12. Rubi

961 Palavras

Guardo as notas na bolsa como quem guarda um pedaço de orgulho reconquistado. Agradeço mais uma vez, sem exagero, e Edgar apenas acena com a cabeça, como se dissesse "vai com calma" sem precisar abrir a boca. Pego Alice pela mão, que se despede do chão pegando as tampinhas como se estivesse deixando o quintal de um castelo encantado, e descemos as escadas devagar, o calor do meio-dia subindo pelas vielas apertadas. O morro está vivo. Barulho de moto, de gente rindo alto, de música saindo das janelas. Mas dentro de mim, tudo está quieto. Pela primeira vez desde que cheguei ali, sinto que tenho um fio de direção. Tenho duzentos reais na bolsa, uma filha com o estômago cheio, e uma pequena chance de recomeçar, mesmo que eu ainda não saiba por onde. Decido que não posso perder tempo. Com o p

Leitura gratuita para novos usuários
Digitalize para baixar o aplicativo
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Escritor
  • chap_listÍndice
  • likeADICIONAR