Depois do almoço, sinto uma paz estranha se espalhar pelo peito. Não é felicidade, é descanso. É a sensação de estar em um lugar onde ninguém vai arrancar o prato da minha mão ou brigar porque a comida não ficou boa. Alice comeu devagarinho, lambendo os dedos no final, e depois ficou desenhando no chão com um lápis que encontrou na estante. Ela estava... tranquila. E eu me peguei olhando pra ela como se fosse uma cena que eu tinha esquecido que existia. Assim que termino de lavar a louça do almoço, começo de novo. O instinto me diz que preciso deixar essa casa impecável, como pagamento, como gratidão, como forma de honrar o que ele fez por nós. Mesmo ele dizendo que não precisava pagar nada, eu preciso. Preciso pra mim. Começo pelos azulejos da cozinha. Pego a esponja, o desinfetante,

