CINCO: Ele Pode Ser Bom

3176 Palavras
O baú de Jeonghan ficou pronto antes do tempo determinado. Seungcheol não queria admitir para si mesmo que estava ansioso para ver o alfa loiro mais uma vez, mas estava e estava muito. Seu pai suspeitava da maneira afoita com que o filho olhava sempre para a porta, como se esperasse por alguém o tempo todo, mas que esse alguém estava demorando a vir. Ele sabia que alguma coisa havia mudado em Seungcheol, o cheiro do filho estava diferente, ele tinha cheiro de paixão. — Appa, vou sair um minuto. — ouviu a voz do ômega enquanto o Choi mais novo largava o que fazia. Estranhou quando Seungcheol parou diante de um pedaço de espelho que estava preso à parede para poder ajeitar seus cabelos, afinal, ele nunca fora disso. Mas o mais velho não quis comentar e nem perguntar nada. Seungcheol ainda era um ômega, ômegas não gostavam de desleixo. — Certo. — se limitou apenas a isto, por mais que quisesse perguntar para onde ele iria. Siwon não queria ser invasivo com o filho, desde cedo ensinada ao filho que ele era livre. Mas não livre ao ponto de deixar que quebrem seu coração. Seungcheol estava indo atrás de Jeonghan, essa era a verdade. Ele sabia onde ficava a oficina que o alfa trabalhava, já havia passado ali perto e o visto algumas vezes de relance, e não era fácil esquecer uma imagem tão bonita quanto o rosto de Kim Jeonghan. Como o imaginado, ele estava lá, os cabelos presos em um coque frouxe, com alguns fios soltos pelo rosto, que pareciam incomodá-lo vez ou outra, mas estava tão concentrado no que fazia que sequer perdia tempo que ajeitá-los. Era o alfa mais bonito que já havia visto em vida, parecido com as pinturas antigas que seu pai tinha em casa, ele dizia que sua mãe as pintava. Seungcheol não era capaz de entender no que estava se metendo, ele não entendia o que aquele súbito interesse em ver o Kim significava. — Jeonghan? — chamou seu nome assim que parou próximo a ele, tentando ignorar o outro alfa, também loiro, que o olhava, os demais pareciam ocupados demais para perder tempo o olhando. O alfa Kim ergueu os olhos, sua expressão era feliz ao vê-lo. — Ah, oi, Seungcheol. — mas franziu o cenho intrigado com a presença do outro, nunca vira Seungcheol andando em qualquer lugar que fosse, muito menos ali — O que deseja? — O seu... Seu baú ficou pronto, eu só vim... avisar mesmo. — percebera que não tinha muito a falar, ele nunca foi até a casa de alguém para avisar sobre qualquer coisa que fosse, nem mesmo em grandes encomendas — É... você parecia ansioso por ele. Jeonghan ao mesmo tempo que estava feliz pela notícia, também estava confuso, não esperava que o Choi fosse aparecer apenas para lhe avisar sobre isto, ele mesmo passaria por lá pelo fim do dia. Se ergueu de onde estava sentado, deixando o ferro ainda sem forma sobre o pequeno móvel de madeira. — Eu irei buscar, foi até mesmo em boa hora. Não era exatamente uma boa hora, mas por alguma razão o alfa loiro queria ficar um pouco mais de tempo perto de Seungcheol, queria sentir um pouco mais daquele cheiro, em vista de que provavelmente perderiam o contato a partir daquele momento. Era uma pena. Avisou que estava saindo e logo voltava, mas ouviu quando Christopher sussurrou algo como “Se divirta”, mas não entendeu o sentido certo de suas palavras. Ele andou ao lado de Seungcheol pelo caminho até a carpintaria, o ômega queria abrir a boca e dizer alguma coisa, mas não sabia o quê. — Você parece cansado. — ouviu quando o ômega comentou, ele não queria dizer exatamente isso, mas acabou escapando — Quer dizer, eu nunca o vi com o cabelo bagunçado. — Ah, isso. — o loiro mexeu em suas mechas soltas — Estou quase sempre assim, mas arrumo meu cabelo quando vou sair, acabei esquecendo de prendê-los melhor — Ontem à noite eu não dormi muito bem, minha irmãzinha quis dormir comigo e ela se mexe muito, me chutou a noite toda. O mais alto soltou uma risadinha, não resistia aos dengos de Ji Eun. — Quantos irmãos você tem? — perguntou, percebendo que estava começando a se meter demais — Quer dizer... — Tenho 4. — o alfa respondeu antes de tudo — Como você já deve saber, sou o segundo filho do líder da alcateia, as pessoas estão mais acostumadas a mim e ao meu irmão mais velho, mas além de nós há outros três. Uma beta, mais um alfa e uma ômega ainda bem pequena, mas Appa pensa em ter mais. — É uma família bem grande. — E você, tem irmãos? — Não. — ele parecia triste — Minha mãe morreu quando eu era bem pequeno e meu pai não se casou mais, quer dizer, ele irá se casar em algumas luas, mas eu ainda não conheço, só sei que se trata de uma ômega mulher e é um pouco mais jovem que ele, é viúva e sem filhos. Estranhamente Jeonghan se sentia interessado pela história de vida de Seungcheol, queria saber mais sobre ele e achava estranho que o mesmo não comentasse sobre seu ômega de cheiro tão bom. Se fosse ele, estaria sempre falando sobre o quanto seu ômega cheirava aos deuses, seria algo a se gabar. Alfas gostavam de se gabar. — A marca foi quebrada? — Seu marido era um beta. O loiro acenou com a cabeça dizendo que havia entendido. — E você está feliz com isso? Quer dizer, acredito que esteja, deve ser r**m para o seu pai não ter uma companheira, uma ômega dentro de casa muda completamente o lar. — É... vai ser bom tê-la em casa. Mas a verdade era que Seungcheol estava inseguro quanto ao novo casamento de seu pai, com medo de que sua madrasta o tratasse com desprezo por ser assim, ou além disso, que seu pai tivesse outros filhos com ela e passasse a dar atenção apenas para sua nova família, esquecendo-se completamente do filho mais velho e da memória de sua mãe. Ele não queria que a memória de sua mãe se apagasse. Quando chegaram, fora impossível para Jeonghan não notar a atenção que Siwon dava ao que eles faziam, como se vigiasse sua presença ali. Era esquisito, mas não dizia nada. — O baú ficou impecável, seu trabalho é esplêndido. — ele não sabia o quanto aquelas palavras tinham peso quando viam dele — Tenho certeza que farei novas encomendas. — Esperarei por elas. — deixou escapar baixo por entre seus lábios, mas o loiro conseguiu ouvir. Franziu seu cenho, mas ignorou. O alfa pagou pelo baú e o pegou em seus braços, não era muito pesado para um alfa carregar, mesmo que parecesse pesado quando Seungcheol o segurou. Já estava indo embora quando se virou uma última vez. — Vejo-o por aí, Seungcheol. O cheiro que vinha de Seungcheol parecia ainda melhor. Mas para Siwon, aquele cheiro parecia mais apaixonado.     [... Aroma de Ômega ...]     — Acho que essa cortina ficará linda em sua nova casa, o que acha, MingHao? SiCheng era o único que parecia animado com aquele casamento, havia levado seu filho às bancas para poderem comprar coisas novas para a casa em que moraria com seu marido. Ainda era estranho imaginar que se casaria com Jun Hui, lhe dava arrepios imaginar que estariam sob o mesmo, precisando sentir o cheiro daquele alfa que tanto o incomodava. MingHao já não saberia mais dizer como se sentia de verdade, mas tinha certeza que nenhuma palavra positiva poderia descrever essa situação. — Ficará linda, omma. — ainda forçara um sorriso. SiCheng sabia que seu filho não estava completamente feliz, mas se limitava a não falar muito sobre isso, acompanhara todo o sofrimento, não só o de MingHao, mas também o de Jun Hui, depois de um tempo se forçara acreditar que as coisas se resolveriam sozinhas, tentava fazer MingHao olhar aquele casamento com outros olhos, afinal, de nada adiantaria relembrar ao filho as verdadeiras circunstâncias daquela união. A marca de Jun Hui nunca quebrou, ficar distantes de nada os adiantaria. — Muito me alegra em vê-los no início de meus dias. — MingHao ergueu os olhos ao ouvir a voz de seu noivo, não estava feliz em vê-lo, mas preferia ficar em silêncio. Viu quando o alfa beijou o dorso da mão de SiCheng — Tio, está ainda mais belo hoje. SiCheng sorriu. — Obrigado, querido. SiCheng nunca teve nada contra Jun Hui, o jovem alfa sempre lhe parecera um rapaz gentil, apesar de inconsequente, mas isso todos os alfas eram, era algo de sua natureza. Mas para MingHao, Jun Hui não passava de um ser desprezível que infernizava os seus dias. MingHao não queria ficar preso a Jun Hui para sempre, isso não era justo! — Vejo que meu noivo está ainda mais bonito, aliás, sua beleza chega a ser algo que me surpreende a cada dia. — o alfa tocou as mãos de seu futuro esposo e, em um ato que MingHao julgaria como audacioso, beijou o alto de sua testa — Vejo que estão fazendo compras, precisa de algo, MingHao? — Não. — Se for algo com relação à nossa casa, não hesite em falar comigo, quero que nosso lar seja um lugar aconchegante para você. O ômega mais novo detestava aquilo, Jun Hui sempre se fazia de preocupado na frente de seus pais, sendo delicado e atencioso, quando na verdade o infernizava pelas costas. Jun Hui era falso, fingido e sínico, o tipo de pessoa que MingHao mais detestava. — Preciso de dinheiro para comprar algumas coisas, utensílios para nossa casa, meu noivo. — MingHao empurrou um sorriso falso no rosto, entrando no jogo de Jun Hui — Se não ficar muito pesado para você... O Wu também sorriu sínico, entregando nas mãos do ômega uma pequena bolsa com moedas. — Não quer nos acompanhar, Jun? — SiCheng o indagou, parecia animado pela aproximação de seu filho e o alfa. — Não sou muito bom com essas coisas, além disso, confio no bom gosto de meu noivo. — o alfa segurou uma das mãos de MingHao mais uma vez e a beijou — Nos veremos mais tarde, MingHao. — e se aproximando do ouvido do mesmo, sussurrou — Cinco dias, ômega, cinco dias e estaremos casados. — Farei com que se arrependa de sua existência, alfa. Jun Hui sorriu falsamente em desagrado e se foi. Se aquele alfa esperava que MingHao fosse se submeter a ele, ele estava muito enganado. Estava brincando com o ômega errado.       [... Aroma de Ômega ...]     — Um pouco mais abaixo e não andaria mais, é um homem de sorte. O médico comentava enquanto costurava o ferimento de faca nas costas de Zhang Soonyoung, o alfa havia se envolvido em uma briga de bar e levado uma facada em suas costas quando estava desprevenido, havia sangrado bastante, mas não o suficiente para fazê-lo desistir da briga, as coisas saíram bem piores para o homem com quem brigou, um alfa um pouco mais velho e conhecido por gostar de arrumar confusões. — Mas, pelo visto, eu não sou o único que andou se envolvendo em brigas recentemente. — o alfa mais novo riu-se ao lembrar do enorme hematoma na olho direito do médico, nítido ao ponto de ser impossível inventar desculpas, era mais que óbvio que se tratava de um soco. Ouviu quando o mais velho bufou de raiva. — Tudo isso por um ômegazinho nojento. — ralhou, parecia enojado — Aposto que está abrindo as pernas pra ele, do contrário ele nunca viria. — Ele? — Kim Mingyu. — seu tom mudara para raiva — Sempre usando a desculpa de uma alcateia mais justa e igual, apenas para ficar defendendo quem ele está comendo. Ômegas órfãos e miseráveis querendo estar no mesmo nível que os outros, não acredito que fui obrigado a atende-lo. Não haviam muitos ômegas órfãos na alcateia, era até mesmo fácil listar mentalmente possíveis pessoas a quem o médico se referia, e era impossível não pensar em Jihoon nesse momento. Procurara o ômega pelo vilarejo, mas era como se ele estivesse trancado em algum lugar... doente? — Talvez meu primo estivesse certo em te castigar. — Soonyoung fez uma careta enquanto se erguia, catando sua camisa de volta — Se sentir superior a alguém só porque esse alguém não tem família não é algo a se orgulhar, pelo contrário, deveria ter vergonha de ser alguém que pensa assim. O Zhang jogou o pagamento no chão, dando as costas para o mais velho e saindo dali. Sentia raiva, de alguma forma ele sabia que era Jihoon, sabia que o ômega estava doente e que precisava de ajuda. Precisava encontrar Jihoon. E, de fato, Soonyoung procurou por Jihoon por toda parte, até encontrar a informação certa, quando um senhor lhe informou que dois ômegas viviam sozinhos em uma casinha simples e em tempos de cair. Encontrou Wonwoo pegando água nos fundos da casa, não fora difícil reconhece-lo, Wonwoo tinha características únicas e olhos facilmente graváveis em mente. Mas não se aproximou, analisou de longe a situação em que os dois estavam vivendo, a casa estava em péssimo estado e o Lee parecia abatido. Notou o cheiro forte de Mingyu sobre o Lee mais novo, nisso o médico estava certo, Wonwoo estava mesmo se deitando com Mingyu. Mas isso não era da conta de ninguém. Aproveitou o momento em que o ômega entrou e deixou a porta aberta para poder espiar a casa por dentro, mas também não avistou Jihoon. Rodeou pela pequena casa até encontrar uma janela aberta, porta esta que dava para o quarto, onde havia um pequeno corpo encolhido entre as cobertas velhas e remendadas, era Jihoon, e não parecia nada bem. Seus lábios estavam roxos e sua pele muito pálida, também podia notar a respiração muito lenta. Seu coração doeu em ver o ômega assim. Saiu dali ainda pensando no que fazer, ele precisava fazer algo pelo Lee, não apenas para tentar se redimir por seu passado, mas porque queria, porque não queria que Jihoon continuasse doente. Talvez em um ato impensado, ou pensado demais, o alfa procurou novamente o médico, que estava quase saindo para atender outra pessoa. — O que ele tem? — surpreendeu o mais velho surgindo inesperadamente. O médico demorou para entender. — Ele quem? — O ômega que você não queria atender. O mais velho ergueu a sobrancelha, não esperava aquilo. Por ele próprio, teria respondido de forma grosseira, mas já havia entendido como agiam os membros mais novos da família do líder, e lhe bastava apenas um olho roxo. — Fraqueza. — Fraqueza? — Péssima alimentação e vida insalubre, lhe falta sangue e força no corpo. — E como se resolve isso? Soonyoung estava mesmo querendo salvar aquele ômega? Na cabeça do médico, que examinara Jihoon, tudo aquilo se tratava de alguma jogada do Zhang para se deitar com aquele rapaz. O mais velho poderia admitir que Jihoon era... ajeitadinho. — Leite, carne, verduras, frutas, essas coisas que os ômegas costumam comer. — alfas em sua maioria se alimentavam quase que inteiramente de carne, verduras e frutas eram coisa de ômegas, alfas só comiam essas coisas quando estavam dentro de cozidos e sopas — Tem mais alguma pergunta? — ele parecia impaciente. Soonyoung negou com a cabeça. O médico seguiu seu caminho e deixou o Zhang para trás. Ele ainda ficou parado por um longo tempo, se perguntando o que deveria fazer, certamente que Jihoon ou Wonwoo não aceitariam nada que viesse dele. Tocou a pequena cicatriz próxima ao olho, recordando-se do dia em que o ômega loiro o atingiu com um caco de telha, há cerca de sete ou oito anos atrás. No mesmo dia em que Jihoon disse que o odiava. Não chegava perto dele há muito tempo, mas temia que aquele ódio ainda existisse e estivesse ainda mais forte, e não culparia Jihoon por isso, ele merecia ser odiado, fora muito mau com alguém que não merecia sofrer. A verdade era que Soonyoung estava arrependido pelos insultos e mau comportamento, ele queria que de alguma forma coisas boas acontecessem com Jihoon. Queria protege-lo. E foi por isso que caminhou até a feira, comprando uma cesta grande e a enchendo com todo tipo de frutas e verduras, também comprou cobertores novos e uma vasilha com leite. Ao retornar à pequena casa dos Lee, bateu com pouca força na porta da frente, até ouvir a voz de Wonwoo avisando que já estava indo atender. Abandonou a cesta bem ali e se afastou, ficando escondido no outro lado da ruela, atrás de uma árvore. Viu quando Wonwoo olhou em redor procurando alguém, viu até mesmo quando perguntou a um vizinho se alguém esteve ali, mas aparentemente ninguém havia o visto. Depois de tudo o ômega mais novo dos Lee pegou a cesta e a levou para dentro de casa. Foi a primeira vez em muito tempo que Soonyoung sentiu que havia feito o certo. Já dentro de casa, Wonwoo foi animado mostrar a cesta para seu irmão, que mesmo esmorecido havia se sentado sobre a cama, com as pernas encolhidas. Wonwoo levou a cesta até ele, havia um sorriso estampado em seu rosto, o mais novo estava quase chorando de tamanha felicidade. — Veja, Jihoon, alguém com um coração muito bom deixou esta cesta em nossa porta! — ele dizia — Os deuses estão sendo bondosos para conosco, finalmente eles ouviram nossas orações! E, de fato, Wonwoo regava pela proteção dos deuses todos os dias. — Quem trouxe isto? — o mais velho perguntou, sua voz estava muito fraca, m*l dava para ser ouvida. — Alguém bateu em nossa porta e quando fui atender já havia ido embora. — explicou, quase pulava de tão eufórico que estava — Mas seja quem for, deve ser alguém com o coração muito bom, trouxe exatamente aquilo que o médico te mandou comer e também tem cobertores, como se houvesse adivinhado que os seus estão velhos e gastos, também havia leite, mas deixei na cozinha. — É... alguém bom. Foi a última coisa que Jihoon falou, o loiro voltou a se encolher na cama, sua pele estava gelada e sentia dores por seu corpo. O médico havia dito que estava muito fraco, notoriamente pela péssima alimentação que teve a vida toda, e a proximidade que estava de seu cio estava o deixando ainda mais sensível e fraco. Mas o que o médico não lhe disse, era que já havia visto aquilo acontecer em outros ômegas, no caso, ômegas viúvos e marcados, era estranho ver aquilo acontecer com um ômega que jamais fora marcado. O médico também lhe recomendou que passasse a ter contato com alfas, contatos íntimos, pois só o calor de um alfa curaria aquele frio intenso que vinha de dentro para fora. Mas onde Jihoon iria encontrar o calor de um alfa?
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