RICARDO COMEÇA A DESCONFIAR

1249 Palavras
Capítulo 11 Narrativa do autor Ricardo começou a vasculhar o escritório da empresa. Encontrou papéis que não condiziam com as finanças da empresa. Chamou Pedro para verificar junto com ele aqueles documentos que, quanto mais mexiam, mais eles não entendiam nada. Abriram a gaveta misteriosa, puxaram para fora toda a papelada que estava ali dentro e começaram a ler tudo outra vez, tentando entender, mas continuavam no escuro. Pedro, muito esperto, falou: — Aí, mano, esses documentos são de outra contabilidade. O dinheiro entra, mas não sai aqui. Na mesma empresa sai em outra torneira. Ricardo ficou olhando para aquela gaveta vazia e notou algo diferente. Percebeu que era uma gaveta com fundo falso e chamou a atenção de Pedro para aquela descoberta. Eles se entreolharam e puxaram um pino que estava no fundo falso, revelando um livro grosso. Pedro deu um sorriso largo e disse: — O que será que tem dentro desse livro? — Não sei, amigo, mas vamos tirar ele dessa gaveta. Você vai levar pra sua casa e vai ler ele todo. Depois você me conta — respondeu Ricardo. O livro parecia um diário. Dentro daquele livro havia outro livro: era um livro de contabilidade. Eles abriram, e a descoberta foi bombástica. — Mano, é isso mesmo que estamos lendo aqui? Isso é o livro-caixa do Morro do Juramento? — perguntou Ricardo. Pedro deu um sorriso amargo e respondeu: — É isso mesmo, amigão. É o livro-caixa do morro onde eu moro. Peraí, RD… se esse é o livro-caixa mais recente do Morro do Juramento, cadê os outros livros? Ricardo olhou para aquela papelada em cima da mesa. Eram muitas folhas datadas. Eles pegaram, organizaram tudo data por data. Só ali deu três livros-caixa, todos do Juramento, e ainda tinham o nome do pai dele e do pai da Helena. Ricardo olhou para Pedro e disse: — Tem alguma coisa errada aqui… ou muito suja. O que meu pai tem a ver com esse morro? O que o pai da Helena tá fazendo aqui, assinando junto com o meu pai? Vou te pedir um favor: leva esse livro pra sua casa, guarda bem guardado. Não conta nem pra sua mãe sobre a nossa descoberta. — No sábado, vamos viajar pra uma das casas de praia. Vamos passar o fim de semana lendo todos esses livros, organizando esses livros-caixa. Vamos colocar tudo em uma pasta e levar pra sua casa. Não quero que ninguém saiba que estamos investigando. A única pessoa que, se você quiser, pode levar é sua mãe. Pedro deu um sorriso largo. — E como vamos ler esses documentos com ela lá? Minha mãe é muito desconfiada. — Então, Pedro, vamos deixar pra próxima. Juntaram tudo, colocando na pasta. Mexeram em uma estante, pegando vários livros para mandar para doação. Puxaram um livro de culinária que não tinha nada a ver com os outros livros da estante, e uma porta secreta feita de livros se abriu. Dentro, encontraram vários livros-caixa, datados desde antes de Ricardo nascer. Ricardo ficou surpreso com tudo aquilo que estava acontecendo. Ele andou naquele emaranhado de livros-caixa e abriu um que era diferente. Não era um livro-caixa, era um testamento deixado por Garcia, pedindo para que o filho chamasse uma advogada chamada Melissa. O número da casa dela estava ali, assim como o número do celular. Na frente dizia: advogada da firma. Ele pegou aquela pasta lacrada e não abriu, apenas colocou dentro da sua pasta. Fecharam tudo e saíram para almoçar. Ricardo ficou preocupado com o rumo que as coisas estavam tomando. Muita coisa estava acontecendo, e eles não podiam dar na vista de que tinham achado algo. Voltaram do almoço e continuaram a fuçar tudo. Luís entrou na sala falando: — Senhor Ricardo, temos que conversar. Preciso passar algumas coisas para o senhor, são coisas que o senhor precisa saber. Ricardo olhou sério para Luís e disse: — Na segunda você me conta. Vou descansar esse final de semana. Luís insistiu: — Senhor, preciso falar com você sobre algumas coisas… antes de completar um mês da morte do seu pai. Ricardo estava olhando para o computador. Levantou o rosto e perguntou sério: — O que você tá sabendo que eu ainda não sei? — Muitas coisas, senhor. Seu pai sempre me orientou muito para falar com você no momento certo. Ricardo organizou tudo junto com Pedro passou na sala do Luís e disse: na segunda você fala ok? fecharam o escritório e foram pra casa se arrumar, porque iam pegar a estrada à noite. Ricardo ia pegar Pedro na entrada do morro. Chegando em casa, Helena estava deitada no sofá, vestindo uma camisola sexy. Ricardo ficou duro na hora, mas fingiu demência, passou direto para o quarto, tomou um banho rápido, colocou algumas roupas na mala, coisas de higiene pessoal e perfume. Fechou a mochila e chamou Helena. Falou para ela ir para a casa dela, que ele ia viajar para espairecer a cabeça, mas queria ir sozinho. Helena perguntou para onde ele ia, mas ele não disse. Ela se levantou, vestiu uma roupa, pegou as chaves do apartamento e desceu junto com ele. Entrou no carro dele, mas não insistiu para ir junto. Ela já tinha planos para aquela noite: iria para um resort com Lucas, seu amante. Ela ainda não percebia que ele a usava e era ambicioso. Ricardo deixou Helena em seu apartamento, deu um beijo em sua boca e saiu dirigindo para a entrada do morro para pegar Pedro. Ele e Pedro pegaram a estrada e foram para Arraial do Cabo. Jantaram em um restaurante na beira da estrada e foram direto para a casa. Chegando lá, Pedro disse, rindo: — Vamos pegar umas mina pra gente se aliviar, cara. Ricardo deu de ombros. — Manda vir, então. Pedro ligou para uma casa de massagem. Pediu duas mulheres e perguntou a preferência do Ricardo, mas Ricardo estava mais preocupado com os documentos que queria ler. Chegaram duas cavalas morenas. Ricardo subiu com uma, e Pedro com a outra. Ricardo tirou a roupa. Quando tirou a cueca, já estava duro. Mandou que ela o chupasse. Ela se ajoelhou, pegou seu mastro gigante e grosso, botou na boca; o que não cabia, ela punhetava. Ricardo jogou a cabeça para trás, gemendo: — Isso, sua filha da p**a… chupa gostoso… ahhh, c*****o, vou gozar! Ele soltou tudo na boca da morena, que engoliu tudinho. Depois colocou a camisinha, virou ela de quatro e foi enfiando sem pena. Ele não sabia se ela gemia de dor ou de t***o. Segurou ela pela cintura e socou sem dó. Enfiava e tirava devagar, depois ia rápido. — Ahhhhh! Ela gemeu. Ele fodeu ela por uns meia hora daquele jeito, até sentir as pernas dela tremerem. Continuou metendo forte e rápido. — Ahhhhh! Ela gozou. Ele deu umas estocadas fortes, segurou ela, deu outra e urrou, gozando e enchendo a camisinha. Soltou ela, que caiu exausta na cama. Ele levantou, tirou a camisinha, amarrou e jogou no vaso. A mulher vestiu a roupa, pegou o dinheiro e foi embora junto com a outra. Pedro comentou: — c*****o, que mina gostosa, cara. Dei uma f**a gostosa, nem quis repetir. p***a, RD, escutei daqui as estocadas que você dava nela. A cama batia na parede. Ela parecia gostosa também. Ricardo olhou sério e respondeu: — Muito gostosa. Mas eu só me aliviei mesmo. — Vamos dormir. Quero acordar cedo amanhã. Quero ler aquele documento. — Boa noite, Pedro. — Boa noite, RD.
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