OITO: Agora Tu O Sabes

3368 Palavras
— Pois espero que morra de fome, e que sofra muito antes de cair por terra. MingHao jogou-se na cama, completamente exausto, mas não fisicamente, sua cabeça estava cansada, cansada de viver entre mil e um pensamentos sobre o que fazer. Suspirou. Sequer tinha fuga, não adiantava o que pensasse. Não gostava daquela cama, ela tinha o cheiro de Jun Hui, que insistia em continuar dormindo ao seu lado, tornando suas noites extremamente m*l dormidas. Jun Hui fazia de tudo para tornar sua vida mais difícil, algo que o ômega lúpus não poderia simplesmente aceitar. Então MingHao passara a torturar Jun da maneira que podia. — Ainda lembras que ele é meu irmão, não lembra? — Seungmin perguntara em uma falsa ofensa. — Podia ser seu pai, iria odiá-lo do mesmo jeito. O ômega mais novo suspirou, não iria negar que estava ao lado do primo naquele momento, pois seu irmão era alguém que não se dava para defender. Em partes acreditava que o Zhang estava exagerando, tratava Jun Hui como se ele também não tivesse sofrido com aquilo. De certo, Jun Hui sofreu menos, e provocou muito sofrimento. — Jun não é... tão r**m assim. — Para mim ele é! — o ômega mais velho se ajeitou para sentar, deixando seu nariz mais longe do cheiro de seu marido que estava preso naqueles lençóis. O pior de tudo era que aquele cheiro o deixava muito confortável, aquecia seu coração. A marca que os prendia, fazia seu lobo amar o cheiro do alfa, e querer senti-lo um pouco mais. A quem MingHao estava querendo enganar? Seu corpo clamava o tempo todo por Jun Hui, acordara diversas vezes sentindo calores intensos percorrendo seu corpo, sentindo uma vontade insana de se entregar para seu marido. Maldita seja aquela marca! — Omma não sabe o que está acontecendo dentro desta casa. — disse o Wu, parecia triste — Jun Hui sempre fala que estão bem, que você o trata com todo o carinho do mundo. Ele não quer que o omma se preocupe, especialmente agora que Giwook está perto de nascer. — Sete filhos. — MingHao soltou um ar de riso — Admiro a coragem do tio Jungwoo. — Logo você também terá muitos filhos, os alfas da família Wu possuem uma fertilidade assustadora. — Não darei filhos a Jun Hui. Seungmin suspirou, MingHao parecia irredutível, nada fazia com que aquele ódio diminuísse ao menos um pouquinho, era como falar com as paredes. Amava muito seu irmão para que não desejasse o melhor para ele, estava lá quando Ren surgiu na vida de Jun Hui, e também estava lá quando ele foi embora. Queria que seu irmão fosse feliz, que juntamente com seu esposo fossem capazes de superar o passado e seguir em frente visando serem felizes. Felizes, apenas isto, mesmo que não se amassem como alfa e ômega. — Mas teu corpo clama por ele, não clama? O Zhang balançara a cabeça afirmando, mesmo que preferisse morrer do que dizer isto ao marido. Sua vontade era de gritar, mandar seu lobo parar com aquilo. Mas não parava, ele só queria ainda mais. — Me sinto patético por isso. — É o natural, estão ligados a vida toda. — o Wu olhou pela janela, já era noite — O nó de Jun Hui é o único que seu corpo aceitará. — Infelizmente aprendi isso da pior maneira. Fora como queimar em brasas quando se deitou com Youngmin, ao vivenciar aquele capricho percebera não se tratar de algo fácil, sofreu e doeu como se mil facas atravessassem seu corpo. Era uma luta interna, seu lobo só aceitaria Jun Hui, se entregar a outro era trair não só o alfa, mas trair seu próprio lobo. E lobos não aceitavam ser traídos. Ambos ouviram um barulho de porta abrindo, Seungmin ergueu a cabeça na direção da porta aberta procurando ver alguém, mas dali podia ver apenas um corredor vazio. — É o Jun Hui. — MingHao o disse, dava para ouvir o desgosto em sua voz — Ele sempre anda até a cozinha quando chega, ainda tem esperanças que um dia eu vá ceder e cozinhar para ele. Francamente, seu irmão apenas perde tempo estando aqui. — Vai mesmo o deixar morto de fome? — Ele que vá comer no... — estava pronto para mandar Jun Hui ao quinto dos infernos, mas parou diante da expressão de Seungmin, ele ainda era irmão do alfa, não seria bom estar o tempo todo sendo c***l — Que vá comer em outro lugar, aliás, ele está até aprendendo, come antes de vir para casa. É, até que não é tão i****a assim. — Acho melhor eu ir. — disse o mais novo, já se erguendo de sua cadeira — Te vejo outro dia, primo. Quer dizer, cunhado. Seungmin deixou o quarto e em seguida também a casa, cumprimentando seu irmão antes de ir. MingHao continuou no quarto, bem quieto. Minutos depois Jun Hui também entrou, quando chegava do trabalho seu cheiro ficava terrivelmente mais forte, enchia as narinas do ômega de um modo que o fazia sentir vontade de gemer, precisava morder os lábios para se segurar. E Jun Hui sabia disso, o que era a pior parte. Quando chegava em casa, o alfa tirava suas roupas na frente dele. Algo que fazia nesse exato momento. O que era terrível, fazia isso como se não se importasse com a presença de MingHao. O ômega o olhava de uma maneira que acreditava ser bem discreta, mas Jun Hui sabia que ele estava olhando. Os corpos dos alfas eram muito interessantes, tão bem moldados pelo trabalho árduo, as cicatrizes os enfeitando e contando tantas histórias. MingHao ainda se recordara das noites em que Youngmin lhe contara as histórias de cada uma de suas cicatrizes, e por dois segundos, apenas por dois segundos, se perguntou se algum dia conheceria as histórias de cada uma das cicatrizes de Jun Hui. O alfa sumiu novamente pela mesma porta que entrou, andando sem roupas pela casa para ir tomar banho do lado de fora. Ao contrário dos ômegas, que eram bem discretos e tomavam banhos em banheiras dentro de casa, os alfas preferiam tomar banho do lado de fora, no quintal. Assim que o alfa saiu, MingHao foi até onde suas roupas ficaram jogadas, procurando por sua camisa. Não contaria a ninguém que aspirou fundo o cheiro de seu marido e se abraçou àquele tecido. Se sentia ridículo, mas desde que passara a viver sob o mesmo teto, se sentia ainda mais necessitado de ter qualquer contato que fosse. Se sentia aos 6 anos, quando acabara de ser marcado, quando precisava dormir vestido nas camisas de Jun Hui, e nas piores noites precisava ser levado até a casa dos Wu, onde dormia na mesma cama que o alfa, juntamente com Jungwoo, que ficava ali para ver se estavam bem. Sua infância fora tão difícil, e quando os cios chegaram as coisas se tornaram ainda piores, ele só queria que aquilo acabasse. Mas como? Quando? As noites eram sempre da mesma maneira, Jun Hui chegava, tomava banho, às vezes saía e às vezes ficava por ali. Mas eles nunca conversavam, e quando tentavam ter qualquer diálogo que fosse, acabavam discutindo, algo que sempre partia de MingHao, que se recusava a ter qualquer tipo de aproximação afetiva. No fim, ambos acabavam deitados na mesma cama, virados para lados opostos, ou pelo menos, MingHao estava virado para o outro lado, pois Jun Hui se virava para o seu esposo sempre que tinha certeza que ele havia dormido, apenas para velar seu sono, para ter certeza de que ele estava ali e estava bem. A verdade era que o alfa dormia pouco, pois também se sentia incomodado de diversas formas, ele pensava muito, pensava o tempo todo. MingHao não sabia, mas no meio da noite ele sempre se virara e abraçava o alfa.       [... Aroma de Ômega ...]       — Não esperava te encontrar aqui. Seungcheol, que estava com ambas as mãos na barra de sua camisa, parou o processo imediatamente, ao olhar para trás se deparara com a imagem de Kim Jeonghan, que o encarava um tanto surpreso, ao mesmo tempo que um meio sorriso habitava seu rosto. Gelou, não era um bom momento para se encontrarem, o ômega estava a segundos de tirar a roupa para dar um mergulho no rio, e não poderia fazer isso com o alfa ali. De jeito nenhum! Jeonghan não podia descobrir que ele era um ômega, se descobrisse perderia sua amizade para sempre. Alfas e ômegas não eram amigos, especialmente se tratando de alguém como o Choi, que nem os outros ômegas chegavam perto. — Ah, eu já estava indo embora. — mentiu, levemente desesperado e sem saber o que dizer ou fazer — Te vejo outro dia, Jeonghan. Mas o alfa tomou sua frente, o impedindo de ir. De certa forma, quando ficavam de frente um para o outro, a diferença na altura deixava as coisas tão nítidas. Seungcheol se perguntava se Jeonghan acreditava mesmo que ele era um alfa, ou se enganava-se de propósito, apenas para não acreditar que havia se enganado um dia. Continuar se enganando, apenas para não se sentir enganado? Os alfas eram mesmos tão orgulhosos assim? — Ah, não, fica, vamos dar um mergulho. — o loiro insistiu — Eu vi que você iria entrar na água, não precisa se incomodar comigo, somos amigos, lembra? Você comprou minha amizade eterna. O menor deixou um sorriso pequeno brotar em seus lábios ao se lembrar deste ocorrido. Quando Jeonghan olhava daquela maneira, era quase impossível negar algo. Mas o que estava pensando? Não podia! Precisava sair dali naquele exato momento, o Kim não podia ver seu corpo em hipótese alguma. Mas para onde iria correr? Viu quando o loiro tirou a própria camisa, algo que o deixou extremamente assustado, ele iria tirar a roupa toda para não molhá-la, bem ali diante de seus olhos. — Há algum problema? — o loiro indagou diante da paralisia do outro. Seungcheol ainda se demorou a situar. — Não posso tirar a roupa na sua frente. — ele disse, parecia um sussurro — Eu sou um ômega, Jeonghan. O Kim soltou uma risadinha estranha, algo que Seungcheol não conseguiu entender. Viu quando o alfa se aproximou e o cheirou de perto, aquele mesmo cheiro incrível estava ali, ao mesmo tempo que um forte odor de alfa também estava misturando-se a ele. Quando olhava para Choi Seungcheol, enxergava o rapaz que trabalhava arduamente na carpintaria, com feições duras e sérias, vestido com roupas escuras, que nem sempre estavam tão limpas. — O que? Não, você não é um ômega, não pode ser um ômega. — Claro que posso, Jeonghan, não consegue sentir meu cheiro? — Esse cheiro não é seu. — o alfa riu mais uma vez, mas parecia nervoso — Não precisa esconder seu parceiro, sei que não pareço confiável, mas eu nunca trairia um amigo. — Jeonghan, me escuta! O alfa ficou quieto, olhava diretamente nos olhos de Seungcheol, que pareciam tão tristes e ao mesmo tempo inseguros. Meio temeroso, levou suas mãos para bem perto do rosto do loiro, que a princípio não entendeu nada, mas o Choi o segurou pelo pescoço, puxando-o levemente para baixo, como se pedisse para que ele se abaixasse. — Você pode... sentir. — ele disse, sua voz estava trêmula e seu rosto ganhara um tom avermelhado — Esse é o meu cheiro, Jeonghan, não vem de outra pessoa, vem de mim. Jeonghan ainda estava meio incrédulo, mas quando Seungcheol ficou na pontinha dos pés para se aproximar mais, fora impossível que aquele cheiro não invadisse suas narinas. Aproximou mais seu nariz do pescoço do menor, bem onde ficava a glândula de cheiro, que estava sempre escondida debaixo de tecidos, mas que agora estava exposta. Seu corpo tremeu e esquentou no momento em que seu nariz tocou aquela pele e aspirou fundo. O melhor cheiro do mundo, a essência de ômega de Choi Seungcheol. Precisara piscar forte os olhos para voltar a si, se afastou de uma maneira um tanto brusca, quase caindo para trás.   — Seungcheol... — Adeus, Jeonghan. — o ômega dissera já se virando para ir, mas subitamente o loiro o segurara na altura do cotovelo, o fazendo se virar para encará-lo. — Por que está indo embora? — Por que iria querer que eu ficasse? O Kim não o soltou. Os olhos de Seungcheol foram diretamente para a mão que o segurava, estava sem força, não o machucava, poderia se soltar e seguir seu caminho, mas ao mesmo tempo queria ouvir o que Jeonghan iria falar, se é que ele fosse conseguir falar algo. Não havia motivos para que um alfa como Kim Jeonghan, fosse querer ficar perto de um ômega como Choi Seungcheol, eram mundos completamente diferentes, realidades diferentes. Mas por que Jeonghan não o olhava como os outros olhavam? — Porque eu não tenho nenhum motivo para querer me afastar de você. — a mão que o segurava relaxou, soltando o braço do outro, que encolheu-se sem saber como reagir. O loiro deu mais um passo à frente, como se a diferença na altura pudesse esclarecer aquilo que ainda não havia entrado em sua cabeça — Me perdoe por isto, Seungcheol, devo ter te ofendido por todo este tempo, eu fui um i****a. — Sei que não pareço um ômega, não sou doce, meigo, não sou do tipo que sorri o tempo todo, e nem sou bonito. — Não fale assim. — Mas é a verdade! — o interrompeu — Ninguém quer ficar perto de alguém assim. O Choi mais uma vez se virou para ir embora, mas Jeonghan foi mais rápido e tomou a sua frente, não queria que tudo acabasse ali, não queria magoar alguém como Seungcheol, que não merecia ser mais ferido do que já foi a vida toda. Choi Seungcheol merecia todo o respeito do mundo, e Kim Jeonghan não era ninguém para desrespeitá-lo. — Não vou me afastar de você. — o loiro disse, parecia decidido demais para que o ômega protestasse — Continua sendo a mesma pessoa para mim. — Alfas e ômegas não podem ser amigos. — Claro que podem! — foi a vez do mais alto o interromper — Você ser um ômega não muda nada, eu ainda o respeito da mesma forma. Somos amigos, Seungcheol, lembra? Amigos respeitam e entendem uns aos outros. — As pessoas vão julgar você. — E eu tenho cara de quem se importa com o julgamento das pessoas? Viu apenas o Choi negar com a cabeça lentamente, talvez meio incerto ou absorto a tudo o que acontecia. Jeonghan sorriu tentando passar alguma confiança, mas o sorriso do ômega veio amarelo, torto e inseguro. Talvez devesse pagar para ver, talvez devesse sentar e esperar. Quem sabe assim que Jeonghan deitasse a cabeça no travesseiro e pensasse um pouco, sumisse de uma vez de sua vida. Ou talvez Choi Seungcheol não quisesse ser apenas um amigo para Kim Jeonghan.       [... Aroma de Ômega ...]       — Seu amigo está na porta de novo. Seungkwan olhou na mesma direção que Seokmin olhava, mas sua visão não era tão boa quanto a dele, ainda não conseguia ver sequer sua casa, muito menos quem estava na porta dela. Estava muito contente pelo passeio que teve com o lúpus naquela tarde, não o vira no dia anterior, pois o alfa havia ido, por terra, até uma alcateia próxima, para resolver alguns assuntos sobre mercadorias que haviam sido danificadas na última entrega. Estava com saudades de Seokmin, mesmo que tenha sido apenas um dia sem vê-lo. Isso o fazia pensar se conseguiria ficar sozinho em casa enquanto o esperava voltar de uma viagem de dias. Mas como desistir se já estava completamente encantado por ele? Encantado por suas histórias, com sua voz, com sua beleza. Tudo em Wu Seokmin fazia Seungkwan querer ficar perto dele, ser dele. — Ele só está com ciúmes. — respondeu, rindo baixinho com esta constatação, Hansol ficava engraçado quando estava enciumado — Não lida muito bem com isso. — Por que ele estaria com ciúmes? Seungkwan coçou a nuca meio nervoso, não que imaginasse que Seokmin fosse se incomodar com Hansol, mas Hansol poderia ficar incomodado se o ômega falasse algo pessoal deles dois para o alfa. Olhou mais uma vez na direção de sua casa, já conseguia ver ao longe Hansol sentado no batente, provavelmente pronto para armar um escândalo assim que chegasse. — Ah, eu sempre dei muita atenção a ele, mas agora eu passo meu tempo livre com você. — o disse, as mãos pequenas seguraram no braço forte do mais alto, havia um sorrisinho em seu rosto — Sabe, passeamos quase todas as tardes, eu sempre conto a ele como foi, mas acho que vou evitar isso agora. — Evitar, por quê? — Ah, isso o deixa ainda mais enciumado, não faz bem, o magoa, mesmo que ele se resuma a dizer que... Bem, Hansol não gosta de você, acho que já notou isso. — confessou — E acho que falar bem de você não ajuda em nada, aliás, acho que até piora as coisas. O alfa parou de andar, parara para analisar bem as coisas naquele instante. Olhara mais uma vez na direção da casa do ômega, que agora estava bem perto. Hansol estava lá, sentado e com uma expressão nada feliz, pelo contrário, ele parecia estar com raiva de algo. Olhou para o ômega, que parecia meio desconcertado. — Ele não é só seu amigo, não é? — o indagou, vendo o Zhang olhar para o lado como se estivesse tentando disfarçar seu incômodo — O que há entre você e esse beta? Viu quando Seungkwan abriu a boca e procurou resposta. Riu nervoso. — Ele é só meu amigo, pelo menos, de minha parte eu o vejo apenas como um amigo. — o respondeu, talvez mais nervoso do que seria o normal — Mas Hansol se diz apaixonado por mim, diz que quer se casar comigo, mas eu não o vejo assim, ele nem... Você acredita em mim, não é? O alfa sorriu, alisou o rosto do menor, que ainda estava nervoso. O abraçou com gentileza e fez carinho em seus cabelos, dessa forma Seungkwan se acalmou. Ele não era assim, não era inseguro, mas naquele segundo teve medo de que aquilo atrapalhasse de alguma forma o relacionamento que estava criando com o Wu. Estava tão feliz com ele, sentindo que havia encontrado um alfa que não o via apenas como um buraco para procriar. — Por que está inseguro, Seungkwan? — perguntou baixinho, ainda abraçado ao ômega — Um rapaz bonito e interessante como você desperta a paixão de muitos, não estou surpreso. Aquilo deixara o ômega muito satisfeito, sairia saltitando se não fosse parecer tão ridículo. Quando voltaram a se soltar, Seokmin entrelaçou seus dedos aos dele, o levando diretamente para sua casa. Onde Hansol ainda estava. O beta não disfarçou seu desgosto quando os dois chegaram de mãos dadas, pelo contrário, olhou para aquilo como uma cena de horror. Seokmin não via a paixão de Hansol como uma ameaça, mas não sabia que tipo de coisas o beta poderia falar. Boatos sempre foram ruins, já romperam muitos relacionamentos que pareciam ser para a vida toda. O que poderia sair da boca daquele rapaz? Poderia ele encher os ouvidos de Seungkwan ao ponto de fazer o ômega querer se afastar? — Irei te ver amanhã? — o alfa perguntou. Mas naquele momento Hansol se ergueu rapidamente de onde estava sentado. — Seungkwan, você prometeu que amanhã iriamos ao campo de flores! — o beta disse eufórico, já pronto para bater boca com o alfa se ele dissesse qualquer coisa que fosse. O ômega se viu numa bagunça. — Sem problemas. — fora o alfa que dissera — Dê atenção aos seus amigos, Seungkwan, poderemos nos ver em outros momentos, creio que seu amigo sente sua falta. — o Wu se aproximou e beijou a testa do ômega, mas fizera aquilo enquanto olhava para a expressão raivosa e enciumada do beta. Ele era fofinho, quase fez o alfa rir — Até mais. Te vejo em outros momentos, Hansol.
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