fazer dormir — aviso, com o antebraço pressionando sua garganta. Frankie, vermelho, ainda luta. — Você mexeu com a garota errada. Ele acerta meu quadril com o joelho, forçando minha perna a ceder. Preciso soltar a pressão para manter o equilíbrio. Frankie se afasta, ofegante, enquanto Cassidy grita. — Parem com isso, os dois! Entrem. Agora. Nos soltamos, as mãos erguidas como num cessar-fogo, e entramos no apartamento. A tensão é espessa. — Como você me encontrou? — Cassidy pergunta. Frankie também dispara: — O que ela quis dizer com “comprador da virgindade”? — Em um leilão — Cassidy responde antes de mim. — Eu paguei pelo tempo dela. E essa foi a última vez que justificarei isso. Nunca a forcei a nada, Cassidy — digo, olhando para ela, depois para ele. — Achei que estivesse aqui para vê-lo. — Estou sim. Ele é meu primo. — Agora eu sei. O embaraço é raro para mim, mas inevitável. Tento me justificar: — Assim como você disse que Niklaus não te queria se não fosse pelo valor que você representa. Achei que ele usaria qualquer um, qualquer situação, para me atingir. Antes de saber que era seu primo, pensei que fosse só mais uma peça no seu tabuleiro. — Niklaus quem? — pergunta Frankie. — Caruso. Frankie, pode nos dar um momento a sós? — Cassidy pede, cansada. — Esse é meu apartamento — ele rebate. — Prometo contar tudo depois, sem te colocar em perigo. Só alguns minutos. Frankie hesita, mas cede. Sai pisando firme, pegando um moletom antes de bater a porta ao sair. — Me desculpe, Cassidy — solto antes mesmo de pensar. — Só isso que você tem a dizer? Como soube onde eu estava? E por que diabos achou que eu e o Frankie…? Eu era virgem quando nos conhecemos, Vincenzo. Você foi o primeiro. E, por um instante, eu achei que seria o único. Agora, me responda. Respiro fundo. — Porque eu não consigo te deixar ir. O leilão foi um erro, um impulso. Mas você não foi. Eu cedi ao que você queria sem pensar no que isso faria comigo. Quando desejo alguém, Cassidy, não paro até conseguir. E você... você me arruinou. Eu nunca vou me cansar de você. Meu telefone vibra. Preciso atender, mas odeio cada segundo longe dela. Percorro as notificações até encontrar um alerta: Leone, marcado em uma pasta privada. Abro. Os rostos da família e amigos de Cassidy aparecem, fotos, nomes. Lá está: Francisco "Frankie" Mirante — primo/irmão. Rio baixo. Levanto o celular, mostrando a foto que me tirou do escritório. — Você não sabe reconhecer felicidade quando vê, Vincenzo? Frankie me ama como irmã. Está feliz por me ver depois de meses. É só isso. Manda essa foto pra ele, ele vai rir da sua cara. — Entendo — deslizo para mais informações. — Mas por que Niklaus Caruso tem imagens do canteiro de São Bartolomeu de quatro meses atrás? E por que não há câmeras lá agora? — Você não pode simplesmente invadir a casa do meu primo exigindo respostas. Eu não pedi sua ajuda. — Como está funcionando esse plano? Seus pais já pagaram o que deviam? Ou Niklaus os está usando de outra forma? — Como você sabe disso? — Sou CEO de uma empresa de segurança. E a mulher com quem eu estou não será usada como isca. Você não tem ideia do que Niklaus é capaz. E eu não começarei uma guerra sem entender o campo de batalha. Ela respira fundo, exausta. — Esse fim de semana era para ser só isso. Um fim de semana. Você deveria ficar longe de mim, Vincenzo. — Por quê? Cassidy recua, me puxando com o olhar. Cada detalhe dela — a blusa decotada, os jeans justos, o cabelo preso — me provoca. Não resisto. — Me diga por que preciso ficar longe de você, Cassidy — insisto. — Porque Niklaus me quer perto de você. Para tirar informações, para te destruir. — Boa menina. Agora venha aqui, Cassidy. Ela recua mais, girando ao redor do sofá. Brincamos de caçar e fugir, mas sabemos onde isso vai terminar. Meus passos são certeiros. Quando a alcanço, agarro sua cintura, uma mão em sua nuca, forçando-a para perto. Nossos lábios se encontram em um beijo sem permissão, sem hesitação. Finalmente, ela está onde pertence: nos meus braços. O calor, a fúria, a fome. Em vez de ceder ao desejo, me abaixo. Não porque ela pediu. Porque eu preciso. Preciso me desculpar da forma certa. Cassidy merece mais do que minhas palavras apressadas. Ela merece a rendição do homem que jurava não se render.
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