Momo se sentia desesperada. A garota havia acordado em um lugar novo e sentia todo o seu corpo repleto de contenções. Sua individualidade não funcionava, na realidade, ela tentou criar um objeto mais uma camada, que ela julgou ser de elástico, não o deixava sair por completo. Momo não conseguia criar nada. Seus olhos vendados só representava o medo que ela sentia de se sentir sozinha ou até mesmo morta. Ela não queria perder sua vida, ela gostava de viver. Ela tinha uma profissão, ela tinha amigos, ela tinha um namorado! Sua vida era perfeita! Sua boca presa numa mordaça a impedia de conversar, falar ou tentar acalmar seus ânimos. Ela sentia seu queixo sendo perfurado toda vez que ela arriscava abrir sua mandíbula. Encurralada seria a palavra exata de como ela se sentia agora. A voz calma de Midoriya era a única coisa que ela conseguiu ouvir. Midoriya. O colega que ela rejeitou, que o mandou para o tártaro sem olhar para trás. Ela não acreditava que ele estava fazendo tudo isso. Ela queria conversar com ele, mas não conseguia e não podia.
Ela sentiu um solavanco quando seu corpo começou a se remexer daquele chão, que agora estava quente, principalmente onde se sentava. Algo estava a segurando e a levando para algum lugar. Momo murmurou algo e soltou um som de sua boca para tentar ganhar a atenção daquela pessoa, mas nada. Ela sentiu sua respiração parar e o cheiro da bebida e do conhaque havia desaparecido, agora tudo que ela sentia era cheiro de coisas queimando e borracha, principalmente borracha. Lentamente ela sentiu sua venda sendo removida com cautela e calma. Midoriya a olhou de cima a baixo, ela estava tão indefesa.
O menino se ajoelhou a sua frente para ter a sua altura. Ele havia mudado muito. Ele não se parecia nem um pouco com o Midoriya que estava na televisão. Ela sentiu seu coração apertando enquanto o menino parado em sua frente segurava seus braços e retirava sutilmente as contenções em suas mãos. Mesmo com seus braços soltos ela ainda os sentia dormente, não respondendo perfeitamente ao seu comando. Momo não se lembrava de ser drogada.
Midoriya segurou a mão de Momo e a levou com calma até sua boca, dando um beijo tranquilo e amoroso sobre as costas de sua mão.
-Um cavalheiro precisa mostrar cordialidade a uma dama. - Ele justificou.
Momo queria desesperadamente conversar ou falar algo, mas sua mordaça a impedia. Ainda segurando o braço mole de Momo o garoto o levava totalmente para a direita (Braço direito) e o enrolava contra uma corrente de uma forma um pouco apertada e voltava para frente da mulher. Seus olhos estavam repletos de desespero e medo. Lagrimas começavam a se formar. Midoriya puxou o outro braço de Momo e deu um beijo sobre sua mão, logo subindo um pouco e dando um pequeno chupão contra seu pulso antes de amarra-lo contra uma corrente. Momo estava basicamente em uma cruz.
-Senhorita Representante de classe. - Falou sutilmente o garoto enquanto caminhava para trás. Momo cantarolou. Ela não sabia o que fazer, dizer ou pensar naquele momento. Seus olhos eram vidrados em Midoriya. -Eu me lembro muito bem sobre o que aconteceu. Eu fui abandonado por você... Por Lida... Por todos.... Eu senti meu coração se quebrando, minha confiança jogada fora... Minha vida sendo arruinada por uma simples coisa... Preconceito. - Ele disse enquanto pegava uma barra de ferro, com a ponta arredondada e colocando um forno industrial de carvão, já ligado. -Suas mãos estavam atadas na época, você nunca pode me ajudar e nunca quis me ajudar... Isso me machucou... Isso me fez perder minha sanidade... E sabe o que acontece quando sua mente finalmente se quebra? - Ele deu tempo para Momo responder. -VOCÊ FICA DOIDO! Simples assim! - Ela disse num tom eufórico enquanto segurava um martelo industrial. O sardento perdeu um pouco do controle ao puxar o martelo de uma vez da mesa, ele caiu fazendo um barulho alto. A ponta de ferro dele era gorda e grossa. Momo se arrepiou. -Você era a representante de classe... Poderia ter feito algo... Deveria ter feito algo..., mas você levantou sua mão? NÃO! Você me deixou apodrecer naquele lugar! Você me abandonou naquela d***a de lugar! VOCÊ NÃO E MELHOR DO QUE EU MOMO! NÃO E POR QUE VOCÊ POSSUI UMA INDIVIDUALIDADE QUE VOCÊ E MELHOR DO QUE EU! - o garoto gritou com toda a força de seu peito. Ele segurou o martelo com ambas as mãos e andou em direção de Momo.
O garoto agarrou o pedaço de madeira e apertou entre seus dedos antes de levantar de trás para frente e dar uma martelada (180º Graus) contra o braço de Momo. Um baque alto surgiu e ecoou pelos corredores vazios daquele lugar. Momo gritou de forma alta e escandalosa, a lâmina em seu queixo perfurou sua boca, mas não sua língua, fazendo que com o grito ficasse mais molhado e ruidoso. Seus olhos cheios de água finalmente começavam a chorar.
-Eu vou quebrar seus braços, estraçalhar eles, cortar, remendar.... Vou fazer de tudo para que você levante a mão da próxima vez! - Ele disse e deu outra martelada. O barulho do osso se quebrando foi ensurdecedor para Momo que tossiu um pouco de sangue enquanto tentava desesperadamente tirar seu braço daquela corrente.
Midoriya não gostou daquele desespero. Ele deu uma terceira martelada e o braço da mulher ficou completamente dormente. Momo gritou novamente. Seu rosto estava uma bagunça de lagrimas e meleca, que saia de seu nariz. O sangue que escorria por seu queixo caia contra seu corpo e criava uma pequena e miséria possa de sangue no chão. Midoriya teu uma última martelada. Dessa vez não foi apenas o som do osso se quebrando, foi de pele sendo rasgada. Embaixo do antebraço de momo o osso perfurou sua pele ao sair, quebrado ao meio como se fosse uma faca.
-Olha o tanto que e lindo, momo! - Disse Midoriya apertando o osso da mulher que se contorceu de dor. O sangue começava a escorrer por aquele corte e Midoriya se deslumbrava com a visão de músculos sendo dilacerados. Momo parecia implorar por seu perdão. Ela estava babando e sem forças para lutar contra Midoriya. -Bom... Acho que esse braço não serve mais para se levantar. Temos que cuidar da ferida, minha querida. - Disse Midoriya mudando seu tom de voz para algo mais calmo.
O garoto voltou andando até a mesa, deixando o martelo jogado sobre o chão. Ele balançou sua mão de um lado para o outro antes de pegar um machado de incêndio. Momo tentou recuar mais sua posição não a deixava. Ela negou com a cabeça sem parar enquanto via aqueles olhos verdes brilhando andando em sua direção.
-Levante a mão, momo. Fale comigo. Me conte por que você não me ajudou. Eu quero saber. - Disse Midoriya apoiando o machado perto do ombro da garota que já estava em completo desespero. Momo tentou falar, mas não conseguia pela mordaça, ela tentou se mover para Midoriya errar seu golpe, mas no estante que ela tentou puxar seu braço o garoto rosnou e ergueu o machado para trás de sua cabeça e o voltou com tudo sobre o braço de Momo que berrou de dor. Midoriya repetiu o golpe duas vezes antes de decepar o braço da mesma. Momo caiu imediatamente para o lado. -Vamos lá, não morra agora! Temos muito do que conversar! - Sibilou o garoto enquanto andava até a fornalha. Ele pegou o ferro, agora avermelhado, que deixou para esquentar e foi até a garota, colocando seu pé sobre as costelas da mesma ele cauterizou a ferida, parando o sangramento.
Momo desejou a morta naquele estante. Momo queria morrer do que sentir aquela dor enlouquecedora. Mas Midoriya, retirando uma agulha de seu bolso, enfiou contra o peito da mulher e injetou aquele liquido transparente nela. Momo rapidamente despertou
-EU DISSE PARA VOCÊ NÃO MORRER AINDA! - Midoriya berrou. Em um ato de pura fúria ele repetiu o golpe de machado duramente no outro braço de Momo, o mesmo se decepou quase que no mesmo golpe, alguns pedaços de carne e pele ainda o mantiveram grudado no braço da garota que grunhia e alucinava de dor. Midoriya andou para o lado e agarrou o braço de Momo e o puxou para fora de seu corpo. Momo caiu dura no chão a sangrar e a nausear de dor. Midoriya novamente cauterizou a ferida com o ferro.
Midoriya pegou Momo nos braços no estilo noiva e a carregou até uma grande esteira metal. Ele a depositou com carinho sobre ela e levantou algumas grandes ao redor para evitar que o item saísse rolando. Midoriya olhou Momo e se lembrou de seu primeiro dia de aula. Aizawa-sensei parecendo uma lagarta. O garoto não pode deixar de sorrir e andar até o final da esteira.
Apertando um dos botões verdes a esteira começava a se andar e no final dela um gigantesco martelo, digno de filmes, começava a subir e descer, criando um estrondo a cada batida.
-Eu sempre quis ver carne humana sendo amassada por isso... Nos filmes eles sempre conseguem escapar no último segundo...- Disse Midoriya para si mesmo enquanto via Momo apenas desistindo de lutar. A garota estava em choque e já estava traumatizada.
Quando Momo estava sobre o martelo, Midoriya já havia broxado de falar com ela. Ele deixou ambas as suas pernas serem amassadas e com um grito de dor, a garota desmaiava, para então desligar a máquina. Ele inflou suas bochechas de ar e tirou Momo daquele lugar.
A garota só acordou várias horas depois. Seu corpo estava consideravelmente leve e sua boca finalmente estava livre das suas contenções. Ela piscou algumas vezes até finalmente se acostumar da claridade, mas o que ela não esperava ver era um Midoriya de toalha a brigar com seus cabelos verdes, que tinham pequenos toques de vermelho. Momo tentou falar algo mais apenas chiados saia de boca, o que chamou a atenção do pequeno feijão verde.
-Acordou bela adormecida. - Disse ele com sua voz mais natural. O garoto parecia mais alegre do que antes. -Bom, seja bem vinda ao meu quarto! Essa e sua nova casa! - Ele afirmou enquanto galopava até seu guarda roupa, pegando um espelho e levando até momo -E essa e você! - Ele disse colocando o espelho para ela ver.
Ao se ver no espelho a mulher sentiu uma ânsia de vômito tomando conta de seu corpo. Seu estomagado estava vazio e ela agradeceu por isso. A garota estava completamente despida. Seus ombros tinham alguns ganchos queimados junto da pele, igual à altura de suas coxas, que tinha exatamente a mesma coisa pregada em sua pele. Ela estava suspensa no ar pelos capôs em cada gancho. Sua garganta estava completamente aberta com algumas pinças cirúrgicas, ao ponto de dar para ver sua traqueia.
-Vou te explicar como vai funcionar as coisas. - Disse Midoriya com um sorriso. -Eu peço algo, você cria. Se você obedecer feito uma pessoa normal eu te alimento e te ajudo a fazer as necessidades básicas. Caso contrário vou deixar você apodrecer no armário. Acene se você entendeu- Disse o garoto calmamente. Momo acenou com a cabeça. -Perfeito! Foi um prazer fazer negócios com você, Senhorita Momo! -