Capítulo 6

1028 Palavras
Cassidy Um leve arrepio percorre minha pele quando Vincenzo desabotoa minha calça, os dedos ágeis e impiedosos, puxando-a agressivamente até os tornozelos. Sem dar tempo para hesitação, ele joga a perna livre sobre o ombro, como se cada gesto fosse uma declaração de posse. Me apresso em tirar a peça completamente, mas é ele quem toma o controle, firmando meus quadris com um toque que não aceita recusas. Seus olhos deslizam para minha b****a, e a forma como ele lambe os lábios me faz esquecer até de respirar. Vislumbres de tudo que pode dar errado — de tudo que já deu — passam pela minha mente em um turbilhão. Pergunto-me, por um breve e inútil segundo, se devo mandá-lo parar. Mas minha dúvida evapora no instante em que ele desliza minha calcinha para o lado e envolve meu c******s com a língua, quente, lenta, letal. O contraste entre sua boca macia e o aperto firme de seus braços me ancora contra ele, me forçando a me inclinar para trás. Minhas mãos agarram a borda do balcão em busca de estabilidade, mas não há chão firme quando Vincenzo decide me saborear. O prazer se expande em ondas que começam na minha b****a encharcada e se espalham, subindo pelas costas, irradiando até meus m*****s duros. Sinto a pressão crescendo no meu âmago, aquela tensão deliciosa que me faz girar os quadris contra seu rosto, desesperada por mais. Ele geme contra mim — um som grave, vibrante, que reverbera direto na minha pele — e cada respiração sua denuncia o quanto ele me deseja. É urgente. É possessivo. E ele não tem pressa de parar. Seus lábios e sua língua se movem com precisão c***l, desenhando promessas em cada investida. O orgasmo se aproxima como uma tempestade inevitável, muito mais intenso do que qualquer memória do fim de semana. Cada lambida, cada sucção delicada, carrega o peso de um pedido de desculpas que ele não sabe como articular em palavras. Mas eu sei. E por isso preciso detê-lo. — Não podemos — murmuro, com dificuldade, quando ele desliza a língua para dentro de mim, saboreando minha b****a gotejante com uma lentidão torturante. — Não podemos terminar aqui. — Não podemos — ele repete, sombrio, antes de afundar o rosto entre minhas pernas outra vez — mas você vai. Não há espaço para mais protestos. Seus dedos deslizam para dentro de mim, firmes, implacáveis, e a combinação de língua e toque me despedaça. Um gemido escapa de mim, profundo, incontrolável, enquanto o orgasmo me engole. Ele prolonga a tortura até que meu corpo se renda por completo, só então deixando um rastro de beijos pela minha coxa, como se quisesse me marcar. Quando Vincenzo se levanta, há algo diferente no seu olhar. Ele ajeita minha calcinha com um cuidado que contrasta com sua selvageria anterior, ajuda-me a vestir a calça jeans, mas me mantém cativa, prensada entre seus braços e o balcão. Seu corpo é uma prisão tentadora. — Fui t**o, Cassidy. Achei que poderia ter você por um fim de semana e pronto. Mais t**o ainda é você acreditar que pode simplesmente me abandonar. — Sua voz é baixa, rouca, mas carregada de uma convicção que me desarma. — Venha para o meu escritório. — Por que eu faria isso, Vince? Você acha que pode invadir minha vida, lamber minha b****a e esperar que tudo se resolva? — retruco, empurrando-o levemente. Mas o cheiro dele, sua presença, a forma como me envolve... tudo nele é avassalador. O sorriso que ele esboça é pura malícia. — Então me diga onde mais você quer que eu beije. — Eu diria para você beijar a minha b***a, mas tenho quase certeza de que você gostaria. E não temos tempo para você me caçar pelo apartamento do meu primo. — Você tem razão. Essa b***a é uma obra-prima, digna de muito mais do que beijos apressados — ele admite, sem pudor. — Mas agora é sério. Você e seus pais precisam ir ao meu escritório. Não quero discutir essas informações em qualquer lugar. Clarice já foi avisada. — Clarice? — pergunto, engolindo em seco. Uma fisgada de ciúmes me atravessa, rápida e irracional. A i********e de minutos atrás cria ilusões perigosas de posse. — Clarice Hamptom. Minha chefe jurídica. Ela vai ouvir você e seus pais. Vai pegar o caso e garantir que Niklaus não possa mais manter vocês reféns. — E ela vai aceitar, assim, sem mais nem menos? — Porque eu mandei. E porque não quero mais ver você carregando esse peso sozinha. Ele me entrega um cartão de visita, como se isso fosse o bastante para selar um pacto. Ainda assim, sua sinceridade é uma âncora num mar de mentiras e manipulações. Quando ele se aproxima para beijar meus lábios, dessa vez com suavidade, sinto que a conversa voltou ao ponto de partida: a tensão entre o que queremos e o que podemos. — Não posso prometer parar de te desejar, Cassidy. Mas prometo que vou proteger você e sua Família. Niklaus não vai deixar barato. E se ele cruzar a linha, não terei escolha. — O que acontece se as Famílias entrarem em guerra? Ele segura minha mão, o polegar traçando círculos lentos na minha pele. — Pessoas vão morrer, Cassidy. Mas você não será uma delas. — Tudo isso porque você tirou minha virgindade? — solto, com um riso nervoso. Vincenzo franze o cenho. — Não se trata disso. Niklaus sempre foi uma obsessão minha. Mas você... você mudou as regras. Eu preciso voltar para o escritório. Prometa que vai falar com a Clarice. — Eu vou ligar. Mas não prometo nada sobre os meus pais. Ele entende. E isso basta. Quando ele sai, Frankie volta, carrancudo, agarrando uma garrafa de rum como se fosse sua única defesa contra a realidade. O embate que se segue entre nós é inevitável, mas necessário. No fim, ele cede — porque me ama, porque tem medo, ou talvez porque sabe que lutar contra Vincenzo é inútil. O problema agora é convencer meu pai. Mas se há algo que aprendi, é que, entre amor e orgulho, sempre existe uma brecha. E eu vou encontrá-la.
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