Depois do jantar, a mansão voltou ao seu estado natural: elegante, silenciosa, levemente inquietante. O tipo de lugar onde até os quadros parecem guardar segredos. Salvatore caminhava ao meu lado sem pressa, uma das mãos no bolso, a outra passando pelas costas da minha cintura como se ainda estivesse marcando território, mesmo depois de todas as piadas do jantar. — Eles te cansam? — perguntei, enquanto subíamos as escadas. — Nem um pouco. Me divertem. Mesmo quando estão prestes a se matar com piadas veladas. — Então você se diverte fácil. — Sorri, mas ele não retribuiu. — O que foi? Paramos no fim do corredor. A porta do nosso quarto ainda fechada, o mundo do lado de fora quase distante. Ele virou o rosto na minha direção, mas demorou a falar. — Dante e Luca rindo juntos me faz lembr

