15. Edar

1105 Palavras

Desço a viela no fim da tarde pra resolver umas pendências. O sol já tá se escondendo atrás das lajes, deixando aquele tom alaranjado que cobre o morro e faz parecer que tudo fica mais calmo, mesmo quando não tá. A moto do Cebola tá encostada no beco, os vapores tão trocando turno, e o bar da Dona Cássia já ligou o som baixo. Tudo parece normal, e eu gosto quando as coisas ficam normais. Normal é previsível. Normal não machuca. Mas, no meio da rua, vejo uma cena que me faz diminuir o passo sem perceber. Rubi. Ela vem descendo o morro com a menina pela mão e uma sacola leve no braço. Ao lado, a Nanda, a vizinha falante que conversa com meio mundo. As duas tão rindo de alguma coisa boba e, por um segundo, o morro inteiro parece outro lugar. Rubi tá diferente. Não de roupa, que continua s

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