—...os nomes dos corredores favoritos...- Fala elevando a voz tipico dele- Primeiro Gerard com sua potente skyline GT- R , segundo Wesley com seu mustang, terceiro Alexandre com seu muscle car, quarto Sidney a gata com seu Dodge Viper SRT- 10 e por ultimo... e Quinto lugar com Samantha a "maloqueira", com seu Dodge charger R/ T.- Algumas pessoas começam a gritar eufóricas.
Dom me olha de boca aberta e sorri.
Dom- Então você a "maloqueira", toma cuidado querida, parece que esses corredores ai não vieram brincar... -Bufo de tédio.
Odeio quando me tratam como criança.
Samantha- Não sou sua querida, assim como eles não sou de perder fácil, você acha que receber o apelido de "maloqueira" foi de graça? -Pergunto e ele se assusta.
Dom- Perdão não foi isso que eu quis dizer...
Samantha- Mais foi o que deu a entender...- Falo ríspida, mais sinto uma dor aguda nas costas, o que me faz ficar fraca das pernas e quase cair.
Ainda bem que o Dom foi bem rápido e me segurou pela cintura.
Dom- O que você tem querida? Por favor não vá competir... -Pede como se fosse meu pai ou algo do tipo.
O que me faz pensar desde quando dei i********e pra ele me chamar de querida?
Me apoio em seus braços que podem ser facilmente vistos como uma coxa grossa, é como se ele malhasse todos os dias sem descanso.
Vel- Samantha ainda bem que te achei sua doida, escuta você não vai ta me ouvindo, não vai. -Fala me ajudando a ficar de pé.
Rolo os olhos pelo lugar e percebo que o Pedro se afastou de nós.
Samantha- Eu quero... Preciso... Amo fazer isso e nenhum de vocês vai me impedir... - Digo entre suspiros de dor.
Sem querer Dom acaba tocando em minhas costas, me fazendo arfar e soltar um grito.
Dom- Desculpe... - Diz tocando meu rosto e posso sentir sinceridade em seu olhar.
Viro pra Vel e vejo sua cara de "vai dar namoro" no ar, credo, fico corada e afasto meu rosto das mãos dele.
Quem é esse cara e por que se preocupa tanto comigo?
Consegui ficar de pé, com um pouquinho de ajuda do Dom e da Vel...Tá, tá muita ajuda.
Saí de perto deles e fui mesmo sentindo dor, pro meu carro, mas o chato do Kill quer por força me fazer desistir.
Kill- Tenta entender "Maloqueira", hoje não é seu dia, tenho certeza que quando estiver bem...- Pede segurando a porta do carro.
Samantha- Como eu já disse nada do que disser, me fará mudar de ideia. -Digo cruzando os braços sobre o peito.
Ao falar isso, vejo Dom, Vel e Clarinha se aproximando preocupados.
Bufo irritada.
Clarinha- Sai agora dai Sah.- Diz batendo no capô do carro.
Samantha- Já disse que não, me deixem em paz... Eu estou bem. -Falo mostrando um riso falso.
De relance vejo Dom balançando a cabeça.
Vel- Você não esta bem e tudo por culpa do seu pai, aquele monstro...- Grita e por ironia do destino tudo fica em silencio.
Olho irritada pra Vel e saio do carro.
Vel- Desculpa Sah... Eu não...- Me aproximo dela e apenas toco seu ombro.
Samantha- Tudo bem miga, sei que não fez por m*l- Sussurro apenas pra ela escutar.
Kill- Olha a conversa ta boa, ótima mesmo, mas caso não lembrem sou o dono desse racha... Seria possível decidir logo Maloqueira, vai ou não?- Pergunta me fitando, logo todos estão gritando e perguntando se vou ou não.
Balanço a cabeça nervosa.
Samantha- Eu, eu não sei...
Kill- Pois eu sei, você não vai, não por que não é boa corredora, mas por que não esta bem. -Fecho o punho pronta pra socar a cara dele.
Samantha- Já disse que eu...
Dom- Você não vai! - Grita, com sua voz dominadora.
Samantha- Como sabe que não vou? -Pergunto ríspida.
Dom- Por quê quem vai sou eu. -Diz me empurrando de lado e entrando no carro.
Samantha- Ei, o que pensa que esta fazendo? Sai logo dai. -Falo e sem me ouvir ele fecha a porta do carro.
Dom- Estou fazendo o que já devia ter feito a muito tempo querida! -Droga, querida? Essa palavrinha novamente.
Bufo chutando o pneu do carro, e sem se importar ele dirige em direção aos outros carros posicionados.
Que teimoso!
Não é diferente de você.
Sinto Clarinha me abraçar por trás e beijar meu pescoço.
Clarinha- Ele é tão teimoso né, parece com alguém que conheço.- Comenta irônica e deixo escapar um riso.
Vel- Verdade, e que gato... De boa, se não quiser Sah, lembre-se da sua velha amiga aqui!- Fala sorrindo.
Samantha- Ele é louco isso sim, estou bem, eu só...- Falo dando um soco no ar, mas as dores na costa continuam latejando.
Solto um gemido baixo.
Vel e Clarinha- Sah, você esta bem?- Perguntam em uníssono.
Mostro meu melhor sorriso pra elas. Até que Pedro vem com sua gangue e não parece nada feliz.
Pedro- A culpada disso é você, se acontecer alguma coisa com meu irmão sua vaca, eu juro que...- Fala girando ao meu redor, como se eu fosse sua presa.
O que não deixa de ser verdade!
Vel- Não fala assim com a minha amiga. -Grita e fico em sua frente pra acalmá-la.
Depois, volto meu olhar pra ele.
Samantha- Agora escuta aqui senhor "mauricinho", a culpa não é minha se seu irmão virou suicida... Ele quis ir no meu lugar e não venha me ameaçar. -Dito isso, ele sai batendo forte seu ombro no meu.
Seus amiguinhos apenas me fitam com raiva e saem como cachorrinhos atrás do dono.
Clarinha- Ele é bem diferente do irmão... É mais gato!- Dou um tapa em seu braço.
- Ai galera houve mudanças nos corredores, a "maloqueira" teve que sair -Kill avisa no alto falante e escuto reclamações das pessoas- Calma pessoal, vocês não entenderam... Ela não esta nos seus melhores dias, mas garanto que irá voltar, por isso quem correrá no seu lugar hoje é o Dom, ele vai dirigir o Dodge Charger R/T, espero que o recebam de braços abertos.
Dom acena colocando as mãos pra fora do carro e a torcida começa a gritar seu nome.
Puxo as garotas em direção a arquibancada e sentamos nas primeiras fileiras, conseguindo uma boa imagem dos corredores.
- E Que comecem os jogos!- Intervém Kill, gritando feito louco.
No meio da pista desfila uma loiraça com corpo de modelo e posso dizer seminua, se uma mini-saia transparente e um biquíni de cima, são considerados roupas, então não sei mais o que vestir.
Ela carrega a bandeira do Brasil e balança no ar, depois conta até três e deixa a bandeira cair no chão, iniciando assim a corrida. Dom sai em disparada e tenho que admitir ele é bom, sai em uma velocidade incrível e consegue ultrapassar os competidores, a única coisa que tenho medo, são os obstáculos, da tela plana posso ver a estrada se abrir e um buraco no meio aparecer, caramba o Kill é louco, aquilo deve ter uns dez metros de queda, tenho pena de quem cair nesse abismo.
Extremeço só de pensar.
As horas se passavam e a corrida continuava, meu medo ainda corria em minhas veias, os carros estavam indo em direção a estrada que se abria.
Samantha- O Kill precisa parar isso, antes que aconteça algo pior... - Falei me levantando da arquibancada.
Vel- Nem pensar, olha o Dom é bom nisso, parece que vivia em rachas. - Diz e vejo o Dom ultrapassando e liderando a corrida.
O cara era realmente bom.
Clarinha- Senta vai. - Diz me puxando pra sentar e sento frustrada.
Argh, que ódio era pra eu estar ali, não ele.
O que eu mas temia aconteceu, Dom saltou com o carro e conseguiu chegar do outro lado, enquanto alguns caiam no precipício. Coitados, ver suas mulheres e filhos chorarem foi a pior cena. Não foi atoa que Kill, não quis que eu participasse.
Logo a corrida termina e Dom finalmente chega em primeiro lugar.
Clarinha- Viu, ele fez isso por você. - Diz me abraçando.
Entorto os lábios.
Samantha- Até parece que esse "riquinho" vai gostar de mim... Sem chance. - Digo indo em direção do meu carro que pelo visto mergulhou na lama.
Vel- É sim, tudo isso pra provar que faria tudo e qualquer coisa por você...- Comenta sorrindo e eu a olho feio.- Que foi?
Samantha- Chega, não quero me iludir achando que um comedor de caviar e Champanhe gosta de mim...- Digo abraçando meu amor, meu carro.
Dou um beijo em seu capô.
Dom- Não se preocupe comigo, eu estou bem. - Diz com desdém.
Sem olhar pra ele entro em meu carro, analisando cinto de segurança, volante, embreagem, freio, assento, janelas e seu espelho.
Dom- Acho que isso é seu. - Diz entregando a chave de um Aston Martin DB9.
Samantha- Valeu, mas é seu, você ganhou. - Falo colocando a chave em suas mãos.
Rolo os olhos e não vejo mas minhas amigas, acho que foram embora, assim como eu elas tem horário marcado pra estar em casa.
Dom- Esse carro é seu, só ganhei por que corri com o seu carro. - Retruca entrando no carro comigo.
Samantha- O que pensa que esta fazendo? Sai já daqui.- Falo fazendo uma carranca pra ele, mas o mesmo apenas me ignora.
Kill- Olha senão quiserem pode ser meu tá, sem problema nenhum.- Fala de intrometendo.
Dom e Samantha- Não!- Falamos em uníssono.
Kill- Bando de estraga prazeres. - Diz se afastando.
Como a dor nas costas ainda me irritava resolvi aceitar as chaves e Dom veio dirigindo ele até minha casa.
Chegamos e ele insiste entrar em casa comigo.
Dom- Quero apenas te levar pra cama só isso...- Diz inocentemente.
A dor ainda me assombrava, por isso ele resolveu que quer me levar pra cama a força.
Samantha- Não sou uma invalida e se alguém ouvisse você dizer isso pensaria outra coisa. - Comento, enquanto ele me pega no colo.
Dom- Deixe que pensem o que quiserem, vou levá-la até sua cama Senhorita. - Diz me carregando até meu quarto.
Passamos pela sala e vejo meu pai caido no chão com uma garrafa de vodca na mão. " Oh papai".
Dom- Preciso me preocupar?- Murmura nervoso.
Samantha- Precisa sim, pode ser um bêbado caido, mas quando vê sua única filha sendo carregada por um homem até seu quarto, se prepare pra ter seu "amiguinho" arrancado. - Digo tentando botar medo nele.
Dom- Sinto muito, mas precisa melhorar, você mente muito m*l- Fala subindo as escadas comigo sem se importar com os roncos do meu pai.
Samantha- Saiba que posso andar...-Digo fazendo bico.
Dom- Pronto esta entregue senhorita Samantha. - Diz fazendo meu corpo deslizar pelo seu até o chão.
Uma corrente elétrica invade o espaço entre nós, seus olhos encontram os meus e um silencio preenche o quarto.
Passo a lingua involuntariamente pelo lábio inferior.
Nunca tinha observado quão lindo esse homem é... Sua barba por fazer, seu olhar dominante e ao mesmo tempo submisso a mim, seus lábios carnudos convidativos estão tão próximos que quase posso ouvi-lo dizer" me beije".
Sinto sua mão descer até minha nuca e a outra me puxa pra si, logo sua boca entra em contato com a minha e posso dizer como fiquei tanto tempo sem beijar este homem? Como suportei me manter distante? Se tudo o que meu corpo, mas queria era ele.
Sua língua explorava cada canto da minha boca em uma sintonia acelerada, um beijo doce e rápido. Até que me desequilibro e caio na cama trazendo seu corpo comigo, mas com sua experiencia ele apenas me rola fazendo eu ficar por cima dele.
Respeite seu pai.
Mas ele, ele...
Ele esta na sala e você esta no quarto com um homem que nem ao menos conhece.- Meu subconsciente me avisava a toda hora.
Porém aquele homem parecia um imã do qual eu estava presa.
O beijo estava ficando cada vez mas intenso, nossas respirações estavam super ofegantes, quando escuto meu pai me chamar:
Diego-Samantha...Samantha.- Repetia várias vezes.
Quebro o beijo e peço pro Dom se esconder no meu banheiro.
Dom- Mas Samantha, preciso ir embora... Tenho trabalho amanhã e...- Diz me dando mas um selinho, o que me faz rir.
Samantha- Sinto muito, mas de qualquer maneira não saia dai, por favor. - Falo fechando a porta do banheiro e quando viro dou de cara com meu pai.
Ele parece mais desconfiado que nunca.
Samantha- Sim papai, o Senhor me chamava...-Falo arrumando a cama.
Diego- Estava falando sozinha garota?- Pergunta ainda segurando a garrafa de vodca.
Samantha- É... Sim, eu estava ensaiando pra uma peça de teatro, besteira minha...
Diego- Hum.. Quero saber como esta sua costa? Depois da surra que te dei.- Diz se aproximando de mim e levantando a blusa.
Analisa um pouco o estrago que ele mesmo fez e faz cara feia.
Diego- Precisa passar remédio nisso... Hum, comprei este aqui, espero que ajude.- Diz jogando uma caixa de medicamentos na cama.
Abaixo a cabeça e arrumo a blusa.
Samantha- Obrigada papai.- Falo deixando uma lágrima cair.
Diego- Tudo bem... E para de falar sozinha, vou dormir...
Se cuida. - Diz fechando a porta.
Sento na cama e pego os remédios.
Ele se preocupa mesmo comigo...
É espera só pra levar a próxima surra, dessa vez ele vai te amar.-Diz meu subconsciente com desdém.
Dom sai do banheiro e se aproxima de mim.
Dom- Então esse é o tal monstro... Você tem que denunciar ele. - Diz tocando minha mão.
Samantha- Olha não se meta na minha vida, este é meu problema e você não tem nada haver com isso!- Falo decidida.
Dom- Sinto muito, sei que ele é seu pai e que o ama muito... Mas e sua mãe, onde está?- Pergunta e me sinto sendo investigada por um policial.
Levanto da cama e puxo seu braço.
Samantha- Vem, acho que ele já dormiu, por isso é melhor você ir pra casa. - Falo e ele me segue até a porta da frente.
Dom- Por que não se abre comigo Samantha? Por que é tão fechada?
Samantha- Por que sou Samantha, não sou as putas fáceis que você pega por ai... Agora some. - Falo sem olhar pra ele.
Dom- Tudo bem, eu vou mas prometa que vai a minha festa amanhã, me deixaria muito feliz se fosse. - Suplica e cruzamos os olhos.
Samantha- Pode ser que eu vá.- Sussurro e vejo o brilho nos seus olhos.
Desvio o olhar dele e vejo seu motorista na rua lhe esperando. Charles esse é seu nome.
Dom- Obrigado, te espero ansiosamente. - Diz por fim entrando em seu carro e saindo em disparada.
Um sorriso se forma nos meus lábios, mas o desfaço lembrando com quem eu estava lidando, com um homem rico, que jamais deixaria sua vidinha e suas putas fáceis por mim, jamais.
Entro em casa. Trancando a porta e me jogando no sofá, logo meus olhos ficam pesados e me deixo dormir.
Na manhã seguinte sou despertada por um barulho infernal, droga meu pai esta quebrando mas um DVD de rock da minha falecida mãe.
Levanto do sofá e tomo o ultimo DVD de sua mão.
Samantha- Não pai, são as recordações dela, se você não quer, eu as quero pra mim. - Grito e sem hesitar ele me da um tapa.
Essa não ele esta alcoolizado.
Diego- Nunca levante a voz pra mim garota...Vou quebrar tudo o que me faz lembrar dela...Tudo - Diz me empurrando no chão e saindo de casa feito um louco.
Levanto do chão e corro pra fora de casa pra tentar alcançá-lo, mas é impossível, papai não esta mas a vista, deve ter pego alguma carona.
Droga, droga, mil vezes droga.
Entro em casa e arrumo a bagunça que ele fez no chão da sala, DVDs quebrados, fotos, álbuns da família... Roupas da minha mãe, tudo dela. Deixo algumas lágrimas caírem e logo estou soluçando como uma criança.
Antes que eu me desespere ainda mais, escuto passos atrás de mim, viro e vejo minhas duas amigas assustadas por me verem chorar. Correm até mim e me abraçam.
Vel- Calma Sah, tudo vai ficar bem...- Diz beijando minha testa.
Me encolho entre elas duas e fico em silêncio. Minha vida sempre foi assim, apanhar, sofrer e chorar, tudo se resume a um fracasso sem volta.
Clarinha- Levanta amiga, vamos ajudar você a arrumar toda essa bagunça. - Diz fazendo um coque no meu cabelo, enquanto limpo meu rosto com um lenço.
Ergo a cabeça e resolvo arrumar tudo, com elas.
Se chorar adianta-se alguma coisa, minha vida estava um paraíso.
Passamos um bom tempo trabalhando e fomos as três pro meu quarto.
Clarinha- Então você vai a festa do Dom hoje né?- Pergunta estalando os dedos.
Samantha- Com tudo o que ta acontecendo, você acha sinceramente que tenho cara pra isso?- Pergunto colocando as mãos sobre o peito.
Vel- Ah Sah, brigas entre familia acontecem todo dia, não invente desculpas você vai sim. - Levanta da cama e vai até meu guarda roupa, retirando a caixa com o vestido que o Dom havia me dado.
Clarinha- Que lindo, é totalmente um sonho, quero te ver vestida nele. -Diz sorrindo.
Vel abre a caixa e sacode o vestido pra lá e pra cá.
Vel- Cuida Samantha. - Diz fazendo sinal pra que eu me vista e eu apenas mordo o lábio inferior com preguiça.
Vel e Clarinha- Samantha!- Advertem em uníssono.
Samantha- OK vou vestir.
Me dispo e coloco o vestido sentindo seu tecido macio deslizar em minha pele.
Vel- Nossa babei de inveja. - Diz com um sorriso bobo.
Vou até o espelho e me fito por alguns instantes.
Clarinha- Quem sabe vocês não se beijam em?- Pergunta me cutucando no braço.
Samantha- A verdade, é que já nos beijamos...- Disparo sem querer e elas abrem a boca.
Vel e Clarinha- E você escondeu isso da gente?-Perguntam em uníssono.