Quando Alice entra no quarto nos acordando, eu sinto na hora. Não é só ela. Tem mais alguém ali. Uma presença forte… antiga… como se o ar tivesse peso. Uma pessoa mais velha. Muito mais velha. Laura se senta na cama assustada, o cabelo bagunçado, o rosto pálido. Eu não digo nada. Não pergunto. Porque, de algum jeito… eu já sei. Descemos sem questionar. E isso me assusta mais do que qualquer coisa. Eu, Helena Sinclair, não sou de seguir ninguém. Eu discuto. Eu enfrento. Eu controlo. Mas ali… naquela casa… eu só sigo. Como se alguma parte de mim entendesse que não há espaço para escolhas. Tudo parece loucura. E ao mesmo tempo… Tudo parece certo demais. Na sala, a mulher mais velha nos espera. Ela não precisa se apresentar. A energia dela já faz isso. Anciã. O nome ve

