Nezu no resto daquela noite estava uma pilha de nervos. Ectoplasm enquanto fazia sua ronda deixou um de seus clones na porta da sala dos professores para evitar que qualquer um entra-se. O rato raramente perdia a cabeça ou a sanidade, e com os acontecimentos da Comissão do Herói o ser hibrido realmente se perdeu. Raiva, irritação, ódio, rancor preenchiam aquela sala e seus gritos de frustração puderam ser ouvidos das passagens que davam para a sala dos professores. Isso sem contar os moveis que Nezu provavelmente destruiu em seu ataque de raiva. Qualquer professor ou alma humana saberia que a melhor coisa a se fazer naquele momento seria FUGIR ou se ESCONDER caso aquele ser hibrido o olha-se torto.
Nezu acabou de fazer seu objetivo de vida capturar Izuku Midoriya a qualquer custo, independente do dinheiro que poderia gastar ou das pessoas que ele iria m***r no processo. Afinal de contas, a morte era algo natural, as pessoas sempre morrem e outras apenas precisavam de ajuda para atingir esse resultado.
Por mais que ele se n**a, Nezu realmente havia levado para o pessoal o ataque em sua escola, se fosse apenas os dormitórios ele estaria minimamente ok. Era algo justo, assim por dizer, nenhum aluno foi machucado. Mas com o sequestro de Momo que saiu totalmente pela culatra, uma vez que seu rastreador estava em um lugar e seu corpo estava em outro o rato pirou. Ele não havia planejado e nem pensado nessa possibilidade, o que ganhou mais tempo para os vilões a matarem. Nezu sabia que Momo a esse ponto já estaria sendo tortura e provavelmente morta pelas mãos daquele garoto i****a.
Quando a comissão chegou na escola Nezu já havia tido um m*l sinal e um m*l pressagio, mas quando percebeu que não conseguiria enganar a mulher ou ao menos ganhar mais tempo para perseguir Izuku Midoriya seu chão despareceu. A escola na qual ele se dedicou tanto estava começando a afundar na lama, suas cicatrizes estavam começando a ficar amostras e para finalizar o pacote de desgraça, Midoriya estava não só forçando aquele machucado quanto estava criando novos machucados, mas rápido do que eles podiam se curar.
Estava muito tarde da noite para o Diretor fazer qualquer ligação ou adiantar os pedidos de transferências, na verdade, o ser hibrido gostaria de enrolar o máximo que conseguisse para capturar Midoriya até o final da semana para não precisar fazer isso, mas obviamente não daria certo. Suas esperanças estavam desaparecendo aos poucos junto de sua bondade e seu lado lucido. Seu lado insano estava tomando o controle e num ataque ele logo se jogou contra a cadeira de sua mesa e a puxou para perto da mesa, batendo suas patas sobre o teclado várias vezes para hackear as câmeras da cidade e descobrir onde aquele BASTARDO estava.
Nezu estava disposto a sacrificar muitas coisas naquela noite, Nezu estava disposto a sacrificar a vida de heróis para proteger sua escola e sua reputação, Nezu queria m***r Izuku Midoriya, mas sabia que se fizesse isso a escola seria fechada permanentemente e ele voltaria a ser um rato de laboratório. A comissão queria o garoto vivo e provavelmente o trancariam no primeiro lugar secreto do governo para abafar toda essa história ou o drogariam de forma tão pesada que o garoto iria delirar entre o mundo real e o mundo da fantasia, o fazendo aparecer em público poucas vezes para dizer que o garoto estava melhorando gradualmente. Ele se sentiu um pouco melhor em pensar que a mente de Midoriya seria quebrada com drogas pela comissão, mas não o suficiente para não desejar a morte dele. Nezu queria fazer Midoriya se de seu experimento pessoal ou em outras palavras o usar da mesma forma que os humanos o usaram.
Inko Midoriya estava em choque e alegre ao mesmo tempo, A mulher mais cheinha não sabia exatamente o que deveria sentir sobre seu filho. Ela sentia muito orgulho pelo o que ele estava fazendo e pelo o que ele estava lutando, mas ver seu filho sendo sequestrado daquela forma era de partir o coração. Ele estava sofrendo muito e tudo que ela podia fazer era aceitar em silêncio e acompanhar as notícias.
Izuku nunca contou ou falou para sua mãe sobre sua vingança pessoal ou suas metas. Para Inko seu filho estava escondido para evitar chamar suspeitas, sua mãe sempre confiou em seu filho em todas as coisas possíveis e quanto ele falou que tudo era um m*l entendido e que ele fugiu para provar isso, Inko sentiu um grande alivio em seu peito.
Naquela mesma semana que Midoriya a visitou o garoto o havia entregado grandes quantidades de dinheiro e quando ela o questionou sobre isso, o garoto de cabelos verdes afirmou que tudo foi legalmente conseguido. Ele havia trabalhado duro com suas análises e as vendeu por uma grande quantidade de dinheiro para arrumar para sua mãe. Ele prometeu e jurou que todo o dinheiro foi obtivo de forma legal. De certa forma foi verdade, ele trabalhou para conseguir esse dinheiro, o que ambos poderiam não saber era se esse dinheiro era roubado ou não. Isso já era outro assunto que nenhum dos dois perguntaram ou se aprofundaram. Izuku deveria ter feito isso? Com toda certeza deveria! Mas ele vez? Obvio que não! O garoto era muito inocente e preguiçoso para checar a numeração das notas.
O garoto havia conseguido para mãe um lugar para morar. Uma casinha bem direcionada e escondida na capital do Japão. Ela era grande e moderna, mais do que suficiente para uma mãe solteira e com a grande quantidade de dinheiro que seu filho a entregava e a enviava durante os meses, Inko, poderia ser considerada uma das mulheres mais ricas do Japão. A senhorita Midoriya nunca gastou muito, ela vivia uma vida tranquila e pacifica acompanhando as notícias sobre seu filho. Principalmente com o fato dele ser inocente.
A mulher foi recebida de braços abertos na nova cidade, ela comprou todos os seus moveis na nova cidade e a decoração de sua casa. Somente quando ela entrou no bairro no qual ela iria morar que ela se deu conta que era um dos bairros mais caros e chiques do Japão. No seu primeiro dia de mudança, com todos os moveis tirados da caixa e instalados suas vizinhas foram imediatamente a visita-la com bandejas e cestas de presentes, biscoitos, flores para agradar a nova moradora, uma vez que todos queriam saber quem era a nova mulher rica que iria se morar para cá.
Inko fez amizade com todas elas e quase toda semana elas se juntavam em sua casa para conversar. A mulher se mudou e ganhou uma vida estável e amigável, nunca passou por problemas e provavelmente nunca iria passar por problemas tão cedo. Sua identidade ainda era a mesma e ela nunca foi dada como procurada ou desaparecida por que ela se despediu dos o havia antes de partir, dizendo que iria morar com seu marido, Hisashi Midoriya.
Kyoka Jirou criou um grupo: Turma 1-A
Kyoka Jirou mudou seu nome para: Rock-In
Kyoka Jirou Adicionou Fita-Crepe, Pikachu, BOOM e +7 pessoas.
[Rock-in]:
Momo foi sequestrada. Está em todos os noticiários.
[Fita-Crepe]:
O que você quer dizer com isso?
[Duro como pedra]
E verdade! Está na televisão agora, dê uma olhada!
[Gravidade?]
Vocês não estão brincando, certo? Isso e muito sério!
[Calda!]
p**a m***a velho! Não acredito que isso aconteceu!
[Rock-in]
Alguém avisou o Todoroki?
Eles são um casal ainda certo?
[Sombras]
Eu vou adicionar ele no chat, eu tenho o número dele.
Kyoka Jirou transformou Sombras em um administrador.
Sombras adicionou Termômetro Gostoso no grupo.
[Termômetro Gostoso]
Por que esse nome?
[Gravidade?]
Combina com você.
[Termômetro Gostoso]
....
[Rock-In]
Enfim, Todoroki, olhe os noticiários. Talvez você queria se sentar com a notícia.
Estaremos aqui caso você queira conversar.
Termômetro Gostoso saiu da conversa.
[Gravidade?]
Alguém deveria ir checa-lo, antes que ele faça alguma burrada.
Kyoko Jirou está off-line-line.
Izuku Midoriya finalmente havia acordado pela segunda vez naquele dia. Sua cabeça ainda latejava, porém bem menos do que da noite passada. Sua respiração estava quente e ele sentia sua pele grudando e pregando em sua roupa, era uma sensação r**m, nojenta. Ele se sentia sujo naquele momento. O garoto estava suando feito um porco em outras palavras.
Se levantando da cama, dessa vez, ele tinha um senso de equilibrou minimamente aceitável. Sua cabeça estava em ordem e com poucos passos até se acostumar novamente a andar ele caminhou em direção ao banheiro, desabotoando os botões de sua camisa e jogando sua roupa pelo chão. O que era basicamente sua blusa e sua boxer. Quando ele finalmente entrou no box do chuveiro ele o ligou na água quente, mas soltou um grito ao sentir a água gelada, da qual não esperava, cair sobre ele de uma vez. Ele rapidamente desligou o chuveiro e olhou para cima para ver que o mesmo estava desligado. Midoriya ficou nas pontas dos pés e esticou para cima para tentar tocar o botão para ligar o chuveiro, com um pouco de esforço e quase caindo algumas vezes ele conseguiu ligar aquela porcaria.
Foi uma cena engraçada ver o garoto se equilibrando e colocando, inconscientemente a língua para fora ao tentar ligar o chuveiro, principalmente para Dabi e Toga que correram ao ouvir o grito e se depararam com a cena. Shigaraki vinha logo atrás pensando que poderia ser uma invasão, mas logo todos saíram ao ver que, ou presumir, que Midoriya se encharcou com água gelada.
Quando o garoto finalmente saia do chuveiro se sentiu limpo e sem ter o corpo mais pregando ele se secou drasticamente com a toalha, principalmente seus cabelos. Parando em frente ao espelho o garoto cogitou em tentar arrumar aquela juba em sua cabeça, mas por experiência própria ele sabia que se tenta-se fazer algo assim um pente iria quebrar. Seu cabeço era indomável como ele, mesmo existindo controversas obvias em seu pescoço.
Quando ele abriu o armário ele sorri ao ver que tinhas roupas e ficou um pouco preocupado pelo fato dele não ter.... Privacidade nesse lugar. Mas ignorando o fato obvio que alguém estava entrando em seu quarto ele rapidamente se vestiu com uma calça, cueca e blusa de botões antes de sair de seu quarto e ir para o bar. O garoto logo ao encostar a porta de seu quarto ele abriu um grande e calmo sorriso e caminhou pelos corredores, olhando atentamente para Momo paralisada no canto do cômodo.
-Se importam de explicar...? - Falou o garoto erguendo sua sobrancelha. Suas memorias de hoje cedo ainda estava um pouco turva, principalmente as de ontem. Ele agradeceu por não ter sido violado nessas últimas horas.
-Considere isso um presente de boa-fé. - Respondeu Kurogiri colocando um copo atrás de seu balcão. Midoriya ainda tinha dúvidas se esses copos realmente precisavam de tanta limpeza ou se isso era uma espécie de toque para ele.
-Vá em frente e a use-a.- Disse Kurogiri coçando seu pescoço. -Eu não me importo com NPC- Ele afirmou de forma tão seca quanto seus lábios que nunca testemunharam manteiga de cacau.
-Isso e suspeito. - O garoto disse encarrando Momo que se encolheu com sua voz familiar. -O que vocês querem. - Ninguém nunca havia sido legal em sua vida. Todos o maltrataram então nesse momento seu cérebro entrou em pânico. Parando para pensar a vida de Midoriya desde criança parecia uma história genérica de surgimento de vilão.
-Isso e apenas um presente da Liga para você, agora que você faz parte oficialmente dela- Disse Dabi, deixando Shigaraki coçar seu pescoço de nervosismo por conta de Midoriya. -Um ato de boa vontade. Não queremos nada em troca. - Talvez sua confiança, no mínimo.
Midoriya se aproximou lentamente de Momo e a encarrou, andou um pouco para o lado como se estivesse a analisando. Quando ele não encontrou nada que parecesse suspeito ele olhou para trás, encarrando principalmente Dabi e Toga, antes de sussurrar.
-Por que...? -
Toga ergue sua sobrancelha. A expressão do garoto estava repleta de confusão. Um olhar que Toga entendia muito bem. Sua vida foi complicada por causa de sua individualidade. Por um momento ela conseguiu entender por que ele agia daquela forma. Ele nunca teve um amigo... Ele nunca teve um amor... Ele nunca teve afeto.... Ele era como Toga. Mas a garota loira não se deixou levar pela solidão, ela ainda tenta fazer amigos... Ela tem o Dabi... Shigaraki... Kurogiri.... E possivelmente o Midoriya como amigo e amor.... O esverdeado se deixou ser isolado e se fechou para o mundo... Ele não entendia o porquê daquela gentileza.
-Apenas aceite e cala a boca! - Resmungou Dabi. -Se você tem um lugar para fazer... Seja-la o que quer com ela passe para Kurogiri as coordenadas e ligue para ele quando terminar- Ele ordenou enquanto Midoriya passava a mão pelo resto e olhava para o teto, piscando algumas vezes.