As portas se abrem para uma sala ampla, envolta por painéis de monitores: câmeras sobre cada mesa, cada corredor, cada porta de serviço. Pessoas com fones, olhos rentes às telas, marcam movimentos com códigos que não entendo. É silencioso e grave, como uma cabine de avião. — Essa é a torre — ele apresenta, sem protocolar. — Vocês já conhecem a Bianca. — Ninguém parece conhecer, mas todos assentem como quem recebe uma instrução. Um monitor maior, ao centro, mostra um mapa do cassino com pontos verdes se deslocando. Salvatore se aproxima, coloca a mão nas costas da cadeira de um dos analistas e observa dois segundos, só dois, antes de apontar: — Ajusta a câmera da roleta três. O croupier está virando o pulso demais. — Sim, senhor. Ele sabe a casa dele. Sabe até o jeito que um pulso deso

